ANÁLISES DE CONJUNTURAORIENTE MÉDIO

Os árabes israelenses e a solução de um único Estado

Quando idealizou Israel, o pensador Theodor Herzl imaginou uma nação essencialmente judaica. No entanto, advertiu que Israel deveria ser uma sociedade aberta e plural, para garantir sua sobrevivência. Ignorando o conselho, os primeiros governantes israelenses optaram pelo isolamento, atitude que ironicamente gerou pluralidade. Para se defender, a nação expandiu suas fronteiras, abarcando uma significativa população árabe.

Os árabes que residem em Israel recebem pouca atenção da mídia, mas vivem em situação tão complexa quanto a de palestinos que habitam os territórios ocupados[1] [2]. Muitos possuem cidadania israelense, mas, de acordo com informações disseminadas na mídia e em depoimentos,  sofrem discriminação por não serem judeus, além de serem considerados por alguns como uma ameaça ao Estado israelense[3] [4].

ANÁLISES DE CONJUNTURAORGANIZAÇÃO INTERNACIONALORIENTE MÉDIO

Conforme era esperado, encontro da AIEA com Irã encerra sem resultados

Quarta-feira, dia 16 de janeiro, começou a nova visita de 24 horas da “Agência Internacional de Energia Atômica” (AIEA) – órgão da “Organização das Nações Unidas” (ONU) – ao Irã para tratar do seu “Programa Nuclear”.

A Agência busca um Acordo há mais de um ano, porém sem sucessos, já que os encontros anteriores não progrediram devido à recusa de Teerã em abrir as “Usinas Nucleares”, ou “Bases Militares” sob suspeita, para inspeções dos delegados enviados pela Agência.

Ao embarcarem na terça-feira para Teerã, o vice-diretor geral da AIEA, Herman Nackaerts, declarou a expectativa de que poderia ser trabalhado um “Acordo Estrutural” com o país nas negociações que fariam, pois cria na possibilidade de que as visitas em locais sensíveis seriam autorizadas.

ANÁLISES DE CONJUNTURAORIENTE MÉDIO

Irã realiza exercício militar e apresenta sistema antimísseis

O Governo iraniano iniciou na segunda-feira, dia 12 de novembro, exercícios militares na região leste do país, pretendendo cobrir uma região de 850.000 km2 durante essas manobras que devem se encerrar na quinta-feira, dia 15 de novembro.

Segundo divulgado pela imprensa iraniana, participam dos treinamentos aproximadamente 8 mil membros do Pasdaran (a força de elite do Regime teocrático, chamados de “Guardiões da Revolução”), do Exército iraniano e dos denominados Bassidjis (os milicianos islâmicos).

O porta-voz dos militares durante este exercício, o general de brigada Shahrokh Shahram,  declarou que é uma “advertência enérgica”* contra qualquer país que queria ameaçar o Estado iraniano. Segundo ainda o general de brigada Farzad Esmaili, comandante de defesa antiaérea dos Pasdaran, seriam mostradas “instalações de radar móveis e fixas, e sistemas de vigilância eletrônica aerotransportadas”*, testando o sistema antimísseis, o que foi dado início ontem, terça-feira, dia 13, com continuidade prevista para hoje.