AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Mexicanos que vivem na fronteira norte rejeitam migrantes centro-americanos

Rejeitada de forma dura pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e exausta após uma jornada angustiante, a caravana de migrantes da América Central enfrenta agora a hostilidade de alguns mexicanos.

Direção da Caravana de Migrantes

Um pequeno grupo de moradores de um bairro de classe alta de Tijuana, perto da fronteira dos Estados Unidos, entrou em conflito com a caravana de migrantes recém-chegados na noite da última quarta-feira (dia 14 de novembro), atirando pedras e dizendo a eles que voltassem para seus países de origem. “Saia daqui”, gritaram cerca de 20 pessoas em um acampamento de hondurenhos perto da fronteira. “Queremos que vocês voltem ao seu país. Vocês não são bem-vindos”.

Os Migrantes revidaram e dezenas de policiais tiveram que intervir para manter a paz em uma cidade conhecida por receber turistas americanos e milhares de imigrantes todos os anos. A caravana composta por milhares de pessoas, em sua maioria hondurenhos que estão fugindo da violência e da pobreza, iniciou a jornada rumo aos Estados Unidos em meados de outubro. Trump declarou que se trata de uma “invasão” e enviou cerca de 5.800 soldados para “fortalecer” a fronteira.

Com algumas exceções, o México acolheu os centro-americanos, oferecendo comida e alojamento nas cidades durante a jornada. Os migrantes disseram que ficaram chocados com a atitude hostil em Tijuana e um deles declarou: “Nós não somos criminosos. Por que eles nos tratam assim se em todos os lugares que viajamos no México nos trataram bem? Pense nas crianças que estão aqui, por favor”. No entanto, pesquisas recentes mostram uma considerável minoria de mexicanos que se opõem a ajudar os migrantes enquanto eles se dirigem aos Estados Unidos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Família de Migrantes” (Fonte):

https://es.wikipedia.org/wiki/Caravanas_de_migrantes_centroamericanos_rumbo_a_Estados_Unidos

Imagem 2Direção da Caravana de Migrantes” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Caravana_de_migrantes_da_Am%C3%A9rica_Central

AMÉRICA DO NORTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Caravana de centro-americanos chega à capital mexicana

A caravana de migrantes já está na Cidade do México. Cerca de 4 mil centro-americanos, principalmente hondurenhos, chegaram durante o início da semana passada. “É uma cidade enorme, tudo é diferente, não se parece em nada com Honduras”, declarou Gabriela Regalado, uma hondurenha que deixou em seu país o marido, dois filhos e três irmãos.

Rota geral seguida por migrantes

Os membros do chamado primeiro comboio, composto por cerca de 5.000 migrantes, que já está na Cidade do México desde o último fim de semana, enfrenta problemas para se deslocar até o Estado de Veracruz, que faz fronteira com o Golfo do México. Nos últimos dias esse grupo, que se encontra mais perto da fronteira norte-americana, acabou se fragmentando em pequenos grupos, mas esperam se reagrupar proximamente.

A Cidade do México é para muitos migrantes a primeira parada em que eles ficam em um abrigo, dentro de casa. É um acampamento enorme. Nas imediações do El Palillo os migrantes podem dormir, se alimentar, tomar banho, lavar roupas e têm acesso a clínicas médicas móveis.

Migrantes tentando atravessar a fronteira entre a Guatemala e o México

A parada dos migrantes na capital foi crucial para cuidados médicos depois de mais de três semanas na estrada e para estabelecer um diálogo com o governo de Enrique Peña Nieto e também com Andres Manuel Lopez Obrador, que toma posse como Presidente da República no dia 1o de dezembro.

A chamada segunda caravana, um grupo entre 1.000 e 2.000 migrantes, que chegou à capital na segunda-feira passada, dia 5 de novembro (2018), posteriormente se dirigiu à pequena cidade de Tapanatepec, no sul do Estado de Oaxaca. Mais um comboio de cerca de 1.500 membros, em sua maioria salvadorenhos, ainda se encontra na costa do Estado de Chiapas, a cerca de 100 quilômetros da fronteira com a Guatemala. Outros 1.650 centro-americanos estão no abrigo da Feira de Tapachula (Chiapas), de acordo com o governo mexicano.

Estima-se que cerca de 10.000 pessoas estejam em trânsito no México, mas os números variam. Atualmente, os migrantes ainda estão a mais de 3.000 quilômetros de Tijuana, local a partir do qual eles declararam que chegariam nos Estados Unidos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Salvadorenhos mantidos pela Polícia Nacional da Guatemala em sua tentativa de continuar avançando em direção ao México” (Fonte):

https://es.wikipedia.org/wiki/Caravanas_de_migrantes_centroamericanos_rumbo_a_Estados_Unidos

Imagem 2Rota geral seguida por migrantes” (Fonte):

https://es.wikipedia.org/wiki/Caravanas_de_migrantes_centroamericanos_rumbo_a_Estados_Unidos

Imagem 3Migrantes tentando atravessar a fronteira entre a Guatemala e o México” (Fonte):

https://es.wikipedia.org/wiki/Caravanas_de_migrantes_centroamericanos_rumbo_a_Estados_Unidos

AMÉRICA DO NORTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Caravana de imigrantes centro-americanos avança pelo México

A caravana de migrantes da América Central conseguiu adentrar o território mexicano. Desde a última sexta-feira (dia 19 de outubro), milhares de pessoas cruzaram a fronteira da Guatemala para o México. Alguns atravessaram a ponte da fronteira pedindo o status de refugiado ao governo mexicano e outros simplesmente se esquivaram do controle imigratório, a bordo de jangadas no rio Suchiate.

América Central

O escritório de Proteção Civil do município de Suchiate, no Estado de Chiapas, estima que mais de 7.200 pessoas, principalmente hondurenhos, continuam sua jornada com destino aos Estados Unidos.

A marcha atualmente ocupa uma das duas pistas da rodovia entre Ciudad Hidalgo, a cidade mais próxima da fronteira guatemalteca, e Tapachula, cerca de 30 quilômetros já dentro do território mexicano. Alcançar Tapachula era o objetivo da caravana até o último domingo (dia 21 de outubro) para se reagrupar e seguir a viagem.

 A Polícia Federal, que originalmente bloqueava a rodovia para impedir o avanço da caravana, finalmente abriu passagem e limitou-se a monitorar e acompanhar de perto a rota. Um helicóptero sobrevoa a estrada para observar o grupo de migrantes. “Tudo o que queremos é que eles cheguem em segurança”, disse Manelich Castilla, comissário da Polícia Federal mexicana.

As autoridades do México pediram aos organizadores das caravanas que parassem com o avanço do contingente. Eles até ofereceram transporte para levá-los a albergues do Instituto Nacional de Migração (INM). Entretanto, os organizadores rejeitaram a oferta do governo mexicano por medo de que o grupo se dispersasse.

Na rota, algumas autoridades convidaram os hondurenhos a regularizar seu status de imigração. “O Estado mexicano pode recebê-los, está aberto para conceder-lhes o status de refugiado, mas eles não podem ir em uma situação irregular, viajando por todo o território nacional”, disse Francisco Echavarría, delegado regional do INM. O México pediu ajuda à Organização das Nações Unidas (ONU) para atender ao grande grupo de imigrantes que continuam chegando ao México para se juntar à caravana.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Placa de trânsito sinaliza movimento de imigrantes pelas estradas” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Immigration_sign

Imagem 2América Central” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Central_America

América do NorteECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

México diz que novo acordo comercial dos EUA não inibe outras relações econômicas

O Ministro das Relações Exteriores do México, Luis Videgaray, disse ao Conselheiro de Estado da China, Wang Yi, em um telefonema no último sábado (dia 13 de outubro), que o novo acordo comercial do México com os Estados Unidos e o Canadá não impedirá as relações econômicas com outros países, informação que já constava em um comunicado da Secretaria de Relações Exteriores mexicana (SRE).

Porto de Lázaro Cárdenas

O pacto estabelecido para substituir o Acordo de Livre Comércio da América do Norte destaca que, se um dos parceiros aderir a um acordo de livre comércio com um país “não mercantil”, como a China, por exemplo, os outros podem renunciar em seis meses e formar seu próprio acordo bilateral.

O mecanismo apoiaria os esforços do Presidente dos EUA, Donald Trump, de isolar economicamente os chineses em meio a uma crescente guerra tarifária entre as duas potências e dar a Washington um veto efetivo sobre qualquer acerto comercial com a China feito pelo Canadá ou pelo México.

Videgaray não detalhou se o México buscaria tal tratativa, mas disse que o novo pacto, chamado de Acordo EUA-México-Canadá (USMCA), não bloquearia acordos bilaterais com países não incluídos nele.

Shanghai, centro financeiro chinês

O Ministro mexicano enfatizou que “nenhuma de suas condições constitui um obstáculo para as relações bilaterais ou trocas econômicas que o México, como um Estado soberano, mantém com outras nações”.

No dia seguinte, em um comunicado divulgado no site do Ministério das Relações Exteriores da China, no domingo (dia 14 de outubro), Wang chamou a China e o México de “parceiros estratégicos globais” e observou que ambos apoiaram, entenderam e confiaram consistentemente um no outro nas principais questões.

Qualquer acordo de livre comércio bilateral e multilateral não deve ser dirigido contra terceiros, nem restringir direitos e interesses legítimos de outros membros, e, além disso, não deve ser excludente. China e México são países emergentes e devem apoiar o multilateralismo e o sistema de livre comércio”, disse o comunicado chinês.

Contudo, apesar desse dispositivo para excluir parcerias econômicas entre os membros do USMCA e terceiros dar força aos norte-americanos, o Secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, chamou a disposição no acordo com o México e o Canadá de uma “pílula venenosa” que poderia ser replicada.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Zócalo, principal praça na Cidade do México” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Historic_center_of_Mexico_City

Imagem 2Porto de Lázaro Cárdenas” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Porto_de_L%C3%A1zaro_C%C3%A1rdenas

Imagem 3Shanghai, centro financeiro chinês” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Economy_of_China

América do NorteECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Violência dos cartéis inibe a extração de xisto no México

Nos últimos anos, a abundância de petróleo e gás natural atraiu dezenas de empresas de energia para a região de Eagle Ford, no sul do Texas, o segundo maior sistema petrolífero dos EUA, à medida que novas tecnologias de produção abriram o acesso a bilhões de barris adicionais.

Pedra de xisto

Tal fartura se estende pela fronteira mexicana, onde seu nome muda para “Bacia de Burgos” – uma região de xisto igualmente fértil, onde o petróleo e o gás ficam subterrâneos em uma região aterrorizada por gangues criminosas.

A violência na região ameaça atrapalhar o leilão dos direitos de exploração e produção de seus campos de xisto em fevereiro de 2019, o qual pode ser fundamental para reverter o declínio nacional da produção de petróleo bruto e natural das últimas duas décadas.

Apesar do esforço de se implantar uma reforma energética desde 2014, somente a estatal de petróleo do México, a Pemex, tentou explorar as reservas de xisto do país, e apenas experimentalmente, mesmo com campos acessíveis por métodos tradicionais de perfuração.

Os nove blocos de petróleo e gás de xisto em leilão estão todos em Burgos, no Estado de Tamaulipas, no norte do país, onde os cartéis do Golfo e do Zeta travam uma guerra pelo controle das rotas de drogas e tráfico de pessoas desde 2010. Dada à vulnerabilidade da região, até agora pelo menos dois trabalhadores da Pemex foram mortos e 16 sofreram algum tipo de extorsão pelas gangues que bloqueiam os acessos aos poços e dutos.

Em abril de 2018, um segurança das instalações da Pemex foi morto por ladrões de combustível e outro foi baleado em uma emboscada na cidade de Matamoros, em Tamaulipas, após homens armados metralharem seu veículo.

Processo de extração do gás de xisto

Atualmente, as empresas já estão executando planos de extração na fronteira do Texas e provavelmente irão atuar e se expandir para o México, caso o governo consiga combater a violência na região. A Bacia de Burgos contém cerca de dois terços das reservas de xisto do país, estimada em 15,4 trilhões de metros cúbicos de gás e 13,1 bilhões de barris de óleo.

A Repsol, uma petrolífera espanhola, deixou a Bacia de Burgos em 2014 com a escalada da violência, encerrando as operações que iniciou em 2004 como a primeira empresa estrangeira a perfurar no México desde 1962. “Em 2014, a situação era difícil de administrar, mas agora é pior”, disse um executivo da empresa.

Consequentemente, a produção de gás natural do México caiu pelo terceiro ano consecutivo, indo para 120 mil metros cúbicos por dia no ano passado (2017), aumentando a necessidade de gás importado – quase inteiramente dos Estados Unidos – para 84% do consumo do país.

Entretanto, paradoxalmente, o Governo mexicano está buscando promover a região convidando novas empresas de energia para atuarem, ao passo que não apresenta plano eficaz de segurança pública, além de evitar tratar sobre os episódios de violência ocorridos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Extração de xisto” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Extra%C3%A7%C3%A3o_de_petr%C3%B3leo_de_xisto

Imagem 2Pedra de xisto” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Xisto

Imagem 3Processo de extração do gás de xisto” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Fraturamento_hidr%C3%A1ulico

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASOrganizações InternacionaisPOLÍTICA INTERNACIONAL

Presidente mexicano Enrique Peña Nieto vai à ONU

De acordo o Secretaria de Relações Exteriores mexicana (SRE), o presidente Enrique Peña Nieto viajou para Nova York no último domingo (dia 23 de setembro) para participar da 73ª Sessão Ordinária da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), e também de atividades prioritárias para a agenda multilateral do México.

Edifício da ONU em Genebra (Suíça)

Durante seu discurso como o quinto Presidente do Debate Geral da 73ª Assembleia Geral da ONU, Peña Nieto apresentou as prioridades de sua política externa, assim como um balanço sobre as realizações no que tange o desempenho multilateral alcançado durante sua administração.

Juntamente com outros líderes e representantes das Nações Unidas, o Mandatário mexicano participou do lançamento do Painel de Alto Nível para a construção de uma Economia Oceânica Sustentável, liderado pela Primeira-Ministra da Noruega, Erna Solberg. Da mesma forma, Peña Nieto participou, a convite do Presidente da França, Emmanuel Macron, da Segunda Cúpula de Um Planeta, na qual ele apresentou o progresso do México no cumprimento dos compromissos assumidos em dezembro passado (2017).

Organização das Nações Unidas

Já na Cúpula do Fórum Econômico Mundial sobre o impacto do desenvolvimento sustentável, o Presidente abordou as ações do México para alcançar os objetivos da Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável, e partilhou a posição do país frente ao crescimento econômico e a Quarta Revolução Industrial.

A convite do Sr. Michael Bloomberg, o Chefe do Executivo mexicano participou também do Bloomberg Global Business Fórum 2018, onde ele destacou o papel de liderança exercida pelo México nas negociações do Pacto Global para a Migração Segura, Ordenada e Regular, bem como as importantes contribuições dos migrantes para o desenvolvimento econômico dos países.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Sede das Nações Unidas em Nova York” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Headquarters_of_the_United_Nations

Imagem 2Edifício da ONU em Genebra (Suíça)” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%BApula_Mundial_sobre_a_Sociedade_da_Informa%C3%A7%C3%A3o

Imagem 3Organização das Nações Unidas” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Member_states_of_the_United_Nations