ANÁLISES DE CONJUNTURAEUROPA

Parlamento da Catalunha aprova “Declaração de Soberania”

De acordo com a “Constituição Espanhola de 1978”, a divisão política e administrativa da Espanha é estruturada em “Comunidades Autônomas”. Estas Comunidades possuem autonomia legislativa, compartilhando com o Estado espanhol a possibilidade de ditar normas com força e valor de lei. Além disso, também possuem autonomia executiva, sendo o governo da Comunidade formado pelo Presidente (que é o máximo representante eleito pelo Parlamento Autônomo) e os seus Conselheiros, que são responsáveis pelos distintos setores (educação, saúde etc), os quais são escolhidos (na terminologia local eleitos) pelo “Presidente da Comunidade”.

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From Russia With Love[1]

É a vida que imita a arte ou a arte que imita a vida? Para o escritor irlandês Oscar Wilde a resposta para tal questão é simples: “a vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida…”. Os analistas, apesar de se preocuparem mais com o conteúdo científico de suas argumentações, ainda assim respeitam os literatos e indagam sobre suas enunciações. Neste caso interrogam: será que Wilde tinha razão?

No dia 15 deste mês (janeiro de 2013) teve início, em Stuttgart, o julgamento do suposto casal de agentes que vive na Alemanha há de 20 anos. Segundo a acusação, repassando informações estratégicas à “Agência de Inteligência” russa[2]. O Sr. Andreas Anschlag, de 54 anos, juntamente com sua esposa, a Sra. Heidrun Anschlag, 48 anos, mudaram-se para a Alemanha há mais de 20 anos. Em suas identidades, declaradas pelos acusadores como falsas[3], constam que ambos nasceram na “América do Sul”, embora tenham entrado no país portando passaportes austríacos. Nos últimos anos, viveram em uma pequena cidade alemã, Meckenheim, com cerca de 24.000 habitantes, perto da antiga capital da então “Alemanha Ocidental”, a cidade de Bonn. De acordo com o conteúdo do processo, nenhum de seus vizinhos suspeitou da verdadeira natureza do casal. Aparentemente, o sobrenome Anschlag – que em alemão significa “golpe”, “batida”, “trama”, “conspiração”* – não levantou suspeitas.

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“União Europeia” lançará “Centro Europeu da Cibercriminalidade”

No dia de 11 de janeiro começará a funcionar o novo “Centro Europeu da Cibercriminalidade” (CEC). A “Comissária da União Européia para os Assuntos Internos”, Cecilia Malmström, participará da inauguração oficial do Centro, que funcionará nas instalações do “Serviço Europeu de Polícia” (EUROPOL), em Haia (“Países Baixos”).

De acordo com o comunicado da UE*, a tarefa principal do CEC é interromper as operações das redes do crime organizado que cometem uma grande parcela dos crimes cibernéticos graves.

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ERRATA - “Ever Closer Union”?: o futuro do projeto europeu

(Errata: Na frase “Em síntese, Barroso defendeu que se trabalhe mais pela construção do Estado denominado Europa”, a palavra Estado foi substituída por Federação, pois explica adequadamente a intenção de Barroso em seu discurso).

Sem exceção a todos europeus, o ano de 2012 mostrou-se conturbado. A crise, cuja adjetivação passa a ser cada vez mais complicada de apontar (crise financeira, crise econômica, crise do euro, crise social, crise política, entre outras) propagou-se por mais um ano e seus intérpretes (líderes políticos, intelectuais das mais diversas áreas e cidadãos)  continuam digladiando-se em suas análises e previsões. Afinal, qual futuro aguarda a Europa?

No ano que passou, a crise europeia frequentou inúmeros palcos políticos nas mais diversas eleições nacionais ocorridas na região e o jogo político partidário teve que se movimentar em torno do tema. No início, havia um intenso duelo que polarizou grande parte das eleições, configurado em duas denominações que significam mais do que foi apresentado ao público: “austeridade” versus “crescimento”. Logo depois, aqueles defensores do crescimento, críticos da austeridade, perceberam que sem um rígido controle econômico-financeiro não haveria como crescer*. No entanto, existia também uma outra polarização mais antiga que esta da atual crise, a qual estava presente nos discursos políticos, mas que foi bastante revigorada por ela: os defensores da Europa unida contra aqueles contrários a esta Europa, ou seja, a polarização entre o “europeu” versus o “nacional”.

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A cidade de Londres tenta barrar McDonald’s e Coca-Cola nos “Jogos Olímpicos”

Os “Jogos Olímpicos de Londres” começam em pouco menos de uma semana e enquanto a ansiedade dos atletas aumenta o “Comitê Olímpico Internacional” (COI) está tendo que lidar com problemas com a “Assembléia de Londres” (Órgão legislativo municipal). O problema que bateu às portas do COI tem como protagonistas dois dos principais patrocinadores dos Jogos: as empresas americanas Coca-Cola e McDonald’s.

O pedido da “Assembléia de Londres”, proposta pela parlamentar Jenny Jones, do “Partido Verde”, ér proibir ambos patrocinadores de estarem associados aos Jogos, o que é pouco provável de acontecer. Pela proposta, coloca-se a questão de que a intenção dos Jogos é deixar um legado de esportes e vida saudável, não apenas para a população britânica, mas para o mundo todo, e ter como principais patrocinadores empresas consideradas grandes vilãs na questão da obesidade, principalmente a infantil, vai contra o intento das Olimpíadas.

A grande preocupação da “Assembléia de Londres” é pautada por números que realmente impressionam. De acordo com dados do “Reino Unido”, 30% das crianças britânicas estão acima do peso. Nos adultos esse número pula para 60%. Mas, ao bater de frente com esses dois gigantes, os ingleses, mesmo que mal sucedidos, apontaram para uma incoerência que persiste por anos: a Coca-Cola é um dos principais patrocinadores das Olimpíadas desde Amsterdã, em 1928, enquanto o McDonald’s se tornou um parceiro fixo desde os “Jogos de Montreal”, em 1976, e tem contrato assinado com o COI até 2020.