ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Crise Política em Taiwan

Durante os anos em que o presidente Ma Ying-jeou esteve à frente do Governo da República da China (Taiwan), ele nunca sofreu tanto com a oposição e passou por momento tão complicado como atualmente. Taiwan está a beira de iniciar uma crise política devido às ações da base governista e sua aproximação com a China Continental.

Desde o ano passado (2013), a imprensa taiwanesa acompanha a rotina da base governista e da oposição, apresentando informações polêmicas sobre acordos comerciais, aproximação política, entre outras atividades das relações Tapei-Beijing. Nos últimos meses os noticiários focalizam a pressão existente para que o presidente Ma deixe o comando do partido.

Deixar o comando do partido não seria exatamente ser afastado da Presidência do país, porém, com as constantes derrotas e pressões dentro dos órgãos burocráticos do Governo, principalmente com relação a políticas ligadas à China, fica evidente que seu governo está fragilizado. As eleições locais também apresentaram uma forte derrota do Partido que o presidente Ma lidera, demonstrando que sua política de aproximação com a parte continental da China também está fracassando.

Dentro de 2 anos o seu último mandato estará finalizado e, atualmente, é mínima a possibilidade de que algum candidato de sua base aliada vença as eleições. Nesse período, o atual Presidente e seus parceiros deverão alinhar políticas pensando na China Continental, mas sem ideias de unificação; pensando nas relações com o Japão, que hoje estão abaladas com discordâncias territoriais, e também refletindo acerca da influência chinesa continental sobre os demais países da região.

Como eles vão atuar ainda é o grande mistério, mas se sabe que um dos caminhos seria uma aproximação com outros gigantes da Ásia, como a Índia e a Coreia do Sul, países com os quais, no entanto, historicamente, sempre houve momentos de atritos e nunca uma plena harmonia. Além disso, terão de reavaliar sua aliança com os Estados Unidos, Estado que, hoje, aparentemente, se preocupa no leste asiático apenas com as relações que detém com Seul e Tokyo.

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Imagem (Fonte):

 wikipedia

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Fontes consultadas:

Ver Reuters”:

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKCN0JE0FP20141130?feedType=RSS&feedName=worldNews&utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter&dlvrit=1375018

VerWant China Times”:

http://www.wantchinatimes.com/news-subclass-cnt.aspx?cid=1101&MainCatID=&id=20141129000163

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Comércio entre Brasil e Uruguai será em moeda local

A partir de ontem, dia 1o de dezembro de 2014, o Brasil e o Uruguai poderão realizar transações comerciais entre os dois países utilizando suas moedas locais, o Real e o Peso Uruguaio, respectivamente, não necessitando mais do Dólar Norte-Americano para efetuar estas transações. De acordo com anúncio feito pelo Banco Central do Brasil (BC), tal ação permitirá reduzir custos nas transações e remessas de pequenos valores, trazendo ainda eficiência nas relações comerciais, conforme aponta o comunicado da entidade: “Essas transferências deverão aumentar o nível de acesso dos pequenos e médios agentes às transações entre os países e aprofundar o mercado real-peso uruguaio[1].

Conforme divulgado, o Sistema de Pagamento em Moedas Locais (SML), segue a experiência adquirida com a aplicação do mesmo processo com a Argentina, realizada em 2008, quando os dois países (Brasil e Argentina) adotaram o sistema e buscaram compensar as diferenças entre as moedas por medidas dos seus Bancos Centrais[2]. Segundo o Banco Central brasileiro, a decisão atual adotada com os uruguaios “inclui avanços fruto da experiência adquirida ao longo de dois anos de operação[1]. Ou seja, serão verificados os procedimentos de ajustes ao que foi realizado com os argentinos para impedir que haja retrocessos no procedimento, ou que haja a sobreposição de uma moeda em relação a outra, prejudicando a economia menos favorecida.    

O Banco Central do Uruguai emitiu declaração afirmando que, para melhor operacionalizar o sistema que está sendo estabelecido, deverá ocorrer mudanças nos “padrões de comunicação[3] e será apresentado um software para tanto, sobre o qual eles estão se debruçando. Acreditam que a ação dos dois governos irá “minimizar prazos para o processamento de operações, facilitar a inclusão financeira de pessoas físicas, pequenas e médias empresas e melhorar a qualidade para as que já participam dessas operações[3].

Medidas da mesma natureza estão sendo realizadas em vários lugares do mundo, havendo, por exemplo, uma estratégia chinesa de internacionalização de sua moeda, o Yuan, que  já comercializa com ela com os Estados Unidos, Japão, Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Rússia e Malásia e, em junho, assinou acordo com o Reino Unido, que, acreditando que a moeda da China se tornará um das ferramentas da próxima mudança financeira mundial, quer tornar Londres o centro das negociações em Yuan, tanto que já está sendo estabelecida uma sede do Banco de Construção da China (o segundo maior Banco chinês) em Londres[4].

Como visto, a decisão entre Brasil e Uruguai vem a reboque de uma tendência mundial para baratear custos de transações, no entanto, há diferenças nas estratégias adotadas e nos objetivos explicitados pelos governos dos países que tem seguido este procedimento. No caso dos dois sul-americanos, acreditam os observadores que a ideia é melhorar a integração econômica entre os dois países, num processo que poderá gerar ganhos ao processo de consolidação do Mercosul que está fragilizado e necessita de um rumo realmente integrador de suas economias. 

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Imagem (Fonte):

wikipedia

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/11/brasil-e-uruguai-poderao-fazer-comercio-em-moedas-locais.html

Ver também:

http://diariodesantamaria.clicrbs.com.br/rs/economia-politica/noticia/2014/11/a-partir-de-segunda-transacoes-comerciais-entre-brasil-e-uruguai-poderao-ser-em-moeda-propria-4651860.html

[2] Ver:

http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200809081641_RED_77394230

[3] Ver:

http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2014-11/bc-aprova-convenio-de-pagamento-em-moedas-locais-entre-brasil-e-uruguai

[4] Ver:

http://brasileconomico.ig.com.br/mundo/2014-06-18/china-e-reino-unido-farao-comercio-com-moedas-locais.html

 

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICAS

Maduro pode perder o poder com crescimento da oposição dentro chavismo

O presidente venezuelano Nicolás Maduro vem enfrentado o contínuo crescimento da oposição dentro do chavismo. Recentemente ocorreu o seminário organizado pelo grupo denominado Maré Socialista com o objetivo de observar “os problemas e desvios do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV)[1] e apresentar “propostas de governo para superar a crise[1].

Estas percepções e posições vem se alastrando e contando com a adesão de grandes lideranças bolivarianas, como Jorge Giordani (ex-ministro da Planificação), Héctor Navarro (ex-ministro da Educação) e Ana Elisa Osorio (vice-presidente do Parlamento Latino-americano na Venezuela) que também estiveram presentes neste seminário e vem criticando o Presidente abertamente, gerando reações intensas por parte do Mandatário.

Militantes chavistas que desgostam do Governo Maduro já começam a ter número expressivo, ao ponto de observadores considerarem que chega a ser maioria, tanto que o grupo do Maré Socialista, que se espalha por todo o país, está pensando em disputar as eleições legislativas do próximo ano de forma independente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

Esses militantes de esquerda veem as ações de Maduro como desvios da herança revolucionária bolivariana e como incapazes de resolver a crise econômica pela qual o país passa.

Ademais, criticam-no por sua recusa ao diálogo e, por isso, manifestam o desejo ao retorno do que consideram ter sido uma democracia participativa na época de Hugo Chávez. Segundo foi divulgado na imprensa, durante o Seminário, ocorreu um apagão, o que foi visto pelos presentes e pelos críticos como uma sabotagem, algo que vem unindo ainda mais este grupo de descontentes.

As reações do Governante tem sido rígidas e de enquadramento do que considera dissidentes, tanto que recentemente criou o “disque denúncia” interno no PSUV, para que militantes entreguem aqueles membros que se mostrem desviantes da revolução bolivariana, de forma que a mecanismo criado assustou a  sociedade, já que sua estrutura poderá ser usada tanto para delação de militantes (algo por si já reprovável) como para a perseguição política geral de qualquer opositor.

Gestos como estes vem desgostando personalidades, militantes e cidadãos em todos o segmentos, também dentro das Forças Armadas que desejam a volta de uma liderança militar à Presidência da República Venezuelana. Diosdado Cabello, ex-militar e  atual Presidente da Assembleia Nacional Bolivariana, por exemplo, se apresenta como um dos principais concorrentes de Maduro desde que este se tornou o herdeiro de Chávez, pois acreditava que seria o escolhido ex-Presidente, que o preteriu por, supostamente, ter seguido orientação cubana.

Diante do quadro, acreditam os analistas que existe a possibilidade de as Eleições Legislativas de 2015 serem antecipadas para o primeiro semestre, com o objetivo de permitir que o PSUV, cuja liderança de Maduro foi preservada nas eleições internas ocorridas neste ano (2014), preserve a maioria na casa legislativa e garanta, assim, uma relativa força ao Mandatário, algo que poderá trazer-lhe esperanças de não perder o cargo presidencial do país, possibilidade que vem crescendo cada vez mais.

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Imagem (Fonte):

wikipedia

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://br.bukvar.mk/news/?newsid=0gP

Ver Ainda (Vídeo):

http://globotv.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/v/popularidade-de-nicolas-maduro-vem-caindo-desde-a-morte-de-hugo-chavez/3787143/

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Ver também:

http://www.elpropio.com/actualidad/ciudad/reacciono-Nicolas-Maduro-elecciones-PSUV_0_634736556.html

Ver também:

http://www.vtv.gob.ve/articulos/2014/11/24/presidente-nicolas-maduro-felicito-a-los-nuevos-lideres-del-psuv-electos-este-fin-de-semana-8957.html

Ver também:

http://www.teinteresa.es/mundo/Maduro-elecciones-PSUV-preludio-victorias_0_1254476451.html

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Jornal el Nuevo Herald acusa Venezuela de criar rede de inteligência na América Latina

O jornal el Nuevo Herald, sediado na Flórida (EUA), denunciou que o Governo venezuelano vem estabelecendo a anos uma rede de inteligência pela América Latina, com o fim de disseminar a ideologia bolivariana, a revolução, bem como exercer atividades de contrainteligência, treinando agentes para executar a tarefa de proselitismo e coleta de informações, as quais são passadas a Caracas que lhes retransmite de forma ordenada aos seus parceiros e aliados na região.

Conforme foi divulgado pelo articulista do jornal, Antonio María Delgado, “El chavismo conformó una vasta red de informantes y de operadores políticos que velan por los intereses de la Revolución Bolivariana dentro de Venezuela y en otros países de América Latina, en ocasiones promoviendo la ideología del Socialismo del Siglo XXI y en otras espiando para el régimen de Caracas[1].

Segundo aponta, há categorias de agentes que são treinados e financiados para diferentes tarefas e com graus variados de funções e hierarquia interna. Há os “Patriotas Cooperantes”, que tem a função de disseminar a ideologia revolucionária pela região. Eles são recrutados nos países, especialmente onde há um regime simpático ao de Caracas, e realizam tarefa dentro de missões sociais que os Governos destes países possam estar realizando para os seus povos.

Há os Agentes que trabalham realizando tarefas próprias de contrainteligência aplicadas à Oposição existente nesses países. Eles também tem a função de buscar informações sobre inimigos existentes e potencias do processo revolucionário nesses lugares, bem como informações sobre os inimigos da revolução bolivariana pela região.

A rede tem sido criada no vários países latino-americanos, segundo aponta o jornal, para fortalecer a posição política interna dos governos que são favoráveis ao bolivarianismo, ao chavismo, ou são aliados da Venezuela. Para tanto, Caracas tem destinado recursos visando fortalecer, organizar e aumentar a teia.

Na Venezuela, o núcleo mínimo é este Patriota Cooperante, chamado de Patriota Cooperante Bolivariano (PCB), que trata do proselitismo e da coleta de informações, havendo acima dele o chamado  Patriota Cooperante Medio (PCM), que é adestrado pelo Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) na atividade de inteligência e tem a função de recrutar e comandar os PCBs.

Conforme afirma o jornal, “Estos ciudadanos (PCM) son los que recibirían el curso dictado por el Servicio Bolivariano de Inteligencia Nacional, siendo dotados de equipos, herramientas, software y conocimientos para el control, adiestramiento y supervisión de los PCB y la información dada por estos[1], e também encarregados de “formar cada uno a 10 PCB [Patriotas Cooperantes Bolivarianos] (Relación 1/10), con los equipos, medios y herramientas necesarias para una efectiva y eficiente labor de información relevante, además de ser el primer filtro de la información que llegaría a escalas superiores, estableciendo las conexiones sociales a estudiar[1]. Tais informações sobre a estrutura interna da Red foi obtida em documentos supostamente adquiridos pelo el Nuevo Herald.

A denúncia é de que o mesmo sistema está espalhado por vários países da América Latina onde há interesse governamental venezuelano. Ou seja, haveria PCMs que recrutariam PCBs para fazer proselitismo, PCBs para fazer serviços de coleta, PCBs para trabalhos de apoio aos governos locais e PCBs para realizar serviços de contrainteligência aplicados aos opositores dos governos amigos, ou aos antagonistas da ideologia bolivariana.

As informações obtidas e disseminadas pelo periódico podem se tratar de uma ação de desinformação por parte do jornal, no entanto, o grupo de personalidades que tem ido à mídia para apresentar esta informação é grande e os casos de presenças de venezuelanos nos territórios de países vizinhos atuando de forma clandestina ou sem a devida comunicação é expressiva, tendo ocorrido um caso recente no Brasil, em que Ministro venezuelano entrou no país sem comunicar ao Ministério das Relações Exteriores Brasileiro e se reuniu como movimentos sociais no país, recebendo reprimendas do Brasil, já que tal ação pode ser caracterizada como ingerência da Venezuela nos assuntos internos brasileiros.

Observadores apontam que o fato divulgado pelo el Nuevo Herald apenas confirma informações que vinham sendo disseminadas de forma esporádica, mas sem a contundência de declarar que há uma estrutura, uma “Red”, que está montada e operando por toda a região.

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Imagem (Fonte):

http://2.bp.blogspot.com/-WfVW8scFiss/T4c6OTkP5tI/AAAAAAAAAEc/bG0fEQ8zoIc/s1600/espionaje3hd0.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://informe21.com:8080/el-nuevo-herald/nuevo-herald-el-chavismo-opera-red-latinoamericana-de-informantes

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Disputa para o Congresso em 2015 pode trazer nova onda de violência na Venezuela

Conforme apontam os observadores, as Eleições Legislativas venezuelanas em 2015 serão carregadas de violência, uma vez que tanto o Governo quanto a Oposição estão se preparando neste momento com declarações de que os resultados precisam ser uma punição para o lado antagonista.

A estrutura das argumentações apresentada nos discursos das lideranças demonstra que não se deseja o diálogo, mas a exclusão do segmento adversário, uma vez que a polarização atingiu um estado de contraposição absoluta, apesar das manifestações de que o caminho que tal ou qual segmento professa é um caminho de pacificação da sociedade.

O presidente Nicolás Maduro declarou: “No SOLO el pueblo va a votar a favor del camino revolucionario, del legado del comandante Chávez, de la paz y la estabilidad del país. El pueblo le va a dar un voto castigo a las maldades de la derecha, contra la guarimba, contra la guerra económica, el intento de golpe de Estado, va a ser un voto castigo por toda la línea. (…) …el futuro es victoria en 2015, gran victoria en la Asamblea Nacional[1]

O Presidente do Partido Verde, Roberto Enríquez, por sua vez, conclamou o povo a punir Maduro e os demais líderes bolivarianos nas eleições, apesar de mostrar crer que será difícil fazê-lo apenas pelo voto, pois percebe que o Governo trabalhará para impedir que o povo se manifeste, numa quase alusão ao uso certo de métodos ilícitos por parte dos governantes. Afirmou: “El pueblo venezolano debe castigar a Nicolás Maduro a punta de votos y a todos los representantes del Gobierno nacional por el fracaso contundente del modelo socialista. No creo en la jerarquía de hombre de Estado de Maduro, no dejemos que nos quiebren el espíritu de lucha, porque el Gobierno va a hacer lo imposible por provocar abstención en las parlamentarias. Tratarán de desmoralizar al pueblo[2].

A situação encontra-se cada vez mais tensa. O país continua dividido e o Governo questionado por parte expressiva da população que vem sofrendo com a crise econômica, o desabastecimento e com as medidas adotadas pelo mandatário. Nesse sentido, acreditam os analistas que  situação tenderá a se tornar mais tensa e parte expressiva deles ainda tenta entender os limites de resistência do grupo no poder, acreditando que mesmo que a sustentação política de Maduro e governo do PSUV se dê pela grande participação das Forças Armadas, ainda assim estas apresentam um limite de ação, pois não se sabe até que ponto se voltarão contra o povo na defesa do Regime político.

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Imagem (Fonte):

wikipedia

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.heranoticias.com/web/index.php/politica/11987-maduro-venezuela-dará-su-voto-castigo-a-la-oposición-en-2015.html

[2] Ver:

http://actualidadvenezuela.org/2014/11/09/el-pueblo-venezolano-debe-castigar-a-nicolas-maduro-a-punta-de-votos/

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Governo venezuelano avança no controle do comércio

O presidente venezuelano Nicolás Maduro continua mantendo a sua política de controlar as compras dos consumidores no país. Recentemente, foi instituída a cota para compra de roupas na Venezuela, pela qual a população chega a esperar até um mês e a ser submetida a respeitar as cotas individuais instituídas. Para tanto, senhas são distribuídas para que os consumidores tenham acesso a compra limitada das vestimentas[1].

As lojas estão aceitando a imposição desses limites também devido a escassez dos produtos, além dos problemas cambiais que estão encarecendo as importações, uma vez que o Governo vem tentando evitar a saída de dólares do país. Ressalte-se que o cartão de crédito está sendo controlado, por meio da obrigatoriedade de apenas uma operação comercial para cada 30 dias[1]

Além dessa ações, também está sendo restringido e proibido o comércio por parte ambulantes (camelôs) em várias cidades da Venezuela. Foi instituída a Lei Orgânica de Preços Justos, emitida em 25 de outubro, atuando sobre os ambulantes e definindo que as autoridades devem fazer inspeções, verificação e o que for necessário nos estabelecimentos comerciais, industriais e de serviços em todo o território para evitar o que considera vendas ilegais[2].

Estão sendo impedidas as vendas de alimentos e insumos básicos, como azeites vegetais, arroz, fubá, farinha de trigo, maionese, ketchup, enlatados, mortadela, queijo, batata, leite, café, açúcar, manteiga, massas, ovos, sal, frangos, ervilhas, feijão, produtos de higiene pessoal e domésticas, sabonetes, creme dental, papel higiênico, fraldas descartáveis, shampoo, detergentes, desinfetantes, navalhas (aparelhos de barba) e pinturas para cabelos[3]. As pessoas estão reclamando, pois estes produtos estão escassos nos supermercados, logo, os ambulantes se tornaram um caminho para vencer o desabastecimento dos produtos mais básicos.

Os vendedores estão se mobilizando, apresentando–se revoltados, pois consideram a atitude uma tentado ao direito de trabalho, já que o desemprego é grande no país e, além de vencerem esse problema, eles se mostram como uma alternativa viável para o consumo da população. Ademais, calcula-se que, aproximadamente,  200.000 pessoas vivem da venda de alimentos nas ruas[3].

Uma pesquisa da empresa Hinterlaces apontou, contudo, que a maioria de 78% dos entrevistados (de uma amostra de 1.200) apoiou a medida do Governo de proibir as vendas[2]. Vários analistas, no entanto, tomam tais resultados com reservas, uma vez que há controle de vários setores e atividades por parte do Governo, de forma que possa estar havendo distorções nos resultados, causadas por problemas metodológicos na aplicação da pesquisa. Observadores acreditam que a medida contra os ambulantes pode levar ao surgimento de uma nova frente de manifestações, impulsionando outras ações da sociedade nas ruas em futuro breve[2].

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Imagem (Fonte):

 Carlos Garcia Rawlins / Reuters

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://noticias.portalvox.com/internacional/2014/11/venezuela-institui-cota-para-compra-de-roupas.html

[2] Ver:

http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&task=view&idioma=1&id=3256081&Itemid=1

[3] Ver:

http://noticiastln.com/nicolas-maduro-frena-a-vendedores-ambulantes/