ESPORTENOTAS ANALÍTICAS

Organização Mundial do Turismo firma acordo do FC Barcelona

Agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização Mundial do Turismo (OMT), órgão que preza pelo desenvolvimento econômico através da promoção responsável, sustentável e universalmente acessível do turismo – do qual o Brasil faz parte desde 1975 – anunciou um acordo com o clube de futebol multicampeão FC Barcelona, com a finalidade de colaboração entre as duas entidades nas áreas de turismo e esportes.

Sede da OMT, em Madrid

De acordo com declaração do Secretário-Geral da OMT, Zurab Pololikashvili, a relação entre turismo e esportes é muito significativa e estamos muito satisfeitos por começar esta importante colaboração. Tenho certeza de que este acordo abrirá novas oportunidades para maximizar a contribuição conjunta do turismo e do esporte para o desenvolvimento socioeconômico e a competitividade dos destinos”.

Secretário-Geral da OMT e Lionel Messi, astro do FC Barcelona

Atraídos pela projeção internacional e fama do clube catalão, milhões de turistas estrangeiros elegem anualmente a cidade de Barcelona – município que hospeda e inspira o nome do referido time – como destino espanhol preferido. Segundo balanço realizado pelo Instituto Nacional de Estadística (INE) da Espanha, a Catalunha foi recordista como a região que mais recebeu turistas em 2017, registrando 18.223.294 chegadas internacionais (23,4% do total nacional), o que representa um aumento de 6,2% em relação ao ano anterior (2016). Vale ressaltar que o Camp Nou, estádio com capacidade para quase 100.000 pessoas em que o FC Barcelona manda seus jogos, é tido hoje como uma das atrações locais mais visitadas.

A assinatura do acordo entre as organizações coincide com a indicação do atleta Lionel Messi, um dos maiores ícones da História do FC Barcelona e por muitos considerado o melhor jogador de todos os tempos, para Embaixador da OMT pelo Turismo Responsável. O argentino, primeiro jogador a conquistar cinco vezes o prêmio Ballon d’Or*, declarou que durante suas viagens teve “a oportunidade de conhecer outras culturas e sociedades, além de outras maneiras de ver o mundo, e isso é muito enriquecedor”, e completou dizendo estar “feliz por poder aderir a esta missão”.

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Notas:

* Nota: A “Bola de Ouro” (tradução livre) é um prêmio criado pela revista francesa France Football e honra anualmente o melhor jogador de futebol do mundo em atividade. Saiba mais:

https://www.francefootball.fr/ballon-d-or/palmares/

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 SecretárioGeral da OMT, Zurab Pololikashvili, e o Presidente do FC Barcelona, Josep Maria Bartomeu” (Fonte):

http://cf.cdn.unwto.org/sites/all/files/resize/foto_barsa_xx-500×282.jpg

Imagem 2Sede da OMT, em Madrid” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/5d/UNWTO_headquarters_%28Madrid%2C_Spain%29_01.jpg

Imagem 3 “SecretárioGeral da OMT e Lionel Messi, astro do FC Barcelona” (Fonte):

http://cf.cdn.unwto.org/sites/all/files/resize/sg_and_lione_messi-500×333.jpg

ESPORTENOTAS ANALÍTICAS

A Integração entre membros do Mercosul para sediar a Copa do Mundo de Futebol de 2030

Em notável movimento de integração regional, a Associação de Futebol Argentina (AFA), a Associação Uruguaia de Futebol (AUF) e a Associação Paraguaia de Futebol (APF) firmaram parceria para encaminhar proposta à FIFA com o objetivo de, concomitantemente entre os três países, sediar a Copa do Mundo de Futebol de 2030.

Estádio Defensores del Chaco, um dos cenários do Paraguai

Embora o prazo final para inscrição de novos candidatos a organizar o evento esteja distante – quatro anos –, os países latino-americanos anteciparam-se aos seus concorrentes e lançaram a tríplice oferta para serem palcos de uma das competições mais valiosas do mundo, que, tomando com base a avaliação da EsporteFera, em 2017, teve a Copa do Mundo de 2014, no Brasil, como a quarta competição esportiva mais valiosa do mundo, ao atingir a cifra de US$ 229 milhões (aproximadamente R$ 783,6 milhões)*. Por enquanto, somente a China manifestou interesse em entrar na disputa para sediar a competição em 2030.

Distribuído entre 12 cidades, sendo oito delas na Argentina, duas no Uruguai e duas no Paraguai, o torneio provavelmente contará com 48 equipes (atualmente são 32 seleções). A moção teve como elemento fundamental a comemoração do centenário da primeira edição da Copa – em 1930, no Uruguai – e o anseio da AFA, já conhecido de longa data, em hospedar a competição. O Paraguai juntou-se ao grupo somente mais tarde.

De acordo com Fernando Caceres, Secretário de Esportes do Uruguai, “não se pode dizer quais serão os custos finais para cada um dos nossos países, mas isso não pode ser medido apenas na construção de infraestrutura”. Acrescenta, da mesma forma, a existência de “uma medida intangível, que é quanto um país ganha na convivência, na integração, na identidade e na construção da cidadania por sediar um evento dessa magnitude”.

Região Sul do Brasil

Diante da escassez de estádios de grande porte para realizar o evento e uma maior divisão nos custos entre os organizadores, o Brasil, anfitrião das edições de 1950 e 2014, foi inicialmente cotado para ser uma das sedes, mas dentro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) há o consenso de que “o envolvimento em outro mundial seria prematuro”, somado ao entrave político de arcar com os valores demandados, depois de pouco tempo de uma Copa por aqui.

A edição do ano de 2026 ainda está em aberto, entre Marrocos, no continente africano, e uma candidatura conjunta de Canadá, Estados Unidos e México, na América do Norte. Por sua vez, as Copas de 2018 e 2022 serão organizadas por Rússia e Catar, respectivamente.

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Nota:

* As três primeiras competições mais valiosas do mundo foram listadas em primeiro a 49a Edição do Super Bowl nos EUA, cujo valor da marca alcançou US$ 630 milhões (aproximadamente, R$ 2,155 bilhões); em segundo, a Olimpíada de Verão de 2012, em Londres, cujo valor chegou a US$ 366 milhões (em torno de R$ 1,252 bilhão) e; em terceiro, a Olimpíada de Inverno de 2014, em Sochi, na Rússia, cuja marca alcançou o montante de US$ 285 milhões (aproximadamente, R$ 975 milhões). [Todos os valores estão baseados na cotação de 17 de abril de 2018]

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 “Dirigentes debatem sobre a possibilidade de sediar o evento de 2030” (Fonte):

http://www.apf.org.py/storage/news/8CC43E2F-58E3-DAB7-5AC7-FFD907026C08.jpeg

Imagem 2 “Estádio Defensores del Chaco, um dos cenários do Paraguai” (Fonte):

http://www.apf.org.py/laravel-filemanager/photos/4/5acbb64393bf0.jpeg

Imagem 3 “Região Sul do Brasil” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Regi%C3%A3o_Sul_do_Brasil#/media/File:South_Region_in_Brazil.svg

ESPORTENOTAS ANALÍTICAS

Time de futebol Nacional-AM está próximo de ser controlado por grupo chinês

Impulsionada pelo tradicional investimento privado no futebol europeu e atraída pelas perspectivas de retorno a longo prazo no Brasil, a Ledman Sports, divisão esportiva da Ledman Optoeletronic – empresa chinesa gigante do ramo de fabricação de LEDs –, está próxima de assumir o controle do departamento de futebol do Nacional Futebol Clube (NFC), time amazonense fundado em 1913, de maior torcida do Estado, e que irá disputar a série D brasileira a partir do dia 22 deste mês (abril de 2018).

Após Assembleia Geral Extraordinária, realizada em 23 de março de 2018, os sócios e diretores do “Naça”, como é popularmente conhecido o NFC, aprovaram por unanimidade a proposta advinda da empresa asiática. Restando apenas a revisão de uma minuta para assinatura do contrato, a terceirização do departamento está prevista para os próximos 20 anos, e o primeiro aporte, no valor de US$ 1 milhão (cerca de R$ 3,3 milhões de reais), deverá ser transferido em até cinco dias, após a oficialização do acordo, prevista para acontecer até o fim deste mês (abril de 2018). O principal objetivo desta nova gestão, depois de dois meses de negociação, é levar o time à primeira divisão do Campeonato Brasileiro.

Sede da Ledman Optoeletronic, na cidade de Shenzhen, China

A introdução da Ledman com a área dos negócios esportivos foi em 2011, quando era fornecedora oficial dos painéis publicitários, chegando a tornar-se patrocinadora oficial da Super Liga Chinesa e parceira estratégica da Associação Chinesa de Futebol.

Além da publicidade, a companhia controla o Shenzhen Ledman Football Club, fundado em 2015 e pertencente à terceira divisão do campeonato chinês. No ano de 2016, adquiriu 100% dos direitos do Newcastle Jets, atual segundo colocado da primeira divisão do futebol australiano, como também passou a dar nome à segunda divisão da Liga Portuguesa de Futebol – hoje chamada de Ledman Liga Pro –, enquanto principal patrocinador, sendo a primeira empresa chinesa a conseguir tal feito.

Escudo do Shenzhen Ledman Football Club

Em contrapartida, o grupo proporciona o intercâmbio de jogadores e treinadores chineses como forma de aprimorar a qualidade do campeonato chinês. Tal projeto irá se repetir aqui no Brasil, onde a Ledman enviará atletas para estagiarem no Nacional, da mesma forma em que existe a possibilidade de indicação de jogadores para a segunda divisão portuguesa e para o Shenzhen Ledman.

Há investimentos semelhantes aos da Ledman que surtiram bons resultados no mundo. O caso de destaque mais recente é o do Leicester City, time inglês adquirido por pouco menos de US$ 56 milhões (R$ 185 milhões) em 2010 pelo dono e fundador da empresa de Duty Free King Power: o tailandês bilionário Vichai Srivaddhanaprabha. O capital investido auxiliou para que o time voltasse à primeira divisão da Liga inglesa, em 2013, e conquistasse a Premier League na temporada 2015/2016, pela primeira vez na História.

Entretanto, esta não é a primeira vez em que o futebol brasileiro é alvo de investimento estrangeiro. O austríaco Dietrich Mateschitz, fundador da maior marca de energéticos do mundo, a Red Bull, adquiriu o atual Red Bull Brasil, da cidade de Campinas/SP, a fim de ampliar sua rede de clubes internacionais, ao somar com os times do Red Bull Salzburg (Áustria), o New York Red Bulls (EUA) e o Red Bull Ghana (Gana), além da detenção de 49% do RB Leipzig (Alemanha).

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Sócios votam a favor da terceirização do Departamento de Futebol do Nacional FC” (Fonte):

https://res.cloudinary.com/nacionalfc1913/w_1000,h_750,c_fill/site/2018/03/nacionalfc-age-20180323.jpeg

Imagem 2Sede da Ledman Optoeletronic, na cidade de Shenzhen, China” (Fonte):

http://www.ledman.com/lm/Uploads/image/20160122/20160122081516_81773.jpg

Imagem 3Escudo do Shenzhen Ledman Football Club” (Fonte):

http://www.ledman.com/lm/Uploads/image/20170303/20170303105058_18377.jpg

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Fato histórico e diálogos bilaterais inéditos pós PyeongChang

Apesar das tensões na península coreana entre as adjacentes do Sul e do Norte por conta de divergências político-ideológicas, houve um avanço histórico na negociação bilateral entre os dois países após declaração do COI (Comitê Olímpico Internacional), ao confirmar a participação de atletas norte-coreanos nos Jogos Olímpicos de Inverno 2018, realizado em PyeongChang, na Coreia do Sul.

Em oito anos, esta edição foi a primeira com participação da Coreia do Norte nas Olimpíadas de Inverno. A última conquista do país no evento foi uma medalha de bronze na patinação de velocidade feminina, em 1992. Quanto aos Jogos Olímpicos de Verão, os atletas norte-coreanos participaram de todas as edições desde 1972, com exceção de 1984 (Los Angeles, EUA) e 1988 (Seoul, Coreia do Sul), ambos por boicote.

O acordo foi formalizado no dia 9 de janeiro de 2018 por Cho Myoung-gyon, Ministro de Gabinete da Coreia do Sul, responsável pelas relações com o Norte, e sua contraparte, o norte-coreano Ri Son-kwon. A cidade de Panmunjom, na região da fronteira mais perigosa do mundo – mesmo local onde fora assinado o armistício que deu um fim “extraoficial”* à Guerra da Coreia, em 1953 –, foi palco desta reunião transmitida ao vivo para as capitais Seul e Pyongyang.

Norte e sul-coreanos levam a bandeira na cerimônia de abertura dos Jogos

Como forma de simbolizar a aliança pacífica, as duas delegações marcharam juntas na cerimônia de abertura da competição, sob a bandeira branca com o desenho da península da “Coreia Unificada”, ostentada por dois membros da delegação: Chung Gum, do hockey no gelo e nascido no Norte, e Yunjong Won, do bobsled e nascido no Sul.

Também contribuíram com atletas dos dois países, pela primeira vez na História dos Jogos Olímpicos, com o objetivo de formar um único time para a disputa de modalidades esportivas, como foi o caso do hockey feminino. A equipe formada por 12 jogadoras norte-coreanas e 23 sul-coreanas – respeitando o fair play de 22 atletas relacionadas por jogo – perdeu todas as disputas, sofrendo 28 gols para apenas dois gols marcados em cinco partidas, o que lhe garantiu a última colocação no grupo.

Time unificado de Hockey feminino, em partida contra Suécia

O atual presidente da Federação Internacional de Hochey no Gelo (no inglês, International Ice Hockey Federation – IIHF), René Fasel, endossou a iniciativa que vai ao encontro com o “ideal olímpico de paz através do esporte”. Neste mesmo sentido, Lee Hee-beom, diretor do Comitê Organizador da Olimpíada de PyeongChang 2018, enalteceu a colaboração internacional entre os dois países e disse que desde o começo tudo foi preparado para a participação da Coreia do Norte.

Ao que tudo indica, este espírito de concessões para um bem maior contagiou o cenário político e catalisou um encontro inédito que está previsto para acontecer em maio deste ano (2018). Dois dos líderes contemporâneos mais polêmicos em suas declarações, principalmente no que diz respeito à questão das armas nucleares, Donald Trump e Kim Jong-um, confirmaram que o diálogo pessoal irá acontecer, ainda que sem data e nem local decididos, por enquanto.

Em pauta do encontro estão, além do compromisso com a desnuclearização, a repatriação de americanos impedidos de deixar a Coreia do Norte e a assinatura de um acordo de paz. Representantes do Governo norte-coreano alegam que esta decisão não foi tomada pela pressão das sanções encorajadas pelos Estados Unidos contra o país socialista. Todavia, para Bruce Bennett, analista da consultoria RAND Corporation, há motivos para acreditar no sucesso das medidas restritivas.

Antes disso, no entanto, as relações bilaterais de Kim Jong-un já lograram êxito no continente asiático. Em sua primeira viagem diplomática desde que assumiu o poder em 2011, o Presidente norte-coreano fez uma visita secreta** à capital da China, Pequim, sua parceira estratégia desde a Guerra da Coreia. Para abril, está confirmado o diálogo do sucessor de Kim Jong Il com o presidente sul-coreano, Moon Jae-In, na mesma cidade em que fora assinado o armistício de 1953 e acordada a participação norte-coreana na Olimpíada de Inverno 2018: a zona desmilitarizada de Panmunjom.

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Notas:

As Coreias permanecem tecnicamente em guerra, pois a Guerra da Coreia de 1950-1953 terminou em um Armistício, e não em um Tratado de Paz.

** O anúncio do encontro foi divulgado somente após o retorno de Kim ao seu país, no dia 26 de março de 2018.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 “Desfile daCoréia Unificada na cerimônia de abertura” (Fonte):

https://www.pyeongchang2018.com/en/photos/Opening%20Ceremony#2018-winter-olympic-games-opening-ceremony-785

Imagem 2 “Norte e sulcoreanos levam a bandeira na cerimônia de abertura dos Jogos” (Fonte):

https://www.pyeongchang2018.com/en/photos/Opening%20Ceremony#2018-winter-olympic-games-opening-ceremony-1103

Imagem 3 “Time unificado de Hockey feminino, em partida contra Suécia” (Fonte):

https://www.pyeongchang2018.com/en/photos/Korea#ice-hockey-winter-olympics-day-3-147

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Símbolo Nacional, Rugby Neozelandês contribui também com o PIB do país

Sob a esfera do esporte mais popular da Nova Zelândia, os “All Blacks” – identidade da seleção nacional de rugby – conquistaram a hegemonia mundial absoluta com 77% de aproveitamento (437 vitórias em 566 partidas) desde o início do século XX. Os bons resultados transcenderam os placares e corroboraram para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), recentemente divulgado pela NZ Stats – agência neozelandesa oficial de coleta, análise e divulgação de dados – referente ao ano-exercício 2017.

Haka ‘Ka Mate’ antes da partida contra a França em 2006

A New Zealand Rugby Union (NZRU), federação nacional responsável pelo desenvolvimento da modalidade em todo o país e pelas seleções nacionais, anunciou sua maior receita, em 2017, com o total de € 164,11 milhões (aproximadamente R$ 664 milhões), garantindo o lucro recorde de € 21,3 milhões (pouco mais de R$ 86 milhões).

Grande parte deste sucesso deve-se, principalmente, à organização de uma competição denominada “DHL New Zealand Lions Series”, que consistiu em um tour realizado entre junho e julho (2017) com a presença de algumas das melhores seleções do mundo, como Inglaterra e Irlanda, além dos próprios All Blacks. A intenção comercial do evento fica bem clara com o discurso do CEO da NZRU, Steve Tew, ao enfatizar que “nossos objetivos são mostrar a Nova Zelândia para o mundo, contribuir com a economia do país, garantir que a série seja lucrativa e ganhar os jogos”.

Produto Interno Bruto por setor, valores do último trimestre de 2017

Comandado pelo aumento dos visitantes estrangeiros, o turismo impulsionou os gastos em acomodação, comida e bebida no país, contribuindo para a expansão do PIB com a soma de € 156,4 milhões (aproximadamente R$ 632 milhões), de acordo com um relatório do Ministério dos Negócios, Inovação e Emprego. Seguindo a “tradição” de quebra de recordes, em 2017 a Nova Zelândia registrou o maior número histórico de imigrantes temporários durante o mês de julho, com 246.900 turistas estrangeiros, sendo boa parte composta pelos fãs do rugby.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 “Os All Blacks se preparando para o Haka em final de 2005” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/82/2005_Tri_Nations_Series_-_All_Blacks_vs_Wallabies.jpg

Imagem 2 “Haka Ka Mate antes da partida contra a França em 2006” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/d2/Haka_2006.jpg

Imagem 3 “Produto Interno Bruto por setor, valores do último trimestre de 2017” (Fonte):

https://stats.govt.nz/information-releases/gross-domestic-product-december-2017-quarter

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As entusiasmadas cheerleaders norte-coreanas na Olimpíada de 2018

Sobre a Olimpíada de PyeongChang, vale-se fazer menção a um fato curioso envolvendo, não as partidas em si, mas o que acontecia nas arquibancadas: o Governo norte-coreano enviou um grupo de 229 animadores de torcida, somente mulheres, plenamente disciplinadas e organizadas, para apoiar os competidores de seu país.

Parte da coreografia das 230 representantes torcedoras da Coreia do Norte

Sempre trajadas com uniformes vermelhos, as torcedoras apoiavam, mediante gritos, sorrisos, aplausos, canções e coreografias, os participantes da Coreia do Norte em suas disputas. Em partidas menos interessantes esportivamente, a imprensa de todo o mundo focava as lentes de suas câmeras para o espetáculo à parte que testemunhavam. Como se não bastasse, elas ainda iam todas juntas ao banheiro, não conversavam com ninguém e deixavam as arenas e ginásios dos jogos sempre alinhadas e em silêncio.

Com o objetivo de passar a mensagem internacional de ser o país anfitrião dos “Jogos Olímpicos da Paz”, a Coreia do Sul aprovou o uso de 2,86 bilhões de wons (aproximadamente, R$ 8,75 milhões; ou US$ 2,68 milhões, na cotação de 12 de março de 2018) para arcar com as despesas da viagem da delegação da Coreia do Norte – mais de 400 pessoas, incluindo as cheerleaders –, ainda que sob protesto de parte da população sul-coreana. O Comitê Olímpico Internacional (COI), por sua vez, patrocinou os custos provenientes da participação dos 22 atletas norte-coreanos no evento.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 “Animadoras de torcida norte-coreanas” (Fonte):

https://www.olympic.org/photos/pyeongchang-2018-opening-ceremony-2

Imagem 2 “Parte da coreografia das 230 representantes torcedoras da Coreia do Norte” (Fonte):

https://www.olympic.org/photos/pyeongchang-2018-opening-ceremony-1