AMÉRICA DO NORTEANÁLISES DE CONJUNTURA

Perspectivas sobre os Estados Unidos de 2014

De acordo com análises internacionais, o ano de 2014 nos “Estados Unidos” tende a adquirir a conotação de mudança no âmbito de suas políticas interna e externa, na esfera ideológica e, principalmente, na área econômica.

Na contramão das políticas dos anos 80 que culminaram no combate às drogas, em atitudes beligerantes contra o “Bloco Soviético” e seu modo de produção “socialista” e no consumismo desenfreado que foi a base da economia norte-americana até o início do século XXI, o ano de 2014 se inicia com a possibilidade de um novo prognóstico, fomentado principalmente pelo declínio da recessão (2008-2012) que assolou o sistema internacional.

Diante desse quadro de reconstrução, os “Estados Unidos” do presente e do futuro tendem a sofrer transformações profundas na tentativa de se adaptar aos novos cenários internacionais que estão se formando após um período de desequilíbrio financeiro. Nesse sentido, parte dessas mudanças será a energia motriz para que o sistema internacional saia da crise e retome o caminho do crescimento econômico.

Como parte desse plano, algumas medidas pouco convencionais já são vistas na prática desde o primeiro dia desse novo ano de 2014 nos Estados Unidos, numa sensível, mas importante mudança de mentalidade sobre temas considerados polêmicos na sociedade e na comunidade política estadunidense. O Obamacare a nível nacional e a “legalização da maconha” no estado do Colorado são exemplos do surgimento de uma nova mentalidade social que emergiu em tempos de crise e trouxeram à luz do debate a real eficiência dos planos de saúde e do combate às drogas no plano interno.

Muitos norte-americanos não têm acesso à saúde de qualidade e o Obamacare é visto como a ferramenta que permitirá o ingresso dos cidadãos, principalmente daqueles que vivem à margem da sociedade. Para muitos especialistas no assunto, a guerra contra as drogas é vista como perdida. Mais de US$ 1 trilhão gasto e nenhuma mudança significativa nos índices de violência, consumo e tráfico. Em vista dos prejuízos, alguns modelos de legalização estão sendo implantados a “conta gotas”, a fim de verificar o real efeito social sobre a liberação de determinadas substâncias.

Segundo alguns economistas, no plano econômico, os “Estados Unidos” podem superar a crise financeira ainda no primeiro semestre de 2014, pois há um reequilíbrio no nível de emprego, com uma média mensal de quase 200 mil novos postos de trabalho por mês em 2013, refletindo diretamente na produção industrial e na construção civil. Dentro dessa ótica de prosperidade, mais emprego significa mais gastos, algo que reflete no aumento do volume de emprego para atender a crescente demanda. Há ainda o “boom energético” do petróleo, da matriz eólica e do gás de xisto que pode alavancar o país ao status de exportador energético, abrir portas para mais empregos e consolidar sua posição como potência no segmento, acarretando na redução dos custos de importação de hidrocarbonetos de países do “Oriente Médio”, por exemplo.

No que tange a conjuntura política, provavelmente as mudanças elucidadas na campanha presidencial de  Barack Obama  em 2008 podem ser concretizadas. Acredita-se que não haverá nesse ano um embate acalorado entre democratas e republicanos nas eleições parlamentares que ocorrerão no fim de 2014, deixando o caminho livre para Obama colocar em prática alguns planos de governo que ainda estão travados devido às diferenças ideológicas entre os dois principais partidos

Em política externa, o ano deverá ser de reconstrução da imagem dos “Estados Unidos” através de uma estratégia voltada mais para os preceitos diplomáticos procurando abrandar as tensões com a “Coréia do Norte” sobre seu programa nuclear, a “Crise Sino-Japonesa” por conta das “Ilhas de Senkaku/Diaoyu”, a “Guerra Civil na Síria”, bem como manter as negociações do “Programa Nuclear Iraniano”, além de projetar mais uma tentativa de costurar um acordo definitivo de paz entre israelenses e palestinos. Isso fará com que esse novo ano possa ser um provedor de políticas internacionais que busquem o equilíbrio nas relações e projete aproximação em alguns desses casos, consequentemente, possibilidade de parceria de cunho comercial.

No plano político internacional, a modalidade de atuação dos “Estados Unidos” prevê relações mais brandas. Na esfera do comércio internacional, 2014 será um ano de fortes e ousadas estratégias, dentre as quais a formalização de uma política idealizada desde o fim da “Segunda Guerra Mundial”. Tal qual a “OTAN” adquiriu uma estatura ampla em relação à defesa do hemisfério ocidental, uma “Área de Livre Comércio” entre “Estados Unidos” e “União Europeia” promete ser uma construção reestruturadora da economia. Só que em escala mundial e, por isso, um dos grandes temas da agenda internacional deste ano, uma vez que tal aproximação bilateral tende a se constituir num dos maiores acordos da história, capaz de alavancar em 0,5% o PIB da União Europeia” e em iguais proporções o dos “Estados Unidos”, conforme alguns estudos prévios já divulgados.

Embora essa possibilidade de acordo bilateral transatlântico seja uma tentativa enriquecedora do ponto de vista monetário, existem muitas barreiras que podem travar o sucesso dessa empreitada. Ainda não há consenso sobre vários temas, tais como proteção a propriedade intelectual, a padronização de normas para segurança alimentar (a Europa não aceita produtos transgênicos, já os “Estados Unidos” são tolerantes), além da eliminação das barreiras alfandegárias e da facilidade na promoção do intercâmbio comercial.

Todavia, já é notório que a “Área de Livre Comércio” visa projetar sua força para fora de suas esferas de influência, ou seja, a estratégia por trás dessa iniciativa é colocar de volta a Europa e os “Estados Unidos” no comando das atividades comerciais internacionais, sendo isso um recado direto à China que projeta sua força com muita competência no sistema internacional.

De negativo por enquanto, de acordo com estudos preliminares encomendados por agências de risco, está a possível derrocada da “Organização Mundial do Comércio” (OMC), com a crescente tendência da regionalização do comércio internacional, preterindo iniciativas multilaterais orquestradas por esse órgão de regulação. Alinhada a essa perspectiva está à dificuldade que países considerados em desenvolvimento, como o Brasil, a Índia, a “África do Sul” e a própria China terão que enfrentar para se inserirem dentro desse gigantesco mercado.

Apenas com a evolução dos dias será possível verificar o real enquadramento desses cenários no plano prático. No entanto, um fator é perceptível nessesEstados Unidosde 2014: a busca por um ideário novo, uma nova perspectiva que, se bem sucedida, deverá ser a receita para o restante dos atores internacionais, consolidando ainda mais seu papel proeminente diante daqueles que tem dúvidas de que osEstados Unidosainda serão por um longo período da história o centro das decisões políticas, econômicas e sociais da sociedade internacional.

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Imagem (Fonte):

Ver:

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,estados-unidos-e-europa-preparam-a–maior-area-de-livre-comercio-do-mundo-,996737,0.htm

Ver:

http://www.abia.org.br/anexos2012/7e5da851-535a-47a4-ac5d-07bd247ef374.pdf

Ver:

http://www.dw.de/eua-e-ue-se-empenham-por-zona-transatl%C3%A2ntica-de-livre-com%C3%A9rcio/a-16585034

Ver:

http://www.dw.de/para-especialistas-livre-com%C3%A9rcio-entre-ue-e-eua-n%C3%A3o-resolver%C3%A1-problemas-econ%C3%B4micos/a-16889816

ÁFRICAAMÉRICA DO NORTEANÁLISES DE CONJUNTURA

Boko Haram foi classificado como Grupo Terrorista pelos Estados Unidos

Na última semana, os “Estados Unidos da América” (EUA) anunciaram que incluíram o grupo islamita “Boko Haram”, que atua na “República Federal da Nigéria”, na sua lista de organizações terroristas.  O grupo, que desde 2009 vem promovendo uma série de ataques, tem por objetivo derrubar o atual governo nigeriano e instalar um Estado islâmico, já que segundo seus integrantes, a Nigéria está sendo governada por dirigentes sem fé[1].

A Nigéria, que é um país rico em recursos energéticos, sobretudo petróleo, é um dos Estados africanos que mais cresce economicamente nos últimos anos, apesar disso possui uma população extremamente pobre. A parte mais desenvolvida encontra-se ao sul e a leste, onde estão as jazidas de petróleo, enquanto que ao norte e a oeste encontra-se a parte menos desenvolvida e consequentemente mais pobre. É justamente no lado menos desenvolvido onde se organizaram e iniciaram os ataques do grupo “Boko Haram”.

A organização tem sua sede instalada em Maiduguri, no norte-oriental do país, e tem por nome oficial “Jama’atu Ahlis Lidda’awati Sunna wal-Jihad”, que em árabe significa, “Pessoas Comprometidas com a Propagação dos Ensinamentos do Profeta e a Jihad[2]. No entanto, é popularmente conhecido como “Boko Haram”, que pode ser entendido como “Educação Não-Islâmica é Pecado”. Esse grupo tem forte apelo pela aplicação da Sharia, a lei islâmica no sentido mais rígido[3]. De acordo com suas perspectivas, qualquer atividade, seja de caráter política ou social, que esteja de alguma forma associada com a sociedade ocidental, é proibida.

Em 2002, o grupo foi fundado pelo mulçumano “Mohammed Yusuf”, que montou um complexo religioso envolvendo uma mesquita e uma escola islâmica. Muitas famílias pobres da região, tanto da Nigéria quanto de países vizinhos, matricularam seus filhos nessa escola. Contudo, como anteriormente mencionado, o objetivo constitui-se na criação de um Estado islâmico, o que levou a escola a se tornar um centro de recrutamento para jihadistas lutarem contra o governo nigeriano[4].

Em 2009 a organização realizou uma onda de ataques nas delegacias e prédios governamentais em Maiduguri. Ainda naquele ano, o líder “Mohammed Yusuf” foi capturado pelo exército e entregue para a polícia, sendo encontrado morto momentos mais tarde. Este fato provocou uma grande agitação em seus apoiadores e acabou repercutindo numa série de tiroteios em Maiduguri, com centenas de mortos, desde civis a diversos integrantes do Boko Haram.

No entanto, o novo líder “Abubakar Shekau” reorganizou o grupo e, em 2010, articulou uma ofensiva contra a prisão no estado de Bauchi, libertando inúmeros simpatizantes da organização. Desde então, o “Boko Haram” tem executado de forma periódica e contínua uma série de ataques a policiais, políticos e até mesmo clérigos de outras religiões. Nessa lógica, o grupo provocou diversas ações violentas durante a posse de Goodluck Jonathan, “Presidente da Nigéria”, e em seguida contra a sede da ONU em Abuja. Em setembro de 2013, o “Boko Haram” realizou ainda ataques de forma indiscriminada matando mulheres e crianças, em Benisheikh, matando mais de 160 civis[5].

Tais ataques, fizeram a Nigéria ainda em maio declarar situação de emergência nos estados de Borno, Yobe e Adamawa. Por fim, essa onda de violência levantou diversas preocupações em âmbito internacional, sobretudo quanto ao alastramento desses ataques em países vizinhos. Cabe ainda observar que em 2011 o Congresso norte-americano afirmou que o grupo Boko Haramrepresentava a insurgência de possíveis ameaças que vão contra os interesses dosEstados Unidose, além disso, o grupo mantém laços com a Al-Qaeda[6].

Nesse sentido, “Mathieu Gudère”, especialista em terrorismo, afirma que existem inúmeras evidências sobre as relações no Magreb (Oriente) islâmico entre “Boko Haram” e “Al Qaeda”. Gudère ainda aponta quehá provas de vários encontros entre Abdelmalek Droukdal, chefe da Al Qaeda no Magreb Islâmico, e os líderes do Boko Haram. Droukdal prometeu dinheiro, armas e formação aos extremistas nigerianos, e isso foi em 2010[7]. Para Patrick Meehan, republicano da Pensilvânia, existe uma relação crescente entre o grupo nigeriano e a “Al-Qaeda da “Península Arábica[8]. Contudo, existem especulações de que políticos nigerianos também possam estar financiando o grupo.

Desse modo, a designação apontando o “Boko Haram” como grupo terrorista é importante, segundo o Congresso norte-americano, “porque obriga as agências reguladoras a bloquear as transações comerciais e financeiras[9] com o grupo. Compete lembrar, que essa classificação do grupo “Boko Haram” vem no momento no qual os “Estados Unidos” tem intensificado sua presença militar na África. Haja vista que, segundo Bronwyn Bruton, “Vice-Diretora do Centro de Investigação Atlantic Council”, há a percepção geral, entre os analistas de segurança, de que a África será a próxima frente na guerra mundial contra o terrorismo. As pessoas têm a ideia de que a Al-Qaeda quando for expulsa do Iémen vai atravessar o Golfo. Já está na Somália e agora há o medo de que comece a interagir com o grupo Boko Haram[10].

O “Boko Haram” não é o único grupo acusado de cometer atrocidades. O próprio Exército tem sofrido diversas denúncias, até mesmo pela “Anistia Internacional”, de não respeitar os “Direitos Humanos”, na campanha militar para conter e identificar pessoas ligadas ao grupo. Por fim, para alguns analistas, o Governo nigeriano apenas conseguirá reestabelecer a ordem, quando reduzir a pobreza crônica do país e construir um ensino que ganhe apoio dos mulçumanos locais[11].

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Imagem (Fonte):

http://www.dw.de/us-designates-boko-haram-a-terrorist-group/a-17225867

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.bbc.co.uk/news/world-africa-13809501

[2] Ver:

Idem.

[3] Ver:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/11/exercito-nigeriano-afirma-ter-matado-20-terroristas-de-boko-haram.html

[4] Ver também:

http://www.bbc.co.uk/news/world-africa-13809501

[5] Ver:

http://www.aljazeera.com/news/africa/2013/11/us-names-boko-haram-as-terror-organisation-20131113155818371998.html

[6] Ver:

http://www.bbc.co.uk/news/world-africa-13809501

[7] Ver:

http://www1.folha.uol.com.br/dw/1026077-radicais-do-boko-haram-querem-impor-estado-islamico-na-nigeria.shtml

[8] Ver:

http://www.aljazeera.com/news/africa/2013/11/us-names-boko-haram-as-terror-organisation-20131113155818371998.html  

[9] Ver:

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRSPE9AB09F20131112

[10] Ver:

http://www.dw.de/mais-bases-norte-americanas-em-%C3%A1frica-para-combater-o-terrorismo/a-16030323

[11] Ver:

http://www.bbc.co.uk/news/world-africa-13809501

AMÉRICA DO NORTEANÁLISES DE CONJUNTURAÁSIA

“Quinto Diálogo Estratégico e Econômico EUA-China”: ênfase à “Cooperação Bilateral” e nas “Questões Globais”

Apesar de persistirem diferenças importantes entre si, o encontro bilateral anual entre as duas maiores economias do mundo, realizado na capital dos “Estados Unidos da América” (EUA), Washington, nos dias 10 e 11 de julho, aproximou mais os dois países numa variada gama de assuntos individuais que dizem respeito a ambos, mas também sobre assuntos globais. Este forma de aproximação entre a China e os EUA formalizou-se desde que Barack Obama chegou à “Casa Branca”. As vezes se diz que eles compõem uma espécie de G2 (Grupo dos dois países mais influentes do mundo)[1]

Na realidade, esta prática já vem do tempo de George W. Bush que, em 2004, aceitou a sugestão do seu homólogo chinês, Hu Jintao, sobre a criação de um Fórum para a discussão de temas de interesse comum. É neste âmbito que entre 2005 e 2008 as duas partes haviam se reunido por seis vezes no quadro do “Diálogo dos Seniores[2]. Em 2006, os dois líderes concordaram em institucionalizarem um outro mecanismo bilateral que tratasse semestralmente de assuntos econômicos, o “Diálogo Econômico Estratégico[3], e, neste contexto, surge em 2009 o “Diálogo Estratégico e Econômico EUA-China[4].

No entanto, desentendimentos continuam a minar o relacionamento entre as duas maiores potências econômicas globais. O que cria desconfiança entre as partes inclui, por exemplo, a acusação americana de que a China propositadamente desvaloriza a sua moeda, o yuan (também conhecida por renminbi, denominação chinesa para “moeda do povo” ), para ganhar vantagem na venda de seus produtos no mercado mundial; a violação da propriedade intelectual; os ataques informáticos a instalações militares e empresas americanas; e a violação dos direitos humanos dos grupos étnicos minoritários, como os Uigures (originários da Província de Xinjiang) e os Tibetanos (originários da “Província de Tibet”) e dos opositores políticos do governo chinês, que é liderado pelo “Partido Comunista Chinês” desde a criação da “República Popular da China”, em 1949[5].

Entretanto, no encontro da semana passada os chineses foram criticados pela maneira como lidaram com o “assunto Edward Snowden” quando este se encontrava ainda no território autônomo de “Hong Kong[6].

Por sua vez, Pequim entende que Washington esteja a se imiscuir nos assuntos domésticos principalmente nos temas ligados aos direitos humanos e por adotar políticas de protecionismo às empresas americanas e dificultar a entrada de capitais chineses em áreas estratégicas. Da mesma forma, os chineses acusam os americanos de  fomentarem turbulência na região por frequentemente levarem a cabo manobras militares com os vizinhos, em especial com o Japão, as Filipinas e a “Coreia do Sul”. Também desconfia da intensificação da presença militar dos EUA na região da Ásia-Pacífico, cujo objetivo principal, entende que seja para conter a China que está num crescendo fenomenal, acompanhado de influência em áreas outrora de domínio norte-americano, como indica a recente visita de presidente Xi Jinping a três países da “América Latina” a caminho dos EUA para o primeiro encontro com Obama[7].

Os chineses também igualmente contestam veementemente a venda sistemática de armamento a Taiwan, território que os chineses consideram parte integrante do seu país e encaram a reunificação como uma questão de princípio na “China Continental”. Por esta razão, no encontro de junho passado, Xi Jinping solicitou a Obama que os “Estados Unidos” parassem de vender armas a Taiwan[8]. Em realidade, o apoio norte-americano a este território insular desde 1949 sempre foi fundamental para a sobrevivência do mesmo e é uma das principais causas do anti-americanismo no seio da população chinesa. É importante lembrar que a questão de Taiwan também esteve por detrás do estabelecimento tardio das relações China-EUA que só ocorreu em 1979, além do problema de combate americano ao comunismo no âmbito da Guerra Fria”.

As recentes revelações de Snowden sobre a espionagem estadunidense às instituições públicas chinesas embaraçaram de certa maneira as autoridades americanas que sempre acusaram a China de liderar cyberataques a interesses dos EUA. Na China, há quem sugira que isso significa a falta de sinceridade por parte dos americanos[9].  

Mas, mesmo assim, o conselheiro de Estado Yang Jiechi e o vice-primeiro-ministro Wang Yang, por parte da China, dialogaram com o secretário adjunto de estado William Burns (no lugar do secretário de estado John Kerry, ausente por questões familiares) e com secretário de fazenda Jack Lew (à frente da delegação americana) e estabeleceram oito passos que englobam uma variedade de questões bilaterais e mundiais. Os mesmos são: (1) o fortalecimento da cooperação bilateral; (2) a abordagem dos desafios regionais e globais; (3) a cooperação sub-nacional; (4) a cooperação em matéria de energia; (5) a cooperação em proteção ambiental; (6) a cooperação em ciência, tecnologia e agricultura; (7) a cooperação em saúde; e (8) os diálogos bilaterais sobre energia, meio ambiente, ciência e tecnologia[10].

Na área de fortalecimento da cooperação bilateral o destaque vai para as visitas de alto nível e, no caso das relações militares, explorarão um mecanismo de notificação sobre as principais atividades militares, privilegiando a discussão das regras de comportamento das atividades militares aéreas e navais. Igualmente, decidiu-se estabelecer uma linha direta entre os representantes especiais dos dois Presidentes com o objetivo de facilitar a comunicação, além de fazer consultas na área dos direitos humanos, contra-terrorismo e segurança marítima. Concordou-se ainda em se realizar encontros sobre a “Política de Planejamento”, a África, a “América Latina”, a “Ásia do Sul e Centralpara melhorar a coordenação e a cooperação bilateral em questões regionais e internacionais[10].

Alguns dos desafios regionais e globais incluem o dossiê “Península Coreana”. Os dois países estão de acordo que esta Península deve ser desnuclearizada de forma pacífica, como sempre defendeu o Grupo dos 6” (“Coreia do Norte”, “Coreia do Sul”, China, EUA, Rússia e Japão), para se alcançar a paz e a estabilidade. O Irã foi também discutido entre as partes. Reafirmaram a necessidade de procurar uma solução completa e de longa-duração para restaurar a confiança da comunidade internacional sobre a natureza pacífica do “Programa Nuclear do Irã”, como defende o “Tratado de Não Proliferação[10].   

A Síria também constou do debate anual. As duas delegações dão importância à “Conferência de Genebra sobre a Síria” e ambas tentarão naquela Conferência, através de meios políticos, resolver a crise apoiando uma transição política pacífica, liderada pelo povo sírio, que estabelecerá um organismo de governo de transição com poderes executivos. Washington e Pequim não deixaram de expressar preocupação sobre a atual situação humanitária e clamaram por medidas para aliviar o sofrimento dos sírios[10].     

A estabilização política e a revitalização econômica do Afeganistão têm apoio das duas potências, em especial num momento que se está na fase decrescente da retirada militar naquele país, em 2014. Por isso, os dois grandes, desde 2012, providenciam apoio conjunto na formação de funcionários do “Ministério das Relações Externas do Afeganistão” e decidiram fazer esforços conjuntos para ajudar na área de saúde[10].

A situação da tensão entre os vizinhos Sudão e “Sudão do Sul” foi debatida. Houve a reafirmação do apelo à paz ao nível doméstico e entre ambos países, bem como um diálogo produtivo entre os dois Estados em todas as questões bilaterais, incluindo a implementação das Resoluções do “Conselho de Segurança das Nações Unidas” (CSNU) e Acordos entre as partes[10].  

Outros temas de domínio regional e mundial que colhem consenso entre a China e os “Estados Unidos” incluem a manutenção da Paz, a cooperação para o desenvolvimento, o diálogo sobre o desenvolvimento global, o diálogo sobre o “Oriente Médio”, sobre a Ásia-Pacífico e a “Cooperação Anti-Malária[10].

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Imagem (Fonte):

http://english.cntv.cn/20130712/104365.shtml

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://en.wikipedia.org/wiki/Group_of_Two

[2] Ver:

http://en.wikipedia.org/wiki/Senior_Dialogue

[3] Ver:

http://en.wikipedia.org/wiki/Strategic_Economic_Dialogue

[4] Ver:

http://en.wikipedia.org/wiki/U.S.%E2%80%93China_Strategic_and_Economic_Dialogue 

[5] Ver:

http://news.yahoo.com/factbox-key-issues-annual-u-china-strategic-economic-003319832.html

[6] Ver:

http://www.scmp.com/news/world/article/1280772/william-burns-says-us-disappointed-chinas-handling-edward-snowden

[7] Ver:

http://freebeacon.com/counter-pivot/

[8] Ver:

http://www.taipeitimes.com/News/front/archives/2013/06/10/2003564416

[9] Ver:

http://www.globaltimes.cn/content/795319.shtml#.UeVw-40wcqN

[10] Ver:

http://www.fmcoprc.gov.hk/eng/xwdt/wsyw/t1058543.htm 

 

AMÉRICA DO NORTEANÁLISES DE CONJUNTURAEURÁSIAEUROPA

Solução para crise síria passa por pacto entre Rússia e EUA

Ontem, dia 28 de fevereiro de 2013, ocorreu em Roma a ConferênciaAmigos do Povo Sírio” que conseguiu reunir parte da oposição síria e 11 Estados que apóiam os opositores ao atual Regime*. Nela se buscou um encaminhamento para encerrar a crise política que assola o país há dois anos e já resultou em, aproximadamente, 70 mil mortos e outras dezenas de milhares de feridos e refugiados, segundo dados que vem sendo disponibilizados à sociedade internacional pela ONU, por ONGs e diversas entidades internacionais.

A conclusão a que chegaram os participantes foi de que é necessária “mais ajuda política e material[1], sem que isso pudesse significar envolvimento direto no conflito, nem apoio militar aos rebelados. Em comunicado oficial, foi anunciado: “Os ministros prometeram mais ajuda política e material para a Coalizão (Nacional Síria), representante única e legítima do povo sírio, e mais ajuda concreta ao interior da Síria. (…) ressaltam a necessidade de mudar o equilíbrio de poder no terreno… (…) …lamentam o envio contínuo de armas ao regime (do presidente Bashar al-Assad) por países terceiros**” [1].

Francamente, o representante dos EUA, o secretário de estado John Kerry, afirmou em coletiva de imprensa que “os Estados Unidos darão 60 milhões de dólares em ajuda não letal para apoiar os esforços da oposição síria nos próximos meses… (…). Será uma ajuda direta… (…). …assistência médica e comida [1], confirmando que serão evitados os apoios bélicos, bem como que o discurso se manteve direcionado ao campo diplomático, tendo como teto a contribuição política, tal qual está no restante de sua declaração em que “Todos os sírios devem saber que eles podem ter um futuro… (…). A Coalizão de oposição pode conseguir conduzir uma transição pacífica[1], mesmo que também tenha apresentado as mesmas exigências anteriores ao Governo Assad de encerramento da repressão: “o regime deve parar imediatamente o bombardeamento indiscriminado contra as áreas populacionais, que constitui crime de guerra contra a humanidade e não pode ficar sem punição[2] .

Os observadores estão convergindo para a conclusão de que a solução para o impasse criado na crise política só poderá ser alcançada se houver um posicionamento conjunto de EUA e Rússia, da mesma forma que também estão assumindo esta necessidade as autoridades de ambos os países, apesar dos encontros internacionais, das reuniões bilaterais entre potencias, das conversações coletivas, das ameaças de bombardeio, da possibilidade invasão do território etc.

Os norte-americanos apresentam-se como o principal ator a contrapor-se a Assad e os russos sabem que não poderão permitir qualquer avanço estadunidense, ou de potências européias na região, tanto pelo fato de isso representar o encerramento de um importante comércio bélico com a Síria, como também pelo motivo de não poderem admitir a interferência direta de outras potências numa região essencial para a estratégia russa nos seus aspectos geopolíticos, geoestratégicos e geoeconômicos.

A negociação realizada ao longo da semana para tratar da crise mostrou a importância dos russos como  ponto de apoio a Assad, sem o qual o Regime já teria caído, tanto que a Rússia foi criticada pelos participantes da Conferência por manterem o fornecimento de armas ao Governo sírio, tal qual se viu na declaração.

O Governo Assad, por sua vez, percebe a necessidade de desviar o foco dessa questão e, quando agradeceu a Moscou, o fez em comunicado, citando o seu apoio, mas como ajuda humanitária, já que foram referidos apenas os auxílios médicos, com remédios e equipamentos [3] que se tornam escassos graças aos combates que ocorrem e, segundo alegam os governantes sírios, aos bloqueios feitos pelos rebeldes ao acesso às áreas afetadas.

É um argumento que coloca a Rússia em condição equivalente aos demais agentes da Comunidade internacional, pois posiciona a potência russa como preocupada apenas com as questões humanitárias envolvidas no conflito interno, colocando sob outro prisma à ajuda diplomática que a Rússia dispõe para o Governo Assad, a qual, se consolida de forma positiva para o Regime sírio nos vetos ocorridos no “Conselho de Segurança das Nações Unidas” (CS da ONU). Além disso, minimiza a manutenção das vendas de armamentos para a Síria, ignorando as contraposições da Comunidade Internacional a este comércio.

Do que apontam vários analistas, é possível concluir que a ajuda política da Rússia tem sido transparente e expressiva ao governo Assad porque os estrategistas russos conseguem transformar em discurso legitimador deste apoio a identificação das especificidades da Oposição síria, bem como as características que sugerem a produção de um cenário futuro tão violento quanto o atualmente produzido por este Governo, caso os rebeldes afastem Assad.

Além disso identificam na fragmentação da Oposição a possibilidade de desintegração do país, algo que poderia gerar a disseminação do conflito pela vizinhança, afetando a estabilidade  da região com conseqüências para o sistema internacional. Esse exercício de cenário prospectivo, como dito, gera uma justificativa para  o comportamento russo, logo, permite a legitimação de suas ações perante a Sociedade Internacional.

Assim, os russos reforçam suas exigências de transição pacífica na Síria coordenada pelo atual Governo, admitindo, em última estância, a saída de Assad, mas não sua denúncia internacional, nem exclusão de todos os membros. Uma mudança dessa forma apresenta menores riscos para os interesses estratégicos da “Federação Russa”, algo que certamente não ocorreria se o regime caísse imediatamente e todos os seus membros fossem extirpados.

De forma interessante, o Ocidente indiretamente fornece elementos à Rússia para respaldar tal comportamento, pois, se os russos justificam suas posturas com as acusações aos rebeldes sírios de que bloqueiam o caminho da paz pelo desejo que desenvolveram de depor Assad pela força das armas sem aceitar alternativa a este caminho [4], o Ocidente, de maneira equivalente aos russos, não confia nos rebelados, ao ponto de não querer permitir que a Oposição obtenha armamentos que possam ser usados contra os ocidentais após eles assumirem o poder.

As potências ocidentais não desejam ver surgir na Síria grupos similares, ou equivalentes aos que surgiram no Afeganistão, após a Guerra contra a extinta União Soviética, ou ver a assunção de um governo que posteriormente se comporte como o de Saddan Hussein, após “Guerra Irã-Iraque”.

Se para os russos estão claros os perigos decorrentes da existência de grupos que desejam derrubar Assad de forma que poderá ser interrompida a relação e negociação que há entre Síria e Rússia nos termos atuais, para os Estados Unidos e Estados europeus, também está transparente que, embora haja vários tendências entre os opositores, eles, em sua maioria são anti-ocidentais e, se há certeza de que o Regime Assad deve ser substituído, também se tem como certo que os seus substitutos devem estar desarmados.     

Diante do quadro, a situação se mantém estagnada. Assad não derrota a Rebelião e esta só avança de forma lenta e a muito custo, embora tenha vencido em várias localidades e “liberado territórios[6], ao ponto de ter anunciado a formação de um Governo rebelde nessas áreas que estão sob seu controle em reunião que seria realizada amanhã (dia 2 de março), em Istambul, na Turquia, mas, segundo anunciado, foi adiada por tempo indeterminado. Independente das razões para o adiamento, sempre emerge na avaliação dos observadores as dificuldades de a rebelião conseguir pontos de confluência entre os grupos que a constituem.

Pela condição que foi criada, também começam a convergir as opiniões de que a saída para o impasse, dificilmente será apresentada pelas reuniões entre os apoiadores estrangeiros da Revolta síria (potências ocidentais, alguns países árabes e demais entes que a reforçam), mas por uma possível negociação entre Rússia e EUA, os dois mais importantes atores envolvidos no problema.

Esta situação pode se concretizar, apesar das divergências e dificuldades de diálogo apresentadas até agora. No dia 26, terça-feira, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Seguei Lavrov, afirmou que se encontraria com seu homólogo norte-americano John Kerry, para tratar da situação síria.

Declarou após encontro com o ministro holandês das relações exteriores Frans Timmermans: “Claro que não podemos resolver pelos sírios todo este problema, mas, nos contactos com outros Estados, que, de uma ou outra forma, podem influir nas partes do conflito sírio, sentimos uma preocupação crescente com a manutenção do status-quo e uma compreensão crescente da necessidade de exercer influência, tanto no Governo como na oposição, para convencê-los a não apresentar exigências irrealistas como condição prévia para o início do diálogo (…). Hoje iremos falar disso com John Kerry. Pareceu-me, durante a nossa última conversa telefônica, que ele compreende a gravidade da situação… (…). Ainda há uns dias, parecia-nos que eram mais evidentes as condições para que as partes (rebeldes e Governo sírio) se sentassem à mesa das conversações e dessem início ao futuro do seu país, ouviram-se vozes a favor do início desse diálogo, e sem condições prévias[6].

Alguns analista começam a apontar que a situação não caminhou, mas demonstrou que ambos os Estados mais importantes que estão se contrapondo sobre a questão confluem para a certeza de que a conjuntura está no seu limite, bem como que a saída terá de ser negociada. Porém, não deverá ser pelos os sírios apenas, tal qual afirmam os russos, nem pelo rebeldes com apoio internacional, seguindo o caminho exclusivamente político de embate com o Governo, como declaram as potências ocidentais.

Ela terá negociada para chegar a um pacto entre Rússia e EUA para determinar uma trajetória que não afete os interesses russos em sua “zona de influência”, mas garanta um espaço para os norte-americanos e ocidentais naquela região. Este é um ponto de intersecção difícil de ser encontrado, talvez, por isso, parte significativa dos observadores ainda estejam apostando no pior cenário, com mais violência, esgotamento das partes em confronto e possível desintegração do país.   

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Imagens (Fonte – Wikipédia):

a. Brasão de Armas da Rússia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Rússia

b. Bandeira sobre o mapa da Síria:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Flag-map_of_Syria.svg

c. “Grande Selo dos EUA”:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Estados_Unidos

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* Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Turquia, Egito, Jordânia, Arábia Saudita, Qatar e Emirados Árabes Unidos.

** Referência à Rússia.

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5g5zE-_tQwzo97la2XSNrdj1SGGdA?docId=CNG.ef55ce2a100885860cf960c8801d6dd7.9f1

[2] Ver:

http://www.tvi24.iol.pt/503/internacional/siria-john-kerry-amigos-da-siria-assad-oposicao-tvi24/1424523-4073.html

[3] Ver:

http://www.diariodarussia.com.br/internacional/noticias/2013/02/26/siria-agradece-ajuda-da-russia/

[4] Ver:

http://portuguese.ruvr.ru/2013_02_26/Lavrov-extremistas-predominam-no-seio-da-oposicao-siria/

Ver também:

http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/russia-acusa-oposicao-extremista-siria-de-bloquear-o-dialogo

[5] Ver:

http://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2013/02/22/interna_internacional,352461/oposicao-siria-formara-gabinete-em-territorios-libertados.shtml

Ver também:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/ultimas_noticias/2013/02/130222_siria_governo_rebelde_ac_rn.shtml

[6] Ver:

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3074801&seccao=M%E9dio%20Oriente

Ver também:

http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5ixuObAO4P0juaVEkJQjNJO7NlJyw?docId=CNG.c463641f8612400b693d267b2e612848.951

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Ver ainda:

http://jornaldeangola.sapo.ao/19/49/o_futuro_que_se_joga_na_siria

Ver ainda:

http://www.parana-online.com.br/editoria/mundo/news/653350/?noticia=KERRY+E+LAVROV+DISCUTEM+GUERRA+CIVIL+NA+SIRIA

Ver ainda:

http://www.marataizes.com.br/noticias/news.php?codnot=291464

Ver ainda:

http://g1.globo.com/revolta-arabe/noticia/2013/02/russia-pede-oposicao-siria-que-inicie-negociacoes-com-damasco.html

Ver ainda:

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/mundo/2013/02/25/interna_mundo,425245/governo-sirio-se-dispoe-a-dialogar-com-grupos-armados.shtml

AMÉRICA DO NORTEANÁLISES DE CONJUNTURAÁSIA

Coreia do Norte pode recomeçar a guerra contra Seul e Washington

O mais recente teste nuclear da “Coreia do Norte” pode ter sido o elemento que faltava para começar uma escalada ao reinício da “Guerra  da Coreia”. Além de seus “inimigos”, “Estados Unidos” e “Coreia do Sul”, os tradicionais aliados, China e Rússia  condenaram o teste nuclear, trazendo desequilíbrio na situação tensa que vive a península coreana, pois os apoios antes recebidos pela “Coréia do Norte” por esses dois países impediam maiores ações dos adversários de Pyongyang. A atual condenação vinda de Moscou e Pequim tornam factível o confronto, já que estão sendo aceleradas as mobilizações por Seul e Washington contra um possível ataque norte-coreano.

Mesmo com o “Tratado de Paz” assinado em 1953, três anos após o início da guerra entre os dois países, tanto Seul quanto Pyongyang ainda se consideram em guerra e ambos reivindicam o controle total da península. Dependendo da parte comunista da península, os combates que estão paralisados há várias décadas podem ser retomados, apesar de ter havido algumas mudanças no discurso dos líderes da “Coreia do Norte” após a ascensão do novo Presidente, que trouxeram esperança de que os problemas poderiam ser negociados.

AMÉRICA DO NORTEANÁLISES DE CONJUNTURA

A posse de Barack Obama

Na segunda-feira, dia 21 de janeiro de 2013, Barack Obama, o Presidente reeleito dos EUA, discursou perante a multidão em um dos atos do conjunto de eventos que representa a tomada de posse para seu segundo mandato consecutivo na Presidência do país. A investidura oficial correu no dia 20, domingo, à tarde, em cerimônia nas dependências da “Casa Branca[1], quando fez o juramento conforme exige a Constituição.

A multidão, de aproximadamente 600 mil pessoas, acompanhou o discurso público posse [2] com manifestações de apoio ao novo mandato e exigências de que ele cumpra suas promessas de campanha, agora que dará continuidade ao cargo presidencial tendo diante si um cenário menos tempestuoso na economia, embora o país ainda esteja em processo de saída da crise pela qual passa.

De acordo com especialistas, esta condição está configurada no fato de que, embora tenha ocorrido a queda da taxa de desemprego de 10% para, aproximadamente, 7,8%, os problemas ainda continuam e o número ainda é excessivamente alto para os padrões norte-americanos, bem como significativamente negativo para manter a dinâmica da sua economia, a qual, pela estrutura e configuração, sente fortemente a existência de uma taxa de desemprego tão elevada para o seu modelo.