América do NorteECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

General Motors relança modelo Blazer no México

De acordo com o Jornal El País, o porta-voz da montadora General Motors anunciou na última quinta-feira (dia 21 de junho) que voltará a vender o modelo Blazer da marca Chevrolet, dado o aumento da demanda por modelos do tipo crossover, e que será fabricado no México. A estratégia da multinacional vai em direção oposta às táticas do presidente Donald Trump, que está pressionando a indústria automotiva a aumentar a capacidade de produção nos Estados Unidos.

Trump International Hotel and Tower

Mary Barra, CEO da GM, sempre evita questões sobre a guerra tarifária iniciada pelo republicano com seus principais aliados comerciais e sobre as negociações para revisar o acordo de livre comércio com o Canadá e o México. O executivo simplesmente reitera repetidamente que está trabalhando com a Administração para modernizá-lo.

O modelo Blazer parou de ser produzido em 2005, quando o alto preço da gasolina começou a atingir as vendas de Veículos Utilitários Esportivos, ou SUVs, do inglês “Sport Utility Vehicle”. A decisão de ressuscitá-lo, segundo a empresa, já havia sido tomada antes da reação do presidente a anos atrás. A GM já foi criticada no passado por produzir carros no México que depois são vendidos nos EUA, aproveitando o baixo custo de mão-de-obra no outro lado da fronteira e que nenhuma taxa é paga.

O novo Blazer ocupará um lugar intermediário entre o Equinox e o Traverse, que também foram redesenhados para alcançar o público interessado em carros crossovers, ou seja, aqueles em que a base usada é a de um carro de passeio comum, mesclado com algumas características de um SUV. “É um mercado que continua a crescer e evoluir”, disse o presidente da GM para a América do Norte e chefe de negócios globais da Chevrolet, Alan Batey. Competirá com o Honda Pilot, o Ford Edge, o Nissan Murano ou o Hyundai Santa Fe.

The GM Renaissance Center em Detroit, Michigan

A GM estava concentrada na fabricação do SUV nas fábricas que opera nos EUA, porque a margem de lucro nesses veículos é muito

maior que a dos carros. O novo Blazer, que começou a ser produzido em 1969, é apresentado como uma das principais opções em tecnologia para atingir o público mais jovem.

Trump recentemente ordenou que o Departamento de Comércio examinasse os fluxos de comércio no segmento automotivo, com a intenção de aplicar uma tarifa de até 25%. O sindicato United Auto Workers descreveu a decisão da General Motors como decepcionante, e declarou: “tudo isso acontece quando os funcionários nos EUA estão sendo demitidos”. Entretanto, os fabricantes insistem que a produção no México é necessária para competir com rivais europeus e asiáticos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Chevrolet Blazer” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Chevrolet_Blazer

Imagem 2Trump International Hotel and Tower” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Business_career_of_Donald_Trump

Imagem 3The GM Renaissance Center em Detroit, Michigan” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/General_Motors

                                                                   

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Conselho de Ministros da Aliança do Pacífico se reúne na Cidade do México

De acordo com a Secretaria de Relações Exteriores (SER) mexicana, na última sexta-feira (dia 15 de junho), ocorreu um encontro de Ministros da Aliança do Pacífico*, presidido pela Colômbia, como Presidente pró tempore do Bloco.

Estados membros da Aliança do Pacífico

Durante esta reunião, os Chanceleres examinaram os avanços na preparação da Visão Estratégica 2030 da Aliança do Pacífico; refletiram sobre a situação das negociações com os candidatos a Estados Associados (Austrália, Canadá, Nova Zelândia e Cingapura); avaliaram as solicitações apresentadas pelos Grupos Técnicos; e discutiram as próximas reuniões agendadas, especialmente as reuniões com outros Blocos regionais, como a União Europeia, além da aprovação dos pedidos da Bielorrússia, Emirados Árabes Unidos e da Sérvia como Estados Observadores, somando agora 55 países nesta categoria.

Na reunião, o Grupo de Alto Nível também discutiu detalhes temáticos e logísticos da XIII Cúpula da Aliança do Pacífico, que será realizada nos dias 23 e 24 de julho em Puerto Vallarta (México). Nesta ocasião também ocorrerão reuniões com os seus Estados Observadores e com os candidatos para Estado Associado, entre outras.

Escudo da Aliança do Pacífico

Apesar de ser um Bloco recente (fundado em 28 de abril de 2011), seus membros mantêm uma rede de acordos comerciais entre si e com as economias mais desenvolvidas e dinâmicas do mundo; conseguem promover o intercâmbio comercial, de investimentos, inovação e tecnologia com as regiões mais competitivas; e possuem o potencial de atrair novos investimentos para o Grupo.

A Aliança do Pacífico tem vantagens competitivas em setores como mineração, recursos florestais, energia, agricultura, automotivo, pesca e manufatura. Juntos, os países membros têm uma população de 225 milhões de pessoas, um PIB de 3,8 trilhões, que representa 38% do PIB na América Latina, e concentra cerca de 50% do comércio latino-americano com o mundo.

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Nota:

* A Aliança do Pacífico é um Bloco Econômico, fundado em 2011, formado por Chile, Colômbia, México e Peru. O objetivo principal dessa atividade diplomática é proporcionar o livre comercio de alguns setores, a livre mobilidade de pessoas, promover a cultura, criar redes de pesquisa sobre mudanças climáticas, integrar mercados de valores, melhorar a competitividade e inovação das micros, pequenas e médias empresas e promover o turismo.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1VII Cúpula da Aliança do Pacífico” (Fonte):

https://es.wikipedia.org/wiki/Alianza_del_Pac%C3%ADfico

Imagem 2Estados membros da Aliança do Pacífico” (Fonte):

https://es.wikipedia.org/wiki/Alianza_del_Pac%C3%ADfico

Imagem 3Escudo da Aliança do Pacífico” (Fonte):

https://es.wikipedia.org/wiki/Alianza_del_Pac%C3%ADfico

América do NorteECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Canadá denuncia os Estados Unidos ante a OMC

De acordo com o Jornal El País, o Governo de Justin Trudeau (Canadá) anunciou na última sexta-feira (dia 1o de junho), que vai denunciar Washington perante a Organização Mundial do Comércio (OMC) e ao mecanismo de resolução de litígios do Acordo de Livre Comércio Norte-Americano (NAFTA, na sigla em inglês de “North American Free Trade Agreement”), após a primeira potência mundial impor tarifas sobre suas importações de aço e alumínio do vizinho do norte, México e União Europeia. “Essas ações impostas unilateralmente com o pretexto de garantir a segurança dos EUA não respeitam as obrigações comerciais internacionais e as regras da OMC”, declarou a Ministra das Relações Exteriores canadense, Chrystia Freeland.

Centro William Rappard, sede da OMC em Genebra, Suíça

Além disso, Freeland pediu à OMC para estabelecer consultas com os EUA sobre a questão da criação de tarifas punitivas sobre as importações de aço e alumínio do Canadá e decidir sobre uso abusivo de pretextos dos EUA de proteção nacional para fins protecionistas com o intuito de infligir impostos para Ottawa. Ainda, segundo a Ministra, o Canadá irá trabalhar em estreita colaboração com a União Europeia, que também entrou com uma queixa na OMC contra os Estados Unidos.

Temos que acreditar que o senso comum prevalecerá em algum momento, mas atualmente não vemos sinais por parte dos Estados Unidos”, acrescentou Trudeau após classificar as medidas protecionistas de Washington como “inaceitáveis”.

Caldeira com aço derretido

No Canadá, a justificativa da administração Trump para estabelecer a tarifa sobre aço e alumínio incomodou, especialmente pelo fato de envolver a segurança nacional como argumento. Uma estratégia similar foi utilizada para enfrentar a crescente cota chinesa em seu mercado interno. Porém, o país norte-americano é um dos aliados mais fiéis dos Estados Unidos em todas as suas atuações no exterior. Fato que talvez não impeça o desencadeamento de uma guerra comercial entre os dois parceiros tradicionais.

Além da OMC – que atua como uma espécie de árbitro do comércio internacional – o Canadá exigirá, perante o secretariado do NAFTA a “implementação de um grupo especial” dentro da estrutura do regulamento desse Tratado – possibilitado pelo capítulo 20, que Washington ameaçada liquidar no novo acordo, atualmente em fase de negociação – a fim de condenar a “violação das regras do NAFTA pelos EUA”.

Enredado em uma difícil negociação do atual NAFTA – que uniu os EUA, o México e o Canadá por quase um quarto de século – os três países estão há aproximadamente um ano na mesa de diálogo em busca de um novo acordo comercial. A imposição de taxas sobre o aço e o alumínio do Canadá enfraquece a indústria automobilística, um dos setores sensíveis na renegociação do Tratado, e frustra ainda mais o já complexo clima em que as negociações estão ocorrendo.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1O primeiroministro Justin Trudeau (à esquerda) e o presidente Donald Trump (à direita) se encontram em Washington, em fevereiro de 2017” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Canada%E2%80%93United_States_relations

Imagem 2Centro William Rappard, sede da OMC em Genebra, Suíça” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Organiza%C3%A7%C3%A3o_Mundial_do_Com%C3%A9rcio

Imagem 3Caldeira com aço derretido” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Siderurgia

América do NorteECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Trump declara que poderá taxar em até 25% as importações de carros

De acordo com o Jornal El País, na última quarta-feira (dia 23 de maio), o presidente Donald Trump ordenou que fosse iniciada uma investigação sobre as importações de carros – incluindo SUVs e picapes – com a intenção de aplicar uma tarifa de até 25%, caso seja determinado que elas colocam a economia dos EUA em risco. A intenção é limitar a entrada de carros no país.

Donald Trump

O México exportou 2,3 ​​milhões de veículos para os Estados Unidos no ano passado (2017), de longe o maior mercado, pois o vizinho do Norte, do qual depende um quarto do PIB do México, compra 75% dos veículos que deixam as fábricas de montagem mexicanas.

O setor automotivo é um dos grandes obstáculos na negociação já muito complexa para atualizar o NAFTA. Washington quer reduzir as importações de veículos acabados do México, que, nas últimas três décadas, se tornou a principal plataforma de manufatura para muitos países. Por isso, atualmente, as empresas de origem norte-americana querem que as montadoras mexicanas aumentem o percentual de autopeças estadunidenses na fabricação dos automóveis.

A medida tarifária, afetaria também a União Europeia e, especialmente, a Alemanha, já que 15% das vendas da BMW e da Mercedes são feitas nos EUA, além de 12% dos carros da Audi e 5% dos da Volkswagen. Seria, claramente, um revés na linha d’água dessas empresas e também de seus concorrentes americanos, que fabricam principalmente fora do país norte-americano.

Fabricantes de automóveis asiáticos como Nissan, Toyota, Hyundai ou Kia também sofreriam com essas novas barreiras de entrada no mercado estadunidense. Por isso, os governos do Japão e da Coréia do Sul foram rápidos em dizer que vão monitorar a situação.

A China, que cada vez mais olha para os EUA como um mercado potencial para a sua crescente indústria automotiva, acrescentou que defenderá seus interesses. Declarou o Ministério do Comércio: “A China se opõe ao abuso de cláusulas de segurança nacional, que podem prejudicar gravemente os sistemas multilaterais de comércio e atrapalhar a ordem normal de comércio internacional. Vamos acompanhar de perto a situação sob investigação dos EUA e avaliar completamente o possível impacto e defender resolutamente nossos próprios interesses legítimos”.

Importações e exportações globais de carros em 2011

Em um comunicado divulgado nesta quinta-feira (dia 24 de maio), o Departamento de Comércio dos EUA explicou que a investigação será feita com base na seção 232 da Lei de Expansão do Comércio, para determinar se essas importações representam uma ameaça à segurança nacional. O Secretário, Wilbur Ross, vai trabalhar em coordenação com o chefe do Pentágono, James Mattis, para realizar uma investigação que durará meses. Trata-se de uma política semelhante à adotada para implementar as restrições às compras de aço e alumínio no exterior, uma medida que ainda não entrou em vigor para os principais parceiros comerciais dos EUA, mas também paira como uma ameaça ao longo dos anos.

Os Estados Unidos produziram cerca de 12 milhões de carros e caminhões em 2017 e importaram 8,3 milhões de automóveis por 192 bilhões de dólares. Desse total, 2,4 milhões de unidades vieram do México, 1,8 milhão do Canadá e 1,7 milhão do Japão.

O governo dos EUA apoia sua suspeita nos dados de que as importações de veículos de passageiros passaram dos 32% que representavam as vendas há duas décadas atrás para os 48% que representam hoje. No mesmo período, a produção nacional foi reduzida em 22%, apesar do fato de que as compras de veículos são de recordes históricos, aproveitando o calor da melhoria econômica que houve na área. Ele também ressalta que apenas 7% dos componentes utilizados na indústria são de origem nacional.

Ross explica que seu medo é que essa perda de capacidade de produção afetará os investimentos em pesquisa e desenvolvimento na indústria, que por décadas foi uma das mais importantes fontes de inovação tecnológica nos EUA. Além disso, menciona a perda de emprego qualificado em um momento em que a indústria está entrando em novas tecnologias de mobilidade e eletrificação em todo o mundo.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Fábrica da Tesla, na Califórnia” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Tesla_Factory

Imagem 2Donald Trump” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/File:Donald_Trump_August_19,_2015_(cropped).jpg

Imagem 3Importações e exportações globais de carros em 2011” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Automotive_industry_in_the_United_States

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Novo NAFTA pode estar próximo de ser finalizado

As negociações para atualizar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA) já duram oito meses desde o seu inicio. As delegações dos EUA, do México e do Canadá trabalham em Washington contra o relógio para chegar a um acordo sobre o texto, em vigor desde 1994.

Momento em que o NAFTA foi acordado em 1994

O prazo de término das negociações está marcado para o dia 17 de maio deste ano (2018). Se até lá não houver acordo, os calendários políticos dos Estados Unidos (com eleições legislativas em novembro) e do México (com eleições presidenciais em julho), torna a continuidade das atividades diplomáticas inviáveis.

A chanceler canadense Chrystia Freeland reconheceu na quinta-feira (dia 10 de maio) que os avanços desde segunda-feira, dia 7, quando esta rodada final na capital dos EUA começou, foram baste significativos. “Definitivamente, estamos nos aproximando do objetivo final”, disse ela em tom otimista.

As posições, no entanto, permanecem distantes em pelo menos três frentes: 1º) regras de origem para a indústria automotiva; 2º) término automático do acordo a cada cinco anos; 3º) mecanismos para resolução de disputas entre empresas e Estados.

Depois de ter sido flexível no final de março, a delegação dos Estados Unidos passou frear a resolução de questões mais espinhosas. Washington continua a exigir um percentual mínimo de conteúdo regional (75%) para os carros fabricados em regiões consideradas inviáveis pelas próprias montadoras. Também exige que 40% das peças usadas em carros fabricados na América do Norte procedam de áreas de altos salários, uma exigência que, na prática, exclui o México.

Confrontado com estas exigências, o governo de Enrique Peña Nieto levou uma contraproposta que reduz o primeiro percentual e elimina o segundo, mas autoridades norte-americanas ainda não responderam formalmente. Existe a maior questão na negociação. “Se a questão das regras de origem é desbloqueada, o resto da ‘poison pills’ (como é conhecido em anglo-saxão o jargão comercial para os pontos mais quentes do diálogo trilateral) vai cair por si mesmo”, disse um empresário mexicano que participou do debate.

Após a eleição de Trump, em novembro de 2016, México e Canadá se uniram para tentar induzir os EUA a aceitar um acordo o mais próximo possível do atual NAFTA, com concessões mínimas para minar a postura protecionista da primeira potência mundial. Ao contrário do Presidente dos Estados Unidos, seus dois sócios estão certos de que o maior acordo comercial do planeta “funciona” e que a única coisa que deve ser feita é adaptá-lo à realidade econômica do século XXI.

Porém, a Casa Branca quer uma mudança que leve as empresas automotivas norte-americanas a produzir mais componentes na própria região. Os EUA estão dispostos até mesmo a forçar os três países a se sentarem à mesa a cada cinco anos para renegociar um novo acordo, sob a ameaça de ruptura automática.

Gráfico mostra déficit fiscal na balança comercial americana em relação ao México entre 1992 e 2015

Segundo Jaime Serra Puche, um dos três criadores do NAFTA atual, o processo de negociação é muito apressado para os tempos políticos de hoje. “Quando você negocia com alguém como Trump é muito difícil calcular probabilidades de chegar a um acordo. O importante é não assinar qualquer coisa no curto prazo. Então é muito difícil mudar”, acrescenta. A maior preocupação de Serra Puche é a cláusula que discriminaria entre países de salários altos e baixos para determinar onde alguns componentes-chave dos carros deveriam ser feitos, pois é uma demanda que o México nunca deve aceitar.

Trump ameaçou repetidamente abandonar o NAFTA se o acordo não fosse satisfatório. O magnata republicano acusa o pacto comercial de destruir empregos industriais em seu país e de concorrer injustamente com os salários fora do mercado. Embora seja verdade que no último quarto de século tem havido um grande aumento no número de postos de trabalho, especialmente no setor automotivo no México, a perda destes postos de trabalho nos EUA tem mais a ver com a automação de vários processos produtivos que vão para o vizinho do sul. Com a renegociação do Acordo, Trump e sua equipe também querem reduzir o déficit comercial existente com o México. Em seu primeiro ano como Presidente, o déficit comercial dos EUA aumentou 10,5%.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Países membros do NAFTA” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Tratado_Norte-Americano_de_Livre_Com%C3%A9rcio

Imagem 2Momento em que o NAFTA foi acordado em 1994” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Tratado_Norte-Americano_de_Livre_Com%C3%A9rcio

Imagem 3Gráfico mostra déficit fiscal na balança comercial americana em relação ao México entre 1992 e 2015” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/NAFTA%27s_effect_on_United_States_employment

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Sobe o número de Prefeitos assassinados no México

A violência atingiu novamente os Prefeitos no México. De acordo com o Jornal El País, Alejandro González Ramos, presidente municipal de Pacula (no Estado mexicano de Hidalgo), foi morto a tiros na última quinta-feira (dia 3 de maio), por volta das três horas da tarde. Ramos é o 26° Prefeito morto durante o governo de Enrique Peña Nieto. Esse número sobe para 75 mortos, se forem somados os 59 ex-Prefeitos e os nove representantes eleitos que foram executados desde dezembro de 2012, segundo a Associação Nacional de Prefeitos (ANAC).

 

Unidade do Exército Mexicano inspeciona de veículos

O Mandatário de Pacula, uma pequena cidade de pouco mais de 5.000 habitantes, estava viajando com seus colegas em uma van quando um sujeito, em uma motocicleta, interceptou seu veículo e abriu fogo contra o político, informou o Escritório de Hidalgo.

As autoridades hidalguenses vieram à cena do crime para recolher pistas que lhes permitam estabelecer as primeiras linhas de investigação, mas não detalharam se já houve alguma detenção ou o motivo do ataque. O Partido da Ação Nacional, do qual González Ramos pertencia, condenou o assassinato. “Nós repudiamos esses atos de violência. É urgente colocar um fim à insegurança que os mexicanos estão vivendo”, disse o grupo político de centro-direita no Twitter.

O governador Omar Fayad, do Partido Revolucionário Institucional (PRI), prometeu realizar as investigações necessárias para encontrar os responsáveis ​​pelo assassinato. “No governo de Hidalgo, rejeitamos fortemente esses atos violentos”, escreveu Fayad na mesma rede social.

A ANAC pediu ao Ministério do Interior que estabelecesse um protocolo de segurança para acabar com os assassinatos políticos no México. “Nossas mais profundas condolências às suas famílias, desejando resignação antecipada em sua perda irreparável”, lamentou a organização em um obituário.

Batalhão da Polícia Federal

Os assassinatos de Chefes de Executivo municipal se intensificaram durante os governos dos dois últimos Presidentes do México. A administração do ex-presidente Felipe Calderón, do Partido de Ação Nacional (PAN), registrou 48 homicídios dolosos de ex-Prefeitos e Prefeitos em exercício eleitos entre 2006 e 2012, em comparação com as 75 vítimas durante o mandato de seis anos de Peña Nieto.

Quatro Estados são os mais perigosos: Michoacán, Guerrero, Oaxaca (na costa sul do Pacífico mexicano) e Veracruz (na costa do Golfo do México). Mas a violência praticamente não reconhece mais padrões geográficos ou afiliações políticas: nos últimos 11 anos foram mortos 55 políticos do PRI; 29 do partido de centro-esquerda Revolução Democrática e 17 do conservador PAN. A violência contaminou as campanhas para as eleições federais em julho próximo, com 11 assassinatos de Prefeitos e ex-Prefeitos desde o inicio deste ano (2018).

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Marcha por Rubén Espinosa, assassinado em 2015” (Fonte):

https://es.wikipedia.org/wiki/Secuestros_y_asesinatos_de_periodistas_en_México

Imagem 2Unidade do Exército Mexicano inspeciona de veículos” (Fonte):

https://es.wikipedia.org/wiki/Guerra_contra_el_narcotr%C3%A1fico_en_M%C3%A9xico

Imagem 3Batalhão da Polícia Federal” (Fonte):

https://es.wikipedia.org/wiki/Delincuencia_en_M%C3%A9xico