AMÉRICA DO NORTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Pentágono admite envio de amostras vivas de Antraz

O Governo dos Estados Unidos da América (EUA) confirmou na última quarta-feira, 3 de junho, que enviou amostras de antraz vivo para Austrália, Canadá, Coreia do Sul e para cerca de 51 laboratórios dentro de 17 estados norte-americanos: Califórnia, Delaware, Maryland, Massachusetts, Nova Jersey, Nova York, Tennessee, Texas, Utah, Virgínia, Washington, Wisconsin, Arizona, Flórida, Illinois, Ohio, Carolina do Norte e ainda para capital do país. Na ocasião, o Departamento de Defesa dos EUA declarou que não há indícios de que o envio das amostras ocorreu de forma deliberada[1]. O Pentágono ainda afirmou que não havia suspeitas de infecção nem risco para a população, mas que algumas precisaram atender as medidas preventivas, que incluíam a combinação de vacina antiantraz e antibióticos, nos Estados Unidos e na Base Aérea de Osan, na Coreia do Sul[2].

De acordo com comunicado do Pentágono, as únicas amostras de antraz vivo confirmadas eram procedentes de Dugway Proving Ground, uma base militar do Exército norte-americano, localizada em Utah. Ao longo da semana passada, o Pentágono ressaltou que as amostras de antraz haviam sido enviadas a laboratórios de 12 Estados norte-americanos, assim como naqueles três países ainda em 2006[3]. No ano passado (2014), o Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, sigla em inglês) manuseou mal amostras de antraz num caso semelhante[4]. Logo, esses incidentes levantam diversas preocupações sobre como o Governo norte-americano gerencia a bactéria e outros agentes patogênicos perigosos.

O antraz é causado pela bactéria tóxica Bacillus Anthracis que pode ser encontrada em animais de criação como rebanho bovino, ovelhas, cabras e também na criação de porcos. Nos seres humanos o contágio pode ocorrer de várias maneiras: via aérea (inalação de esporos no ar), via intestinal (consumo de carne contaminada), via cutânea (contato da bactéria com cortes ou arranhões)[5]. Essa bactéria provoca uma doença infecciosa grave e está listada entre os serviços de inteligência como uma provável arma biológica, em posse de alguns grupos terroristas.

Em 1979, a liberação acidental de esporos da bactéria em um laboratório de pesquisas militares da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) provocou a morte de 68 pessoas[6]. Posteriormente, em 1995, essa bactéria foi usada pelo grupo japonês Aum Shinri Kyo, que provocou a morte de 12 pessoas em um atentado usando gás Sarin, no metro de Tóquio, que fracassou em pelo menos seis tentativas de infectar o sistema com antraz[7]. Na ocasião não se achou nenhum registro de doença em decorrência dos ataques. Em 2001, logo após os Atentados de 11 de Setembro, cinco pessoas morreram depois do contato com a bactéria que foi enviada pelo correio para órgãos governamentais e também para a imprensa[8].

Naquela ocasião, um grande debate girou em torno do Antraz e das medidas para pesquisa de vacinas e também de segurança, sobretudo porque que os serviços de inteligência pontuavam que o cultivo de grandes quantidades de esporos de antraz, por mais complexo que fosse, poderia ser desenvolvido por diversos países e também por grupos terroristas. Segundo declarou Kenneth Alibek, cientista de armas biológicas da antiga União Soviética, logo após a crise do antraz em 2001, “algumas pessoas dizem que é difícil produzir o antraz. Na minha opinião, se você tiver conhecimento básico de microbiologia e biotecnologia, não é difícil[9]. No entanto, alguns especialistas acreditam que a produção em larga escala está aquém das capacidades de indivíduos e pequenos grupos, pois seria necessário o acesso a laboratórios de biotecnologia relativamente sofisticados, além de uma fonte original da bactéria para dar início ao cultivo[10].

Em vista dos recentes acontecimentos, Ash Carter, Secretário de Defesa dos Estados Unidos, afirmou que está acompanhando de perto os eventos relacionados à descoberta do envio de amostras acidental de antraz vivo[11]. De acordo com algumas autoridades, parece que os erros no envio das amostras iniciaram entre 2005 e 2006, mas o Pentágono apenas tomou conhecimento de tais eventos em 22 de maio de 2015, quando um laboratório comercial de Maryland, nos Estados Unidos, alertou que recebeu amostras vivas de antraz[12].

Conforme relatou Franca Jones, Comandante da Marinha e Diretor de Programas Médicos do Pentágono para a Defesa Química e Biológica, 19 dos 51 laboratórios que receberam supostamente antraz vivo apresentaram suas amostras ao Centro de Controle e Prevenção de Doenças para que fossem realizados testes. Até então, das nove amostras totalmente testadas, todas provaram conter antraz vivo[13].

Em decorrência disso, o Governo dos Estados Unidos ordenou uma ampla revisão das práticas destinadas a tornar a bactéria inativa. Segundo Jason McDonald, do Centro de Controle de Doenças e Prevenção, uma investigação por parte do CDC já está sendo realizada. Além disso, McDonald assinalou que os pacientes já estavam sendo observados e que corriam riscos mínimos[14].

De acordo com Ash Carter, o Governo está trabalhando para que esse erro não ocorra mais e destacou que “esse foi, obviamente, um incidente infeliz[15]. De qualquer forma, conforme ressaltou coronel Steve Warren, PortaVoz do Pentágono, o Departamento de Defesa dos EUA parou de enviar esse material a partir dos laboratórios até que a investigação seja concluída[16].

Warren afirmou ainda que o Pentágono está proibido de divulgar os nomes dos laboratórios que receberam as amostras, mas ressalvou que o Governo norteamericano irá adotar medidas para punir os responsáveis, assim que o CDC concluir suas investigações[17]. Por fim, como mencionado anteriormente, esses incidentes levantam diversas questões na sociedade acerca das  práticas, particularmente em termos de segurança, adotadas pelo Governo norteamericano e outros governos na manipulação e gerência dessa bactéria, assim como de outros agentes patogênicos perigosos.

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Imagem (Fonte):

http://www.dailymail.co.uk/news/article-3109608/Officials-Dozens-labs-received-potentially-live-anthrax.html

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKBN0OJ2KF20150603

[2] Ver:

http://www.theguardian.com/world/2015/may/29/pentagon-anthrax-australia-2008

[3] Ver:

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKBN0OJ2KF20150603

[4] Ver:

Idem.

[5] Ver:

http://www.fiocruz.br/bibmang/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=85&sid=106

[6] Ver:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2001/011015_antrazfrio.shtml

[7] Ver:

Idem.

[8] Ver:

http://www.dw.de/pentagon-admits-dozens-more-labs-sent-potentially-live-anthrax/a-18495536

[9] Ver:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2001/011015_antrazfrio.shtml

[10] Ver:

Idem.

[11] Ver:

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKBN0OG0R020150531

[12] Ver:

http://www.theguardian.com/us-news/2015/jun/03/pentagon-live-anthrax-us-laboratories

[13] Ver:

Idem.

[14] Ver:

http://www.dw.de/militares-dos-eua-enviam-por-engano-amostras-vivas-de-antraz/a-18480462

[15] Ver:

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKBN0OG0R020150531  

[16] Ver:

http://noticias.terra.com.br/militares-dos-eua-enviam-por-engano-amostras-vivas-de-antraz,23d4adec0151e4d53442fad4d481926cl0okRCRD.html

[17] Ver:

http://www.theguardian.com/us-news/2015/jun/03/pentagon-live-anthrax-us-laboratories

DEFESANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICAS

A base militar permanente dos EUA na Espanha

Na última sexta-feira, 29 de maio, os Governos da Espanha e dos Estados Unidos da América (EUA) anunciaram a assinatura de um Acordo, o qual permite que as Forças Armadas dos Estados Unidos utilizem de forma permanente a Base Militar de Morón de la Frontera, localizada em Andaluzia, na região sudoeste da Espanha, para acomodar a Special PurposeMarine AirGround Task Force Crisis Response. Desde a década de 1950, no contexto da Guerra Fria, a Espanha e os Estados Unidos congregam suas forças militares nessa Base para atuar em missões e crises.

O Conselho de Ministros da Espanha aprovou neste dia (29 de maio) uma Emenda que modifica o atual Acordo Bilateral firmado em 1988, que é renovado anualmente entre os dois países, a respeito do uso da Base Morón[1]. O novo acordo, que ainda precisa ser ratificado pelo Parlamento da Espanha, possibilitaria o uso constante da Base de Morón de la Frontera pelas Forças NorteAmericanas. O Governo espanhol deseja ratificar o documento antes de sua dissolução, prevista para o segundo semestre. Ademais, ele prevê que o Governo norteamericano investirá cerca de US$ 29 milhões em infraestrutura na Base de Morón, o que por sua vez impulsionará a economia local[2].

Desse modo, os Estados Unidos devem estabelecer uma força de reação rápida no local a  fim de agir na África, Oriente Médio, e na própria Europa. Segundo afirmou Soraya Saenz de Santamaria, vicepresidente da Espanha, o acerto “torna permanente a implantação na base de Morón de uma força de 2.200 soldados e 500 civis, além de mais 26 aviões[3]. Assim, os EUA poderão alocar até 3.000 soldados na Base e o número de aeronaves passará de 14 para 40.

Os Estados Unidos criaram a Força Special PurposeMarine AirGround Task Force Crisis Response, em resposta ao ataque no Consulado de Benghazi na Líbia, ocorrido em 11 de setembro de 2012.

Essa Força tem como objetivo de suas missões a proteção das embaixadas, resgatar militares em perigo, evacuar civis ou intervir em conflitos e crises humanitárias[4]. Desde abril de 2014 os Estados Unidos possuem uma força de reação rápida na Base de Morón, que conta com aproximadamente 850 soldados e unidades de apoio, incluindo um destacamento aéreo com aviões de transporte MV22 Ospreys[5].

Alguns analistas pontuam que o acerto facilitará as ações do Comando dos Estados Unidos para a África (AFRICOM), uma das seis divisões de forças dos EUA espalhadas pelo mundo, uma vez que as práticas militares de contenção do vírus ebola no oeste do continente africano foram feitas com apoio da Base de Morón[6]. Além disso, cabe destacar que essa região é geoestratégica, pois possibilita o rápido acesso à Europa, África e também ao Oriente Médio.

Nessa ordem de ideias, tendo em vista as crises que assolam essas regiões, contar com a Base Militar de Morón de la Frontera permite a articulação rápida das Forças Armadas NorteAmericanas. Para Soraya Saenz de Santamaria, o Acordovisa contribuir para a estabilidade regional e segurança comum na África, Europa e Oriente Médio, mediante a implantação permanente de uma força de resposta à crise na base aérea para proteger os cidadãos e as instalações dos Estados Unidos na Espanha, bem como os Estados membros da Aliança do Atlântico Norte (OTAN)[7].

O Documento que seria assinado por John Kerry, Secretário de Estado dos Estados Unidos, durante a sua primeira visita a Espanha no último final de semana, teve que ser adiado, após o Secretário sofrer um acidente de bicicleta na França. No entanto, segundo fontes diplomáticas, ainda não foi decidido como será firmada a reforma do Acordo Bilateral[8].

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Imagem (Fonte):

http://www.greenguidespain.com/andalucia/2014/10/ebola-update-usa-requests-use-of-spanish-military-bases-in-fight-against-outbreak/

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.thelocal.es/20150529/us-to-boost-military-presence-in-spain

[2] Ver:

http://sputniknews.com/europe/20150529/1022727484.html

[3] Ver:

http://www.swissinfo.ch/por/espanha-autoriza-base-permanente-dos-eua-para-responder-a-crise-africana-/41459620

[4] Ver:

Idem.

[5] Ver:

http://www.defensenews.com/story/defense/2015/05/29/official-spain-approves-permanent-us-base-for-africa-force/28149531/

[6] Ver:

http://rt.com/news/263421-spain-us-permanent-base/

[7] Ver:

http://www.swissinfo.ch/por/espanha-autoriza-base-permanente-dos-eua-para-responder-a-crise-africana-/41459620

[8] Ver:

http://brasil.elpais.com/brasil/2015/05/31/internacional/1433066256_356304.html

AMÉRICA DO NORTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Senado norte-americano rejeita aprovação do USA Freedom Act

O Senado dos Estados Unidos da América (EUA) adiou os planos de Barack Obama, Presidente NorteAmericano, para aprovação da USA Freedom Act (Lei pela Liberdade nos EUA), que regula a coleta de dados maciços dos seus cidadãos pela Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês). Na votação realizada na última sexta-feira, 22 de maio, o projeto recebeu 57 votos dos 60 necessários para a aprovação da proposta[1].

Na semana anterior, ela havia sido aprovada pela Câmara dos Representantes com a maioria dos votos. Tanto os Deputados republicanos quanto democratas defenderam o projeto como melhor forma de proibir a coleta massiva de dados de cidadãos norte-americanos sem impedir completamente as agências de inteligência de monitorarem possíveis ameaças[2].

Cabe lembrar que, em 2013, Edward Snowden revelou que o Governo norte-americano utiliza um programa de escutas e obtenção maciça de dados sem consentimento das pessoas, além da espionagem de entidades e dirigentes políticos de países como Alemanha e Brasil[3]. Na época, Snowden foi acusado de divulgar informações consideradas segredos de Estado, chegando a se refugiar na Rússia. Desde então vem crescendo o debate na sociedade norteamericana acerca da legitimidade ou não desses programas de monitoramento.

Assim, o projeto USA Freedom Act propõe que a NSA não poderá mais armazenar dados de ligações telefônicas e, assim, a tarefa ficará sob a responsabilidade das operadoras particulares[4]. Dessa forma, o Projeto de Lei visa limitar os poderes de vigilância em massa criados pela Patriot Act  (Lei Patriota), em resposta aos atentados de 11 de Setembro de 2001, que permite a ampla coleta de dados aos serviços de inteligência na luta contra o Terrorismo. A Cláusula 215 do Patriot Act tem sido regularmente usada pela NSA para sustentar suas atividades de espionagem[5].

A Lei de Liberdade dos Estados Unidos também propõe que a Agência de Segurança Nacional deverá obter um mandado de um Tribunal Especial na Corte de Inteligência e Vigilância Externa para cada caso individualmente[6]. Entretanto, o Projeto não aborda nenhuma limitação das atividades de vigilância da NSA no exterior.

No início do mês, uma Corte de Apelação dos Estados Unidos considerou ilegal o programa de vigilância generalizada das comunicações feita pela Agência de Segurança Nacional. A decisão da Corte foi uma resposta a uma ação judicial apresenta pela ONG União Americana pelas Liberdades Civis, em dezembro de 2013[7]. Naquele momento, Sherif ElsayedAli, vicediretor de Questões Globais da Anistia Internacional, afirmou que “por quase dois anos, desde as revelações de Snowden, o governo dos EUA afirmou que a coleta em massa de registros telefônicos é legítima. A decisão de ontem é um sinal de que o caso de programas de vigilância em massa está desmoronando[8].

Os políticos contrários ao projeto argumentam que a Lei de Liberdade poderá prejudicar o país na luta contra grupos terroristas e na atual luta contra o avanço do Estado Islâmico[9]. Nesse sentido, Mitch McConnell, Líder Republicano no Senado, aponta que a coleta de dados feita pela NSA pode ser importante para a segurança nacional, uma vez que, segundo ele, é preciso “reconhecer que as táticas terroristas e a natureza da ameaça mudaram, e que em um momento de elevada ameaça seria um erro tomar de nossa comunidade de inteligência qualquer das valiosas ferramentas necessárias para construir uma imagem completa das redes terroristas[10].

Já outras lideranças destacam que a proposta é essencial para garantia da democracia. Nesse âmbito, David Segal, do Demand Progress, argumenta que “aqueles que controlam os aparelhos de vigilância do governo se envolveram em abusos covardes de poderes de espionagem, que já eram excessivamente altos, e que não fazem nada para reduzir a ameaça do terrorismo, mas representam ameaças contínuas à privacidade, à liberdade e governabilidade democrática[11]. Nesse sentido, Ron Wyden, Senador democrata, afirma que espera “que isso irá incitar o Congresso a abolir o programa que intercepta estes milhões e milhões de telefonemas dos cidadãos americanos comuns[12]. Por fim, há também os céticos quanto aos resultados positivos da Lei, pois acreditam que mesmo com a reforma, essa não será suficiente para restringir as atividades e o aparato da Agência de Segurança Nacional.

Tendo em vista que a Lei Patriótica expira em 1º de junho e sem uma legislação substituta, a NSA pode ficar sem respaldo para seus programas de coleta de dados. Assim, o Senado norte-americano encontra-se sob forte pressão para a votação de uma proposta emergencial que deverá ser acordada no próximo dia 31 de maio[13]. Segundo declarações de Josh Earnest, PortaVoz da Casa Branca, “estas são autorizações sobre as quais o Congresso deve legislar e são de suma importância para assegurar a proteção básica do povo americano, e que as liberdades civis básicas do povo americano estejam protegidas[14].

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Imagem (Fonte):

http://www.digitaltrends.com/computing/senate-blocks-usa-freedom-act-on-data-collection-reform/

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.nytimes.com/2015/05/24/us/politics/senate-nsa-surveillance.html

[2] Ver:

http://www.businessinsider.com/afp-senate-blocks-bill-that-would-end-us-bulk-data-dragnet-2015-5

[3] Ver:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/07/entenda-o-caso-de-edward-snowden-que-revelou-espionagem-dos-eua.html

[4] Ver:

http://www.dw.de/senado-americano-rejeita-reforma-da-nsa/a-18472024

[5] Ver:

http://br.sputniknews.com/mundo/20150508/966800.html

[6] Ver:

http://www.dw.de/senado-americano-rejeita-reforma-da-nsa/a-18472024

[7] Ver:

http://www.dw.de/tribunal-declara-ilegal-coleta-de-dados-telef%C3%B4nicos-pela-nsa/a-18437378

[8] Ver:

https://anistia.org.br/noticias/tribunal-dos-eua-decide-que-vigilancia-em-massa-da-nsa-e-ilegal/

[9] Ver:

http://www.dw.de/senado-americano-rejeita-reforma-da-nsa/a-18472024

[10] Ver:

http://www.mcclatchydc.com/2015/05/23/267668/senate-paralyzed-on-patriot-act.html

[11] Ver:

http://www.theguardian.com/us-news/2015/may/23/nsa-bulk-phone-records-collection-usa-freedom-act-senate

[12] Ver:

http://br.sputniknews.com/mundo/20150508/966800.html

[13] Ver:

http://www.nytimes.com/2015/05/24/us/politics/senate-nsa-surveillance.html

[14] Ver:

http://oglobo.globo.com/mundo/revisao-de-programa-de-espionagem-trava-no-senado-dos-eua-16242812

AMÉRICA DO NORTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Relatório do FBI revela aumento do número de policiais mortos nos Estados Unidos

Recentemente, o Federal Bureau of Investigation (FBI) divulgou um relatório que aponta o aumento em 2014 de 89% no número de policiais mortos em serviço nos Estados Unidos da América (EUA)[1].

Esses dados foram divulgados no momento em que o país vive fortes preocupações internas devido às ondas de tensões raciais por conta da violência policial contra a população negra.

Os dados do FBI indicam que 51 policiais morreram em 2014, dos quais mais de 46 perderam suas vidas em incidentes que envolviam armas de fogo. Além desses, 4 foram atropelados propositadamente e um perdeu a vida durante uma briga. Esses números apresentam um forte contraste quando comparados ao ano de 2013, quando apenas 27 policiais foram mortos em serviço[2]. Apesar do aumento do número de vítimas fatais em 2014, os números ainda estão abaixo da média. Segundo os dados do FBI, entre 1981 e 2014 a média tem ficado em torno de 64 policiais mortos no cumprimento do dever[3].

A recente onda de vítimas em serviço retrata a violência inerente dessa profissão, mas também serve como um contador para protestos em curso que pedem o fim da violência policial contra os cidadãos desarmados, sobretudo jovens negros. Logo, o relatório apresentado pelo FBI ocorre justamente num momento de aprofundamento da desconfiança da sociedade civil quanto à aplicação da lei, em razão de uma série de falecimentos relacionados a mortes de afro-americanos, que, por sua vez, tem provocado protestos violentos em todo o país.

O problema da violência policial em relação a negros nos Estados Unidos vem chamando atenção do mundo. No ano passado, na cidade de Ferguson, localizada no Estado de Missouri, iniciou-se uma manifestação que deu origem a um protesto de nível nacional. Os moradores de Ferguson protestavam contra o homicídio a tiro de um jovem negro chamado Michael Brown que, desarmado, foi morto pelo policial branco Darren Wilson após uma tentativa de assalto. Já esse ano (2015), a morte violenta de Freddie Gray, em Baltimore, no Estado de Maryland, devido ao uso excessivo de força física por parte da polícia, deu origem a uma nova onda de manifestações[4]. Alguns grupos de manifestantes protestaram nos Estados Unidos pedindo um Relatório de Violência Policial. De acordo com esse grupo, 31 pessoas negras morreram pela polícia em abril, uma a cada 23 horas, sendo que 13 dessas estavam desarmados[5].

Assim, enquanto o FBI mantém um registro bastante meticuloso a respeito do número e causas dessas mortes, o volume de vítimas pela polícia é em grande parte desconhecido[6]. Isso porque os departamentos policiais dos EUA não precisam apresentar relatórios ao Governo Federal sobre quantas pessoas foram vitimadas em confrontos com a polícia. Em vez disso, os departamentos tem a opção de auto-relato. Em 2012, apenas cerca de 4% dos 17.000 departamentos policiais apresentaram auto-relatos do número de homicídios ocorridos para o FBI[7].

Nesse sentido, algumas instituições e analistas assinalam a falta de dados e clareza dos números divulgados pelo FBI quanto às mortes provocadas por policiais. Para Alba Morales, do Human Rights Watch, “o uso de força excessiva pela polícia era uma parte importante da UPR (universal periodic review) deste ano, e o fato de que nós ainda não temos um retrato nacional confiável de saber quantas pessoas são mortas pela polícia ou o que a divisão racial representa para aquelas pessoas é uma farsa[8]. Morales reforçou que “uma nação tão avançada quanto os EUA deveria ser capaz de reunir esse número[9]. Em março, Barack Obama, Presidente dos Estados Unidos, chegou a reconhecer que, no presente, nem o Governo, nem a Sociedade Civil contam com um bom senso sobre o resultado dos confrontos, bem como o número de mortes provocadas por esses conflitos[10].

Esse cenário tem aprofundado o debate acerca da violência policial e também sobre o racismo no país. De acordo com a Officer Down Memorial, que acompanha o número de policiais falecidos, entre janeiro e maio de 2015 ocorreram 47 mortes de policiais nos Estados Unidos, sendo que desse número, 14 foram provocadas por armas de fogo[11]. A maioria dos oficiais mortos foram no sul do país. Segundo reconheceu James Comey, Diretor do FBI, a relação entre as forças de segurança e as comunidades americanas é particularmente difícil, mas afirmou ainda que é preciso acabar com as divisões e prestar homenagem aos policias que se sacrificaram tentando garantir a segurança dos cidadãos[13].

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Imagem (Fonte):

http://www.washingtontimes.com/news/2015/may/11/police-officer-slayings-surged-89-percent-2014-fbi/

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.reuters.com/article/2015/05/11/us-usa-police-casualties-idUSKBN0NW1T020150511  

[2] Ver:

http://www.dw.de/fbi-report-number-of-police-killed-nearly-doubled-in-2014/a-18444893

[3] Ver:

Idem.

[4] Ver:

http://br.sputniknews.com/sociedade/20150506/942141.html

[5] Ver:

http://www.msnbc.com/msnbc/fbi-number-cops-killed-duty-has-spiked

[6] Ver:

Idem.

[7] Ver:

Idem.

[8] Ver:

http://america.aljazeera.com/articles/2015/5/11/us-faces-scathing-un-review-on-human-rights-record.html

[9] Ver:

Idem.

[10] Ver:

http://www.theguardian.com/us-news/2015/mar/04/police-killed-people-fbi-data-justifiable-homicides

[11] Ver:

https://www.odmp.org/

[12] Ver:

http://br.sputniknews.com/mundo/20150511/988159.html  

AMÉRICA DO NORTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

EUA começam o treinamento dos rebeldes sírios

No último dia 7 de maio, o Pentágono comunicou que os Estados Unidos da América (EUA) iniciaram oficialmente o treinamento das forças rebeldes moderadas da Síria para auxiliar no combate contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI). Desde o ano passado (2014), o Governo norteamericano vem liderando uma força de coalizão internacional que iniciou em agosto com ataques aéreos no Iraque e se estendeu no mês seguinte para a Síria para combater o grupo jihadista. O treinamento das forças rebeldes será realizado na Arábia Saudita, Jordânia, Qatar e Turquia[1].

No começo de 2015, os Estados Unidos anunciaram um programa para formar e treinar os rebeldes moderados sírios e, para tanto, o Congresso NorteAmericano aprovou um orçamento de US$ 500 milhões para financiar este programa de treinamento e enviará cerca de 5 mil combatentes ao longo do próximo ano[2]. Atualmente, cerca de 350 dos 450 soldados da coalizão envolvidos na condução do treinamento são norte-americanos.

De acordo com Ash Carter, Secretário de Defesa dos Estados Unidos, os grupos para treinamento serão formados por indivíduos previamente investigados. Assim, Carter reforçou que o Governo estadunidense está fazendo um esforço cauteloso, em parte para limitar riscos de que combatentes treinados pelos Estados Unidos possam cometer violações aos direitos humanos[3]. O Secretário de Defesa ressaltou também que “primeiro de tudo, estes são indivíduos altamente controlados. Isso é uma parte importante do programa. Segundo, o treinamento ocorre em um local seguro. E, terceiro, é claro, os nossos homens que estão participando do treinamento são muito experientes neste tipo de formação, incluindo em procedimentos de segurança[4].

Segundo o Governo norteamericano mais de 3.750 rebeldes se voluntariaram para receber o treinamento, entretanto, apenas 400 passaram pela primeira triagem. O Pentágono pontuou que serão necessários 3 anos para treinar 15 mil rebeldes sírios[5]. No entanto, alguns membros do Congresso dos Estados Unidos e alguns grupos de rebeldes sírios expressaram dúvidas quanto à eficiência do programa, afirmando que o mesmo é demorado e muito pequeno.

O Secretário de Defesa Estadunidense reconheceu, entretanto, que serão necessários vários meses para que se possa enviar o primeiro grupo para as zonas de combate[6]. O primeiro grupo será composto por 90 sírios, que serão remunerados e receberão treinamento, equipamento militar e habilidades básicas, que incluem armas de fogo, comunicação e comando de capacidades de controle. Além disso, quando os rebeldes moderados sírios retornarem para o território sírio, eles deverão receber algum tipo de apoio, ainda não definido, nas operações de combate. Nesse aspecto, Carter argumentou que “nós ainda não determinamos todas as regras de engajamento […] mas reconhecemos que temos alguma responsabilidade em apoiá-los[7].

O Governo da Jordânia confirmou que o treinamento dos rebeldes iniciou há vários dias. De acordo com declarações de Mohammed Momani, PortaVoz do Governo Jordaniano, a “Jordânia confirma que a guerra contra o terrorismo é a nossa guerra, e é a guerra dos muçulmanos e árabes, em primeiro lugar, para proteger os nossos interesses e a segurança dos nossos países, povos e para o futuro dos nossos filhos, e para defender a nossa religião tolerante[8].

O programa para treinar os rebeldes sírios assinala o aprofundamento do envolvimento do Governo norteamericano na guerra civil Síria. Esta deslocou milhões de suas casas desde 2011 e matou em torno de 220 mil pessoas. Para Martin Dempsey, General-chefe das Forças Armadas, “eu acredito que a situação está tendendo menos favorável para o regime. E se eu fosse ele, eu iria encontrar a oportunidade de olhar para a mesa de negociações[9]. No entanto, a postura adotada pelo Governo norteamericano recebeu críticas de alguns aliados da coalizão, por quererem dirigir as ações dos rebeldes contra o EI em detrimento do combate ao Governo de Bashar alAssad[10].

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Imagem (Fonte):

http://www.france24.com/en/20150507-us-military-starts-training-syrian-rebels-islamic-state-is

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.dw.de/us-begins-training-syrian-fighters-in-jordan-to-tackle-islamic-state/a-18438009

[2] Ver:

 

[3] Ver:

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKBN0NS2KF20150507

[4] Ver:

http://www.dw.de/us-begins-training-syrian-fighters-in-jordan-to-tackle-islamic-state/a-18438009

[5] Ver:

http://www.dw.de/us-begins-training-syrian-fighters-in-jordan-to-tackle-islamic-state/a-18438009

[6] Ver:

Idem.

[7] Ver:

http://uk.reuters.com/article/2015/05/07/us-syria-crisis-usa-idUKKBN0NS1SF20150507

[8] Ver:

http://www.dw.de/us-begins-training-syrian-fighters-in-jordan-to-tackle-islamic-state/a-18438009

[9] Ver:

http://uk.reuters.com/article/2015/05/07/us-syria-crisis-usa-idUKKBN0NS1SF20150507

[10] Ver:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/05/eua-comecam-a-treinar-rebeldes-sirios-moderados-20150507152004910466.html

 

AMÉRICA DO NORTEÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Relatório do Pentágono alerta sobre expansão territorial da China

O Pentágono entregou no último dia 8 de maio um relatório ao Congresso dos Estados Unidos da América (EUA), no qual afirma que a China tem ampliado sua infraestrutura de Defesa por meio da construção de ilhas artificiais no Mar do Sul da China. De acordo com o relatório, a China construiu em torno de 800 hectares de ilhas artificiais nessas águas[1], buscando assim reforçar sua presença civil e militar na área, que tem sido alvo de diversas disputas entre os Estados costeiros ao longo dos últimos anos.

O Mar do Sul da China possui uma extensão de 410 mil quilômetros quadrados, compreendendo a área que vai de Singapura ao estreito de Taiwan. As rotas marítimas da região detém grande valor estratégico no cenário global, isso porque, no presente, 90% do comércio internacional é feito por via marítima, do qual cerca de 40% trafega pelas águas do Mar do Sul da China[2]. Além disso, as descobertas nos últimos anos dos potenciais energéticos dessas águas têm agregado valor estratégico às ilhas aí situadas. Posto isso, observa-se que o Mar do Sul da China possui valor geopolítico e geoestratégico para alguns países costeiros[3], o que, por sua vez, tem aumentando a disputa pela soberania de ilhas, rochas e recifes e, consequentemente, das águas em distintos trechos ao longo de países como China, Filipinas, Vietnã, Malásia, Indonésia, Brunei, Laos, Mianmar, Camboja, Singapura e Tailândia.

O relatório do Pentágono assinala que o Governo chinês tem empenhado um grande esforço para expandir o seu domínio sob o território das ilhas Spratly e esse esforço tem sido bem superior aos esforços e ações dos demais Estados. O Vietnã, por exemplo, recuperou 60 hectares desde 2009[4]. Contudo, o Pentágono advertiu que apesar das declarações do Governo chinês sobre o caráter civil e pacífico das instalações, os seus objetivos não são claros[5]. No início do mês de abril, almirante Harry Harris, Comandante da Frota do Pacífico dos Estados Unidos, afirmou que “a China está criando território artificial bombeando areia para barreiras de corais vivas – algumas delas submersas – e depois jogando concreto por cima. A China já criou mais de quatro quilômetros quadrados de massa de terra artificial[6].

Em fevereiro o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) divulgou diversas imagens, que comparam o antes e o depois das ações para expansão territorial das ilhas de Itu Aba, Gaven Reef, Johnson South e Fiery Cruz Reef promovida pela China[7]. Segundo o Pentágono, a China estaria construindo nas ilhas Spratly instalações que poderiam servir para fins militares, como portos e pistas de pouso, e ainda pontuou que essas instalações poderiam dar apoio logístico e integrar sistemas de vigilância do país[8]. Em resposta, o Governo chinês declarou que as ilhas estão sendo construídas dentro do seu próprio território, e que o propósito dessas obras é contribuir para buscas e resgates marítimos, navegação e pesquisa[9].

No entanto, para Harry, essas ações tem caráter provocativo em relação aos Estados menores da região, além de levantar uma série de questões sobre as intenções chinesas[10]. Já Barack Obama, Presidente dos Estados Unidos, afirmou durante a Cúpula das Américas que ocorreu no mês passado na Jamaica, “que a disputa pode ser resolvida pela via diplomática, mas só porque Filipinas ou Vietnã não são tão grandes como a China, não quer dizer que pode dar cotoveladas[11].

Em meados do mês de abril, Hua Chunying, PortaVoz do Ministério dos Assuntos Exteriores Chinês, argumentou que as ações do seu país visam “proteger a soberania territorial, o interesse e direitos marítimos[12]. E ressaltou que o Governo chinês espera “que os Estados Unidos possam respeitar os esforços da China e países asiáticos para garantir a paz e estabilidade da região no Mar do Sul da China[13]. Nesse último final de semana, após a repercussão do relatório, o Ministério da Defesa da China ressaltou que “as ações da China para salvaguardar os seus direitos legais e os interesses com relação a sua soberania e direitos marítimos são legítimas, razoáveis, legais e acima de qualquer suspeita. Ninguém deve fazer comentários irresponsáveis[14].

Cabe ainda apontar que as disputas em torno do Mar do Sul da China têm se intensificado ao longo dos últimos anos. As Filipinas, por exemplo, protocolaram uma queixa no Tribunal Permanente de Arbitragem da Organização das Nações Unidas (ONU) contra a China, contudo o Governo chinês declarou que não se envolverá no caso[15]. Durante a  Conferência Conflitos no Mar da China Meridional, ocorrida em dezembro de 2014, em Berlim, Dr. Gerhard Will, especialista sênior do Instituto Alemão de Política Internacional e Ciência, afirmou que os países da região deveriam se abster em mudar a situação das ilhas e gastar seus recursos em desenvolvimento e cooperação econômica[16].

Por fim, o relatório também reafirma a crescente capacidade da China em projeção de poder militar para além de suas fronteiras através de investimentos contínuos para aquisição de novos mísseis, navios, aeronaves, bem como mecanismos de guerra eletrônica, espacial e cibernética[17]. De acordo com alguns analistas, o desenvolvimento robusto das capacidades militares da China pode levar a uma potencial corrida armamentista no Nordeste e no Sudeste Asiático[18]. Assim sendo,  o relatório acaba por revelar a preocupação dos Estados Unidos quanto à modernização militar chinesa e como essa pode fazer frente às suas próprias capacidades militares e econômicas no sistema internacional.

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Imagem (Fonte):

http://www.worldbulletin.net/todays-news/158953/china-expanding-island-building-in-south-china-sea

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.dw.de/pent%C3%A1gono-alerta-sobre-expans%C3%A3o-territorial-da-china/a-18441196

[2] Ver:

http://www.southchinasea.com/analysis/979-china-continues-to-face-strong-criticism-at-international-conferences-on-the-south-china-sea.html

[3] Ver:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/05/130518_conflito_mar_sul_china_marina_rw.shtml

[4] Ver:

http://www.theguardian.com/world/2015/may/08/china-land-reclamation-south-china-sea-stokes-fears-military-ambitions

[5] Ver:

http://www.dw.de/pent%C3%A1gono-alerta-sobre-expans%C3%A3o-territorial-da-china/a-18441196

[6] Ver:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/04/150401_china_ilha_lk

[7] Ver:

http://amti.csis.org/before-and-after-the-south-china-sea-transformed/

[8] Ver:

http://www.theguardian.com/world/2015/may/08/china-land-reclamation-south-china-sea-stokes-fears-military-ambitions

[9] Ver:

http://www.dw.de/pent%C3%A1gono-alerta-sobre-expans%C3%A3o-territorial-da-china/a-18441196

[10] Ver:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/04/150401_china_ilha_lk

[11] Ver:

http://brasil.elpais.com/brasil/2015/04/10/internacional/1428666875_884351.html  

[12] Ver:

Idem.

[13] Ver:

Idem.

[14] Ver:

http://www.worldbulletin.net/todays-news/158953/china-expanding-island-building-in-south-china-sea

[15] Ver:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/04/150401_china_ilha_lk

[16] Ver:

http://www.southchinasea.com/analysis/979-china-continues-to-face-strong-criticism-at-international-conferences-on-the-south-china-sea.html

[17] Ver:

http://www.theguardian.com/world/2015/may/08/china-land-reclamation-south-china-sea-stokes-fears-military-ambitions

[18] Ver:

http://www.southchinasea.com/analysis/979-china-continues-to-face-strong-criticism-at-international-conferences-on-the-south-china-sea.html