AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Presidente argentino faz acordo com empresários para barrar demissões no país

Visando enfrentar um Projeto de Lei apresentado pela Oposição que tramita na Câmara dos Deputados da Argentina, o presidente Mauricio Macri luta aliando-se ao setor corporativo para não sofrer qualquer derrota, já que seu governo não tem maioria no Congresso. Diante disso, o Presidente argentino reuniu executivos de grandes empresas para que elas se comprometam em não reduzir seus quadros de funcionários por 90 dias.  

O referido Projeto de Lei tem o objetivo de barrar as demissões na Argentina, iniciativa contra a qual o presidente Macri se posiciona. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, ele afirmou que o país tentou aprovar leis que proibiam demissões, em 2002, e essas medidas não trouxeram mais trabalho, entretanto destruíram os trabalhos que tinham.

Representantes de grandes conglomerados empresariais com representação na Argentina reuniram-se com o Presidente na Casa Rosada para assinar um documento, comprometendo-se em não demitir funcionários e, além disso, irão criar um projeto de investimentos com o intuito de aumentar o nível de emprego. Vale ressaltar que a classe empresarial é simpática ao governo do presidente Macri, cuja família é proprietária de um grupo empresarial dos ramos da construção, indústria automobilística, alimentação e coleta de lixo, conforme veiculou o jornal Folha de São Paulo.
Acreditamos que as medidas adotadas pelo governo são adequadas para encorajar a criação de emprego. Consideramos que a proposta da lei contra demissões introduz uma barreira ao trabalho, dificultando novos investimentos e gerando um efeito contrário”, diz o documento que foi assinado por Arcor, JP Morgan e Fiat, entre outras.  Sendo assim, percebe-se que o presidente Mauricio Macri trava mais uma batalha política no seu mandato, já que ele atribui a culpa pelo desemprego a sua antecessora, Cristina Kirchner.

Por fim, vale lembrar que Macri pretende vetar a futura Lei, uma vez que é preciso agir com cautela. “É preciso tomar muito cuidado porque a Argentina está aberta ao mundo; o mundo nos recebeu”, destacou, num sinal claro de que teme problemas sociais que coloquem a perder seus planos para atrair investidores.

———————————————————————————————–

Imagem (Fonte):

http://www.bigbangnews.com/politica/Tironcito-de-orejas-Macri-se-reune-con-100-empresarios-para-pedirles-que-inviertan-20160418-0029.html

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Nova crise elétrica na Venezuela

A crise energética vem assolando vários países, sobretudo da América Latina. A população brasileira já presenciou diversos apagões de maior ou menor intensidade, que interferem em maior ou menor grau na vida das pessoas. Neste momento, quem está sofrendo novamente com isso é a Venezuela.

Diante do quadro, o presidente Nicolás Maduro irá implementar um pacote de medidas visando combater a escassez de eletricidade no país. Conforme o site TSF notícias, desde o último domingo, primeiro de maio, a população venezuelana viu-se obrigada a dormir menos meia hora, já que em todo o país os relógios foram adiantados em trinta minutos.

Segundo o presidente Maduro, a culpa da crise elétrica é do fenômeno El Nino, já que a seca trazida por ele é a pior enfrentada em 40 anos e esvaziou represas como a de El Guri, responsável pela geração de 70% da eletricidade da Venezuela.

O Governo venezuelano pretende com essas medidas trazer elementos complementares à redução da jornada de trabalho do setor público a somente dois dias na semana, além da redução da semana de aula nas escolas para quatro dias, indo de segunda a quinta, consoante vem sendo disseminado na mídia mundial, tal qual saiu no jornal brasileiro Folha de São Paulo.

Os cidadãos irão sentir as mudanças, pois até os centros comerciais terão que se adaptar, trabalhando em horários menores e gerando a própria energia que consumirem. A população acusa o presidente Maduro pela instauração da crise energética que assola o país. Segundo pesquisas, 60% dos venezuelanos querem sua saída do poder.

Entretanto, ao que tudo indica, a crise tem grande componente político, já que o presidente Maduro acusa a elite pela crise energética, ao passo que o empresariado e membros da Oposição ao seu governo responsabilizam-no pela situação e pela escassez de bens de primeira necessidade, culpando a sua má gestão e o controle de capitais introduzidos pelo seu antecessor, o ex-presidente Hugo Chávez, em 2003, pelo que vem ocorrendo. Isso tem feito com que esse embate político mantenha a situação e a potencialize.

———————————————————————————————–

Imagem (Fonte):

http://expresso.sapo.pt/internacional/2016-04-22-Venezuela-impoe-limites-ao-consumo-de-eletricidade-para-enfrentar-crise-energetica

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Idade limite de 70 anos para líderes do Partido Comunista em Cuba

No sábado, dia 16 de abril, foi realizado em Havana, capital de Cuba, o VII Congresso do Partido Comunista, com o objetivo de reunir e unir a militância, segundo declarou o próprio Rául Castro, Presidente do Conselho de Estado da República de Cuba. Rául, visando rejuvenescer o sistema de cargos no Partido, propôs a fixação de um limite de 60 anos, como idade máxima para a entrada no Comitê Central do Partido Comunista, e de 70 anos, para desempenhar cargos de liderança na organização.  

Dessa forma, o que o Presidente cubano pretende é “oxigenar” os cargos, para permitir a entrada de novos rostos e novas ideias. Vale ressaltar que vários líderes cubanos estão na faixa entre os 70 e 80 anos e são oriundos da Revolução de 1959. O próprio Fidel Castro, por exemplo, tem 84 anos.

Destaca-se que, durante o Congresso do Partido Comunista discutiu-se a atualização do modelo econômico do país. O Congresso é realizado duas vezes por década, sendo o último (VI Congresso do PCC) ocorrido em 2011.

Assim sendo, o presidente Rául Castro tem se preocupado com a média de idade elevada entre os dirigentes políticos de Cuba. Dos 15 membros do Comitê Político, eleitos em abril de 2011, apenas três têm menos de 65 anos. O Partido Comunista de Cuba tem mais de 800 mil integrantes, sendo a única força política do país, que tem pouco mais de 11 milhões de habitantes.

Desse modo, o que se espera com essa decisão do Presidente cubano, após reunião com seus correligionários, é que seja mudada a “mentalidade” do partido que esteve “por anos atada a dogmas e critérios obsoletos. Com isso, Cuba espera que o país esteja conectado com as mudanças e modernização mundiais.

———————————————————————————————–

Imagem (Fonte):

http://educacao.uol.com.br/biografias/raul-castro-ruiz.htm

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Esterilizadas peruanas abalam a campanha da candidata Keiko Fujimori

As eleições no Peru, que ocorreram no último dia 10, encerraram-se com o resultado de um segundo turno entre dois candidatos: Keiko Fujimori (filha do ex-presidente Alberto Fujimori, a favorita do eleitorado e candidata de centro direita), que disputará com Pedro Pablo Kusczynsk (também candidato de centro-direita).

O grande fato da eleição é que toda política peruana gira em torno dos Fujimori. Keiko Sofia Fujimori, filha de um dos políticos mais emblemáticos da história do Peru, Alberto Fujimori, e de Susana Higuchi, tornou-se a Primeira Dama aos 19 anos, com a separação dos pais. Estes tiveram o descasamento político mais movimentado da história, acontecimento anunciado pela televisão, conforme destaca a revista Veja.

Atualmente, o ex-presidente Fujimori cumpre pena de 25 anos de prisão por ter autorizado a ação de grupos de extermínio contra civis durante sua ação contra a guerrilha, além de ter sido um líder identificado como autoritário e corrupto, que abusou das instituições para se manter no poder, de acordo com o site de notícias BBC.

Durante seu mandato, Fujimori deu ordem de esterilizar as mulheres pobres do Peru em um programa nacional de planejamento familiar, chamado “Plano de Saúde Pública”. Foram esterilizadas forçadamente mais de 340.000 mulheres e 25.000 homens, que só pode ser comparado ao programa de esterilização de Indira Gandhi, na Índia, 1996-1997, conforme ressalta o site Pátria Latina.

E são os descendentes dessas pessoas que prometem abalar a campanha de Keiko até o final das eleições em junho. As “Esterilizadas de Fujimori” prometem um grande protesto até Lima, capital do Peru, caso Keiko se torne Presidente. Essas pessoas alegam terem sido levadas a força para serem operadas e foram enganadas pelos profissionais de saúde com falsas promessas e ou pequenos presentes, com o intuito de cumprir a meta do Governo.

Segundo Romi García, integrante da ONG feminista Demus, que representa 2.074 vítimas na Justiça, “Não foram vítimas urbanas. Foram escolhidos alvos com pouca instrução e pobres, para quem ter filhos está muito ligado à fertilidade da terra”, conforme indica o Jornal Estadão.

Vale ressaltar que a Anistia Internacional trabalha para que o Governo peruano, independente do candidato vencedor das eleições, garanta algum tipo de reparação aos direitos humanos, sobretudo, das milhares de mulheres que foram privadas do direito de decidir sobre sua reprodução.

———————————————————————————————–

Imagem (Fonte):

http://sylviacolombo.blogfolha.uol.com.br/2016/04/05/quem-se-importa-com-as-250-mil-peruanas-esterilizadas-a-forca/

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Países da Unasul contra o “Golpe de Estado” brasileiro

No último dia 19 de março, sábado, a Unasul, comunidade formada por doze países sul-americanos (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela) e temporariamente presidida pelo Presidente do Uruguai, Tabaré Vásquez, foi acionada para uma reunião de emergência por um de seus membros, a Bolívia, por solicitação pessoal do presidente boliviano Evo Morales.

Morales, antigo aliado do ex-presidente Lula, a quem chama de “irmão mais velho”, e da presidente brasileira Dilma Rousseff, solicitou em um ato público que a Unasul se reunisse para defender a democracia no Brasil, para defender Dilma, para defender a paz, para defender o companheiro Lula e todos os trabalhadores, conforme suas palavras.

O que Morales propõe é que o presidente Tabaré Vásquez convoque a reunião o mais rapidamente “para que o grupo da Unasul expresse sua solidariedade e evite qualquer golpe do Congresso ou judicial. Este é o nosso grande desejo.

Em relação aos países da comunidade dos países sul-americanos, o Uruguai, a Venezuela e o Equador também demonstraram publicamente apoio à presidente Dilma, e Ernesto Samper, Secretário-Geral da Unasul, expressou solidariedade a Lula, afirmando que o Ex-Presidente brasileiro é vítima de um “linchamento midiático.

O que Evo Morales teme, justificando a convocação de uma reunião de emergência com todos os países que formam a Unasul, é que os Estados Unidos estejam preparando “um golpe ou uma intervenção militar”, sendo também esta a percepção da Venezuela. Dessa forma, o Presidente boliviano conclui afirmando para a emergência da situação, bem como o temor pelas situações brasileira e venezuelana, pois, na sua interpretação, “se houver golpe de Estado, novamente os trabalhadores irão se organizar em guerrilhas, haverá confrontos armados. Quem perde? O povo.

———————————————————————————————–

Imagem (Fonte):

http://brasilnomundo.org.br/noticias/oito-anos-de-unasul-a-nova-integracao/#.VvAwcdIrLIU

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Bandeira branca nas relações diplomáticas entre Argentina e Cuba

Está agendada para o início do mês de abril, uma visita do presidente argentino Mauricio Macri a Havana, capital de Cuba. Embora ainda não seja uma informação confirmada pela assessoria do Ministério das Relações Exteriores, a viagem já é dada como certa.

A ida do mandatário à Cuba seria um dos gestos do Governo para colocar em prática sua proposta de “desideologizar” as relações exteriores da Argentina. Dessa forma, o que o Presidente argentino pretende com esse encontro é livrar seu país de crenças, valores, princípios e pressupostos ideológicos em prol de uma visão não distorcida e não tendenciosa, desmistificando as relações entre esses países.

Conforme a agenda oficial do Presidente, Macri irá a Washington no dia 31 de março, onde participará de uma reunião sobre segurança nuclear e, no retorno a Argentina, fará uma escala em Cuba.

A ideia da viagem foi concebida quando a chanceler Susana Malcorra esteve em Havana para reuniões bilaterais com seu homólogo cubano, Bruno Rodríguez. O lado argentino havia manifestado apoio ao diálogo das FARC com o Governo colombiano.

Além disso, outro indicativo que aponta que as relações entre os dois Estados será “madura” é a nomeação de Ernesto Pfirter pelo presidente Macri como embaixador em Cuba. O novo Embaixador possui carreira diplomática e trabalhará para viabilizar a reaproximação entre ambos os países, apesar das diferenças ideológicas entre os Governos.

Por fim, Macri irá, ainda, fechar novos acordos comerciais, além de tentar negociar o pagamento de uma dívida do Governo cubano com a Argentina feita em 1973, no valor de US$ 1,3 bilhão e que, atualmente, estaria no patamar de US$ 11 bilhões, com juros e reajustes. Em 2003, no Governo Néstor Kirchner, Buenos Aires propôs a quitação de 75% da dívida, mas não foi feito um acordo.

A torcida para o resultado desse encontro entre os presidentes Mauricio Macri e Raúl Castro é um acordo “amigável” entre os países, selando a retomada das relações diplomáticas entre Argentina e Cuba. Vale ressaltar que Mauricio Macri demonstrou intenção de aproximar-se de Havana devido aos avanços das relações diplomáticas entre Estados Unidos e Cuba, a partir dos fatos recentes, como a organização da visita histórica que o presidente Barack Obama fará a Havana, ainda este mês (março de 2016).

———————————————————————————————–

Imagem (Fonte):

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/43509/macri+planeja+viagem+oficial+a+cuba+para+retomar+relacoes+bilaterais+diz+imprensa+argentina.shtml