ANÁLISES DE CONJUNTURA

“Ever Closer Union”? - Parte II: a crise da ‘família europeia’

Para dar andamento ao entendimento da conjuntura atual da “União Europeia” é importante voltar ao contexto histórico esboçado em análise anteriormente publicada no “CEIRI NEWSPAPER”*.

O político francês Jean Monnet, principal idealizador e arquiteto do processo de integração europeia, demonstrava grande preocupação com as desconfianças que poderiam existir entre os Estados após a “II Guerra Mundial”. Para ele, tal sentimento seria causa de uma nova guerra – entre europeus, na Europa –, que deveria ser evitada ao máximo. O pano de fundo desta preocupação constituía-se de algumas questões importantes.

ANÁLISES DE CONJUNTURAEUROPA

ERRATA - “Ever Closer Union”?: o futuro do projeto europeu

(Errata: Na frase “Em síntese, Barroso defendeu que se trabalhe mais pela construção do Estado denominado Europa”, a palavra Estado foi substituída por Federação, pois explica adequadamente a intenção de Barroso em seu discurso).

Sem exceção a todos europeus, o ano de 2012 mostrou-se conturbado. A crise, cuja adjetivação passa a ser cada vez mais complicada de apontar (crise financeira, crise econômica, crise do euro, crise social, crise política, entre outras) propagou-se por mais um ano e seus intérpretes (líderes políticos, intelectuais das mais diversas áreas e cidadãos)  continuam digladiando-se em suas análises e previsões. Afinal, qual futuro aguarda a Europa?

No ano que passou, a crise europeia frequentou inúmeros palcos políticos nas mais diversas eleições nacionais ocorridas na região e o jogo político partidário teve que se movimentar em torno do tema. No início, havia um intenso duelo que polarizou grande parte das eleições, configurado em duas denominações que significam mais do que foi apresentado ao público: “austeridade” versus “crescimento”. Logo depois, aqueles defensores do crescimento, críticos da austeridade, perceberam que sem um rígido controle econômico-financeiro não haveria como crescer*. No entanto, existia também uma outra polarização mais antiga que esta da atual crise, a qual estava presente nos discursos políticos, mas que foi bastante revigorada por ela: os defensores da Europa unida contra aqueles contrários a esta Europa, ou seja, a polarização entre o “europeu” versus o “nacional”.

NOTAS ANALÍTICAS

Mudança na lei russa referente à “Traição ao Estado” gera controvérsias

No último dia 14 (quarta-feira), após aprovação das duas câmaras do Parlamento e posterior ratificação pelo presidente Vladimir Putin, entrou em vigor na Rússia uma Lei Federalque amplia o entendimento do termoTraição” presente no “Código Criminal da Federação Russa”, dentro da proposta de lei realizada pelo “Serviço Federal de Segurança” (SFS / FSS, em Inglês, e também FSB), principal herdeiro da polícia política soviética, a KGB.

NOTAS ANALÍTICAS

Putin ratifica Acordo com Suécia referente à circulação militar em território russo

Vladimir Putin, presidente da Rússia, ratificou no último dia 14 (quarta-feira) um Acordo realizado com o governo da Suécia referente à circulação militar em território russo, segundo divulgado no site do Kremlin*. Assinado em Kiruna, Suécia, em outubro do ano passado, o Acordo Bilateral prevê o trânsito de armas, equipamentos e ativos militares, além de oficiais das forças armadas suecas.

NOTAS ANALÍTICAS

Parlamento europeu enfrenta problemas para aprovar novo orçamento da “União Europeia”

As negociações envolvendo o orçamento da “União Europeia” (UE) para o próximo ano (2013) sofreram novo revés. Enquanto de um lado os parlamentares europeus defendem o aumento do orçamento da União, do outro, os Governos nacionais demonstram-se contrários a conceder maior quantia de seus cofres públicos.

Alain Lamassoure, presidente da comissão parlamentar responsável pelo orçamento da UE, declarou que devido às dificuldades e impossibilidades impostas pelos Estados-membros para resolver a questão, “o Parlamento Europeu não poderá continuar com as negociações referentes ao orçamento do próximo ano”*. Na última terça-feira, dia 13, membros do Parlamento recusaram-se a continuar as negociações com os Ministros nacionais das finanças.

NOTAS ANALÍTICAS

Renovação nas Forças Armadas russas

Três dias após sua nomeação ao cargo de chefe de Ministro da Defesa pelo presidente russo Vladimir Putin, Sergei Shoigu nomeou, nesta última sexta-feira, Valery Gerasimov como novo chefe das Forças Armadas do país, no lugar de Nikolai Makarov. A nomeação foi posteriormente confirmada pelo presidente Putin.

Em comunicado público pelo Kremlin, Sergei Shoigu afirmou que Gerasimov é um militar por completo, alguém que passou sua carreira nas forças armadas e é respeitado lá, tem uma farta experiência no Estado Maior, bem como no campo. Tem participado de operações militares também, é claro”*.