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[:pt]São Paulo será o cenário do próximo Fórum Econômico Mundial[:]

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Durante o encerramento do Fórum Econômico Mundial, que ocorreu este ano (2017) em Buenos Aires, capital da Argentina, foi anunciado pelo Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil, Marcos Pereira, que a próxima edição latino-americana do Fórum, em 2018, será sediada na cidade de São Paulo, depois de um jejum de 7 (sete) anos de ausência do evento em território brasileiro.

Dessa forma, o Brasil assumirá o protagonismo no cenário internacional, abrigando um dos principais eventos da esfera econômica de âmbito mundial. Observadores do mundo inteiro estarão no decorrer desses dias no país, tratando das questões mais urgentes que inquietam a comunidade internacional.

O próprio Ministro tratou pessoalmente da negociação com o fundador do Fórum, Klaus Shcwab, para que ele fosse realizado no Brasil. O evento é grandioso. Na edição realizada na Argentina, neste ano, mais de mil empresários de diversos setores produtivos, Ministros de Estado e funcionários do mais alto escalão das empresas privadas, do setor público e de organismos internacionais estiveram presentes, pensando nas mais diversas temáticas, as quais foram apresentadas no Fórum Econômico.

O Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também se mostrou muito entusiasmado com a realização do próximo Fórum no município de São Paulo que é considerado a cidade mais cosmopolita do Brasil, ideal para abrigar um evento desse porte.

Entretanto, diante de todos os esforços, o Ministro Marcos Pereira é o mais acalorado. “Fico muito orgulhoso que o WEF Latin America será sediado no próximo ano em São Paulo. O governo brasileiro está empenhado em receber todos os representantes dos governos da América Latina e também do setor produtivo e acadêmico em nossa cidade”, declarou no encerramento do evento deste ano.

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Imagem 1 Avenida Paulista à noite” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Avenida_Paulista

Imagem 2 Museu de Arte de São Paulo” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Avenida_paulista_masp.jpg

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[:pt]Suprema Corte de Justiça da Venezuela retrocede e anula decisão que ampliava os poderes do Presidente[:]

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A Venezuela atravessa uma das maiores e mais difíceis instabilidades políticas que se tem notícia em sua história A crise se arrasta e parece não ter fim. A cada dia, um fato novo é posto, dificultando chegar a um consenso para a recuperação da estabilidade política e social e, assim, retomar o desenvolvimento que a sociedade necessita, uma vez que o país enfrenta uma situação de caos financeiro, político, econômico e social.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) já tinha sinalizado sua intervenção na crise venezuelana, no sentido de evitar a “ruptura total da ordem democrática. Ocorre que no último dia 1o, a Suprema Corte de Justiça da Venezuela tomou uma decisão que foi vista como controversa pelos políticos de oposição ao presidente Nicolás Maduro e também pelos governos de outros países.

Na sentença, a Justiça venezuelana tinha dado ao presidente Maduro amplos poderes em casos de crime organizado e terrorismo, limitando a imunidade parlamentar. Além disso, na decisão, a Suprema Corte ainda anunciou que faria parte das funções parlamentares enquanto houvesse “situação de desprezo e invalidade dos atos da Assembleia Nacional.

A opinião da Justiça é que a Assembleia está em confronto com o Poder Judiciário desde que esta, sob o controle da Oposição, permitiu que fossem incorporados três Deputados do Estado do Amazonas, os legisladores indígenas Julio Ygarza, Nirma Guarulla e Romel Guzamana, que tiveram suas eleições impugnadas após o pleito de 2015.

Tudo começou quando os opositores obtiveram a maioria nas últimas eleições legislativas no ano de 2015 e a Assembleia tornou-se alvo de disputa de poder, rachando três dos poderes do Estado Venezuelano, o Executivo e Judiciário contra o Legislativo. Ressalte-se que na Venezuela o Estado tem cinco poderes, além dos três citados. Há o Poder Popular e o Poder Eleitoral, independentes em relação aos demais.

Assim sendo, a direção do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela declarou que não suprimiu as funções do Poder Legislativo e que é responsabilidade do próprio Parlamento “reassumir” suas funções, acatando as decisões do Poder Judiciário.

O recuo foi feito a pedido do próprio Presidente venezuelano que, através da convocação do Conselho de Defesa da Nação, órgão de consulta que auxilia o Chefe do Executivo, solicitou que o Tribunal revisasse essas sentenças.

Diante dos fatos que tinham ocorrido, o Governo da Venezuela foi acusado de promover um Golpe de Estado no país. Houve manifestações e protestos, quando bloquearam as principais vias lideradas pelos parlamentares da Oposição.

O presidente Maduro se defendeu das acusações e voltou a responsabilizar o Governo norte-americano. Declarou: “A República Bolivariana da Venezuela repudia a arremetida dos governos da direita intolerantes e pró-imperialistas da região, dirigida pelo Departamento de Estado e pelos centros de poder norte-americanos, que mediante falsidades e ignomínias pretendem atentar contra o Estado de Direito na Venezuela e sua ordem constitucional”.

O cenário político é preocupante. Por isso, os países que compõe o Mercosul decidiram marcar uma reunião urgente para debater a  “grave situação institucional” da Venezuela, além de reiterar o apoio do Bloco aos princípios do Estado de Direito.

Além dessa manifestação do Bloco sul-americano, Argentina, Brasil, Canadá, Costa Rica, Estados Unidos, Guatemala, Panamá e Peru também manifestaram sua preocupação pela decisão do Supremo Tribunal venezuelano, mostrando que também estão imbuídos no objetivo de ajudar a resolver esse imbróglio político na Venezuela.

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Imagem 1 A reunião do Tribunal Supremo de Justiça (TJS) em 28 de março de 2017” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Autogolpe_de_Estado_na_Venezuela_em_2017

Imagem 2 Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em fevereiro de 2017” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Autogolpe_de_Estado_na_Venezuela_em_2017

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[:pt]Mais um passo para o estabelecimento da paz: Líder rebelde das FARC se entrega[:]

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No último dia 18 de março, um dos maiores líderes da Força Revolucionária da Colômbia (Farc) que ainda resistia ao Acordo de Paz se entregou espontaneamente às autoridades colombianas. Carlos Carvajal, conhecido como “Alexander Mojoso” rendeu-se em Cartagena de Chairá, uma pequena localidade a cerca de 370 quilômetros da Capital da Colômbia, Bogotá.

Conforme informado pela Rádio Caracol, Carvajal era o líder da “Frente 14”, uma das unidades do grupo guerrilheiro que foi desarticulada e operava principalmente no departamento Caquetá, localizado na região amazônica. Ele já tinha abandonado a guerrilha antes do início da mobilização, quando aproximadamente 7 mil soldados do grupo se dirigiram a pontos designados para entregarem suas armas e retornarem à vida civil.

A partir do momento em que se entregou, o ex-líder começou a fazer parte do programa de atenção humanitária aos desmobilizados, destacando-se que ele é acusado de vários crimes, dentre os quais, porte ilegal de armas, rebelião e fuga de presos.

Tal fato sinaliza que grupos das FARC opositores ao Acordo vêm perdendo mais força, já que seus principais líderes antagonistas não têm resistido à pressão do Governo colombiano, da população e da opinião pública de vários países em torno do estabelecimento da paz no país.

Um exemplo dessa pressão para que a Paz seja instaurada definitivamente foi uma oferta feita por Cuba ao Governo da Colômbia e as FARC. O Governo cubano concedeu mil bolsas de estudos para o curso de Medicina, como contribuição à implementação do Acordo, que visa superar meio século de conflito armado. Vale ressaltar que Cuba esteve à frente dos diálogos entre o presidente colombiano Juan Manuel Santos e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia desde 2012, intermediando o Acordo de Paz.

As bolsas que serão distribuídas igualmente (500 para o Governo e 500 para o grupo guerrilheiro) e a ação é tida como uma forma de integrar os ex-guerrilheiros à sociedade do país, para beneficiarem as vítimas do conflito armado. Segundo foi informado, o objetivo cubano é contribuir para o desfecho do Acordo.

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Imagem 1 Bandeira das FARC” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/For%C3%A7as_Armadas_Revolucion%C3%A1rias_da_Col%C3%B4mbia

Imagem  2Guerrilheiros das FARC” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/For%C3%A7as_Armadas_Revolucion%C3%A1rias_da_Col%C3%B4mbia

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[:pt]Governo venezuelano declara Brasil como uma “Vergonha Mundial”[:]

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O Governo venezuelano, até hoje, não manifestou aceitar o impeachment sofrido pela ex-presidente Dilma Rousseff. Tal reprovação ficou mais explícita com a declaração feita pela chanceler venezuelana Delcy Rodríguez, na semana passada, durante o Fórum Anti-Imperialista de Hugo Chávez. Em suas palavras: “Lamentavelmente, o Brasil é uma vergonha mundial. Todos os seus políticos estão envolvidos em algum escândalo desde que deram esse golpe de Estado contra Dilma Rousseff”.

Ela completou sua fala acusando os políticos brasileiros de corrupção e ainda disse que eles não se importam com o país, usando como reforço o argumento da polarização ideológica que existe no continente, segundo o qual “a direita imperialista lhes estende o tapete vermelho”. A Chanceler da Venezuela foi além e criticou os líderes latino-americanos em geral, lamentando que eles tenham aderido ao modelo capitalista, que só favorece ao racismo e à rejeição dos setores mais vulneráveis da sociedade.

Rodríguez direcionou seus argumentos ainda para os Estados Unidos de Donald Trump, classificando suas políticas de imigração como xenófobas. A diplomata também não poupou suas críticas durante uma conferência nos Estados Unidos, onde o Presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, declarou que a América Latina é como um cão deitado em um tapete e que não representava nenhuma preocupação para os EUA, com exceção da Venezuela, que, em sua opinião, tornou-se um “grande problema. Delcy Rodríguez, em resposta, usou termos ríspidos e chamou o Presidente do Peru de covarde e cachorro simpático. O Governo peruano, por sua vez, decidiu rechaçar as observações da representante da Venezuela e informou que encaminhará uma nota de repúdio.

Vale observar que o Governo Michel Temer adotou como uma das suas primeiras medidas na área internacional o impedimento de a Venezuela assumir a Presidência Pró-Tempore do Mercosul, conforme atuação e manifestação do então chanceler brasileiro José Serra, que justificou tal atitude pelo fato de o Governo venezuelano não ter cumprido as normas e condições exigidas pelos protocolos do Mercosul, apesar de defensores da Venezuela afirmarem que o Brasil tinha mudado as regras de ocupação da Presidência do Mercosul. Nesse momento, o sucessor do senador José Serra, o atual Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, tem um discurso ainda mais incisivo sobre o tema.

Certamente, Rodríguez tem usado das notícias que vem sendo disseminadas na mídia para fazer as acusações de corrupção sobre os membros do Governo e, dentre essas notícias, tanto Serra quanto Aloysio têm seus nomes citados na operação lava jato, embora tal citação necessite ser ainda investigada.

Independentemente desta manifestação ocorrida, o Governo venezuelano vem repelindo e criticando o Brasil e o atual Governo Temer nas oportunidades em que pode, pois vem recebendo ações duras do Brasil. Porém, certamente, tal postura da Venezuela decorre, em especial, da aproximação ideológica e afetiva que este país tinha com os Governos Lula e Dilma Rousseff.

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Imagem 1  “Marco Fronteiriço entre Brasil e Venezuela” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c9/Frontera_Venezuela_Brasil.jpg

Imagem 2  “Chanceler Venezuelana, Delcy Rodríguez ” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Delcy_Rodr%C3%ADguez#/media/File:Delcy_Rodriguez_June_2016_(27571633682)_(cropped).jpg

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AMÉRICA DO NORTEAMÉRICA LATINAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICASSociedade Internacional

[:pt]O esquema da Odebrecht se articulou em vários países [:]

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Conforme vem sendo disseminado na mídia internacional, em especial na latino-americana, o esquema elaborado pela empresa Odebrecht superou as fronteiras brasileiras. Segundo levantamento feito pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ), foram aproximadamente US$ 788 milhões de dólares distribuídos em propina em 12 países: Angola, Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru, República Dominicana e Venezuela.

Tal cifra veio a público após o anúncio do acordo de leniência da Odebrecht e da Braskem com os Ministérios Públicos brasileiro, americano e suíço. Conforme foi disseminado após delação de diretores da empresa, a Odebrecht implementou em sua estrutura um “Departamento de Propina”, o nome adequado para o Setor de Operações estruturado para operar o esquema, necessário devido as grandes cifras que eram disponibilizadas pela estrutura da organização.

Os Estados latino-americanos anunciaram que vão investigar os pagamentos que eram feitos por executivos da empreiteira brasileira que é investigada na Operação Lava Jato, os quais tinham como objetivo obter vantagens em contratos com a administração pública de seus respectivos países. Ressalte-se que, no entanto, sete dos Estados da América Latina envolvidos no esquema (Argentina, Colômbia, Equador, Panamá, Peru, México e Venezuela) têm diferentes opiniões acerca do caso.

O Presidente peruano, Pedro Pablo Kuczynsk, por exemplo, negou envolvimento no caso de corrupção. Já o Governo do Equador informou que irá investigar o fato. Os colombianos irão cancelar os contratos em que forem comprovadas as ocorrências de pagamento de propina. A Argentina, por sua vez, pediu aos investigadores da Lava Jato informações mais detalhadas. A Venezuela anunciou que irá apurar as denúncias. O Governo do Panamá garantiu que irá processar e punir com rigor os integrantes do Governo que receberam dinheiro da corrupção e, por fim, o México abriu investigações para apurar o pagamento da propina.

Pouco a pouco, cada nova operação, no âmbito da Operação-Mãe (a Lava Jato), vem revelando os casos de corrupção que estão desencadeando crises pelos países onde tal prática é descoberta. A Lava Jato, que é considerada a maior investigação da história do Brasil, trouxe à tona um vasto esquema de corrupção em que estão envolvidos comandantes de empresas poderosas e diversos políticos, inclusive Chefes de Estados, ultrapassando as fronteiras do Brasil.

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Imagem 1 Manifestação a favor do juiz Sérgio Moro na Avenida Paulista, São Paulo, 4 dezembro de 2016” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/10_Medidas_contra_a_corrup%C3%A7%C3%A3o

Imagem 2 Polícia Federal ao chegar na sede da Construtora Odebrecht, durante as atividades da Operação Acarajé, 23ª fase da Operação Lava Jato” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Operação_Lava_Jato

Imagem 3 Presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynsk” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_Pablo_Kuczynski

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AMÉRICA LATINAANÁLISES DE CONJUNTURA

[:pt]Presidente argentino faz visita oficial ao Brasil[:]

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No último dia 7 de fevereiro, terça-feira passada, o Presidente da Argentina, Mauricio Macri, fez uma visita oficial ao Brasil, reunindo-se com o presidente brasileiro Michel Temer, além de várias outras autoridades. Desde que assumiu o mandato presidencial da Argentina, em dezembro de 2015, esta foi sua primeira visita ao território brasileiro, sob a administração de Michel Temer. Vale ressaltar que a Argentina foi também o primeiro Estado a reconhecer oficialmente a legitimidade do Governo Temer, sendo tal reconhecimento expressado por meio de nota publicada pelo Governo da Argentina.

Entretanto, esse não é o primeiro encontro entre os dois presidentes. Michel Temer esteve em Buenos Aires em outubro de 2016, quando se reuniu com seu homólogo e, além disso, no momento em que foi eleito, em 2015, Macri veio ao Brasil para dialogar com a então presidente Dilma Rousseff.

Mauricio Macri foi recebido com as devidas Honras de Estado no Congresso brasileiro e no Palácio do Planalto e, dentre os assuntos tratados, esteve na pauta a situação do Mercosul  em que ambos os países são membros –, os assuntos bilaterais das relações comerciais, a segurança nas fronteiras, bem como a questão específica da Venezuela. Por serem parceiros cada vez mais próximos, ficou claro que eles pretendem se unir em relação à tendência protecionista do presidente americano Donald Trump.

O Governo de Michel Temer considera a vinda de Macri como uma resposta à visita feita à Argentina pelo brasileiro quando foi empossado Presidente do Brasil. Cumpre destacar que ambos os Chefes de Estado compartilham de pensamentos, sobretudo na área econômica, mas, como foi exposto no periódico El País, “O mandatário argentino decidiu apoiar Temer desde o primeiro momento, não só por sua afinidade de perspectivas, mas, também, pelo interesse econômico envolvido. O Brasil é essencial para a Argentina, independentemente de quem está no Governo e a instabilidade política no vizinho [Brasil] é uma má notícia para o país austral [Argentina]”.

Quando Dilma Rousseff ainda era a Presidente brasileira, a relação com a Argentina era amistosa, especialmente pela proximidade programática e ideológica com o Kirchnerismo, entretanto, era clara a distância política entre ela e o atual presidente Macri, que naquele momento comandava Buenos Aires. Quando o impeachment foi cogitado, a Argentina, já com o Macri no poder, não fez menção a situação política do Brasil e não se manifestou sobre o assunto.

Ressalte-se que Argentina é um Estado importante para a balança comercial do Brasil. Em 2015, o país foi o terceiro maior destino das exportações brasileiras. Dessa forma, vale salientar que o país vem sofrendo com a grave crise econômica pela qual o Brasil está passando, já que se reflete principalmente na sua indústria, particularmente no setor automobilístico. A frase frequentemente usada por analistas argentinos e até mesmo pelo presidente Macri ilustra bem a interdependência entre Brasil e Argentina e a consciência que os argentinos tem dessa situação: “Quando o Brasil espirra, a Argentina tem uma pneumonia”.

Independentemente das proximidades políticas e convergência de posicionamentos, o tema prioritário da visita de Macri diz respeito à eliminação de entraves comerciais entre os dois países. Os pontos considerados de “bloqueiodizem respeito ao tempo para emissão de licenças não automáticas de exportação de produtos brasileiros para a Argentina e as barreiras fitossanitárias impostas para a prevenção de contaminações biológicas e químicas.

Outro ponto relevante é o acordo automotivo, que prevê um livre comércio do setor entre os países a partir de 2020. Vale ressaltar que este Tratado já foi assinado, mas ainda precisa passar por alguns ajustes.

Apesar de pouco tempo em solo brasileiro, o Chefe de Estado argentino pôde desfrutar de toda a pompa e circunstância que cabe a sua função e, juntamente com o presidente Temer, teve oportunidade de discutir questões importantes para ambos os países, estimulado pela similaridade de pensamento econômico e posicionamento político. Nesse sentido, observadores aguardam com expectativas positivas a relação que se intensificou entre os dois Estados, a qual pode voltar a gerar frutos.

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Imagem 1 Michel Temer com Mauricio Macri” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Mauricio_Macri

Imagem 2 Michel Temer com Mauricio Macri” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Macri_Temer_5.jpg

Imagem 3 Dilma Rousseff e Cristina Kirchner” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/19/Dilma_Rousseff_Cristina_Kirchner.png

Imagem 4 Michel Temer com Mauricio Macri” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Macri_Temer_6.jpg

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