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Tabaré Vázquez, o próximo Presidente do Uruguai?

A partir de recentes declarações públicas do ex-presidente uruguaio Tabaré Vázquez sobre os motivos que o levaram a vetar em 2008 o projeto de lei que descriminalizava o aborto, a possível candidatura do líder político para as eleições presidenciais de 2014 divide atualmente a opinião pública no Uruguai. 

Apesar de Vázquez ainda não ter se pronunciado sobre sua provável pretensão, especialistas indicam a certeza de seu nome entre os candidatos que disputariam as eleições tendo em conta a ampla popularidade de sua figura (80% no final de seu governo)[1] no seio de seu Partido, assim como das políticas sociais, educativas e de saúde entre a população que foram desenvolvidas no Uruguai quando este ocupava a Chefatura de Estado, entre os anos 2005 e 2010, inclusive entre os eleitores localizados no centro e centro-direita do cenário político no país.

Com estas condições, o Ex-Presidente é apontado como o candidato que muito provavelmente conquistaria uma terceira presidência para Frente Ampla”, coligação de partidos à esquerda que governa o país desde 2005 e onde Vázquez é uma de suas principais figuras políticas. Segundo as atuais analises das três principais consultorias de opinião pública no Uruguai – FACTUM[2], CIFRA[3] e EQUIPOS MORI[4] se as eleições fossem hoje, a Frente Ampla ganharia novamente a Presidência da República com aproximadamente 43% do total dos votos. 

A discussão acerca da candidatura de Vázquez resultou na polaridade da opinião publica a partir da apresentação feita pelo político do livro “Veto al Aborto[5] onde se analisam os motivos pelos quais em novembro de 2008 o então Presidente vetou o projeto de Lei de Saúde Sexual e Reprodutiva” que descriminalizava o aborto, logo após a aprovação do Parlamento e contrariando o disposto pela sua força política. Naquele momento, o presidente Vázquez aludiu razões éticas e científicas[6].

A discutição se acentua num momento quando está se promovendo uma consulta popular para o dia 23 de junho[7] convocada por legisladores independentes, que, organizados na autodenominada “Comissão Pro Referendum”, buscam levar a plebiscito a lei aprovada em 2012 que finalmente descriminaliza o aborto no país[8].

O assunto já está sendo discutido pela sociedade uruguaia e constitui uns dos temas centrais publicados pelos meios de comunicação. Possíveis candidatos estão iniciando suas campanhas nas internas dos partidos políticos e, na “Frente Ampla”, a oposição a Vázquez estuda candidaturas alternativas, como é o caso da senadora Constanza Moreira[9] pertencente ao “Espaço 609”, aliada do atual presidente José Mujica.

Tabaré Vázquez Rosas, médico de profissão, iniciou sua carreira política na clandestinidade do “Partido Socialista”, proscrito pela “Ditadura Civil-Militar” (1973-1985) que governava o país. Ocupou em diversas ocasiões a “Presidência da Frente Ampla” e foi o primeiro político à esquerda a ocupar um cargo de relevância quando foi eleito “Intendente de Montevidéu” (1990-1994), pondo fim a hegemonia no governo dos partidos Colorado e Nacional.

Em 2005, foi eleito “Presidente da República” (2005-2010), período no qual desenvolveu uma política exterior caracterizada pelo pragmatismo, exemplificado no posicionamento perante o enfrentamento com a Argentina em 2005[10] causado pela instalação de plantas processadoras de celulose as margens do rio Uruguai – caso levado a “Corte Internacional da Haia” – e no início de negociações de um “Tratado de Livre Comércio com os Estados Unidos, apontado por especialistas como uma resposta do governo uruguaio à neutralidade adotada pelo Brasil perante o conflito das papeleiras ocorrido na época e as diversas travas comerciais existentes no MERCOSUL[11].

No Uruguai, as eleições presidenciais terão lugar em outubro de 2014. Caso os resultados eleitorais apontem uma maioria absoluta a favor do candidato vencedor, o eleito assumirá a Presidência no dia 1o de março de 2015, segundo o disposto pela Constituição. 

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ImagemTabaré Vázquez em 2005” (Fonte):

http://archivo.presidencia.gub.uy/_web/pages/vazquez01.htm

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.180.com.uy/articulo/Vazquez-con-popularidad-imbatible

[2] Ver:

http://www.factum.edu.uy/node/915

[3] Ver:

http://www.cifra.com.uy/novedades.php?idNoticia=195

[4] Ver:

http://www.equipos.com.uy/noticia/las-preferencias-partidarias-de-mitad-de-ciclo/

[5] Ver:

http://www.um.edu.uy/universidad/noticias/2346_El-Dr.-Tabare-Vazquez-presento-el-libro-Veto-al-aborto-editado-por-la-UM/#imagenes

[6] Ver:

http://historico.elpais.com.uy/081114/pnacio-381576/nacional/vazquez-veto-la-legalizacion-del-aborto/

[7] Ver:

http://www.uypress.net/uc_39939_1.html

[8] Ver:

https://ceiri.news/uruguai-e-o-primeiro-pais-da-america-latina-a-descriminalizar-o-aborto/

[9] Ver:

http://www.espectador.com/noticias/205044/constanza-moreira-preferida-en-redes-sociales-de-frentistas

[10] Ver:

https://ceiri.news/uruguai-e-argentina-iniciam-obras-conjuntas-em-rio-binacional/

[11] Ver:

http://mundorama.net/2013/05/15/uruguai-brasil-cooperacao-e-integracao-nos-governos-de-mujica-e-rousseff-por-rafael-alvariza-allende/

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Comunidade brasileira apoia manifestações em Montevidéu

Em Montevidéu, uma comunidade brasileira organizada pronunciou-se a favor das manifestações públicas que vem acontecendo nos centros das principais cidades do vizinho sul-americano.

Com o título “Democracia não tem fronteiras. Ato em favor das manifestações no Brasil – Montevidéu” o Evento, ocorrido na quarta-feira, 19 de junho, e convocado pelas redes sociais – entre elas “Facebook” e blogs de brasileiros residentes no país, realizou uma marcha desde o Instituto Nacional da Juventude (INJU) até a Praça Independência[1]. A praça é o espaço político, financeiro e cultural mais importante da capital uruguaia, sede do “Poder Executivo”, dos principais centros culturais e de várias empresas estrangeiras com presença no país, entre elas Petrobras.

Segundo publicavam os organizadores, o Evento teve como objetivo defenderum melhor serviço de transporte público[1] e rechaçar o “abuso de poder por parte das autoridades[1], além de “apoiar nossos compatriotas, irmãos e amigos nessa luta contra a repressão a violência[1]. Para isto sugeria levar cartazes com frases do herói uruguaio José Artigas, em referência ao aniversário do prócer que foi comemorado no passado dia 19[1].

A manifestação de apoio é parte da ação convocada mundialmente por brasileiros no exterior com o nome “A democracia não tem fronteiras”, que, segundo informam os organizadores, conta com mais de 14.000 de adeptos nas cidades de Paris, Valência, Madri, Londres, Lisboa, Berlim, Barcelona, Munique, Bolonha, entre outras[1].

De acordo com os dados do “Censo de População que o Uruguai realizou em 2011, os brasileiros conformam a segunda maior colônia de imigrantes no país (17,3% dos estrangeiros)[2].  

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.elobservador.com.uy/noticia/253335/brasilenos-en-montevideo-planifican-una-manifestacion/

[2] Ver:

http://www.mrree.gub.uy/frontend/page?1,inicio,ampliacion-actualidad,O,es,0,PAG;CONC;128;2;D;la-inmigracion-es-positiva;8;PAG

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Uruguay-Brasil: ¿fronteras abiertas para 2014?

El Presidente uruguayo José Mujica perteneciente a la coalición de partidos progresistas “Frente Amplio”, informó su objetivo de liberalizar totalmente la circulación de bienes y servicios en la frontera uruguayo-brasileña para el año 2014. “Estamos trabajando, y no sé si lo lograremos, dentro del MERCOSUR un acuerdo con Brasil para que en 2014 no exista la frontera para la mercadería y la gente[1], expresó el mandatario.

En referencia al MERCOSUR y en un claro llamado a los otros países miembros a profundizar la integración del bloque, el presidente Mujica cuestionó “¿para qué inventamos el MERCOSUR?, ¿para qué hablamos de integración? O nos jugamos o no nos jugamos. (…) No podemos creernos que nos podemos encerrar como en 1950 con un proyecto de sustitución de importación (…) sino que tenemos que discutir con los vecinos en qué nos especializamos y qué les compramos a ellos[1].

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Presidente venezolano visita Uruguay

Los pasados días 6 y 7 de Mayo, el presidente uruguayo José Mujica recibió la visita oficial del Presidente de Venezuela, Nicolás Maduro, en la que es su primer gira internacional luego de los resultados electorales del pasado 14 de Abril.

Durante su estadía se firmaron diversos acuerdos de cooperación bilateral, destacándose los resueltos  en materia energética entre ANCAP y PDVSA, el uso de baterías uruguayas en el Metro de Caracas, así como también los referidos a las áreas de alimentación, puertos, Defensa y Salud; en este último se convino la capacitación de recursos humanos venezolanos en donación y trasplante de órganos e intercambio científico[1]. También se firmó al acta de la “V Comisión Binacional de Seguimiento y Planeamiento Estratégico” (COBISEPLAE), ratificando de esta manera la alianza comercial, productiva y energética Uruguay-Venezuela iniciada con el anterior gobierno de Hugo Chávez[2].

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Uruguay crea “Comisión de Comercio Bilateral” con Brasil y enfría relacionamiento con Argentina

Recientemente, representantes de Brasil y Uruguay firmaron un “Protocolo Adicional” al “Acuerdo de Complementación Económica” (ACE N. 2) con el objetivo de asegurar la fluidez del intercambio comercial bilateral y promover la ampliación y profundización del comercio de bienes y servicios, en un marco de especial atención a las asimetrías[1].

Este protocolo prevé además la creación de una “Comisión de Comercio Bilateral Uruguay-Brasil” (CCB) para la solución de dificultades legales, normativas y operacionales puntuales relativas a acceso a mercados; el establecimiento de procedimientos de consulta en materia de origen, defensa comercial y medidas sanitarias y fitosanitarias; y el establecimiento de un procedimiento expedito de despacho aduanero, según informa el portal de la “Asociación Latinoamericana de Integración” (ALADI) con sede en Montevideo[2].

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Uruguai aprova o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo

No passado dia 10 de abril, o Parlamento uruguaio aprovou a lei que permite o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo, convertendo o país no segundo da América Latina” e duodécimo no mundo em validar por norma este direito.

O “Projeto de Lei” já tinha sido aprovado em primeira instancia em dezembro de 2012, e foi ratificado pelo Senado por 23 votos a favor e 8 contra, no inicio deste mês de abril de 2013. Semana passada, ele foi aprovado com correções por 71 dos 92 parlamentares pertencentes a todos os partidos políticos com representação no “Poder Legislativo”, em meio a gritos de “¡igualdad!” entre o publico assistente[1].