ÁFRICANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Suspensão de oficiais no Zimbábue aumenta debate em torno de futura sucessão de Mugabe

O partido de situação do Zimbábue, o ZANU-PF, suspendeu, na semana passada, dois oficiais membros do Governo, Rugare Gumbo e Enoch Porusingazi, juntamente com o líder veterano Jabulani Sibanda[1][2]. Segundo especialistas, a suspensão ocorreu devido a uma suposta aliança entre os suspensos e a vice-presidente Joice Mujuru, dentro do debate em torno da sucessão presidencial.

O fato aumenta as tensões envolvendo a sucessão do presidente Robert Mugabe ao fim de seu mandato. Ainda que este termine somente no ano de 2018 e o atual Presidente seja elegível a um segundo termo, membros do ZANU-PF desconfiam de sua aptidão para se recandidatar, já que Mugabe está com 90 anos[1][2].

Entre os mais cotados para se candidatar e poder assumir a Presidência nas próximas eleições estão a vice-presidente Joice Mujuru e o atual ministro da justiça Emmerson Mnangagwa[2]. Joice Mujuru está a serviço do Governo do Zimbábue desde 1980, tendo participado da guerra de independência do país na década de 90[2]. Contudo, especialistas afirmam que Mujuru vem perdendo força como possível sucessora de Mugabe, principalmente após as acusações da primeira dama Grace Mugabe de que ela estaria planejando uma desestabilização política de seu marido[1][2].

Presidente do Zimbábue desde 1987, Mugabe é alvo de constantes críticas por parte de organizações internacionais que lhe acusa de haver levado a cabo “condutas antidemocráticas[3], como perseguição a opositores e manipulação das eleições. Tais críticas culminaram em uma sanção por parte do Governo norte-americano no ano de 2003[3][4].

Tendo em vista tais questões, o futuro sucessor de Mugabe na Presidência encontrará grandes desafios à frente, com a questão diplomática e a fraca economia. O país enfrenta atualmente expressiva taxa de desemprego, especialmente entre os jovens de 18 e 25 anos[5].

Este fraco desempenho da economia é, em parte, explicado pelas severas sanções impostas[4]. Desde que as sanções do Governo estadunidense foram estabelecidas, em 2003, o crescimento médio anual do Produto Interno Bruto per capita é 2,5% menor, se comparado aos dez anos anteriores (1993-2002)[6]. Assim, é impreterível que o próximo Presidente e as instituições internacionais entrem em diálogo para que uma solução a esta questão seja encontrada.

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Imagem (FonteThe Telegraph):

http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/africaandindianocean/zimbabwe/8336687/Robert-Mugabes-health-hurting-Zimbabwe.html

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Fontes consultadas:

[1] VerAgência Reuters”:

http://www.reuters.com/article/2014/11/14/us-zimbabwe-politics-idUSKCN0IY1H520141114

[2] VerDaily Mail”:

http://www.dailymail.co.uk/wires/afp/article-2834452/Zimbabwes-ruling-party-axe-officials.html

[3] VerUSA Treasury”:

http://www.treasury.gov/resource-center/sanctions/Programs/Documents/zimb.pdf

[4] VerThe New York Times”:

http://www.nytimes.com/2013/11/08/opinion/mutiga-why-zimbabwe-sanctions-boomerang.html?_r=0

[5] VerWashington Post”:

http://www.washingtonpost.com/posttv/world/africa/zimbabwe-battles-high-unemployment/2014/11/11/c0904fd4-69a4-11e4-bafd-6598192a448d_video.html

[6] VerBanco MundialEstatísticas”:

http://data.worldbank.org/country/zimbabwe

ÁFRICAANÁLISES DE CONJUNTURA

As implicações culturais do desenvolvimentismo africano

Do alto dos morros de Olinda*, fãs de literatura poderão avistar ao fundo, entre uma palestra e outra na Festa Literária Internacional de Pernambuco, que ocorre nesta semana, o horizonte do mar verde nordestino. Inspirados, poderão, inclusive, imaginar navios do período colonial vindo em sua direção, os quais traziam consigo não somente mercadorias, mas também escravos vindos da África para trabalharem nas plantações de cana de açúcar no interior da região Nordeste do Brasil.

Passado quase meio século desde momento histórico particular, as condições de vida na África melhoraram expressivamente. O período atual é marcado por condições políticas e sociais nunca antes presenciadas. Retrato disto é que parte dos escritores que estarão na Festa Literária Internacional de Pernambuco será de jovens africanos letrados, munidos de canetas para anotarem autógrafos e de livros para serem divulgados.

A predileção destes jovens escritores por temas políticos ilustra o ânimo compartilhado entre a maioria dos cidadãos africanos com um processo em particular: o desenvolvimentismo africano, onde tradicionais grupos de poder chocam-se com o espírito democrático e liberal; onde o expressivo crescimento econômico dos últimos anos reestrutura por completo as atividades produtivas no continente; onde a crescente presença internacional, seja de companhias privadas, de organizações sem fins lucrativos, de jornalistas ou acadêmicos, traz consigo o choque cultural entre o antigo e o novo.

As obras literárias constituem-se em interessantes objetos de estudo nos quais se pode identificar este choque cultural. Vale apontar, em um romance, como o autor – enquanto sujeito real que vivencia o cotidiano africano – constrói o mundo que o circunscreve, bem como incorpora (e digere) as mudanças estruturais que há muito tempo ocorrem na África.

Sendo assim, este ânimo dos jovens escritores com o desenvolvimentismo africano é identificado pelo recorrente posicionamento de crianças como narradoras em seus empreendimentos literários. É o que acontece, por exemplo, no caso das premiadas obras “Bom dia, camaradas” (Editora Atlas), do angolano Ondjaki – escritor presente em Olinda nesta semana –, e “No país dos homens” (Companhia das Letras), do americano Hisham Matar, cuja infância e adolescência foram vividas no norte da África.

O posicionamento de crianças como narradoras abre espaço para que fatos como o militarismo, o autoritarismo, a perseguição política e a censura sejam avaliados simplesmente por suas consequências negativas, já que uma criança é livre de qualquer posicionamento político ou ideológico. Dessa forma, o leitor é exposto a uma narrativa feita por uma criança tocada pela crueldade a qual é exposta. É o que acontece, por exemplo, ao lermos sobre a invasão de escolas e o estupro de crianças por militares em Angola durante a guerra civil, no caso do livro de Ondjaki, e da perseguição política da polícia líbia ao pai da criança narradora, no caso da obra de Matar; ou seja, nós, como meros leitores, ao lermos tais estórias somos compelidos a também defender uma mudança, qual seja ela.

Perguntado sobre o livro “No país dos homens”, o escritor sul-africano J. M. Coetzee, radicado na Austrália e laureado com o Prêmio Nobel de Literatura, em 2003, descreveu-o como “a história comovente de uma criança exposta cedo demais à crueldade da política líbia[1]. O comentário tecido por Coetzee e a ampla aceitação de romances como os dois aqui citados** demonstram que os novos ventos que pairam sobre a África agradam a todos, sejam africanos ou estrangeiros.

Alan Curry, britânico, empresário do ramo socioambiental e presente no continente africano desde 1974, também é alguém que cultiva profundas esperanças no projeto desenvolvimentista na África[2].

Em entrevista especial***, Curry considera que “o acesso à informação e a locomoção melhorou consideravelmente: a conectividade mudou de simples transmissões de notícias locais para um sistema de comunicação conectado com o resto do mundo; cabos de fibra óptica conectam indivíduos ao redor do continente com a internet; linhas aéreas agora cruzam todo o continente[2].

A conectividade entre africanos e o resto do mundo pode também ser expressada em termos econômicos: o fluxo de dólares entre os países desenvolvidos e as nações africanas não mais é caracterizado estritamente pelas doações, mas, sim, também em investimentos. Mais do que investimentos estrangeiros diretos que visam somente a expansão de mercados consumidores, o crescente fluxo de dólares é resultado de uma série de projetos que buscam estruturar os bens públicos globaispor definição, bens impreteríveis para manutenção das atividades privadas em todas as nações, como, por exemplo, a saúde pública, a soberania nacional e o respeito à propriedade privada[3][4].

A preocupação em torno dos bens públicos no novo milênio é inaugurada pela obra editada pelas Nações Unidas em 1999, de autoria dos economistas Inge Kaul, Isabelle Grunberg e Marc A. Stern: “Global Public Goods: International Cooperation in the 21st Century[4]. Dentro do estudo, a África aparece em diversas situações como umas das principais regiões onde se deve intervir, a fim de garantir a ordem e a estabilidade das atividades privadas em escala mundial. Dentro do estudo, o continente africano relaciona-se a quase todas as questões globais, como as mudanças climáticas, a imigração, o controle de epidemias e o terrorismo[4].

Isto explica, em partes, as causas da crescente presença internacional na África, sendo esta uma das principais fontes das mudanças estruturais que vem ocorrendo dentro do continente africano: são inúmeros os exemplos de projetos propostos por órgãos internacionais que visam, principalmente, a provisão dos bens públicos globais; em outras palavras, é impossível dissociar totalmente o desenvolvimentismo africano da cultura material dovelho ocidente”.

Dentro deste grupo, ressaltam-se projetos como (i) “The Noor-Ouarzazate Concentrated Solar Power Project”, de 519 milhões de dólares, que visa substituir a produção de energia a partir de fontes não renováveis pela energia solar no Marrocos, liderado pelo Banco Mundial[5]; (ii) “Ebola Crisis Fund” e o “Ebola Recovery Multi-Donor Trust Fund”, ambos concebidos com o intuito de instaurar reformas estruturais nos países mais afetados pelo vírus ebola, a fim de evitar que este se torne uma epidemia global[6][7]; (iii) “Education for Sustainable Development in Africa”, liderado pelo Banco Africano de Desenvolvimento, que visa promover uma expansão da qualificação da mão de obra africana, um dos maiores entraves, segundo economistas, que empresas estrangeiras enfrentam ao estabelecerem-se na região[8].

O posicionamento estratégico que o continente africano assume no estudo dos bens públicos globais pode despertar interpretações enviesadas sobre o verdadeiro sentido do desenvolvimentismo africano. Ainda é possível encontrarmos em artigos jornalísticos ou em trabalhos acadêmicos distinções entreafricanos e ocidentais”; diferenciações de caráter ontológico[9]. Ou mesmo encontrar facilmente menções favoráveis a um “neocolonialismo”, como é o caso do artigo do historiador Paul Johnson para o The New York Times, em 1993: “Colonialism is back – and not a moment too soon[10].

Sabendo que estereótipos possuem profundas consequências políticas, Alan Curry acredita que tanto o europeu como o americano ainda não conhecem totalmente a cultura africana. Segundo Curry, os estrangeiros, “ao opinarem e representarem a África, ainda estão amarrados ao antigo estereótipo do ‘africano’, que é totalmente sem sentido assim como o antigo estereótipo a respeito do ‘latino’[2].

Tendo isto em vista, identifica-se dentro do continente africano uma elite cultural compromissada em desconstruir antigos estereótipos existentes sobre “o africano”, bem como em recuperar antigas expressões culturais tribais do esquecimento total. “Há um grupo muito bem educado, alguns deles educados no exterior, que entendem a conjuntura atual e se propõem a não fazer parte do problema, mas sim em solucioná-lo”, afirma Alan Curry sobre a jovem elite cultural[2].

Desconstruir antigos estereótipos passa ou pela adoção total de padrões de consumo do velho ocidente ou por uma gradativa fusão entre as duas culturas. No que diz respeito à primeira, são comuns os exemplos em que se propõe um acolhimento amplo da cultura moderna: é comum observarmos projeções de mercado realizadas por diferentes consultorias que têm como pressuposto a padronização do consumo entre africanos e os demais habitantes do globo, como é o caso de algumas projeções para o crescimento do uso de celulares para os próximos anos[11] e as estimações para o consumo de alimentos e bebidas superiores[12]****. Todas estas pesquisas utilizam variáveis de crescimento que assumem que o conjunto de preferências do africano, em certo período de tempo, será exatamente igual ao de um londrino ou ao de um nova iorquino.

Por outro lado, a desconstrução de estereótipos e a legitimação da cultura tradicional africana passam também pela disposição em fundir antigas tradições com a cultura moderna. Nesta linha, o movimento denominado por Mark Dery em 1993 como o Afrofuturismo é o exemplo principal[13]. Ainda que alguns críticos consideram que as origens deste movimento cultural estejam nos fatos ocorridos na década de 20 e de 30, foi a partir da década de 60, com a música cosmológica do jazzista Sun Ra e sua predileção pelo emprego de instrumentos eletrônicos como o teclado e sintetizadores, que o Afrofuturismo apresentou-se ao mundo[13].

A escritora e musicista africana Chardine Taylor-Stone, em artigo ao jornal britânico The Guardian, define o movimento como algo além de filmes e livros que utilizam correntemente da ficção científica como tema principal. Para ela, o movimento trata-se de uma tentativa por parte dos artistas de, ao mesclar a tradicional cultura africana com a cultura contemporânea, conectar indivíduos da afrodiáspora com a cultura de seus ancestrais, a fim de que esta não se perca com o passar dos anos[14].

Porém, mais do que isso, o Afrofuturismo aparece como expressão artística que visa, acima de tudo, iluminar as tradições africanas. Em outras palavras, utilizando da crescente visibilidade no cenário mundial, membros da elite cultural africana lutam para apresentar uma cultura autêntica, verdadeiramente autóctone.

Emergem também em diferentes partes da África polos de produção de cultura em massa que, de certa maneira, buscam emancipar antigas tradições africanas. Nollywood, nome dado à produção de filmes na Nigéria, especializou-se na produção de películas não somente em inglês, mas também em dialetos locais como o yoruba. Em 2009, a Unesco divulgou uma nota onde afirma que Nollywood é o segundo maior polo cinematográfico do mundo, com um movimento anual de 250 milhões de dólares[15].

De alguma forma, este processo de resgate das raízes culturais africanas remete às próprias origens da cultura brasileira, principalmente no que diz respeito ao surgimento do movimento antropofágico e o fim da República Velha, no final da década de 20. Ambos os momentos históricos nos são apresentados como lados de uma mesma moeda.

A certa altura do livro, Suleiman, a criança narradora do livro “No país dos homens”, tenta não escutar os comentários machistas que adultos situados sob suas costas fazem a respeito do largo vestido usado por sua mãe, a quem o narrador tanto ama e teme em perder; da mesma forma, nesta semana, em Olinda, viajantes poderão virar as costas para o horizonte com o intuito de não imaginar navio negreiro algum, mas sim de avistar, somente, os africanos que ali estão a conferir palestras e a assinar livros. Ambos os casos são retratos do posicionamento da cultura africana frente à modernização atual: de costas ao passado autoritário e com um olhar fixo ao futuro, caminhando rumo à conquista de seu espaço em um mundo globalizado.

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* Município turístico localizada no Estado de Pernambuco, Brasil, situada na região metropolitana da Capital do Estado, Recife.

** Poderíamos prosseguir citando outros estimados romances políticos situados na África, como “Desgraça”, do próprio J. M. Coetzee; “Meio sol amarelo”, de Chimamanda Adichie; e “Wizard of the Crow”, de Ngũgĩ wa Thiongo.

*** A entrevista está anexada à esta Análise.

**** Neste caso, a palavra “superior” foi empregada de forma similar ao vocabulário técnico utilizado por economistas para se referirem a produtos de luxo, como derivados do leite, bebidas alcoólicas e outros que demandam uma renda maior para o consumo.

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Imagem (FonteAfrican Travel Concept):

http://atctravel-blog.com/tag/south-africa/

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://zunguzungu.wordpress.com/2011/05/06/in-the-country-of-men-part-two/

[2] Entrevista especial de Alan Curry concedida ao autor.

[3] KAUL, I; GRUNBERG, I; STERN, M, A. Defining global public goods. In: KAUL, I; GRUNBERG, I; STERN, M, A. Global public goods: international cooperation in the 21st century. New York: Oxford University Press, p. 2-19, 1999.

[4] VerThe Wall Street Journal”:

http://online.wsj.com/articles/SB10001424052702304422704579571363402013176

[5] VerBanco Mundial”:

http://www.worldbank.org/en/news/loans-credits/2014/09/30/morocco-noor-ouarzazate-concentrated-solar-power-plant-project

[6] VerEbola Crisis Fund”:

http://www.ebolacrisisfund.org/the-fund/

[7] VerBanco Mundial”:

http://www.worldbank.org/en/topic/ebola/overview

[8] VerBanco Africano de Desenvolvimento”:

http://www.afdb.org/en/projects-and-operations/project-portfolio/project/p-z1-iad-016/

[9] VerMail & Guardian”:

http://www.thoughtleader.co.za/vusigumede/2009/09/30/africa-andor-africans-must-confront-prejudice-and-stereotypes/

[10] VerThe New York Times”:

http://www.nytimes.com/1993/05/16/magazine/l-colonialism-s-back-217793.html

[11] VerThe Guardian”:

http://www.theguardian.com/world/2014/jun/05/internet-use-mobile-phones-africa-predicted-increase-20-fold

[12] VerThe Guardian”:

http://www.theguardian.com/world/2013/may/08/nigeria-champagne-sales-growth-second-highest

[13] VerAfrofuturism”:

http://web.archive.org/web/20091214211308/http://czem.sonance.net/afrofuturism

[14] VerThe Guardian”:

http://www.theguardian.com/science/political-science/2014/jan/07/afrofuturism-where-space-pyramids-and-politics-collide

[15] VerPor dentro da África”:

http://www.pordentrodaafrica.com/cultura/nollywood-o-cinema-da-africa-que-surpreendeu-o-mundo

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ANEXO – ENTREVISTA COM ALAN CURRY

 

Testemunho sobre o Quênia

1) First of all, could you please describe a little bit about your work on Kenya?

I worked in Kenya for 4 years managing my organisation’s activities in around 20 countries in Sub Saharan Africa and left in September 2013. The activities were mainly educational and cultural programmes funded in part but not exclusively by the UK government. We also taught English and delivered exam services in a number of countries. This was my latest and probably last job in Africa – my first one was in 1974 when I worked as a geologist in Niger immediately after I left university.

The first thing I need to say about Africa is that conditions have improved enormously over the last 40 years. Connectivity has changed from limited local television and radio to satellite television showing global news. Networks of fibre optic cables down both east and west Africa have taken internet to enormous numbers of mainly urban people. National airlines criss-cross the continent – Kenya airlines alone flies to around 30 countries in the region and there are now flights to not just Europe but also Asia, the US and Latin America. In addition low cost airlines are starting to challenge the major ones. All of these are positive factors, reflecting much improved economies across the region but the biggest issue for all countries is how much of their population will share in this success? Not too many is all to often the depressing answer.

Population growth in the region has been enormous. At independence in 1963 the population of Kenya was 9m. It is now 46m. Health and Education systems have struggled to keep pace with this growth and the quality of service provision often falls far short of what is needed. Job creation to provide sufficient opportunity for the increased population of working age has also proved difficult, effectively impossible. These challenges can be recognized in all countries in the region.

Most countries now hold democratic elections that are internationally credible however huge challenges continue around quality of governance, accountability and corruption.

2) What were your perception about youth in Kenya, regarding democracy, politics and development? Are they increasing their engagement in dealing with this issues?

Any discussion of youth has to be done against the backdrop of the current Sub Saharan Africa as I have described it above. Youth now have a much better developed global view than any previous generation, thanks in large part to satellite television. Their own cultures tend to be better developed than previously and are more “rap” than “tribal” in nature although there is some fusion between the two. When it comes to Youth’s perceptions of democracy, politics and development that is highly varied. There is a sophisticated, well educated group, some of them educated overseas, many in private schools who

understand how things work and find themselves having to choose between being part of the problem or developing new solutions. Many of them are children of the rapidly growing middle class which itself is one of the key drivers for change across the region. Those who are not in this group tend to have a poor quality of education, don’t meet the standards needed by employers and are largely condemned to a life of unemployment or underemployment.

3) Recently I read an excellent book called “Orientalism”, by Edward Said, which deals with false stereotypes that oriental studies in Europe and USA use to have; stereotypes that have important political implications. In your point of view, do false stereotypes regarding Africa exist too? And if so, do they have serious political consequences?

Stereotypes are an issue but a changing one. The old opinion of the UK as the former colonial power is disappearing – most Africans were born long after their country’s independence and tales of colonialism have limited resonance for them. Similarly in the UK the colonial period was a long time ago and even the Commonwealth, composed largely of former colonies is seen as a vague and ineffectual body. New stereotypes have been built around dependency on donors both bilateral, particularly the Chinese, and multilateral. Little is said about the failure of Africa to move beyond being a stereotypical source of Natural Resources, be it wood, oil&gas or agri-industry. Views of Africa from the outside are still largely stuck in a generalized stereotype of “the African” which is as meaningless as is a stereotype of “the Latin American” – the diversity in Africa is as great if not greater than it is in Latin America and any attempt to generalize is not helpful.

4) Finally, do you think that militarism, autoritarism, poverty and prejudices, as themes that haunt African society, are themes that are being deconstructed by African youth?

I don’t think that these themes are being deconstructed rather they are changing shape. Al Shabab and Boko Haram have replaced earlier dissenting groups and are in many ways much deadlier. The nature of the challenge around Education has changed. Access has improved greatly and the issue now is Quality and standards. The Authoritarian nature of many regimes has changed. For example the previously murderous rule in Rwanda has been replaced a benevolent but still strict one. Poverty continues to haunt the region, much reduced, but still there and with a big impact on the quality of life of many. African Youth now has a much more complex world to understand than previous generations had and there are many signs that at least some of them are thriving in it – for example there is now a software development hub in Nairobi with many small, new high tech business startups associated with it.

To finish, much remains to be done in Africa and many new challenges will emerge – the epidemic of Ebola being the latest – however to indulge in a stereotype myself, Africans are resilient, cope with adversity and will, I’m sure continue to build upon the progress that can be seen all across Sub Saharan Africa.

ÁFRICANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Queda de Compaoré em Burkina Faso não arrefece manifestações

O Presidente de Burkina Faso, Blaise Compaoré, renunciou ao cargo em resposta às intensas manifestações populares que tomaram conta da capital Ouagadougou. O Governo de Compaoré foi um dos regimes mais longos em toda a África Subsaariana, totalizando 27 anos de duração[1][2].

A queda de Compaoré representa uma guinada nos anseios democráticos na África Subsaariana, à medida que regimes antigos, ainda que parcialmente democráticos, enfrentam gradativamente uma rejeição maior da população, principalmente da parcela mais jovem. Blaise Compaoré havia conquistado a Presidência do país em 1987, após um golpe de estado imposto ao então presidente Thomas Sankara.

Contudo, seu longo mandato chegou ao fim após uma série de protestos, cujo epicentro foi a cidade de Ouagadougou. Na quinta-feira da semana passada (30 de outubro), um grupo de manifestantes invadiu o Parlamento e ateou fogo no prédio, reivindicado o fim do seu Governo[3]. Além disso, há relatos de que uma série de manifestações contra o Presidente ocorreu ao redor da cidade nas últimas semanas[3].

Segundo especialistas, o estopim para os protestos foi uma proposta do Poder Legislativo de derrubar a Emenda que impõe um limite de dois mandatos ao Presidente[1][2]. De acordo com a Constituição atual, dada a vitória de Compaoré nas eleições de 2010, ele estaria automaticamente impossibilitado de participar das eleições gerais em 2015. Entretanto, recentes manobras políticas de Compaoré e declarações vindas do Poder Legislativo indicavam que futuras medidas seriam tomadas para permitir a sua candidatura nas eleições do próximo ano.

Após a renúncia, o Exército assumiu controle temporário da Presidência[1][2][4]. Em declaração oficial, o Exército de Burkina Faso afirma que a medida foi tomada com o intuito de manter a ordem e garantir uma transição segura para um novo governo civil, o qual será eleito nas próximas eleições do ano que vem[4]. “Tendo notado a lacuna que se criou [com a renúncia presidencial], e considerando a urgência de ‘salvar a vida da nossa nação’, se decidiu que daqui em diante eu me responsabilizarei em ser o chefe de estado[1], afirmou o general de divisão Nabéré Traoré.

Entretanto, parte da população local desconfia da posição assumida pelo Exército[3]. Notas oficiais divulgadas pelas Nações Unidas e pela União Africana reforçam a necessidade de o Exército de Burkina Faso liderar uma transição gradativa a um novo governo eleito democraticamente[4]. Desde a independência, em 1960, o país já sofreu três golpes militares – em 1966, 1980 e 1983 – o que aumenta a desconfiança entre os manifestantes de um novo governo militar estar a caminho.

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Imagem (FonteLatestNews):

http://latestnewslink.com/2014/11/thousands-protest-army-power-grab-in-burkina-faso/

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Fontes consultadas:

[1] VerThe New York Times”:

http://www.nytimes.com/2014/11/01/world/africa/burkina-faso-unrest-blaise-compaore.html?ref=africa

[2] VerThe Guardian”:

http://www.theguardian.com/commentisfree/2014/nov/02/guardian-view-burkina-faso-transitional-government

[3] VerThe New York Times”:

http://www.nytimes.com/2014/10/31/world/africa/burkina-faso-protests-blaise-compaore.html

[4] VerBBC”:

http://www.bbc.com/news/world-africa-29867819

ÁFRICANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Novas informações sobre o genocídio ocorrido em Ruanda são proibidas de serem transmitidas no país

Um Documentário recém feito pela rede de televisão britânica BBC sobre o genocídio em Ruanda, em 1994, foi proibido de ser transmitido no país[1][2]. Intitulado “Rwanda, The Untold Story” (“Ruanda, A História Não Contada”), elaborado por pesquisadores americanos e britânicos, o trabalho traz uma série de dados polêmicos, como a afirmação de que a etnia Hutus e não a Tutsi, conforme afirmam as atuais versões oficiais, foi a que teve o maior número de mortos. Além disso, também aponta que o atual Presidente de Ruanda, Paul Kagame, participava do grupo que orquestrou a derrubada do avião, em 1994, que levava o então presidente Juvenal Habyarimana[1][2].

Para o Parlamento e autoridades políticas do país, o Documentário realizado pela BBC oferece riscos à estabilidade social em Ruanda. Segundo eles, sua divulgação poderia aumentar a probabilidade de levantes sociais. Além disso, as autoridades políticas recusam as novas informações trazidas, afirmando que estão, em sua grande maioria, erradas[1].

Contudo, membros da emissora inglesa e outros jornalistas acusam o Governo de Ruanda de desrespeitar a liberdade de imprensa[1][2]. Para membros da imprensa, ainda que as informações contidas no documentário sejam parcialmente corretas, restringir sua divulgação fere o direito individual de expressão e da possibilidade do cidadão conhecer novas informações sobre o genocídio que ocorreu em seu país.

Acreditamos que este programa (…) trouxe uma contribuição valiosa à compreensão geral sobre a trágica história do país e da região. (…) A mídia de Ruanda está dominada pelo governo, e boa parte das filiais locais seguem as linhas oficiais do governo. Kagame é implacável no tratamento à opositores políticos[1], afirmou David Mepham, pesquisador do Human Rights Watch.

O país desfruta de expressivo crescimento econômico desde o fim do genocídio, em 1994[3][4]. Entretanto, o incremento de renda da população local não foi acompanhado por uma expansão dos direitos individuais, à medida que brotam exemplos de casos de opressão a exilados e opositores em Ruanda[5][6]. Recentemente, Paul Kagame foi alvo de ataques por parte de membros da oposição e por órgãos internacionais acuado de levar a cabo em seu país uma política de repressão a jornalistas que apresentam opiniões distintas ao posicionamento oficial[6].

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Imagem (FonteFree Media):

http://www.freemedia.at/newssview/article/exiled-rwandan-journalist-handed-prison-sentence.html

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Fontes Consultadas:

[1] VerThe Guardian”:

http://www.theguardian.com/media/2014/oct/24/rwanda-bans-bbc-broadcasts-genocide-documentary

[2] VerThe Guardian”:

http://www.theguardian.com/media/2014/oct/24/bbc-rwandan-genocide-documentary

[3] VerCIA World Factbook”:

https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/rw.html

[4] VerBanco Mundial”:

http://data.worldbank.org/country/rwanda

[5] Ver:

Folha de S. Paulo: Ano 94, N° 31.050. Segunda-feira, 07/04/2014 – Caderno Mundo, página A13.

[6] VerFree Media”:

http://www.freemedia.at/newssview/article/exiled-rwandan-journalist-handed-prison-sentence.html

ÁFRICAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Fundo Monetário Internacional receia diminuição dos investimentos na África devido ao Ebola

A atual Epidemia de Ebola na África é claramente a pior desde a sua constatação na década de 70. Além do elevado número de mortos – cerca de 4.000 mil, segundo a Organização Internacional da Saúde – o vírus tornou-se uma questão global, à medida que apresenta riscos a outras nações: no último domingo (12 de outubro), foi detectado um segundo indivíduo infectado pelo ebola nos Estados Unidos[1]; na última sexta-feira (10 de outubro), um homem da Guiné foi levado ao Instituto Evandro Chagas, no Rio de Janeiro, com suspeitas de contaminação pelo vírus[2].

A crescente preocupação em torno do Ebola fez com que o Fundo Monetário Internacional (FMI) apresentasse sua posição sobre a questão, após uma série de críticas de autoridades sobre a demora na concessão de crédito às nações afetadas[3]. Recentemente, o FMI liberou uma quantia de 130 milhões de dólares aos três países africanos mais afetados Guiné, Libéria e Serra Leoa para o combate da epidemia[4].

Contudo, para a diretora-geral da instituição financeira, a francesa Christine Lagarde, o Ebola não é somente uma questão de saúde pública, mas também política e econômica. A economista teme que o expressivo número de mortos diminua o investimento estrangeiro direto (IED) no Continente africano[5].

Estes três países [Guiné, Libéria e Serra-Leoa] foram severamente atingidos. Nós tentaremos dar o máximo de apoio possível a eles; o principal objetivo é detê-la [a contaminação]. Mas esta contaminação não é na África inteira (…) os negócios devem continuar, as economias de todos os outros países necessitam continuar funcionando e gerando empregos[5], afirmou Christine Lagarde, na última quinta-feira (9 de outubro), no encontro anual entre o FMI e o Banco Mundial, em Washington D.C, nos Estados Unidos.

De maneira geral, o IED no continente africano estagnou-se nos últimos anos, à medida que as nações desenvolvidas gradativamente recuperam-se da crise econômica de 2008. Segundo a Ernest & Young, em 2013 o número de projetos de IED e os empregos proporcionados por ele caíram pelo segundo ano seguido: as quedas foram de 3,1% e 9,1%, respectivamente[6].

Dessa forma, há um temor entre os economistas de que tais indicadores tendem a ser ainda menores, caso o vírus se espalhe ao redor do continente[7]. Teme-se que o setor de turismo, principalmente na África Ocidental, seja o mais afetado – ainda que este setor, em média, não represente mais do que 3,9% do PIB dos países desta região[8]. Além disso, uma possível redução nos IED’s traria uma desvalorização das moedas locais frente ao dólar, o que poderia causar alguma desestabilização no crescimento econômico e na estabilidade financeira que a maioria dos países subsaarianos desfrutou nos últimos anos.

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Imagem (FonteBusiness Recorder):

http://www.brecorder.com/top-news/108-pakistan-top-news/199379-lagarde-dont-isolate-africa-over-ebola.html

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Fontes consultadas:

[1] VerThe New York Times”:

http://www.nytimes.com/2014/10/13/us/texas-health-worker-tests-positive-for-ebola.html?hp&action=click&pgtype=Homepage&version=LedeSum&module=a-lede-package-region&region=top-news&WT.nav=top-news

[2] VerGlobo News”:

http://g1.globo.com/bemestar/ebola/noticia/2014/10/exame-de-suspeito-de-ebola-da-negativo.html

[3] VerThe Guardian”:

http://www.theguardian.com/world/2014/oct/09/imf-ebola-outbreak-un-world-bank

[4] VerFundo Monetário Internacional”:

http://www.imf.org/external/pubs/ft/survey/so/2014/new092614a.htm

[5] VerIOL”:

http://www.iol.co.za/business/international/imf-don-t-isolate-africa-over-ebola-1.1763806#.VDriAvldUvk

[6] VerErnest & Young”:

http://www.ey.com/Publication/vwLUAssets/EY-attractiveness-africa-2014/$FILE/EY-attractiveness-africa-2014.pdf

[7] VerAgência Reuters”:

http://www.reuters.com/article/2014/10/07/imf-economy-africa-idUSL6N0S21H620141007

[8] VerBanco Mundial”:

http://www.worldbank.org/content/dam/Worldbank/document/Africa/Report/africa-tourism-report-2013-overview.pdf

ÁFRICAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Manifestantes no Quênia clamam à empresa chinesa por mais empregos

O crescente investimento chinês nos países africanos levanta um debate em torno dos reais benefícios transmitidos aos cidadãos africanos. Se por um lado especialistas advogam a favor da presença chinesa, alegando que ela gera um aumento da produtividade e da renda do trabalhador africano[1], outros acreditam que, na maioria das vezes, empresários chineses privilegiam o emprego de compatriotas ao invés da população local[1].

Há um expressivo contingente populacional chinês presente na África: um quarto dos chineses que trabalham fora de seu país está na África[1]; além disso, ano passado, mais de 210 mil chineses desembarcaram na África, montante 18% maior que o de 2012[1]. Animados pelas crescentes oportunidades advindas da significativa expansão econômica dos últimos anos, chineses direcionam-se ao continente para, principalmente, supervisar obras e orientar a mão de obra local[2].

Segundo alguns especialistas, esta presença da mão de obra chinesa é essencial para que a produção seja levada a cabo, uma vez que eles possuem o know-how necessário para a execução das atividades. Além disso, pesquisadores alegam também que o trabalhador chinês é mais produtivo que o trabalhador africano[1][2].

Contudo, há casos em que a mão de obra chinesa é empregada em situações onde africanos seriam totalmente aptos para a execução das atividades[3]. Em Angola e Zimbábue, por exemplo, há casos onde trabalhadores chineses ocuparam posições, como a de motoristas de caminhão, que seriam, a princípio, delegadas aos cidadãos locais[4].

Claramente descontentes com estes casos, reivindicações comumente ocorrem ao redor do continente africano. Na sexta-feira passada (dia 3 de outubro), na cidade de Voi, no Quênia, um grupo de manifestantes fechou a rodovia que liga o porto de Mombassa a outras cidades do interior, como Nairóbi[4]. O porto de Mombassa é um dos principais portos na África Oriental e por ali ocorre o escoamento dos principais produtos de exportação do Quênia, como chá e frutas.

Segundo autoridades locais, os manifestantes demandavam maior número de empregos a uma empresa chinesa – a “China Road and Bridge Construction Company” – que opera a construção de uma ferrovia local[4]. A princípio, convencionou-se que cerca de 30 mil quenianos seriam empregados, sendo que apenas algumas centenas de chineses seriam contratados para a supervisão das obras. Contudo, autoridades locais alegam que esta empresa não entregou o número de empregos prometidos à população local, tendo concedido significativa parte deles à trabalhadores chineses[4].

Este protesto em Voi ilustra que há a probabilidade de que a crescente internacionalização das economias africanas e o aumento do investimento estrangeiro direto traga, de forma parcial, o desenvolvimento esperado. Para os índices de produtividade e de renda realmente melhorarem, torna-se necessária a adoção de estratégias inclusivas, que garantam a participação dos trabalhadores africanos nos grandes projetos industriais e de infraestrutura.

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Imagem (FonteJamii Forums):

www.jamiiforums.com

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Fontes Consultadas:

[1] VerThe Wall Street Journal”:

http://online.wsj.com/news/articles/SB10001424052702304788404579519631654112594

[2] VerCS Monitor”:

http://www.csmonitor.com/World/Africa/2013/0904/As-Africa-welcomes-more-Chinese-migrants-a-new-wariness-sets-in

[3] VerChina in Africa”:

http://www.chinaafricarealstory.com/p/chinese-workers-in-africa-anecdotes.html

[4] VerAgência Reuters”:

http://www.reuters.com/article/2014/10/03/us-kenya-protests-road-idUSKCN0HS0YH20141003