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Brasil lança duas redes voltadas à alimentação saudável, com nove países

Nos dias 3 e 4 de maio, o Ministério da Saúde do Brasil, em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, sigla em inglês), realizou reunião de lançamento de duas Redes de Ação no âmbito da Década de Ação das Nações Unidas para a Nutrição.

Com a presença de mais nove países (Argentina, Canadá, Chile, Costa Rica, Colômbia, Equador, México, Peru e Uruguai) foi debatida a constituição da Rede sobre difusão de Guias Alimentares baseados no nível de processamento dos alimentos, para prevenção da obesidade e redução das doenças crônicas, e também da Rede sobre estratégias para redução do consumo de sal e prevenção e controle de doenças cardiovasculares. Ambas se somam a uma terceira, liderada pelo Chile, sobre regulação de ambientes alimentares.

Frutas e Verduras

Joaquín Molina, representante da OPAS no Brasil, declarou que “as redes de ação são coligações de países, plataformas geopolíticas da cooperação sul-sul, voltadas a promover a criação e o fortalecimento de políticas e legislações, fomentar iniciativas de cooperação técnica e compartilhar boas práticas em temas específicos”.

Em maio de 2017, o Brasil tornou-se o primeiro país a se comprometer formalmente com metas específicas para a Década de Ação em Nutrição da Organização das Nações Unidas (ONU). Até 2019, deverá atingir três:

  1. Deter o crescimento da obesidade na população adulta (que atualmente está em 20,8%);
  2. Reduzir o consumo regular de bebidas adoçadas com açúcar, em pelo menos 30% na população adulta;
  3. Ampliar em, no mínimo, 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente.

Para atingir tais objetivos, o governo deverá aplicar diversas medidas apresentadas pelo então ministro da saúde Ricardo Barros durante seu discurso na Assembleia Mundial da Saúde, ocorrido em Genebra (Suíça), em 22 de maio de 2017. Essas ações incluem “medidas fiscais (reduções de impostos e criação de subsídios) que reduzam o preço de alimentos frescos, crédito para a agricultura familiar e concessão de benefícios a pessoas de baixa renda para que possam comprar alimentos frescos”.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Obesidade” (Fonte):

https://www.telesurtv.net/__export/1415473455672/sites/telesur/img/news/2014/11/08/obesidad1.jpg_1718483347.jpg

Imagem 2 Frutas e Verduras” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Nutri%C3%A7%C3%A3o_esportiva#/media/File:Foods.jpg

About author

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).
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