NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Resultado das eleições no Egito legitima Sissi no Poder

Conforme era esperado pelo Governo egípcio, o candidato Abdull Fattah al-Sissi, ex-general do exército  do Egito, venceu as eleições com 96,9% dos votos contra o candidato Hamadin Sabahi que obteve apenas 3,09% de votos.

Apesar das eleições terem sido estendidas para incentivar o comparecimento de mais eleitores (o pleito durou três dias), o número de votantes foi mais baixo que em relação as eleições de 2012, que elegeu Morsi como o primeiro presidente civil do país.

Na terça-feira (dia 3 de junho), quando o resultado foi divulgado, grupos pró-governo já comemoravam a vitória na capital do país, Cairo. Apesar da euforia apresentada, ativistas de direitos humanos acreditam que o baixo comparecimento de cidadãos às urnas significa que o esforço da mídia em idealizar Sissi como salvador não restou totalmente frutífero, embora tenha sido eleito como novo Presidente.

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Imagem (Fonte):

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Fontes consultadas:

Ver:

http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/sissi-vence-eleicao-no-egito-e-legitima-o-poder-do-exercito-3

Ver:

http://pt.euronews.com/2014/05/29/egito-na-expectativa-do-resultado-da-eleicao-presidencial/

Ver:

http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,sissi-e-proclamado-oficialmente-o-vencedor-da-eleicao-no-egito,1504820

NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Eleições no Egito: fonte de esperança para a crise política e econômica

Após 3 anos do levante contra o presidente Hosni Mubarak, o Egito volta a ter esperanças diante de uma eleição democrática, vista como uma resposta para a crise econômica e política que vive o país atualmente.

O candidato mais apoiado Abdel Fatah al-Sisi, Chefe do Exército do Egito, que derrubou o primeiro Presidente eleito democraticamente pelo país no ano passado (Mohamed Morsi – partidário da Irmandade Mulçumana), enfrentará nas urnas o candidato Hamden Sabahi, líder de esquerda.

A Irmandade Mulçumana prevê um boicote as eleições, pois, para seus seguidores, o então Chefe do Exército é responsável por um golpe sangrento ao governo anterior de Mohamed Morsi. Já o Governo vê a Irmandade como uma entidade terrorista.

Em relação ao povo, este acredita que a ordem pode ser restabelecida através de um Governo liderado pelo Exército. Os ativistas de direitos humanos, por sua vez, veem um governo administrado pelo exército como mais autoritário que aquele liderado pelo ditador Mubarak.

As eleições que começaram na segunda-feira (dia 26 de maio)  estão sendo realizadas através de um forte esquema de segurança. As mesmas estavam previstas para terminar na terça-feira (dia 27 de maio) e foram estendidas em um dia diante do baixo número de eleitores que compareceram para votar, pois, no Egito, o voto é facultativo.

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Imagem (Fonte):

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Fontes consultadas:

Ver:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/05/egipcios-enfrentam-filas-para-votar-em-eleicao-presidencial.html

Ver:

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,egipcios-vao-as-urnas-e-devem-eleger-sisi,1171737,0.htm

Ver:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/05/140526_egito_eleicoes_primeirodia_hb.shtml

Ver:

http://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2014/05/27/interna_internacional,533238/eleicao-no-egito-tem-37-de-participacao-no-2-dia-de-votacao.shtml

ÁFRICANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Nigéria não negocia com terroristas, mas promete resgate das meninas

Na quarta-feira passada (dia 14 de abril) fez um mês que o grupo terrorista nigeriano Boko Haram sequestrou por volta de 200 meninas de uma escola secundária no vilarejo de Chibok, Estado de Borno, na Nigéria. Este fato gerou uma onda de protestos na mídia e redes sociais com uma Campanha “Bring our girls back home”.

O grupo terrorista quer negociar com o Governo nigeriano a libertação das meninas em troca da soltura de presos islâmicos.  Entretanto, David Mark,  Presidente do Senado da Nigéria, descartou qualquer hipótese de negociação com terroristas, alegando que se tornaria uma ação cíclica do grupo e instrumento de barganha do mesmo.

O Boko Haram, grupo extremista islâmico, foi criado diante da onda de corrupção e ineficácia do Governo e tem como um dos seus objetivos disseminar a religião, principalmente no nordeste do país, que é composto por uma maioria cristã.

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Imagem (Fonte):
http://www.epochtimes.com.br/wp-content/uploads/2014/05/md-michelle-obama-nigeria-meninas.jpg

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Fontes consultadas:

Ver:

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,pais-identificam-em-video-77-das-meninas-sequestradas-na-nigeria,1166557,0.htm

Ver:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/05/nigeria-rejeita-troca-de-meninas-por-prisioneiros-diz-ministro.html

Ver:

http://www.foreignaffairs.com/articles/141409/isobel-coleman-and-sigrid-von-wendel/beating-boko-haram

ÁfricaCOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

A ONU no Sudão do Sul: questionamento sobre possibilidades de se obter a paz

O Sudão o Sul, que é um país com apenas 3 anos de existência, vive uma situação de guerra civil desde antes de sua independência. Umas das causas explicitadas para a ocorrência do conflito é a descoberta de minas pelo Governo e a consequente tomada dessas áreas por grupos paramilitares que eram contratados pelo Estado para patrulhar as fronteiras.

O país, que é dividido em tribos, tem como explicação alternativa ao conflito civil uma disputa étnica que começou por milícias ligadas aos clãs a fim de combater os rebeldes. Entretanto, com o passar do tempo, alguns militantes passaram a integrar os grupos rebeldes e a se posicionarem contra o Governo.

A fim de solucionar tal situação e evitar que mais um genocídio aconteça, tomando como exemplo o caso de Ruanda, quando a comunidade internacional ficou inerte diante do massacre, Ban Ki-Moon, secretário-geral da  ONU, chegou ao país na terça-feira passada, dia 6 de maio.

O Secretário se encontrará com Salva Kiir,  Presidente do Sudão do Sul, e entre os planos da visita também estão encontros com a chefe da Missão da ONU no Sudão do Sul (MINUSSMissão das Nações Unidas para o Sudão do Sul), Hilde Johnson; com representantes dos milhares de refugiados nas bases da Organização e também com líderes de organizações civis, especialmente grupos religiosos e de apoio aos Direitos da Mulher.

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Fontes consultadas:

Ver:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/05/ban-ki-moon-chega-ao-sudao-do-sul-para-tentar-mediar-conflito-no-pais.html

Ver:

http://www.foreignaffairs.com/features/letters-from/out-for-gold-and-blood-in-sudan

Ver:

http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/onu-visita-sudao-do-sul-para-estimular-o-processo-de-paz

Ver:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/05/ban-ki-moon-chega-ao-sudao-do-sul-para-tentar-mediar-conflito-no-pais.html

         

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Recuperação das exportações de automóveis brasileiros depende de acordo com a Argentina

A produção de veículos automotores brasileiros apresentou uma queda de 8,4% em relação ao trimestre do ano passado e teve como principais causas a desaceleração do mercado interno e o implemento de restrições a compra de automóveis brasileiros por parte da Argentina.

Em março, durante a “Assembleia do Banco Interamericano de Desenvolvimento” (BID), Brasil e Argentina assinaram um Memorando com o compromisso de solucionar o problema da diminuição das exportações de carros brasileiros para o país vizinho, que é o principal parceiro comercial no setor.

Na terça-feira passada (dia 22 de abril), após constatada a retração de 32% das exportações brasileiras no setor durante o primeiro trimestre deste ano (2014), Mauro Borges, “Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil (MIDC)” e Paulo Rogério Caffarelli, “Secretário-Executivo do Ministério de Fazenda do Brasil”, reuniram-se em “Buenos Aires” com os ministros argentinos Axel Kicillof (Economia), Débora Giorgi (Indústria) e com o “Presidente do Banco Central da Argentina”, Juan Carlos Fábrega,para negociar medidas de incentivo ao comércio bilateral entre os países, sendo listada, dentre essas, propostas para financiar as exportações brasileiras à Argentina.

Entretanto, ainda sem conclusões nas negociações, os dois governos decidiram que vão convocar os representantes das montadoras de seus respectivos países para dar continuidade às discussões sobre o assunto na próxima semana, quando se encontrarão em “São Paulo”.

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Fontes consultadas:

Ver:

http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2014/04/22/internas_economia,521595/brasil-e-argentina-vao-convocar-montadoras.shtml

Ver:

http://www.efe.com/efe/noticias/brasil/economia/brasil-negociara-com-argentina-para-desbloquear-exporta-automoveis/3/2019/2296433

Ver:

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,brasil-e-argentina-negociam-para-melhorar-comercio,182577,0.htm

Ver:

http://g1.globo.com/carros/noticia/2014/04/governo-discute-como-destravar-exportacao-de-carros-para-argentina.html

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

Negociações entre MERCOSUL e União Europeia não vão bem e Argentina é o principal entrave

As negociações entre o MERCOSUL e a “União Europeia” tem apresentado vários pontos de discórdia, dentre esses, o prazo para redução total de tarifas de importados da Europa. A Argentina barganha por um prazo de 15 anos, enquanto Brasil, Paraguai e Uruguai querem 12 anos. Já a “União Europeia” quer um prazo de 10 anos.

Além disso, outra questão a ser considerada é a lista de “produtos sensíveis” elaborada pela Argentina que nega incluir no “Acordo Tarifário” alguns produtos, sendo estes, químicos, bens de capital, eletros etc., fato que é considerado como inaceitável pela “União Europeia”.

Segundo Wolfgang Kreissl-Dorfler, representante do “Partido Social-Democrata da Alemanha” (SPD),  “A Argentina é o grande problema para o acordo UE-Mercosul. Eles não têm o direito de sempre bloquear a negociação. A Europa tem que abrir o acesso agrícola e a entrada de pessoas. Mas, se a Argentina não quer firmar o pacto, então o melhor é usar o modelo que já tivemos na União Europeia: de incluir os países aos poucos[1].

Já Jorge Capitanich, chefe de gabinete argentino, acredita que as negociações tem avançado muito na direção de apresentar uma proposta comum e afirma que qualquer acordo comercial com o Bloco europeu será feito para defender “la industria nacional, la producción y el comercio[2].

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.redebrasilatual.com.br/mundo/2014/04/oferta-da-ue-ao-mercosul-incluira-exigencia-de-direitos-humanos-e-trabalhistas-774.html

[2] Ver:

http://www.lanacion.com.ar/1680710-jorge-capitanich-dijo-que-hubo-avances-significativos-en-la-negociacion-del-mercosur-con-la-union-europea

Ver:

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,argentina-ainda-trava-acordo-entre-mercosul-e-ue,182042,0.htm

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