ESPORTENOTAS ANALÍTICAS

Projeto Social conecta Flamengo, Comunidade, ONU e Governo do Catar

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), o Clube de Regatas do Flamengo e o Comitê Supremo para Entregas e Legado do Governo do Catar promoveram no dia 17 de junho (2019), na Gávea, Rio de Janeiro/RJ, um evento chamado Futebol para o Desenvolvimento. Este encontro, que reuniu aproximadamente 40 jovens de comunidades carentes e jogadores lendários do futebol, teve como principal objetivo apresentar os projetos de educação e empoderamento da juventude por meio do esporte.

Em parceria com a ONG Generation Amazing*, meninos e meninas das comunidades do Vidigal, Cidade de Deus e do Centro Esportivo Miécimo da Silva (Campo Grande) jogaram junto com os ídolos Andrade e Evaristo de Macedo. Além destas celebridades, estavam presentes Gustavo Fernandes, vice-presidente do Fla-Gávea, o CEO Reinaldo Belotti, o sérvio Bora Milutinovic, e Mushtaq Al Waeli, chefe da General Amazing e do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2022, além de outros representantes da ONG e do UNODC.

Logo da UNODC

Nívio Nascimento, coordenador de prevenção de crimes e segurança pública da UNODC, declarou: “Somos uma agência da ONU e trabalhamos com diversos temas ligados ao combate da violência. Desde 2015, com o financiamento do governo do Catar, estamos promovendo o programa ‘Vamos Nessa’, que tem o objetivo de prevenir por meio dos esportes através de jogos lúdicos, dos quais os jovens tiram lições e conclusões através dessas atividades. Eles criaram esse programa, o ‘Generation Amazing’, com o objetivo de transformar a vida desses jovens através do futebol e dessas metodologias. É um grande prazer estar no maior clube do Brasil”.

Muito além do jogo, o projeto, executado com pioneirismo no Brasil desde 2017, visa transformar a vida dos envolvidos. Desde a primeira edição, cerca de 1.200 meninos e meninas, entre 13 e 17 anos de idade, das cidades do Rio de Janeiro/RJ e de Brasília/DF, foram beneficiados pela iniciativa, que capacitou 114 treinadores e professores para implementar a metodologia do “Vamos Nessa” em seus ambientes esportivos.

Treinador e embaixador da metodologia, o ganês Abdul Azeez Sulaiman disse estar impressionado com a atmosfera e o clima dos brasileiros. Reiterou, em entrevista, que “o objetivo do trabalho é mostrar a importância do futebol no crescimento das comunidades, mudando realidades desses lugares que precisam de apoio, trazendo pessoas de diferentes áreas para estarem juntas. Passamos liderança e confiança para as crianças”.

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Nota:

* O programa Generation Amazing, é uma iniciativa de legado humano e social, lançada durante a candidatura do Catar para sediar a Copa do Mundo da FIFA de 2022. O projeto usa o poder do esporte para impactar positivamente os jovens e criar desenvolvimento social sustentável nas comunidades selecionadas. O programa já beneficiou mais de 250 mil pessoas em sete países do Oriente Médio e Ásia – Catar, Nepal, Paquistão, Jordânia, Líbano, Filipinas e Índia. Até 2022, o objetivo é alcançar 1 milhão de jovens.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Aliança trisetorial reforça a relevância internacional do esporte para educação e cultura”(Fonte): https://www.anf.org.br/wp-content/uploads/2018/12/Aula-na-Nova-Aurora-696×380.jpg

Imagem 2 Logo da UNODC” (Fonte): https://nacoesunidas.org/wp-content/uploads/2014/10/unodc1-150×150.png

AMÉRICA LATINAÁSIAEsporteNOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Refugiados sírios aspiram à carreira de jogador profissional no Brasil

A Guerra Civil Síria, conflito armado em andamento, já fez mais de 570.000 (quinhentos e setenta mil) vítimas fatais desde 2011, forçando os habitantes a buscarem melhores condições de vida, quer seja em países vizinhos – maior destino dos refugiados –, quer seja em nações mais distantes geograficamente.

Neste contexto, a Jordânia hospeda o maior campo de refugiados sírios do mundo, contando com 77.019 (setenta e sete mil e dezenove) imigrantes na cidade de Zaatari, segundo o relatório do ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), publicado no último dia 19 de maio (2019).

O Brasil recebe, ao todo, 11.327 (onze mil, trezentos e vinte e sete) refugiados, dos quais estima-se que entre 35% a 40% têm como nacionalidade a Síria. Com a finalidade de incluir estes novos habitantes e dar-lhes a oportunidade de recomeçar a vida, o governo nacional e entidades sociais fazem alianças que colocam em prática esta iniciativa.

A cidade de Resende/RJ, por exemplo, recebe a Academia de Futebol Pérolas Negras, um “time mundial de refugiados”, a única instituição nas Américas com este caráter. Criada em 2011 no Haiti pela ONG Viva Rio e trazida ao Brasil em 2016, a Academia auxilia no desenvolvimento profissional, bem como oferece educação e residência fixa aos refugiados em situação de vulnerabilidade.

Jovens atletas treinam no clube Pérolas Negras

A seleção dos atletas é realizada in loco, ou seja, técnicos representando a Academia visitam campos de refugiados e convidam alguns jogadores a fazerem parte do time: atualmente são mais de 120 jogadores, entre moças e rapazes. No início de 2018, a comissão técnica foi a Zaatari e realizou uma peneira* com 150 jovens, dos quais apenas 5 foram selecionados: Ahmad, Hafith, Jawdat, Omar e Quais.

Segundo reportagem publicada no portal do ACNUR, Ahmad, de 17 anos, teve que deixar a Síria e partir para o país fronteiriço antes de completar 10 anos de idade. “Antes da guerra, um time levava anualmente dez meninos para treinar no Catar. Eu fui selecionado, mas não pude ir porque foi quando a guerra começou”, disse o meio-campista.

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Outro jovem atleta, o zagueiro Quais, de 14 anos, morou no campo de refugiados por cerca de metade da sua vida. Quando era criança, jogava bola nas ruas da Síria, mas foi somente na Jordânia que começou a pensar em se tornar um atleta profissional. “Em Zaatari, eu era parte de uma equipe e o treinador nos comunicou que iria acontecer uma seleção para jogar profissionalmente no Brasil. Eu me inscrevi e acabei passando. É maravilhoso poder jogar futebol”, disse o adolescente.

Atuando nas frentes do time masculino e feminino profissionais, além das categorias sub-20 e sub-17, o Pérolas Negras participa das competições do Campeonato Carioca Série B2. Em jogos válidos pela Copa Rio, Pérolas Negras e Audax Rio empataram as duas partidas (0 a 0 e 1 a 1) e decidiram quem passaria para a próxima fase nos pênaltis. Com duas defesas do goleiro Luiz Henrique, do Audax-RJ, o Pérolas Negras encerrou sua participação na competição. O time mundial de refugiados volta a campo no próximo domingo (30 de junho), contra o “7 de Abril”, em jogo da Série B2, terceira divisão do estadual.

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Nota:

* Peneira é a forma coloquial com que o processo seletivo para atletas de futebol é conhecido.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Campo de refugiados de Zaatari” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/49/Zaatari_refugee_camp%2C_Jordan_%282%29.jpg

Imagem 2 “Escudo do clube Pérolas Negras” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/pt/d/d9/AFPerolasNegras.png

Imagem 3 “Jovens atletas treinam no clube Pérolas Negras” (Fonte): https://i2.wp.com/academiaperolasnegras.org/wordpress/wp-content/uploads/2018/10/treino-13.jpg?w=300

ESPORTENOTAS ANALÍTICAS

6 de Abril: Dia Internacional do Esporte pelo Desenvolvimento e Paz

O último dia 6 (abril de 2019) foi marcado por diversas manifestações e eventos realizados ao redor do mundo comemorando o importante papel que o esporte exerce na sociedade. Fundado oficialmente pela Organização das Nações Unidas em 2013, o dia internacional do esporte pelo desenvolvimento e paz inspira atos simbólicos, eventos artísticos, debates, demonstrações, eventos esportivos, grupos de trabalho, e muito mais. Ao todo, neste ano (2019), foram registradas mais de mil homenagens em todos os continentes, sendo 8 delas no Brasil.

Através de notas em sites e redes sociais, algumas entidades ligadas ao esporte – a exemplo da Associação Mundial das Organizações de Kickboxing, a Federação Internacional de Esgrima, a Federação Mundial de Dança Esportiva, a Federação Internacional de Motociclismo, e a Federação Internacional de Lacrosse – também exaltaram o seu poder como veículo de transformação social, catalisador do desenvolvimento da comunidade ao seu redor e agente de proliferação da paz.

Vídeo Peace and Sport April 6 Celebrations

Em comunicado à imprensa, a Aliança de Civilizações das Nações Unidas (UNAOC, em inglês) ressaltou que, “historicamente, os esportes contribuíram com o avanço dos ideais de justiça e progresso” e que a instituição tem trabalhado para desenvolver parcerias e criar iniciativas em que o esporte seja utilizado como ferramenta para inclusão social, coesão, entendimento e diversidade.

Campanha #WhiteCard a favor da paz promovida pelos esportes

Como forma de trazer maior engajamento e apelar para a participação do público em geral, foi criada a campanha #WhiteCard nas redes sociais, onde as pessoas são convidadas a postar fotos de si mesmas segurando um cartão branco, fazendo um paralelo ao cartão vermelho, representação da maior punição no esporte, e remeter à cor da paz e da pureza.

No intuito de reconhecer os esforços em prol das transformações sociais por meio do esporte, a organização sem fins lucrativos April6 promove premiações anuais às pessoas/entidades que se destacam nestes objetivos. O vencedor de 2019 ainda não foi nomeado, mas o premiado de 2018 foi o Ministério da Juventude e Esportes do Bahrein; a edição de 2017 teve como contemplado o evento Brussels Play 4 Peace, de Bruxelas; e o primeiro destaque, no ano de 2016, foi a Federação Internacional de Tênis de Mesa.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Divulgação do Dia Internacional do Esporte pelo Desenvolvimento e Paz” (Fonte): https://pbs.twimg.com/media/DzTK7imX0AEPeiL.jpg

Imagem 2 “Campanha #WhiteCard a favor da paz promovida pelos esportes” (Fonte): http:// https://pbs.twimg.com/media/D25hnr7WkAAkSJ7.jpg

ESPORTENOTAS ANALÍTICAS

Investidores asiáticos controlam 100% de clube italiano da Série A

Já faz alguns anos que grandes empresas do continente asiático vêm utilizando a estratégia de investir em clubes de futebol de pequeno, médio e grande portes. Dentre os objetivos estão: promover o gerenciamento intercultural, diversificar seus rendimentos, estabelecer suas marcas em um cenário global e reafirmar um plano de marketing mais audacioso.

Mercado-alvo e com times de forte projeção internacional, o continente europeu foi palco de uma das mais recentes operações bilionárias. Em junho de 2016, a terceira maior empresa privada da China adquiriu 68,55% da Inter de Milão, clube italiano que completou 111 anos em 2019.

A compra das ações majoritárias foi anunciada pelo então presidente da Inter, Erick Thohir, e por Zhang Jingdong, CEO do grupo Suning Holdings Group*, acompanhados do vice-presidente do clube, Javier Zanetti, e do executivo-chefe Michael Bollingbroke. O valor divulgado da transação foi de € 270 milhões (cerca de R$ 1,161 bilhão). Segundo a agência Reuters, “a companhia disse que quer criar um ‘ecossistema’ esportivo global, incluindo propriedade de clubes, direitos de mídia esportiva, agências de jogadores, instituições de treinamento, plataformas de transmissão, produção de conteúdo e comércio eletrônico relacionado a esportes”.

No último trimestre do ano passado (2018), Thohir, então detentor de fatia minoritária das ações, deixou o comando da Inter para dar lugar ao empresário Steven Zhang – filho de Zhang Jingdong –, que já fazia parte do corpo diretivo do clube desde a aquisição das ações pela Suning, empresa a qual prestava serviços anteriormente.

Corpo diretivo do clube com Steven Zhang, atual CEO de 27 anos, a frente

De acordo com nota publicada no website oficial do clube, o jovem, à época com 26 anos, já possuía experiência profissional para lidar com as responsabilidades da função. “Antes de iniciar sua carreira na Suning, Steven Zhang trabalhou como analista no Morgan Stanley, na divisão Investimentos e capitais, onde se especializou em ofertas públicas iniciais (IPOs) e fusões e aquisições (M&A)”.

Ao final de janeiro deste ano (2019), Erick Thohir, por meio da International Sports Capital, encerrou de uma vez por todas o seu vínculo com o clube ao vender o total de suas ações para a LionRock Capital. A empresa com sede em Cingapura desembolsou € 150 milhões (aproximadamente 645 milhões de reais) para adquirir 31,05% dos ativos da Inter de Milão, e se tornar a sócia minoritária. Os 0,40% das ações restantes estão sob posse de pequenos acionistas históricos.

Fundada e dirigida desde 2011 por Daniel Kar Keung Tseung, a LionRock já possui ações do grupo Suning Sport, o que aumenta a especulação de que o investimento da empresa irá facilitar as operações para que a Suning possa assumir o controle total da Inter no futuro.

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Nota:

* Fundada em 1990 como uma pequena empresa empreendedora, graças ao seu espírito inovador e altas habilidades no setor, o Suning Holdings Group se expandiu exponencialmente e rapidamente se transformou em um dos três maiores grupos chineses não-estatais do país, com quase 50 milhões de vendas anuais. No momento, o Suning Holdings Group possui duas empresas listadas, uma em seu próprio país e a outra no exterior. Com uma cadeia de mais de 1.600 lojas, a sua atividade comercial abrange 600 cidades entre a China e Japão, além de Hong Kong, e está em constante crescimento através de ramificações em seis setores: Varejo, Imobiliário, Esportes, Mídia e Entretenimento, Investimentos e Serviços Financeiros.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Torcedores da Inter de Milão marcam presença no estádio Santiago Bernabeu para a final da UEFA Champions League 200910”(Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e2/Il_biscione_e_l%27fc_Internazionale_al_Bernabeu.jpg

Imagem 2 “Corpo diretivo do clube com Steven Zhang, atual CEO de 27 anos, a frente” (Fonte): https://scontent.fcgh18-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/18700060_1662711960490229_6678580553365152300_n.jpg?_nc_cat=108&_nc_ht=scontent.fcgh18-1.fna&oh=321a0860b98e192b4f8aa36ff02a11a6&oe=5D02488F

ANÁLISES DE CONJUNTURAEsporte

Migração Esportiva: um estudo de caso sobre Wilson L. Erupe

São diversos os motivos que justificam o movimento migratório transnacional, como guerras, pobreza extrema, divergências políticas, entre outros. Existe, ainda que em menor representatividade para o fluxo total*, um fenômeno que vem ganhando bastante evidência neste século: a migração esportiva e, posteriormente, a cidadanização de imigrantes.

O esporte, entendido como instrumento de união e um dos elementos formadores de identidade nacional, enfrenta um duplo desafio ao acolher e oferecer as melhores condições para os esportistas imigrantes, que almejam representar sua nova bandeira, à medida que é necessário estabelecer um vínculo destes com a população nacional, a fim de criar uma situação de empatia.

Logo oficial da ASPIRE Sports Trust

Muitos são os esforços para desenvolver e aplicar estratégias de inclusão social para os imigrantes envolvendo o esporte. Figurando entre os principais destinos migratórios, a Europa, por meio do Comitê Olímpico Europeu, comemorou o último Dia Internacional do Migrante (18 de dezembro de 2018) com eventos esportivos e reiterou a importância do programa ASPIRE, um projeto colaborativo desportivo internacional de longo prazo, que foca sua atuação no poder inclusivo dos esportes e da atividade física.

As críticas em torno deste assunto, no entanto, concentram-se no princípio denominado “comercialização da cidadania”, onde se defende que os reais interesses para a imigração de atletas seriam meramente econômicos – visando apenas vantagens lucrativas do ponto de vista esportivo –, assim como o nacionalismo correria o risco de perder seu prestígio com a banalização da condição de cidadão.

Recentemente, um caso de dupla cidadania tomou a mídia e foi tema polêmico para os especialistas. Wilson Loyanae Erupe, nascido em 1988 na cidade de Lodwar, Quênia, finalmente obteve passaporte sul-coreano após três anos competindo pelo país e duas tentativas formais (sendo a primeira em abril de 2016). 

O maratonista também mudou seu nome, e passará a se chamar Oh JooHan, que em tradução livre para o português significa “Eu corro pela Coreia”. Os sobrenomes sul coreanos estão associados aos clãs de seus familiares ancestrais, com mais de centenas de anos, bem como às regiões de origem. Como não possui este tipo de vínculo, Oh elegeu Cheongyang para representar, já que o atleta treina desde 2015 neste condado, ao sul de Chungcheong.

Wilson Loyanae Erupe cruzando a linha de chegada em maratona na cidade de Seul (2012)

Dotado de um “talento excepcional”, Joo-Han possui marcas impressionantes, apesar de ter sido suspenso por dois anos em 2013 por testar positivo para doping. Ele ganhou a Maratona Internacional de Gyeongju em 2011, 2012 e 2015 e a Maratona Internacional de Seul em 2012, 2015, 2016 e 2018. Seu melhor tempo é de 2:05:13, em Seul, no dia 20 de março de 2016.

Repleto de controvérsias, o título de cidadão sul-coreano para Oh Joo-Han divide a comunidade de atletismo local e internacional. Por um lado, há os que defendem o fortalecimento da equipe nacional com a “importação de estrangeiros destacados em competições oficiais – considerando que a modalidade masculina nacional encontrava-se estagnada desde 2011, com marcas acima de 2:10:00 –, uma vez que suas experiências poderiam ajudar a desenvolver a técnica dos demais membros do time. Por outro lado, este fluxo migratório especializado é acusado de desestimular os atletas aspirantes nascidos na Coreia do Sul, uma vez que a concorrência para chegar à elite teria seu nível elevado.

Diante deste cenário, a Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF) publicou uma regulamentação no dia 27 de julho de 2018 que, dentre outras matérias, restringe a atividade do atleta que protocolar o pedido de transferência de representatividade para outro membro (país), devendo o mesmo aguardar um período de três anos para competir oficialmente. Esta medida torna Oh Joo-Han automaticamente inelegível para os Jogos Olímpicos de 2020, frustrando a expectativa do Comitê Olímpico da Coreia do Sul de reforçar sua equipe de atletismo.

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Nota:

* Em um recorte histórico após a Segunda Guerra Mundial, estima-se que os atletas olímpicos que trocaram a nacionalidade passaram de 5% para 9%.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 O estádio público é o local de chegada da Maratona Internacional de Gyeongju” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/86/Korea-2008_Gyeongju_Citizens%27_Athletics_Festival-Track_and_field-02.jpg/1024px-Korea-2008_Gyeongju_Citizens%27_Athletics_Festival-Track_and_field-02.jpg

Imagem 2 “Logo oficial da ASPIRE Sports Trust” (Fonte): https://aspiresportstrust.org/wp-content/uploads/2015/06/aspiresportstrust.png

Imagem 3 “Wilson Loyanae Erupe cruzando a linha de chegada em maratona na cidade de Seul (2012)” (Fonte): http://livedoor.blogimg.jp/dope_impact/imgs/4/5/45af518d.jpg

ESPORTENOTAS ANALÍTICAS

Senegal será o primeiro anfitrião africano de Jogos Olímpicos, em 2022

Os Jogos Olímpicos da Juventude (JOJ) 2018, realizados na cidade de Buenos Aires, Argentina, ainda não haviam sido encerrados quando o Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou onde será sediada a quarta edição desta competição, em 2022: Senegal. Esta nomeação, ocorrida em 8 de outubro, consolidou o país africano como primeiro representante do continente a receber um evento olímpico na História.

A candidatura senegalesa foi formalmente postulada em fevereiro deste ano (2018), quando o presidente do Comitê Olímpico e Esportivo do Senegal, Mamadou Ndiaye, manifestou o interesse e acrescentou que “recentemente renovamos ou construímos muitas instalações esportivas e infraestrutura”. Thomas Bach, presidente do COI, endossou a importância de levar um evento esportivo desta magnitude para a África, pois considera o continente “o lar de tantos atletas olímpicos de muito sucesso”.

Amadou Ndiaye, nadador senegalês que atuou nas provas de 400 e 800m em Buenos Aires

Alguns atletas, que ainda competiam sob a bandeira de Senegal nos JOJ de Buenos Aires, demonstraram bastante ansiedade e empolgação, diante da expectativa para 2022. O nadador Amadou Ndiaye (foto), que entrou com a bandeira de seu país na cerimônia de abertura, disse que “vai ser muito motivador para os jovens atletas e estou muito orgulhoso do Senegal ser anfitrião dos Jogos”. Em seguida, destacou a generosidade e acolhimento dos senegaleses, colaborando ainda mais para o sucesso da competição.

O Presidente de Senegal, MackySall, enfatizou a união do povo africano e o ganho que a parceria com o COI traz para o continente. Segundo suas palavras, “nós estamos muito honrados como africanos. Esta nomeação, para mim, é uma nomeação da África”.

Jovens senegaleses ansiosos para representar sua bandeira em casa

O número de atletas habilitados a competir em 2022 – devido a sua faixa etária – e o esporte como fator educacional para os jovens serão o grande legado dos Jogos. Sall destaca que “em Senegal, e em todo continente africano, a juventude representa mais de 65% da população”.

Os investimentos já começaram a ser alocados com o objetivo de cumprir os prazos sem nenhum tipo de atraso,visando garantir imagem positiva para consolidar uma possível candidatura para os Jogos Olímpicos de Verão a longo prazo, a partir de 2035. As competições e atividades serão realizadas em três cidades: a capital histórica de Dakar; a nova cidade de Diamniadio; e a beleza natural de Saly, na costa.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 “Senegal será o paíssede dos JOJ 2022” (Fonte): https://stillmed.olympic.org/media/Images/OlympicOrg/News/2018/10/18/2018-10-18-Senegal-thumbnail.jpg?interpolation=lanczos-none&resize=:

Imagem 2 “Amadou Ndiaye, nadador senegalês que atuou nas provas de 400 e 800m em Buenos Aires (2018)” (Fonte): https://stillmed.olympic.org/media/Images/OlympicOrg/News/2018/10/18/2018-10-18-Senegal-inside-02.jpg?interpolation=lanczos-none&resize=1060:*

Imagem 3 “Jovens senegaleses ansiosos para representar sua bandeira em casa” (Fonte): https://stillmed.olympic.org/media/Images/OlympicOrg/News/2018/10/18/2018-10-18-Senegal-inside-03.jpg?interpolation=lanczos-none&resize=1060:*