NOTAS ANALÍTICAS

Refugiados em Mianmar enfrentam duplo desafio: desastres ambientais e incertezas da repatriação

Garoto em MianmarGaroto em MianmarCom o fim de 50 anos do regime militar de Mianmar, os grupos de ajuda estão começando a se preparar para um eventual retorno de uma das maiores populações de refugiados do mundo:  cerca de 1 milhão de pessoas nos acampamentos e esconderijos espalhados por cinco países. Com uma população muito jovem de refugiados nos campos, a “repatriação” significa para muitos retornar para um país que nunca conheceram, onde os seus pais sofreram abusos diversos sob um regime militar que reprimiu e perseguiu movimentos étnicos, através de táticas brutais, e onde as tensões étnicas continuam a  resultar  em derramamento de sangue, apesar de algumas reformas democráticas[1].

Outro alerta para os refugiados e deslocados internos recentes da região foi sobre aspectos climáticos: um ciclone tropical no “Mar de Andaman” é dirigido para uma área em Mianmar, onde dezenas de milhares de vítimas da violência étnica e religiosa estão vivendo nos campos de refugiados e acampamentos improvisados, acrescentando urgência aos temores sobre aquilo que a “Organização das Nações Unidas” (ONU) chamou de uma iminente “catástrofe humanitária[2].

Mianmar é local propenso a violentas tempestades tropicais. Um ciclone em 2008 matou mais de 150 mil pessoas no delta do “Rio de Irrawaddy” do país. Outra tempestade em 2010 em Mianmar ocidental – aproximadamente as mesmas áreas sob ameaça agora – forçou o deslocamento de milhares de pessoas e também provocou mortes[3].

Para se preparar para um eventual retorno, grupos de ajuda estão impulsionando o desenvolvimento de diversas competências dos refugiados, desde a construção de casas resistentes, como também a elaboração de planos de negócios para  pequenas empresas e o monitoramento de cessar-fogo, bem como de possíveis violações dos direitos humanos[4].

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Fontes consultadas:

[1] Ver: 

http://www.foxnews.com/world/2013/05/12/after-decades-in-camps-myanmar-refugees-facing-unknown-as-repatriation-looms/

[2] Ver:

http://www.nytimes.com/2013/05/12/world/asia/cyclone-could-threaten-myanmar-refugees.html?_r=0

[3] Ver: 

http://www.nytimes.com/2013/05/12/world/asia/cyclone-could-threaten-myanmar-refugees.html?_r=0

 

[4] Ver:

http://www.foxnews.com/world/2013/05/12/after-decades-in-camps-myanmar-refugees-facing-unknown-as-repatriation-looms/

NOTAS ANALÍTICAS

Crise prolongada na Síria reforça necessidade de ajuda humanitária internacional

Crianças SíriasCrianças SíriasCom o prolongamento dos conflitos e da crise na Síria, foram feitos e reforçados nos últimos meses mais pedidos e apelos por recursos de ajuda humanitária e recursos financeiros para as necessidades de sobrevivência da população refugiada.

Desde o dia 5 de abril de 2013, domingo, o “Fundo das Nações Unidas para a Infância” (UNICEF) fez um pedido por recursos para conseguir atender as necessidades de sobrevivência do grande e acelerado fluxo de refugiados[1].

NOTAS ANALÍTICAS

Deslocados internos em 2012: números crescentes, soluções urgentes

O “Internal Displacement Monitoring Centre” (IDMC)[1], estabelecido em 1998 pelo “Conselho Norueguês para os Refugiados” (NRC)[2], é atualmente o mais renomado centro de pesquisas e de ajuda humanitária para fluxos migratórios forçados. Nessa segunda- feira, dia 29 de abril de 2013, a Instituição divulgou um Relatório acerca da situação da população de deslocados internos no mundo em 2012[3].

No findar desse ano, o número total de pessoas deslocadas por conflitos armados, violência generalizada e violações dos direitos humanos em todo o planeta foi estimado em 28,8 milhões. Houve um aumento de 2,4 milhões de deslocados internos em relação ao ano anterior (2011) e foi o número de deslocados internos mais alto que o IDMC já registrou. Aproximadamente, 6,5 milhões de pessoas são deslocados internos de conflitos e violações de direitos humanos, quase o dobro dos 3,5 milhões ocorrido durante o ano de 2011[3].

NOTAS ANALÍTICAS

Violência sexual contra populações refugiadas e deslocadas

Os Governos do Reino Unido e da Somália irão organizar uma conferência internacional sobre a Somália no dia 07 de maio, no Reino UnidoOs Governos do Reino Unido e da Somália irão organizar uma conferência internacional sobre a Somália no dia 07 de maio, no Reino UnidoA organização humanitária Human Rights Watch investigou e documentou estupros e violências sexuais em conflitos armados na “República Democrática do Congo”, Colômbia, Somália, Iraque, “Serra Leoa”, Kosovo, “Costa do Marfim”, Guiné e Haiti[1].

Uma refugiada somali descreve a situação de quem, como ela, vive em campos para refugiados, nos quais a água, os alimentos, a segurança ou qualquer direito humano não pode ser assegurado de fato. Ela afirmou que “Eles não se preocupam conosco, eles não nos socorrem quando as mulheres estão chorando por ajuda[2]. Seu desabafo se refere a quem controla o acampamento para deslocados internos em Mogadíscio, a capital da Somália.

De acordo com diversas organizações humanitárias e observadores que vivem nos campos locais, as vozes da Somália vindas de deslocados internos e refugiados foram regularmente ignoradas e muitas vezes silenciadas[2].

Nesse contexto em que se faz imprescindível ouvir essa população e ainda não foi apresentada uma solução política, destaca-se que haverá uma Conferência em Londres, no dia 7 de maio de 2013. Os principais debates previstos são: a reforma dos setores de segurança e justiça, incluindo a polícia, e o combate da violência sexual.

O sucesso desta agenda e do futuro da reconstrução da Somália, por exemplo, será em parte medido pela forma como essas reformas contribuirão para a população refugiada e deslocada[3].

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Imagem Os Governos do Reino Unido e da Somália irão organizar uma conferência internacional sobre a Somália no dia 07 de maio, no Reino Unido. A conferência tem como objetivo buscar apoio internacional para o Governo da Somália para reconstrução do país após duas décadas de conflito”. (Fonte):

https://www.gov.uk/government/topical-events/somalia-conference-2013

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.hrw.org/news/2013/04/09/its-not-just-about-sexual-violence

[2] Ver:

http://www.opendemocracy.net/jamie-vernaelde-laetitia-bader/somalias-displaced-reform-test

[3] Ver:

http://somaliamediamonitoring.org/april-12-2013-daily-monitoring-report/

NOTAS ANALÍTICAS

O conflito Israel x Palestina e o silêncio sobre os refugiados palestinos

Divisão atual de Israel e dos territórios em que vivem os palestinosDivisão atual de Israel e dos territórios em que vivem os palestinosA nova escalada de violência na região da “Faixa de Gaza”, nos primeiros dias deste mês de abril, ocorre inserida em um contexto histórico e não apenas conjuntural. Como apontam vários observadores internacionais, o fundamental é destacar que houve tanto retaliação como ataque, com vários civis perdendo suas vidas em mais um confronto[1] e não apenas reduzir os discursos à divergência sobre a origem, a motivação e o número dos mísseis lançados neste momento, tal qual vem sendo feito tanto por Israel com pelo “Estado da Palestina”.

NOTAS ANALÍTICAS

Agravamento dos conflitos e violência na “República Centro Africana” atinge especialmente as crianças refugiadas

Família de deslocados internos na República Central da ÁfricaFamília de deslocados internos na República Central da ÁfricaO “Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas” (CS da ONU) alertou na segunda feira, dia 25 de março de 2013, para que as diversas partes envolvidas no conflito da “República Centro-Africana” não pratiquem qualquer espécie de violência contra civis. O alerta foi emitido após a tomada da capital, Bangui, pela coligação “Seleka*, no domingo (dia 24), quando o presidente François Bozizé foi deposto[1].

Os conflitos no país foram reiniciados em dezembro de 2012, quando a “Seleka” realizou uma série de ataques violentos, assumiu controle de várias cidades e, antes mesmo das definições das negociações de paz, realizou a tomada da capital. O “Acordo de Paz” foi definido em janeiro de 2013, em Libreville. Entretanto, para os integrantes da coligação “Seleka”, o Governo não realizou os compromissos e os acordos anteriormente assumidos.