ESPORTENOTAS ANALÍTICAS

Caso de transgênero inglês chama a atenção de comunidade internacional de Rugby

Acontecimentos em que atletas LGBT assumem sua sexualidade perante o público tornam-se cada vez mais frequentes, à medida que o debate pela regulamentação de suas atividades no esporte avança. No Brasil, temos a história de Tiffany Abreu, sendo a primeira transgênero a disputar a Superliga Feminina de vôlei, na elite nacional da modalidade, ao final do ano passado (2017), defendendo o time de Bauru (SP).

Referência para todas as organizações esportivas, o Comitê Olímpico Internacional (COI) divulgou em novembro de 2015 um relatório consensual a respeito da atuação de transgêneros, o qual defende “os direitos humanos e a justa competição”, estabelecendo regras como limite dos níveis de testosterona, sem manter a obrigatoriedade da cirurgia de mudança de sexo.

Foto recente de Verity Smith, que há 18 meses novamente injetou testosterona para acelerar a transição e completar o tratamento

Porém, o tema segue alvo de discussões e críticas, principalmente no que diz respeito às modalidades que exigem força física e contato pessoal entre atletas. Recentemente, veio à tona a história de Verity Smith, transgênero inglês de 37 anos que joga pela liga inglesa feminina de rugby.

Assegurado pelo lema “esporte para todos” da Rugby Football Union (RFU) – entidade suprema da modalidade na Inglaterra -, Verity, que continuará usando seu nome de registro, faz jus ao direito de exercer o esporte “sem prejuízo”. Todavia, por conta de sua aparência, efeito de seu tratamento hormonal desde os 19 anos, algumas adversárias recusam-se a entrar em campo contra a jogadora do Rotterdam Ladies e Dewsbury Moore, pela união e liga de rugby, respectivamente.

Smith aguarda ansiosamente pela revisão das políticas da RFU sobre transgêneros e está confiante de que o modelo utilizado pelo COI será adotado pelo rugby inglês, garantindo segurança e equidade no tratamento de todos(as) os(as) jogadores(as).

Enquanto isso, Verity Smith espera sua próxima consulta para a retirada dos seios. De acordo com o jogador, no momento afastado por uma lesão no pé, “foi-me oferecido um lugar em uma equipe masculina e eu queria provar que você pode jogar e fazer a transição [de sexo] com sucesso, só para que as crianças tenham algo para admirar”.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Verity Smith posa para foto com o time de rugby feminino Halifax Ladies, da Inglaterra” (Fonte):

https://pbs.twimg.com/media/C3NT4E4WQAILWOs.jpg:large

Imagem 2 Foto recente de Verity Smith, que há 18 meses novamente injetou testosterona para acelerar a transição e completar o tratamento” (Fonte):

https://pbs.twimg.com/media/C6okxu0WsAAzoPL.jpg:large

About author

Pós-graduado em Gestão de Negócios Internacionais pela Business School São Paulo (BSP), Bacharel em Relações Internacionais no Centro Universitário Fundação Santo André - Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas. Bolsista pelo CNPq em 2009 com o projeto de iniciação científica "A Soberania Nacional em face dos Tratados Bilaterais: A Questão do Tratado de Itaipu". Tem experiência na área de Ciência Política, com ênfase em Atitude e Ideologias Políticas, atuando principalmente nos seguintes temas: integração, direito, democracia, segurança e negociação internacional. Em sua carreira, conquistou o cargo de Gerente de Negócios Internacionais. Está em contato com o comércio exterior, aprofundando seu conhecimento e focando suas habilidades para os procedimentos de importação. Já participou de diversas feiras internacionais, representando sua empresa, tendo a função de estreitar o relacionamento com fornecedores, investidores e clientes estrangeiros, além de trabalhar a marca da empresa e conquistar distribuições em diferentes continentes.
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