EducaçãoNOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSociedade Internacional

[:pt]Times Higher Education afirma que melhores Universidades da América Latina são do Brasil[:]

[:pt]

Conforme divulgado, as universidades brasileiras dominam a lista dos melhores centros de ensino superior da América Latina, que foi elaborada pela primeira vez pela publicação britânica Times Higher Education. Tal liderança ocorre, ainda que a crise econômica e a crise das contas públicas brasileiras ameacem os investimentos na educação e reduza esses ganhos.

A lista das melhores universidades latino-americanas é liderada pela Universidade de São Paulo (USP), seguida pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Na quinta colocação vem a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e, em sexto lugar, vem a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ), a única instituição particular entre as brasileiras, de acordo o que foi disseminado na mídia do país.

Os critérios de avaliação apresentados pela Times Higher Education (THE), revista inglesa que publica notícias e artigos referentes à educação superior, foram a volume de trabalho de pesquisa e seu impacto acadêmico, a qualidade do ambiente de estudo, o reconhecimento internacional e a penetração de estudantes no mundo do trabalho, conforme noticiou o site Opinião e Notícia.

Vale ressaltar que esta é a primeira vez que a Times Higher Education desenvolve um ranking exclusivo para os latino-americanos. A classificação utilizou os mesmos indicadores de desempenho do ranking mundial utilizado pela entidade, porém os dados foram adaptados para refletir as características e as prioridades de desenvolvimento das instituições da região.

Segundo o Jornal El país, o Brasil obteve esse recorde devido aos investimentos realizados por mais de uma década e em políticas e investimentos públicos destinados aos jovens. Analistas do Banco Mundial, como o Diretor do Departamento de Educação Superior, Javier Botero Álvarez, ressaltou ainda que as universidades públicas brasileiras destacaram-se pelo investimento estatal acima da média e pelo rigoroso processo de seleção dos alunos.

Além disso, cumpre assinalar que, apesar da predominância brasileira, aparecem universidades de outros quatro países latino-americanos como bem destacadas, são os casos do México, Argentina, Chile e Colômbia. Segundo o editor da THE, Phil Baty, a diversidade é positiva. Conforme destacou ainda o site Na Prática, “É uma competição saudável entre as instituições mais representativas desses países, o que pode elevar a qualidade, tanto localmente quanto na região como um todo”.

———————————————————————————————–                    

Imagem (Fonte):

http://wikipedianauniversidade.blogspot.com.br/

[:]

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

[:pt]Crise obriga venezuelanos cruzarem a fronteira em busca de alimentos[:]

[:pt]

Conforme vem sendo divulgado, a crise na Venezuela está crescendo a cada dia. Neste momento, a principal luta dos venezuelanos é pelo que comer. No último domingo, dia 10 de julho, milhares de pessoas cruzaram a pé a fronteira com a Colômbia, aproveitando a abertura temporária de 12 horas da passagem de pedestres, que havia sido fechada há 11 meses, para comprar, na cidade de Cúcuta, alimentos e remédios que estão faltando na Venezuela.

A passagem entre os dois países foi fechada por ordem do presidente venezuelano Nicolás Maduro, devido a uma campanha de combate ao contrabando e para se contrapor a supostos paramilitares, ampliando-se por toda a extensão da fronteira entre Colômbia e Venezuela, conforme publicou o site de notícias UOL.

A Venezuela vem passando por uma séria crise de desabastecimento de produtos de primeira necessidade, deixando as prateleiras dos supermercados completamente vazias, agravando cada vez mais a crise que assola o país. De acordo com as notícias disseminadas, até a Coca-Cola anunciou que interrompeu a produção de refrigerantes no país por causa da falta de açúcar no mercado. Nos hospitais, recém-nascidos e doentes crônicos morreram nos corredores por causa da falta de remédios e de equipamentos. Uma epidemia de fome se alastrou no país. Enquanto a população venezuelana agoniza, o presidente Nicolás Maduro faz a única coisa que sabe: discursa.

Diante do cenário, a trágica situação venezuelana parece não ter saída. Outros países estão interferindo para que uma solução seja encontrada. Em junho, o veterano diplomata norte-americano Thomas Shannon encontrou-se com o presidente Maduro, pois os Estados Unidos estão apoiando uma iniciativa da Oposição para a realização de um Referendo revogatório ainda este ano (2016), que pode tirar Maduro do poder.

———————————————————————————————–                    

Imagem (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Nicolás_Maduro

[:]

AMÉRICA LATINAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Brexit: Reflexos no Brasil

O mundo todo está apreensivo desde o último dia 23 de junho, com o resultado do Referendo realizado pelos britânicos, no qual, em uma decisão histórica, decidiu-se pela saída da União Europeia. Com 1,2 milhão de votos de diferença, a opção “sair” foi à vencedora. Com essa decisão, o termo “brexit”, que significa a fusão de duas palavras inglesas, “britain”, diminutivo para Grã-Bretanha (ou, para ser mais correto, em termos políticos, para Reino Unido), e “exit”, que significa saída, é o que mais tem sido falado nos últimos dias.

A União Europeia configurou-se em um Bloco econômico e político de características próprias e integrada por 28 países. Foi uma iniciativa arrojada, iniciada ao final da Segunda Guerra Mundial, tendo como pano de fundo o objetivo de trazer paz e união à Europa. Segundo o Chanceler brasileiro, José Serra, no artigo “Brasil x Brexit. Bola pra frente”, publicado no seu site, a saída do Reino Unido abala o consenso pró-integração que vinha predominando a Europa há décadas, estimulando as forças desagregadoras no continente.

Em relação ao Brasil, Serra afirmou que o país respeita a decisão, mas não vê algo a comemorar com a notícia. A parceria estratégica entre o Estado brasileiro e a União Europeia completará 10 anos em 2017. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou nota em que afirma que continuaremos engajados, com prioridade inalterada, na negociação de um Acordo de Associação entre o Mercosul e a União Europeia, que trará importantes benefícios para os dois lados”.

No que toca o relacionamento do Brasil com o Reino Unido, a nota continua afirmando que o Brasil espera a continuidade da cooperação entre os dois países “no amplo espectro de interesses comuns e a reforçar, em novos moldes, a relação comercial bilateral e a promoção de investimentos recíprocos”.

O Embaixador britânico Alex Ellis apressou-se e esteve no Brasil em reunião com o Ministro da Fazenda brasileiro, Henrique Meirelles, para reforçar a parceira Brasil x Reino Unido. Foram vários assuntos na pauta da reunião, sobretudo o reforço aos laços econômicos, principalmente no que tange aos investimentos “verdes”, segundo divulgou o Jornal Folha de São Paulo.

Assim sendo, José Serra arremata no seu artigo que o Brasil não deve ser muito afetado diretamente. É pequena a participação (1,52%) do Reino Unido como mercado para as exportações brasileiras. Mantém-se também a expectativa de que os investimentos britânicos continuem a buscar as oportunidades por aqui. A sólida situação externa da economia brasileira, com reservas elevadas e superávit comercial, reduz os riscos para o Brasil. 

Por fim, o Brasil não será tão afetado diretamente com todo esse imbróglio que surgiu desde o resultado da saída do Reino Unido da União Europeia, entretanto, o futuro ainda é incerto e ninguém ainda conseguiu traçar um real panorama da situação futura. Dessa forma, será necessário aguardar as cenas futuras.

———————————————————————————————–                    

ImagemPrédio da embaixada do Brasil em Londres” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Relações_entre_Brasil_e_Reino_Unido

AMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL

De acordo com a ONU, o Brasil é um dos países menos receptivos aos refugiados

No último dia 20 de junho, foi celebrado em todo o mundo o Dia Mundial do Refugiado, instituído pela ONU no ano 2000, com o objetivo de conscientizar os governos e as populações sobre o grave problema dos refugiados. Nesta data, presta-se homenagem à resistência e à força daqueles que foram obrigados a fugir de suas casas por motivos de perseguição, calamidade ou guerra.

Conforme atesta o site da ACNUR – Agência da ONU para refugiados, de acordo com a Convenção de 1951, relativa ao Estatuto dos Refugiados (também de 1951), são considerados refugiados as pessoas que se encontram fora do seu país por causa de fundado temor de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, opinião política ou participação em grupos sociais e que não possa (ou não queira) voltar para casa. Posteriormente, definições mais amplas passaram a considerar como refugiados as pessoas obrigadas a deixar seu país devido a conflitos armados, violência generalizada e violação massiva dos direitos humanos.

O Brasil se insere neste contexto e registra também um número recorde de recepção de refugiados reconhecidos e de solicitantes de refúgio, abrigando cerca de 8 mil provenientes de 81 nações, além de ter recebido 12 mil solicitações durante o ano de 2014, segundo a ACNUR.

Mesmo com esse expressivo número, um estudo feito em meio à maior crise da história mostra o Brasil na 137a posição entre as 197 nações avaliadas. A pesquisa aponta para as baixas taxas de recepção de estrangeiros no país, diante da maior crise de refugiados da história e com um novo recorde de mais de 65 milhões de pessoas afetadas pelo mundo. Se o número absoluto de estrangeiros no Brasil pode ser importante, a ONU calcula a capacidade de um país tendo em vista o tamanho de sua população e de sua economia. Dessa forma, o Brasil tem sido um dos menos abertos a essa situação.

Pela dimensão territorial, o Brasil mostra que não é dos mais abertos, já que tem apenas 1 refugiado para cada mil quilômetros quadrados. A título de comparação, em Uganda são mais de 1,9 mil refugiados para cada mil quilômetros quadrados. Em termos econômicos, o país também não mostra solidariedade e ocupa a modesta 76ª posição. Em face do exposto, os números colocam em questão a imagem que a diplomacia brasileira tentou passar nos últimos anos, de que era um país aberto a receber refugiados.

———————————————————————————————–

Imagem (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Refugiado#/media/File:Sodelovanje_Slovenske_vojske_pri_podpori_Policije_-_fotoreporta%C5%BEa_Rigonce,_Dobova,_Bre%C5%BEice_11.jpg

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

A economia peruana e as eleições presidenciais

A população peruana já sabe que governará o país pelos próximos cinco anos. No segundo turno, realizado entre Keiko Fujimori, filha do Ex-Presidente do Peru, Alberto Fujimori, que Governou por mais de uma década e, atualmente, está cumprindo pena por corrupção e violação aos direitos humanos, e Pedro Pablo Kuczynski, um ex-executivo do Banco Mundial e Primeiro Ministro peruano entre 2005 e 2006, teve a vitória de Kuczynski, por um pequeno percentual de votos, uma vez que este venceu o pleito no dia 9, quinta-feira, com 50,124% dos votos.

Esse embate com candidatos de tendências mais conservadoras em relação à economia, vistos como candidatos de centro-direita, impulsionou o mercado peruano, levando a questão financeira do país para o centro dos debates políticos. Vale ressaltar que, na teoria, nesse particular, os Programas de Governo de ambos os candidatos eram muito similares, conforme aponta o site do Jornal Folha de São Paulo.

Embora não estivesse em discussão à receita que levou o país a crescer mais do que os seus vizinhos na última década, os peruanos buscam soluções para a desaceleração da economia, para o aumento da criminalidade e para a pobreza persistente.

Destaca-se que o Peru teve quase duas décadas de crescimento econômico ininterrupto. O ápice desse “milagre peruano” ocorreu entre os anos de 2005 e 2014, período que é conhecido como o “boom” das commodities no país, que ainda quer se tornar o segundo maior produtor de cobre do mundo, graças a um investimento chinês de US$ 20 bilhões, em projetos de mineração, consoante informa o site China-Brazil. Ocorre que, conforme publicação do site entretenimientobit.com, o cenário conjuntural do país para o próximo Presidente, no caso, para Kuczynski, será bem menos favorável, visto que, de 2014 para cá, a economia retardou. O crescimento em 2015 foi de 2,7%, bem abaixo da média dos últimos anos, e a inflação subiu para 4,1%. Além do fim do “boom” das commodities, que fez caírem às exportações, a desaceleração da economia global reduziu o investimento estrangeiro. Para completar, as mudanças climáticas afetaram a agricultura e a pesca. Por fim, a crescente criminalidade é uma das principais preocupações dos eleitores e muitos questionaram por que a pobreza persiste em meio a tanta riqueza mineral.

Estes, em síntese, foram os principais desafios deste segundo turno, bastante disputado entre Keiko e PPK, que agora terá de ser enfrentado pelo vitorioso, que estava consciente dos problemas a serem enfrentados, enquanto participava da disputa.

———————————————————————————————–                    

Imagem (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Pedro_Pablo_Kuczynski.jpg

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

O mau momento da Presidente do Chile, Michelle Bachelet

A lua de mel entre a presidente Michelle Bachelet e a população chilena parece ter chegado ao fim. Segundo o site do jornal Folha de São Paulo, o principal motivo desse abalo são os escândalos envolvendo membro de sua família, além da desaceleração da economia chinesa, que afetou o Chile diretamente, e a consequente queda dos preços do cobre, que responde por 50% das exportações do país.

Conforme publicação do site da Globo, a nora de Bachelet, Natalia Compagnon, está sendo investigada sobre supostos crimes fiscais, como declarações de renda falsas e emissão de notas fiscais fraudulentas. A Presidente, apesar de não ter sido acusada de qualquer delito, apresentou-se voluntariamente para depor sobre o caso, o que vem gerando descontentamento entre os chilenos.

Segundo o site do jornal O Estado de São Paulo, de acordo com um relatório da Fitch, a agência de classificação de risco mostra que, em caso de um “pouso forçado” da economia chinesa, os exportadores de commodities da América Latina seriam bastante afetados, dada a extensão dos laços com o gigante asiático. O mais afetado deles seria o Chile, país mais exposto à China na região.

Michelle Bachelet foi a primeira mulher a assumir a Presidência da República do Chile e, no ano em que comemora 10 anos da posse no primeiro de seus dois mandatos (um de 2006 a 2010 e o outro a partir de 2011 – o atual), a Mandatária parece viver um problema que muitos presidentes latino-americanos vem sofrendo: a queda da popularidade, crise econômica e denúncias de corrupção, consoante publicação do site Sputnik News. Recente pesquisa do Instituto Adimark revela que a desaprovação dos chilenos à presidente chega a 70% dos entrevistados.

O clima no Chile anda tenso. Segundo ainda o jornal o Globo, pelo menos 30 estudantes secundaristas chilenos disfarçados de turistas aproveitaram uma falha na segurança e invadiram o Palácio de La Moneda, em Santiago, capital do país, para protestar contra a lentidão com que Michelle Bachelet vem conduzindo a reforma educacional, uma de suas promessas de campanha.

No último sábado, dia 28 de maio, data em que a Presidente do Chile fez seu discurso anual de prestação de contas perante o Congresso, houve violentos protestos por parte da população em Valparaíso, cidade-sede do Governo. Apesar de o protesto ter começado pacífico, foram relatados atos de violência por parte dos manifestantes, de acordo com publicação do site Jornal do Comércio.

De acordo com o cientista político Fernando Garcia Naddaf, da Universidade Diego Portales, na publicação do Jornal Folha de São Paulo, “para a eleição presidencial (em 2017) estamos ainda sem perspectiva, temos dois ex-presidentes postulando-se, Ricardo Lagos e Sebástian Piñera. Opções velhas”. Ao que tudo indica, Bachelet precisa tomar uma rápida providência a fim de recuperar sua governabilidade e restaurar a confiança do povo chileno para que possa finalizar o seu mandato de forma pacífica e positiva.

———————————————————————————————–

Imagem (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Michelle_Bachelet