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Grécia será capaz de pagar ao FMI dívida de 1,6 bilhão de euros

O Ministro Grego das Finanças, Yánis Varoufákis, confirmou na terça-feira, dia 26 de maio de 2015, que seu país quitará a parcela de 312 milhões de euros que deve ao Fundo Monetário Internacional (FMI) no dia 5 de junho, a data do vencimento da dívida. Segundo o titular da pasta, o pagamento será feito como forma de mostrar o comprometimento do país para então fechar um novo acordo com os credores. No domingo retrasado, dia 24 de maio de 2015, o Ministro do Interior, Níkos Voútsis, havia dito em entrevista que o Governo grego não quitaria as parcelas de junho porque “não tinha” dinheiro[1].

Segundo Voútsis, a dívida de junho chega a 1,6 bilhão de euros. Apesar das ameaças de não pagamento, a Grécia vem pagando em dia suas parcelas de empréstimo com a entidade. Em maio, o país quitou outros 750 milhões de euros utilizando parte das reservas Direitos Especiais de Saque (SDR)*, do próprio FMI. Por ter recorrido a esse tipo de reserva, muitos especialistas acreditavam que os gregos já não tinham mais o dinheiro para o pagamento. A nação tem até este mês de junho, que se inicia hoje, para negociar um novo acordo com o FMI e com o Eurogrupo, pois esse é o último mês da prorrogação da ajuda europeia, combinado em fevereiro. O Governo de Alexís Tsípras tenta uma nova ajuda financeira de até 7,2 bilhões de euros e todas as partes envolvidas na negociação afirmam que esse novo Acordoestá próximo[2]

Além de avisar sobre o pagamento, Varoufákis anunciou mais um imposto sobre as transações bancárias e uma anistia para depósitos escondidos no exterior que forem declarados agora. Eles sofrerão uma tributação de 15%, caso sejam legalizados, e os donos das contas não sofrerão o processo por evasão.

No final de fevereiro, os parceiros da Zona do Euro concordaram com a Grécia em estender até junho o segundo resgate para chegar a um entendimento sobre as reformas que o país deve fazer para poder continuar a receber financiamento. A oposição a cortes nos salários e pensões, a liberalização total do mercado de trabalho e a Reforma Tributária são alguns dos temas que geram discórdia com a Comissão Europeia, Banco Central Europeu e FMI[3].

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* Direitos especiais de saque, abreviadamente DES (em inglês, Special Drawing Rights, ou SDR) são um instrumento monetário internacional, criado pelo FMI, em 1969, para completar as reservas oficiais dos países membros.

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Imagem (Fonte):

http://www.marica.bg/%D0%BC%D0%B2%D1%84-%D0%B3%D0%BE%D1%82%D0%B2%D0%B8-%D0%BF%D0%BB%D0%B0%D0%BD-%D0%B7%D0%B0-%D0%B1%D1%8A%D0%BB%D0%B3%D0%B0%D1%80%D0%B8%D1%8F-%D0%B0%D0%BA%D0%BE-%D0%B3%D1%8A%D1%80%D1%86%D0%B8%D1%8F-%D1%84%D0%B0%D0%BB%D0%B8%D1%80%D0%B0-news408043.html

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.wsj.com/articles/greece-will-make-its-next-imf-payment-says-yanis-varoufakis-1432657288

[2] Ver:

http://www.bbc.com/news/business-32864068

[3] Ver:

http://www.cityam.com/216508/greece-hits-out-creditors-deal-stalemate

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Protestos a favor e contra o Governo da Macedônia

Cerca de 30 mil manifestantes se concentraram na segunda-feira, dia 18 de maio de 2015, em Skópije, segundo cálculos da Agência France Presse, para apoiar o premiê conservador Nikóla Grúevski, cuja demissão é exigida pela Oposição macedônia, que o acusa de corrupção e de realizar escutas ilegais em larga escala[1].

Os manifestantes continuavam chegando à esplanada do Parlamento, onde devia ocorrer uma manifestação à noite, enquanto mil simpatizantes da oposição de esquerda acampavam a 2 km de distância em frente à sede do Governo, exigindo a demissão do Premiê, que há nove anos está à frente desta pequena república que fez parte da antiga Iugoslávia.

Grúevski disse ante seus seguidores que seu objetivo continua sendo a adesão do país à União Europeia (UE) e à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e assegurou que está disposto a “escutar” as demandas da oposição. Mas, também insistiu que não renunciará ao cargo. “As forças obscuras não vencerão[2], disse, reiterando as acusações, sem dar provas, de que por trás da oposição há Serviços Secretos Estrangeiros que querem tirá-lo do poder[2]. Tóde Mladénovski, de 50 anos, um simpatizante do Premiê, afirmou, exibindo uma bandeira macedônia: “Vim porque o meu país está ameaçado. Nuvens sombrias se acumularam e viemos dispersá-las[3].

Para o analista político Alajdín Demíri, Grúevski pretende, com esta manifestação, “reforçar sua posição no poder. Se esta for um sucesso, ele continuará governando apesar da realidade e das novas circunstâncias[3]. Washington, por sua vez, expressou suas “inquietações[3] com relação à Crise na Macedônia. “Exigimos às autoridades que façam tudo o possível para responder às alegações com relação a eventuais atos negativos do governo (…) e à oposição para que volte ao Parlamento para reforçar o controle das instituições governamentais[3], afirmou o PortaVoz do Departamento de Estado Americano, Jeffrey Rathke.

No domingo, mais de 10 mil pessoas protestaram contra o Governo Grúevski, convocadas pelo líder da oposição esquerdista, Zóran Záev[3]. Nesse mesmo dia, 17 de maio de 2015, dezenas de milhares de manifestantes foram às ruas da capital da Macedônia, “exibindo bandeiras da Macedônia e da Albânia[4], numa demonstração de unidade étnica contra um Governo abalado por meses de revelações contidas em conversas gravadas. A multidão tomou a avenida central em frente à sede governamental do primeiroministro Nikola Gruevski, irritada pelas revelações de que o Ocidente diz terem levantado sérias dúvidas sobre o estado da democracia na ExRepública Iugoslava. Policiais em uniforme de camuflagem estavam posicionados no prédio. A crise que atinge os nove anos de Regime Conservador de Grúevski é a pior desde que a diplomacia ocidental tirou o país da beira de uma guerra civil durante uma insurgência albanesa em 2001, prometendo um caminho para a entrada na União Europeia e na OTAN.

Uma disputa com a vizinha Grécia por conta do nome Macedônia tem impedido a integração com o Ocidente e os críticos dizem que Grúevski tem se inclinado para a direita, inflamando o nacionalismo e monopolizando poder, numa coalizão com um Partido de ex-guerrilheiros albaneses. Desde fevereiro, ele enfrenta uma onda de revelações constrangedoras contra ele próprio e os seus ministros, em conversas gravadas que parecem expor o controle do governo sobre jornalistas, juízes e sobre a condução de eleições. Manifestantes carregavam cartazes com a imagem de Gruevski atrás das grades[4].

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Imagem 1 (Fonte):

http://www.vesti.bg/sviat/balkani/gruevski-pred-desetki-hiliadi-simpatizanti-niama-ostavka-6036326

Imagem 2 (Fonte):

http://www.infoz.bg/world/298-desetki-hilyadi-protestiraha-v-makedoniya-sreshtu-pravitelstvoto-na-nikola-gruevski-snimki

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://dnes.dir.bg/news/makedonia-protest-skopie-19080564

[2] Ver:

http://dariknews.bg/view_article.php?article_id=1435403

[3] Ver:

http://rt.com/op-edge/259541-macedonia-unrest-west-russia-pipeline/

[4] Ver:

http://www.mediapool.bg/antipravitelstven-protest-sabra-hilyadi-nedovolni-v-skopie-news234134.html

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Manifestação contra o Governo na Macedônia

Os distúrbios de quarta-feira passada, dia 6 de maio de 2015, entre policiais e manifestantes que protestavam contra o Governo da Macedônia em frente à sede do Parlamento, em Skopje, deixaram mais de 40 pessoas feridas, a maioria policiais. Trinta manifestantes foram detidos.

A polícia usou gás lacrimogêneo e jatos de água para dispersar milhares de manifestantes que se reuniram em frente à sede do Governo. “Trinta e oito policiais receberam atendimento médico após serem feridos por objetos lançados por manifestantes[1], declarou à imprensa a ministra do Interior Gordána Jankúlovska. “Alguns manifestantes começaram a jogar pedras e outros objetos contra o edifício (do parlamento) quebrando janelas e atacando os agentes. Depois a polícia antidistúrbios começou a intervir[2], afirmou o porta-voz da polícia Ivo Kotevski.

O protesto, que contou com a participação de aproximadamente mil pessoas, começou pouco depois de o líder do principal partido da oposição, a União Social Democrata da Macedônia (SDSM), Zóran Záev, divulgar conversas telefônicas que comprometem a ministra do interior Gordána Jankúlovska[3].

As gravações estão relacionadas à morte de Martín Néschkovski, de 22 anos, em 2011, como resultado da “tortura policial” à qual foi submetido. Záev acusou a polícia de tentar ocultar o caso, enquanto Jankúlovska negou as acusações e afirmou que o agente responsável pelo assassinato foi detido dois dias depois e está na prisão condenado a 14 anos de reclusão.

Há três meses, Záev começou a divulgar “gravações telefônicas” que comprometem os mais altos cargos do Estado e que, segundo afirma, provam vários crimes. A promotoria já apresentou acusações contra Záev por possuir e publicar conversas gravadas ilegalmente. A previsão é que o julgamento comece ainda este mês.

Um funcionário do Serviço de Inteligência da Macedônia confessou que gravou ilegalmente conversas de altos cargos e já foi preso. Os integrantes do Governo afirmam que os grampos são falsos, já que as vozes estão editadas, e negam as acusações da oposição.

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Imagem (Fonte):

http://novavarna.net/2015/05/06/%D0%BC%D0%B0%D1%81%D0%BE%D0%B2%D0%B8-%D0%BF%D1%80%D0%BE%D1%82%D0%B5%D1%81%D1%82%D0%B8-%D0%B8-%D1%81%D0%B1%D0%BB%D1%8A%D1%81%D1%8A%D1%86%D0%B8-%D0%B2-%D0%BC%D0%B0%D0%BA%D0%B5%D0%B4%D0%BE%D0%BD%D0%B8/

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://telma.com.mk/vesti/jankulovska-napad-vrz-makedonskata-policija

[2] Ver:

http://m.focus-news.net/?action=hotthemes&id=4958

[3] Ver:

http://libertas.mk/%D0%B1%D0%BE%D0%BC%D0%B1%D0%B0-29-%D1%82%D1%80%D0%B0%D0%BD%D1%81%D0%BA%D1%80%D0%B8%D0%BF%D1%82-%D0%B3%D0%BE%D1%80%D0%B4%D0%B0%D0%BD%D0%B0-%D1%98%D0%B0%D0%BD%D0%BA%D1%83%D0%BB%D0%BE%D0%B2%D1%81%D0%BA/

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O incêndio florestal perto da zona nuclear de Tchernóbyl está sob controle, afirma Premiê da Ucrânia

O primeiroministro Arsényi Yatseniúk havia informado na quarta-feira, dia 29 de abril de 2015, que Bombeiros ucranianos conseguiram conter um grande incêndio florestal que ameaçou se espalhar até a abandonada Usina Nuclear de Tchernóbyl[1], além disso declarou que os níveis de radiação da área estão normais. As chamas na floresta, que ainda tem algumas partes contaminadas por partículas radioativas do Desastre de 1986 em Tchernóbyl, geraram medo do “aumento de radiação”, à medida que os ventos sopraram em direção à usina, a cerca de 20 quilômetros.

Os serviços de emergência enviaram mais de 300 bombeiros, três aviões e um helicóptero para combater o incêndio, que Yatseniúk afirmou ser o maior na Ucrânia desde 1992. Uma explosão seguida por um incêndio no reator 4 da Usina de Tchernóbyl quase 30 anos atrás espalhou radiação pela Europa. O reator danificado está coberto por uma camada de concreto, que as autoridades ucranianas pretendem reforçar em 2016[2].  

No domingo passado, dia 26 de abril, a Ucrânia lembrou o 29º aniversário da catástrofe nuclear ocorrida na Central de Tchernóbyl, a 100 km de Kiev, onde a instalação de uma nova camada protetora para o reator acidentado foi adiada. À 1h23 da madrugada, hora exata da explosão, centenas de pessoas depositaram flores e velas ao pé do monumento em homenagem às vítimas em Slavútitch, uma cidade localizada a 50 km da central e que foi construída depois da catástrofe para alojar os funcionários do local. O presidente ucraniano Petró Poroshénko foi a Tchernóbyl para examinar os trabalhos de construção da nova camada de aço perto do reator número 4 que explodiu no dia 26 de abril de 1986, contaminando grande parte da Europa, mas sobretudo a Ucrânia, a Belarus e a Rússia[3].

Cerca de 100.000 pessoas foram retiradas da zona contaminada em um raio de 30 km ao redor da central, cuja entrada continua sendo proibida. Os números da catástrofe seguem gerando discussão. O Comitê Científico das Nações Unidas sobre os Efeitos das Radiações Atômicas (UNSCEAR) só reconhece oficialmente as mortes de 31 operadores e bombeiros diretamente vinculadas à calamidade, enquanto a ONG Greenpeace fala de ao menos 100.000 mortos devido à contaminação radioativa, principalmente entre os “liquidadores. Trata-se de centenas de milhares de pessoas que as autoridades enviaram ao local do acidente e que não contaram com uma verdadeira proteção para apagar o incêndio, limpar a área e construir uma cobertura de concreto batizada de sarcófago para isolar o reator afetado.

Embora os trabalhos de reforço tenham permitido eliminar o risco de colapso, esta estrutura está rachada e deve ser recoberta com uma gigantesca camada de aço de mais de 20.000 toneladas cuja construção, calculada em mais de 2 bilhões de euros, é financiada por doações internacionais administradas pelo Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento (BERD). A nova camada impermeável já está montada, mas os trabalhadores ainda precisam equipá-la com material de alta tecnologia para que as operações de desmantelamento e descontaminação do reator acidentado possam ser realizadas com total segurança.

O término deste projeto estava previsto para o fim de 2015, mas precisou ser adiado para até o final de 2017 por dificuldades tecnológicas ligadas a sua complexidade, segundo o BERD. Apesar do acidente, a Central de Chernobyl continuou produzindo eletricidade até o ano 2.000, quando a atividade de seu último reator em funcionamento foi interrompida[4].

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Imagem 1 (Fonte):

http://mashable.com/2015/04/28/forest-fires-near-chernobyl-ukraine/

Imagem 2 (Fonte):

http://www.dailymail.co.uk/news/article-3056382/Radioactive-girl-Superhero-scientist-ventures-heart-Chernobyl-exclusion-zone-eat-toxic-apples-pose-reactor-s-control-room-defying-officials-say-humans-t-live-20-000-years.html

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.bbc.com/news/world-europe-32502393

[2] Ver:

http://rt.com/news/254193-chernobyl-fire-radiation-spread/

[3] Ver:

http://www.abc.net.au/news/2015-04-27/chernobyl-nuclear-disaster-ukraine-marks-29-years/6423790

[4] Ver:

http://www.greenpeace.org/international/en/news/Blogs/nuclear-reaction/chernobyl-29-years-on/blog/52714/

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Rússia e China aprofundam as parcerias econômicas e tecnológicas

O centro de inovação russo Skólkovo[1] e a empresa chinesa Cybernaut Investment Group[2] assinaram um Acordo de Criação de um Fundo Conjunto de US$ 200 milhões, informaram as empresas num comunicado nesta terça-feira, dia 21 de abril de 2015[3]. O acordo visa à criação de uma incubadora conjunta de empresas russo-chinesas, um centro de robótica e um fundo de capital de risco. Sob o acordo, pelo menos 15 empresas-residentes de Skólkovo terão acesso à incubadora, que realizará pesquisas e desenvolvimento.

O Fundo Conjunto RussoChinês vai se concentrar em empresas da área de Tecnologia da Informação (TI) e Robótica, bem como em Tecnologias Espaciais e de Telecomunicações. O Acordo foi assinado no âmbito do “Fórum RussoChinês Grandes Oportunidades para as Pequenas e Médias Empresas”, realizado entre os dias de 21 e 22 de abril em Pequim. O objetivo é o desenvolvimento conjunto, financiamento e comercialização de tecnologias inovadoras. As partes concordaram em prosseguir com a implementação do que foi acordado no terceiro trimestre de 2015.

Após a cerimônia de assinatura, o vice-primeiro-ministro russo Arkádyi Dvórkovich afirmou que “a China considera este projeto como uma boa oportunidade para promover os seus negócios na Rússia. As primeiras empresas chegarão [à Federação Russa] em cerca de 1,5 ou 2 anos[4].

Na segunda-feira, 20 de abril, o Centro Nacional de Estudo da Opinião Pública (ВЦИОМ, na sigla em russo)[4] realizou uma pesquisa segundo a qual 66% dos entrevistados de diferentes regiões da Rússia opinaram que a China pode substituir os países ocidentais como parceiro econômico do seu país. O Comissário russo para os Direitos dos Empresários, Borís Titóv, comentou a situação: “A nossa política em direção aos chineses é simples: manter todas as relações comerciais existentes com a União Europeia, mas criar um mercado do mesmo volume com a China[5]. Segundo ele, as sanções despertaram o interesse pela China – os empresários russos viraram para o vizinho oriental, embora houvesse interesse no passado e muitos projetos já tivessem sido implementados.

O sócio-gerente do grupo de investimento Cybernaut, Du Hao, comentou a cooperação entre a Rússia e a China: “Acho que isto é apenas o início. Tentamos trabalhar mais, investir mais na Rússia[6]. Segundo ele, a razão de a Cybernaut tomar a decisão de investir na Rússia foram “as boas tecnologias russas[6].

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Imagem (Fonte):

http://ponedelnikmag.com/post/okolo-80-kompaniy-pokinuli-skolkovo

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://sk.ru/news/

[2] Ver:

http://www.cybernaut.com.cn/en/en_about_us.html

[3] Ver:

http://www.themoscowtimes.com/business/article/chinese-investors-to-launch-200-million-venture-fund-with-russias-skolkovo/519432.html

[4] Ver:

http://wciom.ru/

[5] Ver:

http://rt.com/business/251893-russia-china-skolkovo-fund/

[6] Ver:

http://rbth.co.uk/news/2015/04/21/russian-chinese_business_incubator_to_open_at_skolkovo_innovation_center_45383.html

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Turquia classifica o voto da União Europeia sobre Genocídio Armênio como “racismo”

O primeiro-ministro turco Ahmét Davútoglu condenou energicamente a Resolução do Parlamento Europeu pela qual se pede à Turquia que reconheça o Genocídio Armênio de 1915, considerando que isso simboliza o aumento do “Racismo na Europa[1]. “Se quiser contribuir para a paz, o Parlamento Europeu não deveria tomar decisões que incitem o ódio em relação a uma certa religião ou grupo étnico[1], declarou Davutoglu. “Este assunto vai além da questão turco-armênia. É um novo símbolo do racismo na Europa[1], acrescentou.

O Parlamento Europeu encorajou a Turquia a aproveitar as celebrações do “Centenário do massacre dos armênios pelo Império Otomano” para “reconhecer o genocídio e abrir caminho para uma verdadeira reconciliação entre os povos turco e armênio[2]. O Genocídio Armênio é reconhecido por diversos países, incluindo Argentina, Uruguai, França, Suíça, Rússia e, desde 1987, pelo Parlamento Europeu.

A Turquia rejeita o termo “genocídio[2], embora admita que ocorreram massacres e que entre 250.000 e 500.000 armênios morreram na Anatólia entre 1915 e 1917, durante o Império Otomano. Os armênios dizem que 1,5 milhão de pessoas morreram. O Império Otomano foi desmantelado em 1920, dois anos depois da criação de um Estado independente armênio, em maio de 1918, que posteriormente foi absorvido pela União Soviética[2]. O Estado turco moderno foi fundado em 1923 por Mustafa Kemal Atatürk. Atualmente, 3,2 milhões de armênios vivem na Armênia e a diáspora é calculada em mais de 8 milhões de pessoas, residentes principalmente nos Estados Unidos, no Oriente Médio, na França, no Canadá e na América Latina.

Ancara rejeitou imediatamente a votação do Parlamento Europeu. “Seja qual for o resultado da votação do Parlamento da União Europeia, entrará por um ouvido e sairá imediatamente pelo outro porque a Turquia não pode reconhecer um pecado ou um crime deste tipo[3], declarou à imprensa o presidente Recép Tayyíp Érdogan.

Érdogan já havia taxado na terça-feira, dia 14, como delírios as declarações de domingo (12 de abril) do Papa Francisco, que usou a expressão “genocídio[3] para descrever os massacres de armênios. A Resolução do Parlamento aconteceu depois do discurso do Papa Francisco, naquele dia durante uma missa na Basílica de São Pedro e desencadeou uma grave Crise Diplomática entre o Vaticano e a Turquia, que vem sendo uma aliada importante na luta contra o Islamismo radical que está sendo devastador para as comunidades cristãs do Oriente Médio[3].

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Imagem (Fonte):

http://www.vesti.bg/sviat/evropa/ep-prizova-turciia-da-priznae-armenskiia-genocid-6034630

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.middle-east-online.com/english/?id=70980

[2] Ver:

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/the-international-new-york-times/2015/04/17/um-seculo-de-negacao-pela-turquia-do-genocidio-armenio.htm

[3] Ver:

http://www.economist.com/news/leaders/21648640-instead-arguing-over-genocide-word-turks-should-mend-fences-armenians-time