ÁFRICAANÁLISES DE CONJUNTURA

Comunidade Internacional doará US$ 455 milhões para “Missão de Estabilização no Mali”

Ontem, dia 29 de janeiro de 2013, teve início em “Addis Abeba”, Capital da Etiópia e Sede da “União Africana” (UA), a “Conferência Internacional de Doadores para o Mali”*. O Evento contou com a participação de representantes de aproximadamente 50 países e organizações internacionais, com destaque para os países africanos, a “União Europeia”, Japão e “Estados Unidos”.

O objetivo da Conferência, organizado pela UA, era captar recursos para ajudar a formação da força militar africana no Mali e também reestruturar o exército malinês. Por sua vez, a “Missão Internacional de Assistência ao Mali” (AFISMA, sigla em inglês) deve colaborar nos combates e em seguida substituir o Exército francês que participa desde meados de janeiro da ofensiva contra os grupos insurgentes no país.

A campanha militar no Mali, atualmente liderada pelo Exército da França e apoiada pelas tropas africanas, tem como objetivo recuperar o norte do país, que está sob controle de insurrectos desde junho do ano passado.

ÁFRICAAMÉRICA LATINAANÁLISES DE CONJUNTURA

O novo caminho são as Américas

O mundo no pós-crise financeira internacional (2008) está presenciando uma mudança nas negociações globais. As tradicionais negociações entre as potências europeias com os Estados Unidos e entre as nações em desenvolvimento com os norte-americanos começou a ser invertida, tendo visto a emergência das negociações sul-sul, bem como a maior atenção que vem sendo dada às riquezas da África.

Com a mudança no quadro de prioridades em negociações econômicas, começou também uma corrida para a conquista do continente africano. Hoje, temos as grandes potências europeias e Washington mais atentos aos países africanos por razões de economia, ao invés de priorizarem as motivações geopolíticas, numa situação diferente da que ocorria num passado recente, antes de as atuais potências emergentes como a China, Rússia, Brasil e Índia obterem os seus significativos crescimentos. Porém, dentro das variáveis existentes na economia, a nova crise financeira que se desencadeou na Europa deu mais espaço para uma expansão dos países emergentes no continente africano, principalmente após a África do Sul se juntar ao BRICS (“Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul”) .