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“O Mundo do Trabalho 2013”: a desigualdade ainda ameaça

A “Organização Internacional do Trabalho” (OIT) divulgou na última segunda-feira, 3 de junho, seu relatório “O Mundo do Trabalho 2013: Reparando o Tecido Econômico e Social”, no qual traz um panorama do atual mercado de trabalho, bem como prognósticos para os próximos anos.

Segundo o estudo, enquanto países em desenvolvimento estão atingindo melhores níveis em índices de desigualdade de renda e taxas de emprego, as economias avançadas tem registrado maior desigualdade com maiores percentuais de desemprego, especialmente nos últimos 2 anos[1].

NOTAS ANALÍTICAS

Baixos preços das commodities podem ameaçar economias latino-americanas

Após o período singular que viveu o comércio exterior entre 2010 e 2011, os preços das commodities parecem continuar a seguir a tendência de queda observada no ano passado. Somente neste ano, os preços do cobre e do ouro caíram 12% e 17% respectivamente, enquanto o barril de petróleo permanece abaixo dos 100 dólares[1].

Outras matérias-primas também vivem o mesmo cenário. O preço da tonelada de minério de ferro apresentou queda de aproximadamente 15% se comparado com a média de 126 dólares atingida em 2011; já a soja passou de 700 dólares a tonelada em agosto e chega hoje a 520 dólares[2].

NOTAS ANALÍTICAS

Dados da Alemanha mostram relativa recuperação econômica em março

Apesar do cenário econômico desfavorável, a “Agência Federal de Estatísticas da Alemanha” divulgou na última sexta-feira, 10 de maio, os dados do comércio exterior para março. Depois de enfrentar uma contração mais acentuada no ano passado que se arrastou até o começo deste ano, os números sugerem uma possível retomada do crescimento.

Em março, as exportações tiveram aumento de 0,5% em relação a fevereiro, com queda de 4,2% na comparação com março de 2012, enquanto as importações cresceram 0,8%, abaixo da expectativa de 1,5%[1]. Ainda assim, considerando a importância do comércio exterior para a economia alemã, os dados são bem-vindos após um fevereiro de recessão, em que os índices encolheram.

NOTAS ANALÍTICAS

Brasileiro e mexicano permanecem na disputa final na OMC

Logo da Organização Mundial do ComércioA “Organização Mundial do Comércio” (OMC) anunciou na última sexta-feira, 26 de abril, o resultado da segunda rodada para a eleição do novo diretor-geral da organização, substituindo Pascal Lamy a partir de setembro desse ano.

A disputa mais concorrida desde o início da existência do Organismo começou com nove candidatos, dos quais cinco foram selecionados na primeira fase, realizada no começo de abril. Dos cinco nomes – que incluíam candidatos da “Nova Zelândia”, Indonésia e “Coreia do Sul” – foram escolhidos o brasileiro Roberto Azevêdo e o mexicano Herminio Blanco.

NOTAS ANALÍTICAS

Índia pretende expandir comércio com o MERCOSUL

Mercosul e IndiaO Governo indiano demonstrou na semana passada, em 8 de abril, a pretensão de aprofundar as relações comerciais com o MERCOSUL. O ministro do Comércio indiano Anand Sharma declarou em Genebra: “Queremos aumentar nosso intercâmbio comercial com o Brasil e com o Mercosul […]. Nossa meta é a de chegar a ter um volume total de comércio de US$ 25 bilhões até 2015[1].

Com a desaceleração das economias de seus principais parceiros comerciais, como a “União Europeia” e os “Estados Unidos[2], a Índia estaria procurando alternativas em mercados emergentes, como o Brasil.

NOTAS ANALÍTICAS

Novos rumos no comércio entre Brasil e UE

Brasil - União EuropeiaApesar da forte tendência na relação comercial entre Brasil eUnião Europeia” (UE) favorecer o lado brasileiro, uma nova direção aponta para um cenário diverso. Dados do Eurostat e do “Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior” (MDIC) indicam a reversão gradual deste quadro.

Desde o último trimestre de 2011, a balança comercial – deficitária há mais de uma década para os europeus – mostra a superação das exportações do bloco para o país sulamericano sobre as importações, contabilizando saldo de 571 milhões de euros. Os últimos números mostram, entretanto, que no primeiro trimestre de 2013 o déficit brasileiro somou 1.84 bilhão de dólares, 830% superior ao registrado no mesmo período de 2012 [1].