ANÁLISE - Sociedade InternacionalANÁLISES DE CONJUNTURAORIENTE MÉDIO

[:pt]Em prisões israelenses, mais de 1.500 prisioneiros palestinos fazem greve de fome[:]

[:pt] Em um dos maiores protestos nos últimos anos, mais de 1.500 prisioneiros palestinos mantidos em prisões israelenses iniciaram uma greve de fome no último 16 de abril, domingo retrasado. Os prisioneiros demandam melhores condições…

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ANÁLISES DE CONJUNTURANOTAS ANALÍTICAS

[:pt]COMUNICADO CEIRI NEWSPAPER DE TIRADENTES [:]

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Caros Leitores do CEIRI NEWSPAPER

Informamos que devido ao feriado nacional de Tiradentes, sexta-feira, dia 21 de abril, haverá recesso, não sendo publicadas Notas Analíticas, nem Análise de Conjuntura. Voltaremos às atividades no dia 24, segunda-feira, com as respectivas Notas Analíticas e Análise de Conjuntura, se houver, agendadas para esta data, e com as demais postagens para o resto da semana.

Como é nosso padrão, ao longo do dia 21 de abril de 2017 manteremos as consultas e, caso ocorram fatos que exijam acompanhamento mais intenso, assim o faremos, postando Notas Analíticas Extras sobre os acontecimentos, e/ou Análises de Conjuntura Extras.   

Agradecemos à gentileza de todos os que têm contribuído direta e indiretamente com a reflexão e o estudo dos Colaboradores do Jornal, bem como com a avaliação dos acontecimentos e a disseminação da informação, de maneira a cooperar com o esclarecimento da sociedade e o seu desenvolvimento.

Antecipadamente, desejamos a todos uma excelente Páscoa.

Fraternalmente,

Conselho Editorial do CEIRI NEWSPAPER

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ANÁLISE - Sociedade InternacionalANÁLISES DE CONJUNTURAECONOMIA INTERNACIONAL

[:pt]Internacionalização II: o desafio do Mercado Global[:]

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O mundo globalizado permitiu com que as empresas atuem além de suas fronteiras, gerando diversas possibilidades, mas, também, desafios. As firmas que desejam operar no mercado mundial devem não somente desenvolver uma estratégia de ação internacional, como também se preparar para o mercado global, além de compreender os processos e dinâmicas que fazem parte da realidade internacional.

Nesse sentido, conhecer o fato da política internacional vai além da compreensão da atuação do principal ator político nas relações internacionais (os Estados), pois, para que a empresa possa desenvolver suas atividades, ela deverá conhecer os elementos internos do lugar em que atuará, a sua legislação, além dos acordos que existem e da dinâmica regional. Não é igual atuar em um país do Mercosul e em um país da Europa, e, mesmo dentro das diferentes regiões, existem subdivisões que devem ser conhecidas.

Por esse motivo, as empresas deixam de ser meros agentes econômicos e se transformam em atores do cenário internacional, já que sua atuação vai além da realização de suas atividades, pois, de certa forma, acabam se transformando em representantes de seu Estado de origem e, muitas vezes, são usadas com esse fim por outros atores.

Desse modo, pode-se dizer que uma empresa que passa pelo processo de internacionalização deve estar preparada não somente para enfrentar os desafios produtivos e referentes a sua atividade fim, mas, também, deverá estar preparada para atuar sob a pressão de novos fatores, sejam eles políticos ou econômicos.

Outro elemento que sem dúvidas também deve ser levado em consideração pela empresa é o componente sociocultural, não somente pela sua importância na realização das atividades da corporação empresarial e da conquista de seus objetivos, mas também pelo seu papel na própria organização da empresa, bem como pela sua participação na criação das novas dinâmicas que envolvem a mesma.

Dessa forma, podemos reiterar que o processo de internacionalização de uma empresa vai além de uma mera transação de compra ou venda no mercado mundial. Trata-se de um processo complexo que requer uma estratégia que leve em consideração todos os componentes que irão incidir sobre a empresa, seja em suas atividades, vistas sob um ponto de vista produtivo, seja na conquista de seus objetivos.

Conhecer e atuar em um país estrangeiro supõe descobrir uma nova realidade, onde as dinâmicas e processos sociais, políticos e econômicos podem ser muito diferentes do país natal da corporação empresarial, o que em nenhum momento vai limitá-la, pelo contrário, irá abrir as portas para o mundo.

Uma corporação que se prepara para atuar no mundo globalizado sabe que seus competidores estão além de suas fronteiras, que a tecnologia avança rapidamente mais a frente da inovação, que o mercado de consumo, embora cada vez mais globalizado, possui diversas particularidades em cada um dos países. Por esse motivo, no mercado internacional o grande diferencial empresarial não é o produto em si, mas o grau de conhecimento que se detém. Quanto melhor uma empresa é capaz de responder e de compreender os fatores globais, melhor será o resultado de sua estratégia e, consequentemente, seu resultado operacional.

No Brasil, foram poucas as empresas que passaram por esse processo, dentre elas, podemos citar a Embraer, a Marco Polo e a Petrobrás, e poucas foram as que desenvolveram uma estratégia internacional eficiente e de longo prazo. Porém, atualmente, esta realidade está mudando e, pouco a pouco, pequenas e médias empresas se preparam para dar seus primeiros passos no mercado internacional, visando a conquista de negócios pelo mundo

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Imagem 1 Mapa das rotas aéreas comerciais de todo o mundo, em junho de 2009” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Globalização

Imagem 2 A Toyota é uma das maiores corporações multinacionais do mundo com sede no Japão” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Multinational_corporation#/media/File:Toyota_Headquarter_Toyota_City.jpg

Imagem 3 Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Petrobras

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AMÉRICA LATINAANÁLISE - Sociedade InternacionalANÁLISES DE CONJUNTURA

[:pt]Internacionalização: o desafio das empresas brasileiras[:]

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Atuar no cenário mundial se transformou no grande objetivo para diversas empresas de vários setores e portes no Brasil. O mercado internacional oferece a possibilidade de alcançar novos consumidores, obter novas tecnologias, encontrar novos parceiros e fornecedores, aumentar a competitividade da empresa e a lucratividade de suas operações.

São muitas as vantagens para as empresas que conquistam seu espaço no mercado internacional, embora também existam grandes desafios, tais como a competitividade de outras corporações, diferentes modelos de consumo, dificuldade logística e burocrática, além da necessidade de adaptação à realidade global

Por esse motivo, são muitas as empresas que falham no processo de internacionalização ou que não completam o mesmo, fazendo com que suas operações no mercado internacional sejam pontuais e normalmente em substituição do mercado interno, quando este enfrenta uma redução da demanda. As empresas acabam utilizando o mercado internacional como uma alternativa ao mercado nacional e não como uma atividade paralela, não havendo uma estratégia internacional a longo prazo nem uma expansão a nível global de suas atividades.

Essa tendência de substituição temporária do mercado interno pelo mercado externo explica muitos dos fatores da economia brasileira, tais como a balança comercial, a volatilidade dos preços, os fluxos de produção e até mesmo a inflação, mas é o grande motivo pelo qual o Brasil não está inserido de forma eficiente nas cadeias de produção global e também a razão pela qual existem tão poucas multinacionais brasileiras, se comparado a outros países emergentes.

A falta de visão global e de preparação das empresas são alguns dos principais fatores para seu fracasso no mercado internacional, não havendo uma aprendizagem empresarial no processo. Muitas confundem a operação de comércio exterior com a internacionalização de suas atividades, sendo este um processo muito mais abrangente e que requer maior preparação e tempo. O simples envio de um contêiner para o mercado internacional não significa a internacionalização das atividades da empresa, caso não exista uma estratégia capaz de garantir que essa transação seja durável e de longo prazo.

Muitas empresas falham no processo de internacionalização, seja pelo procedimento, sejam pelas vias adotadas e, é importante ressaltar, que o processo atual é diferente do ocorrido nos países desenvolvidos durante a expansão do capitalismo, já que, atualmente, o grau de competitividade é superior, além das dificuldades técnicas, fazendo com que seja necessário que a empresa desenvolva uma estratégia e planifique sua inserção, caso ela realmente deseje participar do mercado internacional.

Por via de regra, muitas empresas buscam consultorias ou órgãos públicos que lhes ajudem a planejar e planificar seu processo de internacionalização, mas, na maioria das vezes, muitas não conseguem concluir o projeto ou até mesmo são frustradas pelos resultados. Isso se deve ao fato de que não existe uma orientação correta por grande parte das consultorias, as quais estão habituadas à promoção do comércio exterior e não a realização da internacionalização da empresa, e também se deve ao fato de que as empresas buscam soluções rápidas no mercado internacional, sendo o processo de internacionalização um processo mais dilatado que a simples compra e venda no mercado internacional.

Entre as vias que as empresas utilizam em sua tentativa de internacionalizar suas atividades, as mais comuns são:

  • – Participar de feiras e rodadas de negócios
  • – Buscar um representante internacional
  • – Realizar projetos por comissão

Embora cada uma dessas vias possam gerar resultados a curto a prazo, nenhuma é capaz de preparar a empresa para manter suas atividades a longo prazo e lhe dar autonomia para que possa conquistar novos mercados, pois é necessário diferenciar o processo de internacionalização de uma empresa de operações internacionais esporádicas que a mesma possa realizar. Dessa forma, a internacionalização deve ser compreendida como um processo resultante de uma estratégia empresarial e não como uma operação no mercado internacional.

As feiras de negócios oferecem a possibilidade de vendas rápidas, mas uma empresa que não esteja preparada para o cenário internacional dificilmente fará com que essa transação seja durável. Os representantes internacionais, por outro lado, conhecem o mercado objetivo, mas, caso não exista exclusividade de suas atividades, a empresa perde o controle de suas vendas internacionais, pois um representante que atue com 10 empresas, se vender o produto de uma das representadas gerará lucro para si, mas as outras nove perdem. E, por último, a realização de projetos por comissão não prepara a empresa para o cenário internacional, mas terceiriza este setor fazendo com que todo o planejamento pertença a um terceiro, não havendo aprendizagem empresarial.

O processo de internacionalização, dessa forma, difere da simples realização de uma transação internacional, não se tratando apenas de uma venda, mas da preparação para o mercado global e seus desafios. Em outras palavras, é como se a empresa estivesse sendo fundada novamente, mas em outro território, sendo necessário desenvolver uma estratégia comercial, conhecer o mercado e a legislação, conhecer os atores e fatores que incidem em suas atividades. Esse é o diferencial das grandes multinacionais que conquistaram o mundo nos últimos anos: a preparação da empresa e a adaptação da mesma a novos mercados.

Por esse motivo, na hora de buscar assessoria, é essencial para a empresa buscar alguém capaz de desenvolver um projeto de internacionalização, uma estratégia internacional e, ao mesmo tempo, é importante que a empresa esteja aberta para a aprendizagem empresarial e para as mudanças necessárias que deverá realizar, sendo ela preparada pela assessoria para enfrentar os desafios e os prazos do mercado mundial, caso contrário, ela sempre será um vendedor itinerante no mercado internacional, como um feirante que trata de competir com as grandes redes de supermercados globais.

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Imagem 1 Mapa das rotas aéreas comerciais de todo o mundo em junho de 2009” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Globalização

Imagem 2 Navio portacontentores no porto de Copenhagen” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Container_(transporte)

Imagem 3 O Palácio de Cristal do Porto, construído para a Exposição Industrial Internacional de 1865” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Feira_profissional

Imagem 4 Gráfico de estrutura de uma empresa offshore” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/International_business_company

Imagem 5 Um navio cargueiro em Elliot Bay, Seattle, Washington” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Navio_cargueiro

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ANÁLISE - Sociedade InternacionalANÁLISES DE CONJUNTURAORIENTE MÉDIO

[:pt]Deputados libaneses debatem nova lei eleitoral em meio a possível impasse parlamentar[:]

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As eleições parlamentares do Líbano parecem menos próximas de ocorrer após estarem prestes a serem adiadas pela terceira vez, desde 2013. O Legislativo já estendeu seu mandato por duas vezes, a primeira em 31 maio de 2013, por 17 meses, e a segunda em 5 de novembro de 2014, por 31 meses, até junho de 2017. As próximas eleições deveriam ser promovidas entre 20 de maio e 21 de junho, já que o atual mandato do Parlamento se encerra em 21 de junho. Mas, em virtude da disputa sobre propostas de novas leis eleitorais, o país perdeu um prazo crítico. A Lei libanesa afirma que os eleitores devem ser informados 90 dias antes de uma eleição para que possam se preparar para as consultas públicas. A data limite de 21 de março já foi atingida e não houve nenhum anúncio oficial sobre uma possível nova Lei Eleitoral. De acordo com Haytham Mouzahem para o Al Monitor, o cenário não parece otimista, e as sessões plenárias devem caminhar para uma nova extensão o mandato parlamentar até 15 de abril.

O presidente Michel Aoun recusou-se a assinar o Decreto para promoção das eleições porque as próximas consultas seriam realizadas com base na contestada lei majoritária de 1960 (conhecida como ‘o vencedor leva tudo’). Aoun, do Movimento Patriótico Livre (FPM), alegou preferir um vácuo à realização de eleições baseadas na Lei de 1960, usada nas últimas eleições de 2009. Aoun, o Hezbollah e o Movimento Amal insistem no sistema de “proporcionalidade total. Rafik Hariri, o líder druso Walid Jumblatt e as Forças Libanesas querem uma lei híbrida ou o sistema majoritário, que renderia os mesmos resultados que antes, concedendo a sua aliança – a “Coligação de 14 de Março” – a maioria dos assentos no Parlamento, explica Mouzahem.

O secretário do bloco de Mudança e Reforma, Ibrahim Kanaan, havia anunciado terça-feira, dia 4 de abril, que o Movimento Patriótico Livre e as Força Libanesas rejeitam a chamada “extensão técnica” do mandato do Parlamento na ausência de um acordo sobre uma nova lei eleitoral. Segundo o Al Naharnet, o Movimento Amal acusou algumas forças políticas de usar “intimidação” para forçar outros partidos a aceitarem uma lei eleitoral que não concordem. “Há esforços árduos para chegar ao acordo sobre uma lei eleitoral e estamos empenhados em chegar a uma lei justa que produza uma representação correta, mas parece haver forças que querem que escolhamos entre o mal e o pior – uma lei eleitoral sectária ou o vácuo”, teriam dito fontes proeminentes do partido, conforme citou o Jornal al-Akhbar.

Críticos como Ramez Dagher apontam que a primeira prioridade do novo Governo – de “unidade” – em janeiro de 2017 deveria ser a elaboração uma nova lei eleitoral, concentrando-se nas eleições parlamentares de maio de 2017. “Depois de anos de inatividade, o parlamento finalmente se reuniu em janeiro, mas em vez de discutir a lei eleitoral discutiu tudo, exceto isto: 73 projetos de lei não relacionados às eleições, um novo orçamento do Estado, decretos petróleo e gás”. Em fevereiro o Governo também debateu políticas econômicas, como o financiamento de uma nova escala de salários mediante a imposição de maiores impostos e aumento nos gastos públicos. O Governo é acusado de não somente ignorar a premente pauta da reforma eleitoral como de não concentrar esforços na luta contra a corrupção e desperdício de dinheiro nas instituições do Estado.

Esse impasse levou o Ministro dos Assuntos Exteriores e chefe do Movimento Patriótico Livre, Gebran Bassil, a propor, em 13 de março, uma outra opção inspirada na chamada Orthodox Gathering Law, sugerindo a distribuição igualitária de cadeiras entre os sistemas proporcional e majoritário, aliada a criação de um Senado. No entanto, a maioria das partes recusou a proposta de Bassil. Seus aliados, incluindo o líder do movimento Marada, Suleiman Franjieh, e o Partido Socialista Nacionalista sírio criticaram a proposta porque acreditam que isso “prejudicaria a proporcionalidade e alimentaria o sectarismo”. O Hezbollah e o Movimento Amal rejeitaram implicitamente a proposta, assim como Jumblatt e o líder do Partido Falangista Sami Gemayel. As Forças Libanesas foram as únicas a apoiar a proposta de Bassil, reportou o Al Monitor.

O analista político Yasser Hariri disse ao Al-Monitor que a maioria dos partidos desaprovou a proposta de Bassil porque “atende à representação cristã do MPL e das Forças Libanesas e priva outras forças cristãs da possibilidade de ganhar assentos eleitorais, além de também ir contra o princípio da igualdade”. Rabih Barakat, da Universidade Americana de Beirute, argumenta que após o Acordo de Doha, em 2008, os partidos políticos concordaram em retornar à Lei de 1960, “que ainda não refletia o verdadeiro equilíbrio de poder. Talvez por essa razão, Hariri e Jumblatt recusem a proporcionalidade hoje porque tal medida reduziria seus blocos parlamentares”, explica.

O chefe do Conselho Central do Hezbollah, Sheikh Nabil Qaouq, alertou na última, quarta-feira, 5 de abril, que a única opção que pode resgatar o país de uma crise política seria “um acordo sobre uma nova lei eleitoral que assegure uma representação correta e justa, porque o vácuo, a extensão e a lei de 1960 são a receita para uma nova crise”, reportou o Al Naharnet. Qaouq também sugeriu que Hezbollah, Amal e Movimento Patriótico Livre estão em acordo sobre a nova lei, discutindo somente o tamanho dos distritos eleitorais.

Conforme explica Haytham Mouzahem, o sistema político do Líbano se baseia no sectarismo e no consenso nacional ao invés do voto democrático, e “todas as seitas e partidos visam garantir seus assentos parlamentares antes de aprovar uma lei eleitoral. O sistema majoritário concede aos grandes partidos a possibilidade de ganhar todos os assentos, enquanto os partidos menores e os candidatos independentes sofrem com a falta de representação no parlamento”. Por essa razão, “o sistema proporcional concederia a todos os partidos e independentes a representação proporcional, mas os grandes blocos perderiam alguns assentos”, argumenta.

Passado o período de três meses para o anúncio de uma nova lei eleitoral, há temores de um vácuo legislativo, caso os membros do Parlamento não estendam seu mandato por adicionais seis meses ou um ano. A recusa do Presidente em, de fato, rejeitar uma extensão potencial do já ilegítimo Parlamento pode resultar em uma crise política e constitucional – se é que o Líbano se desvencilhou da mesma com a eleição do Presidente em 31 de outubro de 2016, após 29 meses consecutivos de vacância do cargo, em meio as crises energéticas e do lixo.

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Imagem 1 Parlamento libanês no centro do Beirute, capital do país” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Beirut_-_Downtown_-_Lebanese_parliament.JPG

Imagem 2 Ibrahim Kanaan” (Fonte):

https://twitter.com/ibrahimkanaan

Imagem 3 Gebran Bassil” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Gebran_Bassil

Imagem 4 Nabil Qaouk” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Nabil_Qaouk

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AMÉRICA DO NORTEANÁLISES DE CONJUNTURAÁSIA

[:pt]O novo enfoque para Ásia do Governo estadunidense[:]

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A viagem do secretário de Estado Rex Tillerson à Ásia introduziu para a nova cena diplomática estadunidense mensagens que consolidam o interesse da administração Trump em construir um arcabouço cooperativo amplo com os já tradicionais aliados Japão e Coréia do Sul, mas também com a China, cujas disputas comerciais, político-diplomático e territoriais constituíram entendimentos dúbios sobre se haveria na China interesse em formalizar uma parceira estratégica para essa nova era da política estadunidense, ou se o relacionamento teria como base a competição estratégica.

Em Tóquio, para iniciar o giro asiático, Tillerson se encontrou com o chanceler japonês Fumio Kishida, uma reunião complementar àquela ocorrida em fevereiro na residência de Trump, em Mar-a-Lago, Flórida, com o primeiro-ministro Shinzo Abe, quando discutiu o futuro da relação Estados Unidos-Japão diante das tensões recorrentes na região.

Com seu homônimo japonês, o Secretário de Estado, assim como fez ao longo do giro pela Ásia, solicitou uma nova abordagem para a Coréia do Norte depois de vinte anos de diplomacia e incentivos não terem alcançado o objetivo do desarmamento nuclear.

O Chanceler, que chegou para sua primeira viagem ao continente após quinze dias de Pyongyang ter lançado quatro mísseis de longo alcance no Mar do Japão, também pediu maior cooperação entre Washington, Tóquio e Seul, mensagem que é sempre lançada por diplomatas estadunidenses que visitam a região.

Na segunda etapa da viagem, em Seul, Tillerson usou de tom mais incisivo para alertar que uma ação militar contra o norte da península era cogitada, especialmente se o programa de armas atingisse nível que requeresse uma ação preventiva, embora preferencialmente deva ser evitada em detrimento de negociações multilaterais.

O Secretário, que se reuniu com autoridades governamentais que cuidam dos assuntos de Estado desde a destituição da presidente Park Geun-hye, também declarou o fim da “paciência estratégica”, uma crítica ao antecessor, Barack Obama, reafirmando que medidas em segurança e econômicas são as principais diretrizes do novo Governo para eliminar as tensões na região.

Na China, Rex Tillerson se reuniu com o presidente Xi Jinping e, com um tom conciliatório e cuidadoso ao extremo, de acordo com alguns especialistas em China, demonstrou publicamente os anseios de desenvolver maior cooperação e alargamento das relações, principalmente no que tange as instabilidades com a Coréia do Norte.

Após o encontro, em entrevista coletiva com o chanceler Wang Yi, o Secretário de Estado repetiu o tom conciliatório e cooperativo afirmando que o relacionamento EUA-China seria orientado pelo “não-conflito, não confronto, respeito mútuo e cooperação ganha-ganha”, termos estes duramente criticados dentro dos Estados Unidos e saudado pela cúpula do Partido Comunista chinês.

Os termos “respeito mútuo” e “não-confronto”, de acordo com diplomatas estadunidenses, são codificados em Beijing para acomodação norte-americana em uma esfera de influência chinesa na Ásia, ou seja, os Estados Unidos, diante da interpretação oriental, recuariam e respeitariam as demandas da China sobre temas como Taiwan, Tibet e Mar da China Meridional. Quanto à expressão “ganha-ganha”, ainda dentro do entendimento chinês, seria como se a China ganhasse por duas vezes.

Em complemento ao encontro Estados Unidos-China, os programas nucleares e de mísseis da Coréia do Norte, que estavam no topo da agenda de Tillerson nesta visita, ganharam apoio do chanceler Wang, que, dias antes, propôs a Pyongyang que congelasse seu desenvolvimento nuclear, tendo como contrapartida ação igual em relação aos exercícios militares conjuntos realizados por Estados Unidos e Coréia do Sul.

Diante de um enfoque voltado para recrudescer o papel beligerante da Coréia do Norte na região, a viagem do secretário Tillerson à Ásia, que culminou em uma abordagem militar, possivelmente trará alguns aspectos proibitivos para que essa opção não seja aprofundada. Primeiro, em virtude do programa THAAD (Terminal High Altitude Area Defense), desenvolvido pelos Estados Unidos, que consiste na colocação de mísseis antibalísticos na Coréia do Sul. A China considera a colocação do escudo THAAD como uma ameaça à sua segurança nacional e, ao partir do pressuposto de que a viagem tenha sido para estabelecer parcerias, essa iniciativa militar na Coréia do Sul levaria a um impasse.

Outro fator considerado por especialistas em Ásia é a opção militar contra Pyongyang, que culminaria em instabilidade, tal como testemunhado no Iraque, Afeganistão e Síria, conflitos estes que apresentaram inúmeras imprevisibilidades, incluindo nas consequências.

Ainda em complemento a essa conjuntura, uma mudança de regime, ou um conflito militar abrangente na fronteira com a China poderia acarretar em um ambiente desestabilizador, não obstante o aspecto nuclear e, por conseguinte, uma abordagem alternativa liderada por Beijing com conotação diplomática, tal como a Six-Party Talks (Coréia do Norte, China, Rússia, Japão, Coréia do Sul e Estados Unidos), seria uma oportunidade, apesar de ter sido rechaçada no passado recente por Obama e provavelmente não seria a primeira opção para Trump.

Ao colocar a opção militar sobre a mesa, a administração Trump pressiona a China a impor novas ações contra a Coréia do Norte por seu próprio ímpeto, uma vez que as recentes provocações de Kim Jong-un pressionaram Beijing a parar as importações de carvão norte-coreano até o fim de 2017, passo considerado ousado por analistas internacionais e que a administração Trump poderia usar para domar o imprevisível regime norte-coreano.

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Imagem 1À esquerda o Ministro de Relações Exteriores do Japão Fumio Kishida, Secretário de Estado Rex Tillerson e Yun Byungse, Ministro das Relações Exteriores da Coréia do Sul” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Rex_Tillerson#/media/File:Secretary_Tillerson,_Japanese_Foreign_Minister_Kishida,_and_South_Korean_Foreign_Minister_Yun_Pose_for_a_Photo_Before_Their_Trilateral_Meeting_in_Bonn_(32897966296).jpg

Imagem 2Secretário de Estado, Rex Tillerson com o presidente chinês, Xi Jinping” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/China%E2%80%93United_States_relations#/media/File:President_Xi_Jinping_Greets_Secretary_Tillerson_(33139050550).jpg

Imagem 3THAAD (Terminal High Altitude Area Defense) é lançado durante teste de interceptação” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Terminal_High_Altitude_Area_Defense#/media/File:The_first_of_two_Terminal_High_Altitude_Area_Defense_(THAAD)_interceptors_is_launched_during_a_successful_intercept_test_-_US_Army.jpg

Imagem 4Zona desmilitarizada que separa a Coréia do Sul do Norte” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Korean_Demilitarized_Zone#/media/File:070401_Panmunjeom3.jpg

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ANÁLISE - Sociedade InternacionalANÁLISES DE CONJUNTURAÁSIA

[:pt]Wang Yingfan: É preciso mais esforços para a paz na Ásia[:]

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Quando nos deparamos com o noticiário no continente asiático, vemos que mais de 60% deles falam sobre o tema da segurança regional, mas, em boa parte, uma segurança hipotética, baseada em especulações sobre conflitos pontuais que envolvem atores comuns, principalmente a China e os Estados Unidos, tendo-se, assim, uma gigante panela de pressão no cenário internacional, aparentando que irá explodir a qualquer momento. As recentes mobilizações feitas por estadunidenses e aliados para exercícios militares simulados no continente aqueceu as discussões sobre a questão de segurança na região.

Todos os anos, militares norte-americanos e sul-coreanos realizam manobras na área da península coreana, fazem outras atividades com as forças de autodefesa japonesa e também, mais ao sul, no oceano Índico, com diversas forças aliadas. Tais ações sempre foram vistas de forma cautelosa pelas potências regionais, mas nunca ocorreu um movimento que ficasse fora do campo de especulações e de reclamações formais e verbais.

Hoje, as mesas de discussão ganham mais forças desde que chineses e russos passaram a realizar exercícios militares conjuntos e com o aumento da capacidade naval e aérea de Beijing, algo que muitos o viram como resposta ao THAAD (Sistema de Escudo Antimíssil norte-americano na Coreia do Sul), embora outros pensem no tema como uma possível ameaça, tendo em vista que os chineses tem disputas territoriais com países no sudeste asiático e poderiam usar o seu poderio para responder às Leis Internacionais que lhes negam a soberania sobre os mesmos.

Nesse início de ano (2017), os noticiários foram recheados de manchetes sobre testes de mísseis na Coreia do Norte, país que é usado como a grande justificativa para os avanços militares de japoneses, sul-coreanos e estadunidenses na região e, sem surpresas, bombardeiros B-1B da Força Aérea Norte-americana realizaram exercícios estratégicos na península coreana, além de aeronaves e submarinos que também executaram manobras na área, algo que desagrada muito a Coreia do Norte e não deixa Beijing tranquila.

Nesta semana, um antigo diplomata chinês, Wang Yingfan, em entrevista para imprensa da Coreia do Sul, afirmou que está faltando diálogo entre Seul, Beijing e Washington para evitar que em algum momento as divergências de opiniões possam mudar de rumo e se tornem um atrito real, refletido por ações militares. “A chuva já começou, mas são necessários esforços para evitar que a chuva fique mais pesada”, disse o ex-embaixador da China nas Nações Unidas, para a mídia da Coreia do Sul.

Para ele haverá algumas consequências com o THAAD e, aparentemente, já podemos ver algumas mudanças na área, basta observar o setor econômico. Neste momento as relações comerciais entre ambos países estão esfriando, incluindo no campo do turismo, ocorrendo proibição de pacotes turísticos para viajantes que desejam conhecer a Coreia do Sul e vice-versa.

A China é, hoje, uma das principais potências militares da região, junto com a Índia, quando se observam apenas seus recursos militares próprios, desconsiderando alianças, mas não seriam fortes o bastante para tentar qualquer ofensiva contra o Japão e Coreia do Sul, que somam aos seus repertórios uma efetiva parte do poderio estadunidense. Construindo um cenário sobre alguma possível ofensiva militar chinesa, isso se daria mais ao sul, sobre a ilha de Formosa (Taiwan), Filipinas e outros pequenos países que possuem atritos e divergências territoriais; para com a Coreia do Sul, a possibilidade é bem pequena, pois, historicamente, Seul e Beijing nunca foram nações inimigas e ainda compartilham de interesses comuns contra o Japão, o que deixa em aberto quem poderia ser o potencial perigo para a segurança regional e o que realmente daria um empurrão para uma nova guerra com múltiplos atores na Ásia. Seria a Coreia do Norte?

Em resposta a um repórter sul-coreano, sobre a alusão do Secretário de Estado norte-americano, Rex Tilerson, em relação aos avanços bélicos e nucleares de Pyongyang, Wang Yingfan entrou em desacordo. Alertou: “Uma opção militar, ou uma guerra, nunca deveria ser permitida … ela nos trará um enorme desastre”.

Declarou que com a Coreia do Norte a resolução tem que ser pacífica, mas não deu detalhes ou opções para a resolução do caso. O caso norte-coreano se torna uma incógnita quando se observa que nenhuma solução além de sansões econômicas são aplicadas. Chineses, russos, sul-coreanos, japoneses e estadunidenses não apresentam algum tipo de planejamento efetivo que se aproxime de um entendimento comum, seja no campo militar, seja no diplomático, resultando nas repetidas manobras militares agendadas, as quais continuam gerando especulações no passar dos últimos 15 anos.   

Tensões entre as principais potências mundiais e do continente asiático não trazem benefícios, apenas afetam negativamente a economia, uma vez que, ao se relacionarem apenas com europeus e com os Estados Unidos, as economias japonesa e coreana não se fortalecerão. A importância da China vem à tona e com ela a surge a necessidade de se criar novas políticas e renovar as atuais relações comerciais e diplomáticas. Wang e uma equipe chinesa estão em Seul para tentar apaziguar as relações comerciais e diplomáticas, pois uma estabilidade entre estas duas grandes potências será importante para a manutenção do ciclo econômico do mundo globalizado, onde não há como sobreviver de forma isolada ou com poucos parceiros.

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Imagem 1Bombardeiro B1B” (Fonte Banco livre de imagens Yonhap News):

http://spanish.yonhapnews.co.kr/national/2017/03/22/0300000000ASP20170322002700883.HTML

Imagem 2Wang Yinfan” (Fonte Banco livre de imagens Yonhap News):

http://english.yonhapnews.co.kr/national/2017/03/22/56/0301000000AEN20170322011200315F.html

Imagem 3Área portuária de Seul, Coreia do Sul” (Fonte Banco livre de imagens Yonhap News):

http://spanish.yonhapnews.co.kr/national/2017/03/22/0300000000ASP20170322003500883.HTML

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