NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Samer Issawi: greve de fome e resistência em prol da Palestina

O palestino Samer Tariq Issawi, natural deIssawiyeh (Nordeste de Jerusalém), 33 anos, membro da “Frente Democrática para a Libertação da Palestina”, resistiu a uma greve de fome durante mais de oito meses, numa prisão israelense. Em 12 de abril de 2002, ele foi capturado pelo Exército israelense, em Ramallah, durante a “Operação Escudo Defensivo” e preso sob a acusação de possuir armas e por formação de grupos paramilitares em Jerusalém.

Condenado a 26 anos de prisão, ele foi solto em 2011 juntamente com mais 1027 prisioneiros palestinos na sequência das negociações entre Israel e o Hamas para a libertação do soldado israelense Gilad Shalit. Em menos de um ano, em 7 de julho de 2012, Issawi voltou para a prisão, acusado de ter violado os termos da sua liberdade condicional pelo fato de ter viajado de Jerusalém Oriental para a Cisjordânia onde, segundo informado, ele iria estabelecer células terroristas[1].

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Tammam Salam: um independente ante o desafio da governabilidade no Líbano

Após dois anos no governo, o primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, demitiu-se no passado dia 22 de março ante a intensificação da pressão entre os campos pró-Bashar al-Assad e anti-Bashar al-Assad[1], que o impediu de cumprir integralmente o mandato. Desde o final da “Guerra Civil” no Líbano, em 1990, o poder político tem sido dividido entre as facções religiosas preponderantes, a muçulmana xiita, a muçulmana sunita e a cristã maronita o que, não facilitando o equilíbrio de poderes, gera um grau de insegurança tanto mais elevado quando se sabe que dois grandes blocos, a “Aliança 8 de Março” e a “Aliança 14 de Março”, se digladiam respectivamente no apoio e na rejeição à Síria.

NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Israel e Irã: quando a diplomacia cede espaço ao desejo de poder

As relações diplomáticas e comerciais entre Israel e o Irã cessaram com a Revolução Iraniana, em 1979, altura em que findou a monarquia pró-ocidental de Mohammad Reza Pahlavi e teve início a República Islâmica, sob a liderança do aiatolá Ruhollah Khomeini. Desde então, Israel foi declarado, por Ruhollah Khomeini, como o “inimigo do Islã”.

As hostilidades entre Israel e o Irã se mantiveram e, atualmente, retomaram o antagonismo explícito numa clara disputa direta pela manutenção do status atual de poder ou sua expansão para garantir a segurança, implicando em algumas situações na projeção de poder de ambas as partes no Oriente Médio. Por outro lado, é necessário sublinhar que Israel tem se mantido como principal potência bélica regional ao longo de muitos anos.