AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALSociedade Internacional

[:pt]Presidente colombiano ganha o Prêmio Nobel da Paz[:]

[:pt]

A população colombiana voltou às ruas para celebrar. Dessa vez, o motivo é a comemoração do Prêmio Nobel da Paz concedido ao presidente Juan Manuel Santos, no último dia 7 de outubro. A escolha do presidente Santos pelo Comitê norueguês em 2016 se deu devido aos seus esforços em tornar o Acordo de Paz com as Farc uma realidade no país, modificando, assim, a histórica guerra entre o Governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, algo que afeta indiretamente a América Latina.

Mesmo com a rejeição da população ao Acordo de Paz, a Porta-Voz do Comitê do Prêmio Nobel, Kaci Kullmann Fiveen, declarou que o Santos sempre contribuiu “para o final do conflito e para a paz na região.

Vale ressaltar que, apesar de o Prêmio ter sido uma forma de reconhecer os esforços do Presidente, segundo o Comitê, também é uma homenagem ao povo colombiano, que, mesmo com as grandes dificuldades, não perdeu a esperança de uma paz justa, além de, também, a todos que contribuíram para o processo de paz.

Há mais de 20 anos a América Latina aguarda o Nobel da Paz. Desde o ano de 1992 ele não vem para os latino-americanos, que, da mesma forma, reuniram esforços para que o Acordo de Paz fosse alcançado e também estão comemorando o resultado. Em 1992, foi concedido à ativista de direitos humanos guatemalteca Rigoberta Menchú, que, naquela época, foi reconhecida por sua luta pelos direitos dos povos indígenas.

Cumpre destacar, ainda, que o presidente Juan Manuel concorreu com muitos candidatos, já que neste ano (2016) o Prêmio bateu recorde de inscritos e com nomes de peso, tais como o Papa Francisco; o líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Timoleón Jiménez; o ex-analista da CIA, Edward Snowden; e os moradores e voluntários que ajudam os refugiados nas ilhas gregas. O Prêmio será entregue em Oslo, capital da Noruega, no próximo dia 10 de dezembro.

O presidente Juan Manuel Santos se pronunciou após o anúncio de que foi laureado e declarou que recebe o “reconhecimento com grande  humildade e com um mandato para continuar trabalhando sem descanso pela paz dos colombianos. A esta causa vou dedicar todos os esforços pelo resto dos meus dias”.

Entretanto, as 8 milhões de coroas norueguesas (quase 3,2 milhões de reais, ou, aproximadamente, 987,6 mil dólares americanos) que serão recebidos pelo Nobel da Paz serão doados a fundações e programas relacionados às vítimas da Guerra Civil. Esse gesto tem como objetivo fazer com que o dinheiro possa compensar de alguma forma as vítimas do conflito armado, que já dura mais de 50 anos.

É mais um capítulo que está sendo escrito pela nova conjuntura política da Colômbia, que, da perspectiva de alguns observadores, irá persistir e resistir até que a paz seja implementada. Será algo que demandará tempo, ajustes e ambos os lados deverão ceder para que a sonhada harmonia entre a população colombiana seja enfim estabelecida.

———————————————————————————————–                    

ImagemJuan Manuel Santos” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Juan_Manuel_Santos#/media/File:Santos_Calderon_Juam_M.jpg

[:]

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALSociedade Internacional

[:pt]Em Referendo, população rejeita Acordo de Paz na Colômbia[:]

[:pt]

Ainda não foi dessa vez que a Colômbia pôde comemorar a pacificação do país, uma vez que sua população recusou o Acordo de Paz entre o Governo colombiano e as Farc. A comunidade internacional está refletindo sobre o resultado da consulta popular, realizada no último domingo, dia 2 de outubro, dia em que também ocorreram as eleições municipais brasileiras. Com 99,95% dos votos apurados, 50,21% dos colombianos votaram “não” para os termos do Acordo, tendo o “sim” recebido apenas 49,78%.

O Secretário Geral da ONU, Ban Ki-moon, esperava um resultado diferente mas declarou estar “confortado pelo compromisso expressado pelo presidente Juan Manuel Santos e por Timoleón Jiménez”. Já o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, através do Departamento do Estado, declarou que apoia a proposta do presidente Santos para a unidade de esforços em apoio a um diálogo amplo, como o próximo passo para alcançar uma paz justa e duradoura. Os governos brasileiro e argentino manifestaram que torcem para que a Colômbia e toda a região busquem a paz e que continuam acreditando nas negociações.

Vale ressaltar que houve abstenção de 62,6%, a maior dos últimos 22 anos nas eleições colombianas. Muitos são os fatores que levaram a população colombiana a não comparecer às urnas, entre elas o mau tempo no dia da eleição, tendo algumas regiões sofrido interferência do Furação Matthew, a rapidez da convocação para a consulta e, conforme apontaram analistas colombianos, a apatia do cidadão colombiano com os acontecimentos políticos do seu país.

Independentemente disso, o mundo se pergunta sobre a decisão tomada no dia 2. Ocorre que, como uma possível tradução do resultado, pode-se inferir que os colombianos não querem a paz a qualquer custo, já que, na consulta, a população teria que aprovar vários pontos com os quais não concorda. Dentre eles, pode-se citar: a capacidade que seria dada as FARC, com o recebimento de assentos na Câmara e no Senado; e o “perdão” aos guerrilheiros, sem que eles indenizem as famílias. Além disso, a população tem consciência de que esse Acordo não irá resolver os males do país.

Entretanto, nem tudo está perdido, apesar de a Colômbia estar mergulhada em um mar de incertezas. Ambas as partes envolvidas na negociação se comprometeram com a permanência do cessar-fogo. O presidente Juan Manuel Santos reconheceu a vitória do “não” e declarou: “abre-se uma nova realidade política, que é uma oportunidade para o país”. Rodrigo Londoño, o “Timochenko”, líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, também afirmou que “as Farc mantêm sua vontade de paz e reiteram sua disposição de usar somente a palavra como arma para a construção de um futuro”.
———————————————————————————————–                     

Imagem (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/For%C3%A7as_Armadas_Revolucion%C3%A1rias_da_Col%C3%B4mbia

[:]

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALSociedade Internacional

[:pt]FARC articulam-se para serem Partido Político em 2017[:]

[:pt]

Mais um desdobramento do Acordo de Paz entre a Colômbia e os guerrilheiros das Farc está ocorrendo na Conferência que está sendo realizada na remota localidade de El Diamante nos Llanos del Yarí, na cidade colombiana de San Vicente Del Caguan, situada a sudeste do país, e reduto da guerrilha.

A Conferência, promovida pelas próprias Farc, foi convocada com o intuito de ratificar e discutir com os membros da Guerrilha o Acordo de Paz que já foi acertado entre as duas partes envolvidas (Governo colombiano e Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), além de firmarem que continuarão com a luta por justiça social, através de Assento no Congresso Nacional, transformando o Grupo Guerrilheiro em um Partido Político com a pretensão de participar das Eleições Legislativas e Presidenciais de 2018.

O Partido Político deve ser lançado oficialmente até o dia 27 de maio de 2017, data em que o Acordo deverá ter sido cumprido com o Governo da Colômbia. Após essa data, as Farc também já devem ter terminado as três fases da entrega das suas armas e já terão dissolvido a Cúpula do movimento como se configura atualmente. Tal data (27 de maio) foi escolhida em virtude do dia “27 de maio de 1964”, momento em que o movimento guerrilheiro foi fundado com esse nome.

O Congresso, que se iniciou em 18 de setembro (domingo passado), tem marcado para terminar no dia 23 de setembro, amanhã, sexta-feira. Estão reunidos os líderes da guerrilha e 200 representantes das mais de 80 frentes espalhadas pelo país.

Este é o décimo Congresso das Farc e, como feito histórico, será aberto à imprensa pela primeira vez. Vale ressaltar que, no passado, essas reuniões eram secretas e usadas para decidir estratégias de batalhas. O Congresso que está acontecendo atualmente tem a finalidade de oferecer à comunidade internacional o novo panorama político das Farc, que será estreado nas próximas eleições.

A programação do encontro reflete a agenda de negociações de paz, incluindo a reforma agrária e questões ambientais. Para essa nova empreitada, o grupo têm como agenda política a luta pelos agricultores pobres e esquerdistas comprometidos. Já no segundo dia de reuniões, o líder do movimento de paz, Iván Márquez, afirmou estar satisfeito. Declarou: “Estamos sentindo um apoio muito forte a todo o trabalho que realizamos em Havana. É um apoio total, o qual alcançamos na mesa de negociações”.

Como resultado do evento, as Farc devem anunciar nos próximos dias os nomes que irão encabeçar esse novo Partido Político e que lhes representarão no Congresso, com voz, mas sem voto, nos debates que acontecerão pela implementação do Acordo, algo que poderá tornar-se efetivo se aprovado pelos colombianos em um plebiscito que ocorrerá no próximo dia 2 de outubro.

Tudo está sendo encaminhado para que o dia 2 de outubro de 2016 seja uma data histórica para a paz na América Latina, sobretudo na Colômbia, que há muito almeja essa harmonia desejada pelos colombianos e por toda a comunidade internacional.

———————————————————————————————–                    

ImagemForças Armadas Revolucionárias da Colômbia” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/For%C3%A7as_Armadas_Revolucion%C3%A1rias_da_Col%C3%B4mbia

[:]

AMÉRICA DO NORTEAMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

[:pt]Estados Unidos e Cuba estreitam mais suas relações diplomáticas[:]

[:pt]

No último dia 31 de agosto, quarta-feira da semana retrasada, partiu o primeiro voo regular dos Estados Unidos com destino à Cuba. Ele foi realizado pela companhia aérea Jetblue e está sendo visto como um evento histórico, comparado à “Queda do Muro de Berlim” e à “Chegada do Homem à Lua”, ou seja, como representativo de um marco histórico para a humanidade. Entretanto, os cidadãos americanos só poderão ingressar em Cuba por motivos de atividades culturais, empresariais, educacionais e jornalísticas, não sendo permitido viajarem como turistas. Vale ressaltar que essa medida teve o intuito de suavizar o embargo econômico imposto por Washington à Havana, o que já é considerado um grande avanço para as relações comerciais entre os dois países.

Apesar das ressalvas, este estreitamento das relações entre EUA e Cuba está sendo muito comemorado por toda a comunidade internacional, sobretudo pelos cidadãos de ambos os países. O voo muito comemorado pelos dois lados será um dos 110 voos diários diretos à Cuba que foram aprovados pelo Departamento de Transporte dos EUA (DOT).

O Governo norte-americano afirmou que tal medida foi tomada com o objetivo de “reunir as famílias cubano-americanas e fomentar a educação e as oportunidades para as empresas americanas de todos os tamanhos”, deixando claro que esse é o primeiro passo para iniciar o caminho para outras ações afirmativas com a finalidade de estabelecer um pacto com Cuba, sobretudo na área econômica.

Apesar de ter sido um acontecimento simples do ponto de vista diplomático, os festejos decorrem do fato de que as relações entre os dois Estados estavam rompidas desde 1961 e, após os mais de 50 anos, foram restabelecidas formalmente em julho de 2015, por meio da reabertura das embaixadas em Washington e Havana.

———————————————————————————————–                    

Imagem (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Cubana_de_Aviaci%C3%B3n#/media/File:Cubana_TU-204.jpg

[:]

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASSociedade Internacional

[:pt]Mudança no clima afeta a produção de alimentos nos países latino-americanos e caribenhos[:]

[:pt]

Durante a reunião da CELAC, realizada no início do mês (agosto de 2016), na cidade de Santiago de Los Caballeros, República Dominicana, foi apresentado um relatório contendo estudo que destacou como a mudança climática afetará o rendimento dos cultivos da agricultura, terá impacto nas economias locais e comprometerá a segurança alimentar no Nordeste do Brasil, em parte da região andina e na América Central.

Esta análise foi elaborada pela Organização das Nações Unidas para alimentação e agricultura (FAO), Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL), além da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI).

Essas três agências, ao se reunirem para pesquisar o tema, chegaram a conclusão de que é mister o auxílio aos países da América Latina e do Caribe, no sentido de dar-lhes instrumentos para fomentar a gestão das mudanças climáticas no plano referente à segurança alimentar, nutrição e erradicação da fome da CELAC 2025.

Ocorre que países latino-americanos, notadamente o Brasil, são dependentes economicamente da agricultura, que é a atividade mais afetada por impactos no clima. Vale ressaltar que, como a região que compreende os países latino-americanos é muito extensa, alguns deles serão mais afetados que outros em relação à mudança climática, sobretudo no que tange aos setores agrícolas. Bolívia, Equador, El Salvador, Honduras, Nicarágua e Paraguai serão os que mais sofrerão os impactos na área da agricultura. Entretanto, verifica-se que estes países já enfrentam desafios relevantes no tocante à segurança alimentar.

Alguns passos já foram dados em relação à adaptação desses países às alterações do clima, principalmente no setor agropecuário, mas vale observar que o caminho ainda é longo. Será necessário investir vultosos recursos no setor citado, pois apenas em termos de recursos financeiros, sem levar em conta as mudanças necessárias de política, será necessário algo em torno de 0,02% do PIB regional anuais, só para se ter uma ideia.

Entretanto, constata-se um paradoxo na região latino-americana e caribenha. Ela emite um nível bem abaixo da média, em comparação com outras regiões continentais, no que tange a emissão dos gases do efeito estufa, que é um dos principais fatores das transformações climáticas, mas é uma região bastante desprotegida em relação aos efeitos negativos desses mesmos gases.

A provável solução no intuito de minimizar esses efeitos é a premente transição para a prática de agricultura sustentável, tanto em relação ao meio ambiente como às conjunturas econômica e social, de acordo com o site Canal Sustentável.

Por fim, as três agências autoras do estudo apresentado apontam, por exemplo, que a erradicação da fome na América Latina e no Caribe ainda requer uma mudança de paradigma do modelo posto. Para isso, é urgente que padrões sustentáveis sejam lançados com o objetivo de proteger os recursos naturais, gerando desenvolvimento para que este possam adaptar-se as mudanças climáticas, abrandando seus efeitos.

———————————————————————————————–                    

ImagemProjeção do aquecimento global até meados do século XXI” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Aquecimento_global

[:]

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

[:pt]Apesar da crise, aumentaram os investimentos estrangeiros na Venezuela[:]

[:pt]

Apesar da extensa e prolongada crise que o país enfrenta, com movimentos de greve, índices negativos e notícias de violência política que vem preocupando a Comunidade Internacional, a Venezuela pode estar vislumbrando um caminho econômico para tentar minorar a instabilidade pela qual passa. Conforme divulgado na mídia, dentre os países latino-americanos, ela obteve um aumento significativo de investimentos diretos vindos do exterior, em 2015, chegando a 153%, comparativamente a 2014.

Tal levantamento foi publicado pela Cepal, através do documento “O Investimento Estrangeiro Direto na América Latina e Caribe – 2016”, que relata, dentre outros assuntos, que os países podem aproveitar esses aportes de recursos para diversificarem suas economias, potencializarem a inovação e responderem aos desafios da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Vale ressaltar que a área que impulsionou esse índice foi o setor petrolífero, pois, em 2012, houve atração de investimentos. Segundo, Álvaro Calderón, representante de assuntos econômicos da divisão de desenvolvimento produtivo e empresarial da Cepal, “A Venezuela é um país complicado de atrair investimentos em setores que não seja o petrolífero”. Os pesquisadores da Cepal, entretanto, afirmam que esses números são, na verdade, uma “anomalia estatística” e não um crescimento real, já que decorrem apenas da comparação com um ano em que os investimentos foram muitos baixos.

Apesar dessa observação, analistas acreditam que, mesmo diante da situação política e dos problemas que o país tem vivido, esse canal de atração de investimentos estrangeiros diretos pode colaborar para minimizar e instabilidade na Venezuela.

———————————————————————————————–                    

ImagemManifestantes em Caracas 12/02/2014” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Protestos_na_Venezuela_em_2014%E2%80%932016

 [:]