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ESPORTENOTAS ANALÍTICAS

Autoridades da FIFA fazem comentários sobre a questão da tomada de decisão dos lideres e da burocracia em países sedes para Copas do Mundo

Na semana passada, em Zurique (Suíça), durante um simpósio sobre “Copas do Mundo”, o secretário-geral da “Fédération Internationale de Football Association” (FIFA), Jérôme Valcke, fez críticas sobre as tomadas de decisão das lideranças em países que pretendem sediar “Copas do Mundo”, trazendo especulações de observadores internacionais sobre os seus comentários.

É possível interpretar que, segundo a personalidade, quanto maior a capacidade de tomada de decisão unilateral por parte das autoridades competentes e menos burocratizadas as relações entre as esferas dos poderes, maior a facilidade para organizar de forma exitosa o megaevento futebolístico.

Nas palavras de Valcke, as grandes dificuldades que vêm se fazendo presentes na organização do “Copa do Mundo de 2014” derivam do fato de o Brasil possuir uma estrutura política dividida em nível federal, estadual e municipal. Isso torna as negociações para o cumprimento das exigências feitas pela FIFA mais demoradas e complicadas, haja vista os inúmeros interesses que devem ser levados em conta e o grande número de pessoas que precisam ser ouvidas.

Por outro lado, no caso da Rússia, sede da “Copa do Mundo de 2018”, a existência de um “Chefe de Estado” com elevado poder de decisão torna bem mais fácil as negociações para a organização da Copa, diminuindo os problemas e dificuldades que possam vir a existir no trato com o governo. No tocante à “Copa de 2022”, a ser realizada no Catar, país que venceu a disputa com os EUA para sediar o evento futebolístico, nada foi dito até o momento neste sentido.

Em adição, Joseph Blatter, presidente da FIFA, exaltou a organização da “Copa do Mundo de 1978”, realizada na Argentina. Para este, a conquista da Copa pelo país anfitrião propiciou uma reconciliação do povo argentino com o governo, o que, na visão de Blatter, foi bastante proveitoso para ambos, uma vez que é possível interpretar também que ele percebe ter ocorrido a criação de pontes de diálogos numa sociedade que estava dividida, tendo, por isso, agradado especialmente à FIFA.

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ImagemA Política que Rege Uma Copa do Mundo” (Fonte):

www.humorpolitico.com.br

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Fontes consultadas:

Ver:

www.reuters.com

Ver:

Caderno de Esportes. Jornal O Globo. Edição de 25 de Abril de 2013, Rio de Janeiro, RJ.

About author

Mestre em Relações Internacionais pela UERJ, Especialista em História das Relações Internacionais e Bacharel em Ciências Econômicas pela UFRJ. Possui experiência na área de Economia, com ênfase em Economia Política Internacional e Formação Econômica Brasileira. Foi bolsista de FAPERJ por um ano e Bolsista de Vocação para Diplomacia do Instituto Rio Branco (IRBr) por 4 (quatro) anos. Áreas de interesse: Esporte e Relações Internacionais; Diplomacia Futebolística; e Soft Power e Política Externa.
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