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Caças Su-35 aperfeiçoados pelos chineses voam sobre o Mar do Sul da China

Pilotos da Força Aérea do Exército de Libertação do Povo testaram as capacidades de ataque antinavio de seus avançados caças de origem russa Sukhoi Su-35 sobre o Mar do Sul da China. Uma brigada da Força Aérea do Teatro do Comando do Sul fez parte dos exercícios, após a realização das modificações das aeronaves russas Sukhoi, informa o jornal South China Morning Post.

O Su-35 é uma atualização do Su-27, que entrou em serviço na União Soviética em 1985. O modelo possui um motor mais poderoso para garantir maior manobrabilidade e a habilidade de transportar uma carga de até oito toneladas, incluindo mísseis antinavio. O governo chinês encomendou seus vinte e quatro Su-35s em 2015 a um custo de 2,5 bilhões de dólares (aproximadamente 9,45 bilhões de reais, de acordo com a cotação de 26 de julho de 2019). O primeiro conjunto de quatro aeronaves chegou à China em dezembro de 2016 e o pedido foi completado em abril de 2019.

O piloto Song Lindong relata que “as modificações enfatizaram o papel desempenhado pelos armamentos do Su-35 em realizar táticas de combate, aproximando as tripulações da situação de um campo de batalha real”.

Mapa do Mar do Sul da China

Os exercícios incluíram um ataque repetido por três aeronaves contra um alvo no mar, combinado com táticas evasivas e táticas noturnas. Todos os 24 Su-35s da China foram designados para uma Brigada perto de Zhejiang, na Província de Guangdong, onde o Comando do Sul supervisiona as operações no Mar do Sul da China.

A Brigada, que recebeu a alcunha de “Espada do Sul”, fez parte de diversas missões de alto-nível, incluindo patrulhas sobre pontos estratégicos do Mar do Sul da China e operações conjuntas ao redor do espaço aéreo da ilha de Taiwan, com as aeronaves do Teatro do Comando do Leste, em 2018.

Tensões na área aumentaram desde que a Marinha dos Estados Unidos realizaram o que Washington chama de “operações de liberdade de navegação” nas proximidades das ilhas e recifes reivindicados por Pequim. Assim, os militares chineses realizaram diversas melhorias em seus Su-35s como forma de aumentar sua capacidade de monitoramento e presença na região.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Imagem ilustrativa das aeronaves Su35” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?title=Special:Search&limit=20&offset=80&profile=default&search=su-35&advancedSearch-current={}&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:Su-35S_(36349482281).jpg

Imagem 2 Mapa do Mar do Sul da China” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?sort=relevance&search=South+China+Sea&title=Special%3ASearch&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:SouthChinaSea.png

About author

Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP). Bacharel em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Durante a graduação, foi bolsista do Programa Santander Universidades na Universidade de Coimbra, em Portugal. Integra o Grupo de Pesquisa Pensamento e Política no Brasil da Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de Ciência Política, com ênfase nas linhas de pesquisa de Pensamento Político Brasileiro e de Relações Internacionais, atuando principalmente nos estudos sobre Política Doméstica e Externa da China, Segurança Internacional, Diplomacia e Diásporas Asiáticas. Associado à Midwest Political Science Association (MPSA).
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