Estamos habituados a observar o desarmamento de minas terrestres pelos países asiáticos e africanos, inclusive, no início deste ano de 2017, Angola pediu ajuda internacional para desminar totalmente o seu território. As minas são acionadas ao pisarmos sobre elas, o que resulta em uma forte explosão, capaz de matar ou mutilar. Elas vitimam pessoas que trabalham diretamente com o solo, em escavações e atividades agrícolas, ou até mesmo simples transeuntes.

minas terrestres

Pela América do Sul também encontramos campos minados. No Chile, o Governo Pinochet (1973-1990) colocou mais de 180 mil minas terrestres nas fronteiras com Peru, Bolívia e Argentina. O Peru começou o processo de desminagem a partir de 2002, após assinar o Tratado de Otawa, no qual o país se comprometeu a removê-las até 2020. Na Guerra Civil da Nicarágua (1979-1990) foram utilizadas quase 200 mil minas terrestres e artefatos não detonados. Somente em 2010 este país foi considerado totalmente desminado. O caso mais recente de desminagem é o da Colômbia que vive um período de estabelecimento de acordos de paz.

Nos últimos 25 anos, 11.223 pessoas foram atingidas por minas, destas 4.293 civis. Entre 2001 e 2014 o Exército colombiano fez 17.139 operações de desminagem e o Exército brasileiro está ajudando a Colômbia. Conforme nota no site da Força,  “os integrantes do Exército Brasileiro designados para a missão atuam em três frentes: assessoria técnica, instrução e avaliação das organizações. (…) é um acordo bilateral entre os Exércitos do Brasil e da Colômbia, com a finalidade de que os militares brasileiros possam assessorar o Exército da nação amiga na área de desminagem humanitária”.

Ao participar da reunião da iniciativa global para desminar a Colômbia, realizada em 2016, o ex-secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, afirmou que a retirada das minas é essencial para o processo de paz. Na ocasião, anunciou a contribuição de 36 milhões de dólares para dar suporte à esta iniciativa. A Colômbia é o segundo país que mais possui minas terrestres no mundo e os recursos para desminá-la chegam a 80 milhões de dólares. Os principais contribuintes são: Canadá, Suécia, Reino Unido, Holanda e México.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Campo em Desminação” (Fonte):

https://twitter.com/JuanManSantos/status/761999053546749953

Imagem 2 minas terrestres” (Fonte):

https://www.ejercito.mil.co/recursos_user/imagenes//editores/124821/EMILSE/1837535_n_vir1.jpg

Imagem 3 explosivos pertencentes a ELN” (Fonte):

https://twitter.com/col_ejercito/status/646495226375245824

About author

É doutor em Ciências Sociais pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Faculdade de Ciências e letras da UNESP - Araraquara - SP. É Mestre em História desde o ano de 2003 pelo programa de Pós - Graduação em História da UNESP de Franca/SP, atuando principalmente nos seguintes temas: História, política, democracia, militarismo, segurança, defesa e Relações Internacionais. Membro do Grupo de Pesquisas sobre História Política e Estratégia - GEHPE-UFMS e do Núcleo de Pesquisas sobre o Pacífico e Amazônia - NPPA (FCLAr UNESP). É professor de História da América da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul - UFMS - campus de Coxim/MS
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