ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

China faz concessões para produtos agrícolas americanos após diálogo “franco e construtivo”

A China concordou comprar mais produtos agrícolas dos Estados Unidos após diálogo comercial considerado como “franco, eficiente e construtivo”,realizado na quarta-feira (31 de julho de 2019), o primeiro entre os dois países, desde que as negociações foram suspensas em maio de 2019. Enquanto o lado chinês não especificou quais produtos comprará, afirmou em nota que levará em conta sua demanda interna, após meio dia de negociações em Xangai, na quarta-feira (31 de julho de 2019). Os representantes chineses também disseram que os Estados Unidos “criarão condições favoráveis para as importações”, informa o jornal South China Morning Post.

A Casa Branca, que classificou o diálogo desta semana como “construtivo”, declarou na quarta-feira (31 de julho de 2019) que os negociadores chineses viajarão para Washington para continuar as negociações “acerca de um acordo comercial exequível”, no início de setembro de 2019. 

A delegação estadunidense chegou à China na terça-feira (30 de julho de 2019) para um jantar de trabalho e as discussões oficiais ocorreram na manhã de quarta-feira e se estenderam até o período da tarde. As negociações ocorreram entre o Representante Comercial dos Estados Unidos, Robert Lighthizer, o Secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e o Vice-Primeiro-Ministro chinês, Liu He.

Plantação de soja no Estado de Ohio, nos Estados Unidos

O professor de Relações Internacionais da Universidade de Pequim, Wang Yong, analisou o estado do diálogo realizado e explica: “A China começou a comprar soja dos Estados Unidos, o que pode ajudar [Donald] Trump a conter a pressão política doméstica, enquanto as empresas de tecnologia americanas levantaram suas vozes para fazer lobby junto ao governo estadunidense para que diminua o controle sobre as exportações para [a empresa de tecnologia chinesa] Huawei”. E completa: “Os banqueiros de Wall Street também esperam investir mais na China. Se ambos os lados não conseguirem chegar a um acordo, eles vão perder o mercado chinês, o qual se espera que se abra ainda mais nos próximos anos”.

Além de comprar mais produtos agrícolas, Pequim pode prometer mudar algumas de suas regulamentações para facilitar a operação de empresas estrangeiras no país, aponta Pang Zhongying, especialista em Relações Internacionais da Universidade Oceânica da China. Pang também indica que “as questões difíceis que emperram o relacionamento comercial [entre China e Estados Unidos] não serão superadas imediatamente”.

O ex-Vice-Ministro do Comércio, Wei Jianguo, observa: “Nós não podemos encarar as atuais negociações entre China e Estados Unidos como aptas a resolver os problemas no relacionamento, mas nós podemos ver como podemos usar esses diálogos para construir confiança mútua e para acabar com a desconfiança entre os dois lados”.

Assim, podemos concluir que ainda há um longo caminho para a conclusão da guerra comercial entre Washington e Pequim, mas, diálogos como o que ocorreram nesta semana indicam que as negociações estão avançando gradativamente e lançam as bases para a construção de um relacionamento mais harmonioso entre as duas grandes potências comerciais do planeta. 

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1 VicePrimeiroMinistro da China, Liu He, e o Representante Comercial dos Estados Unidos, Robert Lighthizer” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?search=Liu+He&title=Special:Search&go=Go&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1&searchToken=ezkcjtz22lndjaaee8np2j8tq#%2Fmedia%2FFile%3ALighthizer_and_Liu_He_in_Washington%2C_April_2019.jpg

Imagem 2 Plantação de soja no Estado de Ohio, nos Estados Unidos” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Soybean_fields_in_Ohio#/media/File:Multicolor_soybeans_in_Hale_Township.jpg

NOTAS ANALÍTICASSegurança Internacional

Caças Su-35 aperfeiçoados pelos chineses voam sobre o Mar do Sul da China

Pilotos da Força Aérea do Exército de Libertação do Povo testaram as capacidades de ataque antinavio de seus avançados caças de origem russa Sukhoi Su-35 sobre o Mar do Sul da China. Uma brigada da Força Aérea do Teatro do Comando do Sul fez parte dos exercícios, após a realização das modificações das aeronaves russas Sukhoi, informa o jornal South China Morning Post.

O Su-35 é uma atualização do Su-27, que entrou em serviço na União Soviética em 1985. O modelo possui um motor mais poderoso para garantir maior manobrabilidade e a habilidade de transportar uma carga de até oito toneladas, incluindo mísseis antinavio. O governo chinês encomendou seus vinte e quatro Su-35s em 2015 a um custo de 2,5 bilhões de dólares (aproximadamente 9,45 bilhões de reais, de acordo com a cotação de 26 de julho de 2019). O primeiro conjunto de quatro aeronaves chegou à China em dezembro de 2016 e o pedido foi completado em abril de 2019.

O piloto Song Lindong relata que “as modificações enfatizaram o papel desempenhado pelos armamentos do Su-35 em realizar táticas de combate, aproximando as tripulações da situação de um campo de batalha real”.

Mapa do Mar do Sul da China

Os exercícios incluíram um ataque repetido por três aeronaves contra um alvo no mar, combinado com táticas evasivas e táticas noturnas. Todos os 24 Su-35s da China foram designados para uma Brigada perto de Zhejiang, na Província de Guangdong, onde o Comando do Sul supervisiona as operações no Mar do Sul da China.

A Brigada, que recebeu a alcunha de “Espada do Sul”, fez parte de diversas missões de alto-nível, incluindo patrulhas sobre pontos estratégicos do Mar do Sul da China e operações conjuntas ao redor do espaço aéreo da ilha de Taiwan, com as aeronaves do Teatro do Comando do Leste, em 2018.

Tensões na área aumentaram desde que a Marinha dos Estados Unidos realizaram o que Washington chama de “operações de liberdade de navegação” nas proximidades das ilhas e recifes reivindicados por Pequim. Assim, os militares chineses realizaram diversas melhorias em seus Su-35s como forma de aumentar sua capacidade de monitoramento e presença na região.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1 Imagem ilustrativa das aeronaves Su35” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?title=Special:Search&limit=20&offset=80&profile=default&search=su-35&advancedSearch-current={}&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:Su-35S_(36349482281).jpg

Imagem 2 Mapa do Mar do Sul da China” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?sort=relevance&search=South+China+Sea&title=Special%3ASearch&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:SouthChinaSea.png

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Embaixador indiano em Pequim pede por diálogo entre as Marinhas chinesa e indiana

As Marinhas chinesa e indiana precisam comunicar-se porque elas estão operando a uma distância cada vez menor”,defende o Embaixador da Índia em Pequim, Vikram Misri. “Enquanto as forças militares das duas nações comunicam-se extensivamente, tal fato ocorre principalmente entre as forças terrestres, e isso deve se estender às forças navais e aéreas”,afirma Misri para o jornal South China Morning Post.

A China e a Índia realizaram esforços para reparar suas relações desde um tenso confronto no platô do Doklam, em 2017, quando as comunicações entre as suas forças militares ao longo da fronteira se mostraram inadequadas para conter a tensão. O diplomata indiano apontou que as duas nações fizeram grande progresso e abriram novas bases, onde “os oficiais de fronteira podem se encontrar e intercambiar informações, ou compartilhar pontos de vista sobre alguma situação em particular”.

A Índia decidiu não integrar a Iniciativa do Cinturão e Rota (ICR), o projeto global de comércio e infraestrutura desenvolvido pelo governo chinês. Misri indica: “Nossas preocupações em relação a essa iniciativa em particular estão muito claras, e nós continuamos a compartilhá-las muito francamente com nossos parceiros chineses. Eu acredito que há compreensão da parte de nossos parceiros chineses em relação a isso”.

Mapa da região do IndoPacífico

Para o Embaixador, as duas nações não devem permitir que suas diferenças se tornem disputas e elas devem se focar em áreas nas quais podem cooperar. Uma dessas áreas é a cooperação marítima e de investimentos na região do Indo-Pacífico, incluindo o setor de infraestrutura, resposta a desastres e combate ao terrorismo.

O representante indiano procurou esclarecer: “[A nossa visão de Indo-Pacífico] é uma visão que objetiva a cooperação econômica e para o desenvolvimento no espaço do Indo-Pacífico”, lembrando que a Índia está discutindo possibilidades de cooperação com a China.

Pode-se concluir que o aprimoramento da comunicação e as possibilidades de cooperação entre as duas economias emergentes da Ásia aumentam a confiança entre elas, solidificam o processo de redução de tensões na região e criam oportunidades de desenvolvimento para ambas as nações e para o continente como um todo.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1 Oficiais da Marinha da Índia interagindo com oficiais da Marinha da China em Visakhapatnamna Índia, em 2014” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?search=indian+navy+chinese+navy&title=Special%3ASearch&go=Go&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:Indian_Navy_officers_interacting_with_PLA_Navy_officers_at_Visakhapatnam_in_2014.jpg

Imagem 2 Mapa da região do IndoPacífico” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?search=File%3AIndo-Pacific+region+map.png&title=Special%3ASearch&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:Indo-Pacific_biogeographic_region_map-en.png

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Indonésia pede à China fundo especial da Iniciativa do Cinturão e Rota

A Indonésia pediu à China que estabeleça um fundo especial dentro da sua Iniciativa do Cinturão e Rota (ICR) para investimento no país, após oferecer à Pequim a participação em aproximadamente 30 projetos no valor de 91 bilhões de dólares (345,9 bilhões de reais de acordo com a cotação de 4 de julho de 2019), afirmaram os oficiais do governo indonésio na quarta-feira (3 de julho de 2019), informa o jornal South China Morning Post.

A maior economia do Sudeste Asiático não esteve entre os principais beneficiários da ICR. Jacarta afirma que isso ocorre porque insistiu que qualquer empréstimo dentro da estrutura da Iniciativa deve ser feito entre empresaspara evitar a exposição do governo no caso de inadimplência.

O Presidente indonésio Joko Widodo solicitou um fundo especial durante uma reunião com o Presidente da China, Xi Jinping, na ocasião do encontro do Grupo dos 20, no Japão, na semana passada (28 e 29 de junho de 2019), declara a Ministra das Finanças da Indonésia, Sri Mulyani Indrawati. 

Encontro dos Chefes de Estado dos paísesmembros do G20, em Osaka, no Japão

Indrawati aponta que recebeu a responsabilidade de desenvolver a estrutura do fundo, incluindo uma proposta para o governo chinês acerca do tamanho deste e dos critérios para a realização dos empréstimos concedidos por ele. A Ministraafirmou: “Estou atualmente fazendo um estudo sobre sua forma, seu mecanismo, seu tamanho, e as consequências de seus custos, é claro”. Segundo o Ministro de Coordenação para Assuntos Marítimos, Luhut Pandjaitan, o fundo fornecerá empréstimos “com juros baixos em relação ao investimento na Indonésia, em parceria com companhias indonésias”.

Atualmente, o projeto da ICR de maior porte na Indonésia é uma linha férrea para um trem de alta velocidade no valor de 6 bilhões de dólares (22,8 bilhões de reais segundo a cotação de 4 de julho de 2019), conectando Jacarta ao centro têxtil de Bandung, desenvolvida por meio de um consórcio entre empresas estatais chinesas e indonésias, em 2015. Outro projeto de grande importância é a usina hidrelétrica de 1,5 bilhão de dólares (5,7 bilhões de reais ainda de acordo com a cotação de 4 de julho de 2019), financiada por Bancos chineses e construída pela empresa estatal chinesa Sinohydro, em Batang Toru, na ilha de Sumatra.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1 O Presidente da IndonésiaJoko Widodoencontra o Presidente da ChinaXi Jinping (março de 2015)” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b7/Jokowi_Xi_Jinping_2015.jpg

Imagem 2 Encontro dos Chefes de Estado dos paísesmembros do G20, em Osaka, no Japão” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/w/index.php?search=G20+Osaka&title=Special%3ASearch&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:Family_photo_of_G20_Osaka_Summit_by_Daniel_Scavino_Jr.jpg
ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Xi Jinping faz primeira visita oficial à Coreia do Norte

Na quinta-feira (20 de junho), o Presidente da China, Xi Jinping, realizou sua primeira visita oficial à Coreia do Norte e esta é a primeira visita que um Chefe de Estado chinês faz ao país nos últimos 14 anos. Xi estava acompanhado pela Primeira-Dama, Peng Liyuan, bem como pelo Ministro de Negócios Estrangeiros, Wang Yi, e pelo diplomata sênior Yang Jiechi, informa o jornal South China Morning Post.

O Mandatário chinês foi recepcionado pelo Líder Supremo da Coreia do Norte, Kim Jong-un, no Aeroporto Internacional Sunan, em Pyongyang. Kim estava acompanhado pelo Conselheiro Econômico, Pak Pong-ju, e pelo diplomata sênior Ri Yong-ho. Os oficiais norte-coreanos organizaram uma cerimônia de boas-vindas no aeroporto. Uma banda militar tocou os hinos de ambas as nações, e Xi e Kim fizeram uma revista da guarda de honra do Exército norte-coreano.

Posteriormente, os dois Chefes de Estado realizaram uma reunião, na qual Xi elogiou os esforços de desnuclearização da península e disse que espera que a Coreia do Norte e os Estados Unidos possam continuar a negociar sobre essa questão.  

O Líder Supremo da Coreia do Norte, Kim Jong-un

O jornal estatal norte-coreano Rodong Sinmun noticiou: “O Camarada Xi Jinping está visitando nosso país em face a desafios graves e cruciais devido às complexas relações internacionais, o que claramente mostra que o Partido chinês e o governo [norte-coreano] atribuem grande significado à amizade entre os dois países”.

Na avaliação de James Downes, professor de política comparada da Universidade Chinesa de Hong Kong, ambos os governos buscam consolidar a base comum de suas ideologias políticas durante o encontro. Downes explicou: “A vantagem que a China possui em relação aos Estados Unidos ao se aliar com Kim é a similaridade na ideologia política. (…) Basicamente, é provável que o relacionamento entre a China e a Coreia do Norte permaneça forte no futuro próximo”.

Harry Kazianis, diretor sênior de Estudos Coreanos do think tank Centro para o Interesse Nacional, localizado em Washington, conclui: “A visita trata mais de simbolismo do que de substância, mas ambas as nações estão sentindo a pressão de Washington: a Coreia do Norte em relação à desnuclearização e a China em relação ao comércio. Xi e Kim podem se beneficiar grandemente se eles se aliarem contra o governo Trump”.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1 O Presidente chinês, Xi Jinping, e a primeiradama Li Pengyuan” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?search=xi+jinping+peng&title=Special:Search&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1&searchToken=3fwqxdt30n1d88btl6ik6rkw8#%2Fmedia%2FFile%3ALlegada_de_Xi_Jinping%2C_presidente_de_China_%2831169346437%29.jpg

Imagem 2 O Líder Supremo da Coreia do Norte, Kim Jongun” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?search=kim+jong-un&title=Special%3ASearch&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:Kim_Jong-un_Portrait.jpg

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Pequim declara que o porta-aviões Liaoning não atua em disputas territoriais

Pequim afirmou que o aparecimento de um porta-aviões chinês no Mar do Leste da China, na terça-feira (11 de junho de 2019), não tinha relação com as disputas territoriais na região, mas era parte de um treinamento de rotina. O Liaoning, o único porta-aviões totalmente operacional do país, e vários outros navios foram vistos pelas Forças de Autodefesa do Japão seguindo em direção ao Oceano Pacífico, através do Estreito de Miyako, que separa as ilhas japonesas Miyako e Okinawa, informou o jornal South China Morning Post.

O governo chinês apontou que se tratava de uma missão de rotina que estava sendo conduzida de acordo com o Direito Internacional, e pediu que as outras nações respeitem o direito de passagem das embarcações chinesas. Além disso, relembrou que as operações do Liaoning cobrem as quatro áreas de proteção do tráfego marítimo: a diplomacia naval, a dissuasão regional, a ajuda humanitária e as missões de resgate.

A sua missão no Pacífico envolvia pelo menos cinco outras embarcações, dois destroieres dotados de mísseis teleguiados, duas fragatas e um navio de suprimentos, de acordo com as fotografias liberadas pelo Ministério da Defesa do Japão. A presença do navio de apoio de combate Tipo 901 Hulun Lake, de 45 mil toneladas, sugere que o Liaoning estava indo em direção ao alto-mar, e é a primeira vez que uma embarcação desse tipo participa de uma das missões do porta-aviões.

Localização do Estreito de Miyako, entre as ilhas Miyako e Okinawa

O especialista naval, Li Jie, aponta: “Nós vamos ver o quão longe eles vão, [mas]…o principal propósito de um porta-aviões é que ele possa operar em alto-mar”.O apoio de um navio de suprimentos permitiria que o Liaoning viajasse 10 mil milhas náuticas ou conduzisse milhares de horas de operações, algo essencial nessas missões, segundo Li.

O exercício do porta-aviões no Pacífico é o primeiro desde que passou por um amplo programa de manutenção no início de 2018. Os 300 quilômetros de largura do Estreito de Miyako são a rota mais conveniente para que a Marinha e a Força Aérea da China acessem o Pacífico Ocidental.

Na avaliação de Li: “O Estreito de Miyako é largo o suficiente e as condições marítimas são geralmente estáveis. As missões de treinamento no Pacífico vão se tornar rotina e outros porta-aviões chineses provavelmente também vão usar essa rota”.

O Mar do Leste da China é considerado uma região geopoliticamente sensível por Pequim e por Tóquio devido à disputa entre as duas nações pelas ilhas Diaoyu/Senkaku, que ocorre desde 1970, pois a área das ilhas é rica em petróleo e gás natural. Dessa forma, a movimentação de embarcações militares chinesas ou japonesas na região é motivo de desconforto para ambos os lados. 

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1 Portaaviões Liaoning na Baía de Hong Kong (2017)” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Chinese_aircraft_carrier_Liaoning#/media/File:Aircraft_Carrier_Liaoning_CV-16.jpg

Imagem 2 Localização do Estreito de Miyako, entre as ilhas Miyako e Okinawa” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Miyako_Strait#/media/File:Location_of_the_Ryukyu_Islands.JPG