ESPORTENOTAS ANALÍTICAS

As relações internacionais do “FC Barcelona”

Considerado pela mídia esportiva internacional especializada como um dos três maiores clubes de futebol do mundo e o primeiro a ostentar em seu uniforme a logomarca do “Fundo das Nações Unidas para a Infância” (UNICEF), o “Futbol Club Barcelona” se destaca, agora, por ter sido o primeiro e único clube do universo esportivo a assinar um acordo com o “Comitê Olímpico Internacional” (COI), por intermédio da “Fundação FC Barcelona”. O Documento foi assinado, em Lausanne (Suíça), em abril do corrente ano (2013) e recentemente implementado pelas Partes.

ESPORTENOTAS ANALÍTICAS

O Esporte no âmbito da ONU

Patrocinada pela “Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura” (UNESCO) e pelo governo da Alemanha, teve lugar, entre os dias 28 e 30 de Maio de 2013, em Berlin, Alemanha, a “V Conferência Internacional de Ministros e Altos Funcionários Responsáveis pela Educação Física e o Esporte” (MINEPS). Tendo sido realizada pela primeira vez em 1976, na sede da UNESCO, em Paris, a MINEPS foi criada para facilitar o intercâmbio intelectual e técnico na área de educação física e esporte e como um mecanismo institucional para formular uma estratégia internacional consistente na esfera esportiva, daí derivando a criação do “Comitê Intergovernamental para a Educação Física e o Esporte” (CIGEPS), responsável por promover a cooperação esportiva internacional e conduzir ações governamentais no campo da educação física e do esporte.

ESPORTENOTAS ANALÍTICAS

O Futebol como ferramenta de promoção comercial para o Brasil

Segundo o noticiado no último dia 15 deste mês, no “Portal da Copa”, a “Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos” (Apex-Brasil) será a responsável pela vinda de uma grande quantidade de empresários estrangeiros, provenientes de mais de 70 (setenta) países, para assistirem a “Copa das Confederações” – que se realizará no período de 15 a 30 de junho de 2013 – e conhecerem diversos produtos e serviços brasileiros, no intuito de impulsionar uma intensa agenda de negócios entre estes empresários e entidades setoriais brasileiras.

Cumpre registrar que esta iniciativa faz parte do acordo assinado, em 2012, entre a Apex-Brasil e a “Federação Internacional de Futebol Associado” (FIFA), com abrangência em todo o território nacional, que visa, durante a “Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014”, ampliar as oportunidades de negócios das empresas brasileiras e atrair investimentos estrangeiros diretos para o Brasil, mediante a utilização do futebol como protagonista da plataforma de negócios da Apex-Brasil.

AMÉRICA LATINAANÁLISES DE CONJUNTURA

A Roda de Capoeira como patrimônio imaterial da humanidade: o Brasil expandindo seu prestígio por intermédio da capoeira

Há tempos, as artes marciais agiram e continuam agindo como um importante vetor de disseminação da imagem e prestígio dos países nos quais estas se originaram, sendo consideradas parte fundamental dos seus patrimônios culturais*. Dentre alguns exemplos mais conhecidos temos: Krav Maga, oriundo de Israel; Taekwondo, oriundo da Coreia do Sul; Kung Fu, oriundo da China; Muay Thai, oriundo da Tailândia; Judô, Karatê e Aikido, oriundos do Japão; e Capoeira, oriunda predominantemente do Brasil e reconhecida no mundo como a arte marcial autenticamente brasileira. E sendo parte do patrimônio cultural dos países supracitados, estas artes marciais possuem acentuada importância na construção de uma imagem positiva e favorável aos interesses destes países no cenário internacional, haja vista que o prestígio cultural de um país é um componente básico de Soft Power**.

ESPORTENOTAS ANALÍTICAS

Autoridades da FIFA fazem comentários sobre a questão da tomada de decisão dos lideres e da burocracia em países sedes para Copas do Mundo

Na semana passada, em Zurique (Suíça), durante um simpósio sobre “Copas do Mundo”, o secretário-geral da “Fédération Internationale de Football Association” (FIFA), Jérôme Valcke, fez críticas sobre as tomadas de decisão das lideranças em países que pretendem sediar “Copas do Mundo”, trazendo especulações de observadores internacionais sobre os seus comentários.

É possível interpretar que, segundo a personalidade, quanto maior a capacidade de tomada de decisão unilateral por parte das autoridades competentes e menos burocratizadas as relações entre as esferas dos poderes, maior a facilidade para organizar de forma exitosa o megaevento futebolístico.

Nas palavras de Valcke, as grandes dificuldades que vêm se fazendo presentes na organização do “Copa do Mundo de 2014” derivam do fato de o Brasil possuir uma estrutura política dividida em nível federal, estadual e municipal. Isso torna as negociações para o cumprimento das exigências feitas pela FIFA mais demoradas e complicadas, haja vista os inúmeros interesses que devem ser levados em conta e o grande número de pessoas que precisam ser ouvidas.

Por outro lado, no caso da Rússia, sede da “Copa do Mundo de 2018”, a existência de um “Chefe de Estado” com elevado poder de decisão torna bem mais fácil as negociações para a organização da Copa, diminuindo os problemas e dificuldades que possam vir a existir no trato com o governo. No tocante à “Copa de 2022”, a ser realizada no Catar, país que venceu a disputa com os EUA para sediar o evento futebolístico, nada foi dito até o momento neste sentido.

Em adição, Joseph Blatter, presidente da FIFA, exaltou a organização da “Copa do Mundo de 1978”, realizada na Argentina. Para este, a conquista da Copa pelo país anfitrião propiciou uma reconciliação do povo argentino com o governo, o que, na visão de Blatter, foi bastante proveitoso para ambos, uma vez que é possível interpretar também que ele percebe ter ocorrido a criação de pontes de diálogos numa sociedade que estava dividida, tendo, por isso, agradado especialmente à FIFA.

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ImagemA Política que Rege Uma Copa do Mundo” (Fonte):

www.humorpolitico.com.br

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Fontes consultadas:

Ver:

www.reuters.com

Ver:

Caderno de Esportes. Jornal O Globo. Edição de 25 de Abril de 2013, Rio de Janeiro, RJ.

ESPORTENOTAS ANALÍTICAS

Personalidades francesas discutem a importância do esporte como ferramenta de diplomacia e política externa

Em abril do corrente ano, ocorreu o lançamento do livro “Le Sport, C’est Bien Plus que du Sport” (não publicado no Brasil), escrito por Pascal Boniface, diretor do “Instituto de Relações Internacionais e Estratégicas” (IRIS) da França; por Denis Masseglia, presidente do “Comitê Nacional Olímpico e Esportivo Francês” (CNOSF) e publicado pela “JC Gawsewitch Editeur”. Na ocasião, o presidente do CNOSF concedeu uma entrevista explanando sobre o esporte ser um elemento de soft power*, em especial para a França.