AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

“América Latina” dividida entre MERCOSUL e “Aliança do Pacífico”

Analistas e noticiários internacionais vislumbram na “América Latina” uma possível rivalidade entre dois modelos regionalistas: um, liderado pelo MERCOSUL; outro, encabeçado pela “Aliança do Pacífico[1]. A hipótese é ensejada pelos contrastes de objetivos e de prioridades entre os dois Blocos, bem como na discrepância cada vez mais evidente de resultados práticos.

A “Aliança do Pacífico” concentra sua pauta em bases comerciais. Sua extensão geográfica recupera o conceito de “América Latina” por incluir países do norte e do sul: México, Colômbia, Peru e Chile. Além disso, ela recobra o modelo do livre-comércio na “América Latina”, esquecido em muitos sentidos desde as crises do neoliberalismo na década de 1990.

O MERCOSUL possui objetivos tipicamente estatais. Inclui agenda cultural, social e política, que sujeitam os objetivos comerciais e econômicos do Bloco, além de basear-se num processo decisório consensual e de difícil aplicação[2]. Apesar de concentrado no “Cone Sul” latino-americano, ele busca integrar países política e economicamente díspares como Venezuela, Paraguai e Brasil.

Os contrastes tornam inevitáveis as comparações entre os Blocos. A “Aliança do Pacífico” obteve resultados favoráveis desde que foi criado em 2012.  Atualmente, seus membros concentram 35% do “Produto Interno Bruto” e 49% dos investimentos estrangeiros direto da “América do Sul”. Além disso, o PIB de cada país cresceu, em 2012, acima da média latino-americana de 3,1%[3].

Enquanto isso, o MERCOSUL é desafiado por suas bases políticas, que dificultam tomar qualquer decisão. Além disso, existem rivalidades entre alguns de seus membros. Desconfiada, a Argentina impõe protecionismo ao Brasil; enquanto isso, o Paraguai desistiu do bloco devido à inclusão da Venezuela. Durante a “Cúpula de Montevidéu”, em 2013, os líderes constataram que poucos dos objetivos foram alcançado até agora[4] [5].

Alguns noticiários afirmam existir uma divisão e uma possível rivalidade entre os dois blocos[6] [7]. Autoridades brasileiras negam existir essa rivalidade e afirmam que a Aliança não incomoda ou ameaça o MERCOSUL[8] [9] [10]; no entanto, a “Cúpula Social do MERCOSUL” rejeita a possibilidade de aproximação entre os dois[11]. Além disso, autoridades do MERCOSUL afirmam que a Aliança não seria uma novidade, mas um “êxito de marketing[12].

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Imagem Criada em 2012, a Aliança do Pacífico reúne mais de 30% do PIB latino-americano” (Fonte):

http://pt.wikipedia.org/wiki/Alian%C3%A7a_do_Pac%C3%ADfico

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://diplomaciapublica.itamaraty.gov.br/mercosul

[2] Ver:

http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/vasto-mundo/mexico-colombia-peru-e-chile-mostram-ao-brasil-o-que-deveria-ser-feito-em-vez-de-permanecer-atolado-no-mercosul/

[3] Ver:

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,alianca-do-pacifico-mostra-valor-dos-acordos-comerciais,155407,0.htm

[4] Ver:

http://oglobo.globo.com/economia/com-entrada-da-venezuela-paraguai-rejeita-volta-ao-mercosul-9023238

[5] Ver:

http://noticias.terra.com.br/mundo/america-latina/cupula-de-montevideu-evidencia-mercosul-em-crise,b146fb8609ecf310VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

[6] Ver:

http://www.economist.com/news/americas/21578056-region-falling-behind-two-alternative-blocks-market-led-pacific-alliance-and

[7] Ver:

http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/com-avanco-da-alianca-do-pacifico-mercosul-naufraga_132382.html

[8] Ver:

http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2013/07/04/alianca-do-pacifico-nao-prejudica-mercosul-afirma-pimentel

[9] Ver:

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2013/05/1284173-alianca-do-pacifico-nao-tira-nosso-sono-diz-assessor-da-presidencia.shtml

[10] Ver:

http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2013/06/20/patriota-diz-que-alianca-do-pacifico-nao-ameaca-interesses-do-brasil

[11] Ver:

http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/internacional/2013/6/28/Cupula-Social-Mercosul-rejeita-aproximacao-com-Alianca-Pacifico,4b98d593-a738-4093-ae5e-20831c386bfc.html

[12] Ver:

http://www.valor.com.br/politica/3168854/para-patriota-alianca-do-pacifico-e-mais-exito-de-marketing

ANÁLISES DE CONJUNTURAÁSIA

“Síndrome de Galápagos”: o Japão tímido e recluso

Durante o século XX, as marcas japonesas Toyota e Nintendo eram símbolos da desenvoltura internacional japonesa. No século XXI, as mesmas marcas geraram dúvidas. Em 2010, a Toyota surpreendeu o mundo pedindo desculpas aosEstados Unidospelo defeito de seus carros[1][2]. Mais tarde, em 2013, a Nintendo decidiu participar com timidez da E3, importante feira mundial de diversões eletrônicas[3][4]. Ambos os fatos foram associados ao que tem sido chamado de “Síndrome de Galápagos Japonesa”.

Embora especulativa, a “Síndrome de Galápagostem sido usada para descrever a tendência de o Japão confinar-se nos próprios limites, como ocorre à fauna e à flora das ilhas Galápagos[5][6]. O termo derivou dos celulares japoneses. Eles possuem inovação tecnológica que seria apreciada em qualquer lugar do mundo – se pudessem ser compreendidos ou mesmo utilizados fora do Japão[7]. Com o tempo, o termo serviu para descrever uma tendência de reclusão japonesa em todos os sentidos.

Especula-se que a situação tenha sido desencadeada pelos revezes econômicos sofridos pelo Japão nas duas últimas décadas do século XX. Os sintomas dessa Síndrome teriam sido agravados pelas recentes tragédias ocorridas no país. Problemas sociais e retrações econômicas parecem indicar que o Japão parece realmente optar pelo exílio auto-imposto. É um fenômeno contraditório, considerando que ainda possui uma economia desenvolta, desfrutando de aceitação cultural no mundo.

História

A provável “Síndrome de Galápagos” deriva da própria história japonesa, que oscila entre a retração nacional e a expansão mundial. Durante o período do xogunato, o país fechou-se ao contato externo, tendo-se aberto somente após a ascensão do “Império Meiji”, cujas reformas modernizantes inseriram o Japão na economia mundial e na corrida imperialista. Mais tarde, após a derrota na “Segunda Grande Guerra”, os auxílios financeiros estadunidenses tornaram o Japão a segunda maior potência econômica do mundo.

O sucesso japonês incomodou e encantou os Estados Unidos durante a década de 1980. Essa ambivalência podia ser verificada na literatura best seller norte-americana. Autores de ficção científica, como William Gibson, descreviam o futuro como um lugar dominado por companhias japonesas. Enquanto isso, manuais de administração explicavam o sucesso dos executivos japoneses por meio do pensamento de samurais como Miyamoto Musashi.

Durante as décadas de 1990 e de 2000, o fim de diversas bolhas especulativas infligiu reveses na economia do Japão[8]. Existe controvérsia se essas foram “décadas perdidaspara o Japão; mas é inegável que o país sofreu dificuldades econômicas traumáticas durante o período[9]. O terremoto, o tsunami e o acidente nuclear de Fukushima possivelmente agravaram ainda mais a Síndrome japonesa, pois os impactos foram econômicos, políticos e sociais.

Sociedade

A Síndrome japonesa é altamente especulativa, mas alguns indícios domésticos parecem revelar a existência dela. É o caso dos hikikomori, jovens japoneses absolutamente insulados em seus lares, incapazes de manter qualquer contato social[10]. Atribui-se o comportamento a um estresse social extremo, derivado da diferença entre as cobranças sociais e as possibilidades econômicas de satisfazer essas demandas[11].

Além das relações pessoais, as decisões profissionais e acadêmicas dos japoneses parecem também indicar a existência de uma “Síndrome de Galápagos”. Tornou-se notória a maneira como os profissionais do país tendem a recusar cargos e postos no exterior[12]. Ao mesmo tempo, os estudantes japoneses recusam-se em estudar fora[13].  Tanto empresas quanto indivíduos do Japão parecem seguir a tendência de enclausuramento.

Há outros indícios ainda. Um dos mais notórios é a decisão de alguns jornais japoneses de abandonarem a rede mundial de computadores[14]. Apesar desses fatos, o Japão ainda desfruta de aceitação em diversas partes do mundo[15]. Isso talvez explique por que os japoneses ainda não parecem mobilizados contra esse desafio. Observadores apontam que mudanças provavelmente ocorrerão quando se sentirem outra vez defasados pela concorrência internacional – como a da China, por exemplo, para quem o Japão perdeu o posto de segunda maior economia do mundo[16].

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ImagemA reclusão tornou-se parte do cotidiano japonês” (Fonte):

http://www.wired.com/wiredscience/2011/04/from-the-fields-hikikomori/

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.thedailybeast.com/newsweek/2010/03/04/toyota-and-the-end-of-japan.html

[2] Ver:

http://yaleglobal.yale.edu/content/toyotas-stumble-not-metaphor

[3] Ver:

http://www.ign.com/articles/2013/04/25/no-nintendo-press-conference-at-e3-2013

[4] Ver:

http://en.rocketnews24.com/2013/05/30/galapagos-syndrome-is-nintendos-decision-to-skip-this-years-e3-trade-show-cause-for-concern/ 

[5] Ver:

http://www.huffingtonpost.com/devin-stewart/is-japan-giving-up_b_490249.html 

[6] Ver:

http://www.huffingtonpost.com/devin-stewart/slowing-japans-galapagos_b_557446.html

[7] Ver:

http://www.nytimes.com/2009/07/20/technology/20cell.html?_r=0 

[8] Ver:

http://www.economist.com/blogs/freeexchange/2012/08/lost-decades

[9] Ver:

http://www.nytimes.com/2012/01/08/opinion/sunday/the-true-story-of-japans-economic-success.html?ref=opinion&pagewanted=all–

[10] Ver:

http://www.bbc.co.uk/mundo/noticias/2013/07/130705_salud_japon_hikikomori_aislamiento_social_gtg.shtml

[11] Ver:

http://www.mindthesciencegap.org/2012/11/16/can-culture-create-mental-disease-the-rise-of-hikikomori-in-the-wake-of-economic-downturn-in-japan/

[12] Ver:

http://blogs.wsj.com/japanrealtime/2010/09/16/japans-workers-please-dont-send-me-abroad-ever/

[13] Ver:

http://www.timeshighereducation.co.uk/414933.article

[14] Ver:

http://www.nytimes.com/2010/04/09/technology/09paper.html

[15] Ver:

http://www.japantimes.co.jp/news/2012/05/15/reference/exporting-culture-via-cool-japan/#.UdiDfqwgjFw

[16] Ver:

http://madeinjapan.uol.com.br/2010/08/16/japao-perde-posto-de-segunda-economia-mundial-para-china/

 

AMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

ONU cumprimenta países da “América Latina” e do Caribe por alcançarem “Metas do Milênio” para redução da fome

A “Organização das Nações Unidas” (ONU) cumprimentou oficialmente diversos países da “América Latina” e do Caribe por terem reduzido a fome conforme previsto nasMetas do Milênio[1]. Os países foram Brasil, Chile, Cuba, Honduras, Guiana, Nicarágua, Panamá, Peru, “República Dominicana”, “São Vicente e Granadinas”, Uruguai e Venezuela. A meta foi cumprida antes da data limite de 2015[1].

As “Metas do Milênio” orientam numericamente os “Objetivos de Desenvolvimento do Milênio” (ODM), compromisso assumido por 189 países membros da ONU para combater a pobreza e promover o desenvolvimento[2]. Os ODM foram aprovados durante a “Cúpula do Milênio”, evento organizado no ano de 2000 pelas “Nações Unidas” para discutir soluções para os problemas do milênio que começava[3].

A erradicação da fome e da miséria está prevista no primeiro compromisso. Países da África e de outras regiões também foram cumprimentados por terem alcançado o que estava proposto, totalizando 38 países. Alguns dos que foram cumprimentados alcançaram também as metas da “Cimeira Mundial de Alimentação (CMA), formada em 1991, que são mais rigorosas que as “Metas do Milênio[4].

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ImagemIniciativas brasileiras como o programa Fome Zero foram elogiadas pelao ONU (Fonte):

http://baixosulemfoco.blogspot.com.br/2013/03/familias-carentes-do-municipio-de.html

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[1] Ver:

http://www.onu.org.br/brasil-e-outros-11-paises-da-america-latina-e-caribe-alcancam-metas-contra-a-fome-antes-de-2015/

[2] Ver:

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2004-09-19/entenda-que-sao-metas-do-milenio

[3] Ver:

http://educacao.uol.com.br/disciplinas/geografia/cupula-do-milenio-evento-estabeleceu-metas-de-desenvolvimento.htm

[4] Ver:

http://www.rlc.fao.org/pt/imprensa/noticias/12-de-los-38-paises-que-alcanzaron-las-metas-contra-el-hambre-fijadas-para-2015-son-de-america-latina-y-el-caribe/

AMÉRICA LATINAANÁLISES DE CONJUNTURA

O protecionismo econômico e o comércio internacional de livros

Incomodada com a presença da Amazon no mercado literário francês, Aurélie Filippetti, “Ministra da Cultura da França”, anunciou medidas de auxílio para livreiros franceses independentes. Além disso, prometeu “medidas duras” contra a livraria virtual, como proibir frete grátis[1]. A atitude francesa indica que a proibição de livros em um país não segue mais apenas critérios ideológicos: está em pauta a proteção econômica.

O protecionismo econômico no mercado de livros pode ser explicado pela crise mundial de 2008. Cerca de 80% das barreiras então criadas ainda vigoram, gerando acusações e suspeitas persistentes[2]. Neste ano de 2013, por exemplo, a Argentina acusou a União Europeia” (UE) de praticar protecionismo ao biodiesel[3]. Enquanto isso, “Estados Unidos”, UE e Japão acusaram o Brasil de práticas discriminatórias contra importação de peças industriais[4].

O comércio de livros começa a ser inserido nesse debate. O “protecionismo natural” da língua não constitui mais empecilho nesse mercado, pois as línguas transnacionais, a facilidade de transporte e a disponibilidade de recursos técnicos facilitam comercializar livros no mercado mundial. Cada vez mais relevante, o assunto tornou-se, até mesmo, motivo de queixa na “Organização Mundial do Comércio” (OMC).

Tendências

Medidas como a da ministra francesa contra a Amazon podem ser contextualizadas em uma tendência mundial. Em 2012, por exemplo, a Argentina proibiu a importação de livros, alegando “irregularidades sanitárias” na tinta, que estaria excessivamente carregada de chumbo[5]. É possível que a medida tenha-se relacionado, em realidade, com uma tentativa desesperada de evitar a fuga de dólares da economia argentina[6].

Nos “Estados Unidos”, livros impressos em inglês na Ásia são procurados por estudantes devido aos preços mais acessíveis[7]. A prática incomoda editores, que solicitaram medidas tanto do governo estadunidense quanto de outros governos, como o indiano[8]. A orientação liberal, contudo, ainda prevalece: a Corte estadunidense garantiu a um estudante comercializar livros importados da Tailândia, o que poderá significar prejuízos para editores dos EUA[9].

Embora seja uma exportadora mundial de livros e se beneficie de mercados livres, a China restringe a importação de livros dos EUA. O protecionismo literário chinês ensejou uma queixa estadunidense na “Organização Mundial do Comércio” (OMC)[10]. A Organização já rejeitou a apelação chinesa, inclusive autorizando os EUA a retaliarem[11].

Importação paralela

Em relação ao comércio literário transnacional, uma discussão importante ocorre sobre a importação paralela de livros. Isso significa importar e vender no mercado doméstico livros produzidos legalmente em outros países. Argumentos contra essa prática afirmam que ela viola copyright internacional. No entanto, proibi-la não se relaciona com legalidade, mas com proteção indireta da indústria doméstica de livros.

Alguns países dificultaram ou baniram a importação paralela de livros. O governo da Austrália, por exemplo, autorizou restrições essa prática em 2009, na autorização conhecida como “Parallel Import Restriction” (PIR)[12]. No entanto, alguns estudos afirmam que a restrição contribui para que os livros sejam 30% mais caros na Austrália do que no resto do mundo[13].

A Índia enfrentou longo debate para permitir a importação paralela de livros, que beneficia leitores indianos com preços mais acessíveis. Associações de livreiros tentaram convencer o governo a desistir de legalizar a prática, enquanto analistas profetizaram o fim da indústria de livros indiana caso esse tipo de importação fosse legalizada[14] [15]. Em 2012, no entanto, emendas ao “Indian Copyright Law” deixaram claro que somente livros falsificados não poderiam ser importados, legalizando indiretamente a importação paralela[16].

O caso brasileiro

Atualmente, o Brasil possuiu o nono maior mercado literário do mundo, atraindo o interesse do capital internacional. O caso mais emblemático é a da britânica “Penguin books”, que adquiriu quase a metade da editora “Companhia das Letras” em 2011. Esses negócios teriam gerado uma diminuição de 6% no preço dos livros no Brasil[17] [18].

O mercado internacional, no entanto, pode ser rival do Brasil. É o que ilustra o caso das bíblias chinesas. O Brasil impõe taxas à importação de equipamentos e de recursos para produzir livros, mas não impõe restrições à importação de livros impressos. Isso gerou oportunidade para editoras chinesas exportar bíblias para o Brasil, forçando editoras bíblicas brasileiras a diminuir a produção e a demitir funcionários[19].

Um futuro debate talvez surja devido ao “Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa”. Caso a ortografia lusófona consiga ser padronizada, é possível que os mercados literários dos países lusófonos fiquem abertos entre si[20] [21], de maneira semelhante ao que ocorre entre países falantes de espanhol e do inglês. Isso poderá ensejar atitudes protecionistas em países com indústria literária relativamente menor, como Angola ou “Cabo Verde”.

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ImagemA indústria de livros indiana é cada vez mais expansiva” (Fonte):

http://utahphotojournalism.com/2009/05/haridwar-india-bookstore/

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://oglobo.globo.com/tecnologia/atuacao-da-amazon-destrutiva-para-as-livrarias-diz-ministra-francesa-8587695

[2] Ver:

http://oglobo.globo.com/economia/azevedo-80-das-barreiras-ao-comercio-criadas-desde-2008-ainda-estao-em-vigor-8424527

[3] Ver:

http://economia.uol.com.br/noticias/afp/2013/05/28/argentina-acusa-europa-de-agressivo-protecionismo-com-biodiesel.htm

[4] Ver:

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,eua-japao-e-ue-questionam-politica-industrial-discriminatoria-do-brasil,152120,0.htm

[5] Ver:

http://www.lanacion.com.ar/1460189-mas-quejas-por-las-restricciones-al-ingreso-de-libros-importados

[6] Ver:

http://en.mercopress.com/2012/03/29/guess-why-argentina-restricts-book-imports-possible-lead-poisoning-from-ink

[7] Ver:

http://www.nytimes.com/2006/03/29/education/29textbooks.html?_r=0

[8] Ver:

http://www.forbes.com/sites/danielfisher/2013/03/19/supreme-court-upholds-right-to-sell-foreign-published-books/

[9] Ver:

http://www.publishersweekly.com/pw/by-topic/industry-news/publisher-news/article/56491-a-textbook-case.html

[10] Ver:

http://www.thebookseller.com/news/wto-tells-china-liberalise-its-book-import-system.html

[11] Ver:

http://news.bbc.co.uk/2/hi/business/8425366.stm

[12] Ver:

http://www.pc.gov.au/projects/study/books/report

[13] Ver:

http://www.abc.net.au/news/2009-07-14/book-prices-to-fall-under-commission/1353092

[14] Ver:

http://cis-india.org/a2k/blog/parallel-importation-of-books

[15] Ver:

http://www.hindustantimes.com/StoryPage/Print/652735.aspx

[16] Ver:

http://musicnroyalty.blogspot.com.br/2012/05/analysis-of-indian-copyright-amendment.html

[17] Ver:

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1178540-mercado-brasileiro-de-livros-cresce-e-ja-aparece-como-9-no-mundo.shtml

[18] Ver:

http://www.abdl.com.br/noticias/index.php?noticia=8&titulo=Livro%20brasileiro%20no%20mercado%20internacional

[19] Ver:

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-brasil,brasil-importa-ate-biblia-da-china,118065,0.htm

[20] Ver:

http://novasdaguinebissau.blogspot.com.br/2010/07/acordo-ortografico-pode-facilitar.html

[21] Ver:

http://www.soportugues.com.br/secoes/new.php?indice=87

NOTAS ANALÍTICAS

“Conselho de Medicina” cobra explicação de ministros sobre vinda de médicos cubanos

Brasil planeja trazer 6 mil médicos cubanosBrasil planeja trazer 6 mil médicos cubanosO “Conselho Regional de Medicina” (CRM) anunciou semana passada que vai entrar com uma representação na “Procuradoria-Geral da Repúblicacontra os planos de trazer 6 mil médicos cubanos para o Brasil. A ação demandará explicações aos ministros Antonio Patriota (Relações Exteriores), Aloizio Mercadante (Educação) e Alexandre Padilha (Saúde)[1]. A vinda dos médicos cubanos tem sido justificada pela falta de médicos em áreas carentes do Brasil[2].  A operação está sendo planejada em conjunto com a “Organização Panamericana de Saúde” (OPAS). A ideia é conceder permissão de dois anos para que médicos do exterior atuem no país[3].

ANÁLISES DE CONJUNTURAORIENTE MÉDIO

Os árabes israelenses e a solução de um único Estado

Quando idealizou Israel, o pensador Theodor Herzl imaginou uma nação essencialmente judaica. No entanto, advertiu que Israel deveria ser uma sociedade aberta e plural, para garantir sua sobrevivência. Ignorando o conselho, os primeiros governantes israelenses optaram pelo isolamento, atitude que ironicamente gerou pluralidade. Para se defender, a nação expandiu suas fronteiras, abarcando uma significativa população árabe.

Os árabes que residem em Israel recebem pouca atenção da mídia, mas vivem em situação tão complexa quanto a de palestinos que habitam os territórios ocupados[1] [2]. Muitos possuem cidadania israelense, mas, de acordo com informações disseminadas na mídia e em depoimentos,  sofrem discriminação por não serem judeus, além de serem considerados por alguns como uma ameaça ao Estado israelense[3] [4].