ANÁLISES DE CONJUNTURANOTAS ANALÍTICAS

[:pt]COMUNICADO[:]

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Caros Leitores do CEIRI NEWSPAPER

Informamos que, devido ao feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil (Quarta-Feira, dia 12 de Outubro), haverá recesso neste dia, não sendo publicadas Notas Analíticas, nem Análise de Conjuntura. Voltaremos às atividades no dia 13, quinta-feira, com as respectivas Notas Analíticas e Análise de Conjuntura agendadas para esta data, retomando as atividades normais para a semana.

Como é nosso padrão, ao longo do dia 12 de outubro de 2016 manteremos as consultas e, caso ocorram fatos que exijam acompanhamento mais intenso, assim o faremos, postando Notas Analíticas Extras sobre os acontecimentos, e/ou Análises de Conjuntura Extras.

Agradecemos à gentileza de todos os que têm contribuído direta e indiretamente com a reflexão e o estudo dos Colaboradores do Site, bem como com a avaliação dos acontecimentos e a disseminação da informação, de maneira a cooperar com o esclarecimento da sociedade e o seu desenvolvimento.

Antecipadamente, desejamos a todos um excelente feriado.

Fraternalmente,

Conselho Editorial do CEIRI NEWSPAPER

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ANÁLISE - Sociedade InternacionalANÁLISES DE CONJUNTURA

[:pt]O Vaticano Defende a Condenação do Terrorismo pela Religião[:]

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O Ocidente que emergiu após os atentados de 11 de setembro de 2001, nos EUA, o Oriente Médio subsequente à criação do Estado Islâmico, em 2014, assim como a atividade dos grupos insurgentes na Ásia, no Chifre de África e na África Ocidental se assumem como variáveis que contribuíram para a instabilidade mundial que, atualmente, estamos vivendo.

No dia 19 de setembro, John Kerry, o Secretário de Estado dos EUA, se reuniu nas Nações Unidas, em Nova Iorque, com o Cardeal Dom Pietro Parolin, seu homólogo do Vaticano, numa cimeira destinada a debater as questões gerais relacionadas com os refugiados e migrantes. Ambos os líderes abordaram os problemas globais, assim como a situação humanitária na Síria. Um dia mais tarde, Dom Pietro Parolin, participou, também em Nova Iorque, no evento intitulado “Mantendo a Responsabilidade de Proteger: O Papel dos Líderes Religiosos na Prevenção de Atrocidades”, organizado pela Santa Sé e a Organização das Nações Unidas.

Naquela oportunidade, Parolin apelou à proteção das vítimas das atrocidades, tendo referido que tanto os líderes religiosos quanto as autoridades nacionais devem reforçar as medidas preventivas: “Em face destes crimes graves, existe uma responsabilidade grave, primeiro dos Estados nacionais e depois da comunidade internacional”. E continuou: “Parece inteiramente apropriado, por conseguinte, refletir acerca da responsabilidade dos líderes religiosos, especialmente num mundo cada vez mais interconectado, para ajudar a combater a propagação do ódio e da violência em nome da religião e para promover sociedades mais inclusivas e pacíficas”.

Em seu discurso, o Cardeal Parolin apontou a crescente popularização do extremismo, na religião, afirmando que algumas religiões foram manipuladas até se terem tornado campeãs da violência, do genocídio, de crimes de guerra e da limpeza étnica. Se as religiões são, para o Secretário de Estado do Vaticano, “um direito humano inalienável”, elas não estão na raiz das atrocidades, mas sim aqueles indivíduos que lutam pelo poder. De acordo com o Cardeal italiano, se “todas as religiões aspiram à paz”, em face da dor, do sofrimento e da morte coletivas, as “religiões não são a causa destes males que, em contrapartida, resultam de alguns interesses políticos, geopolíticos e econômicos, e do desejo de poder e de dominação”.

Naquela oportunidade, o Cardeal Parolin incitou os líderes religiosos e as autoridades nacionais a trabalharem em conjunto para compreenderem a responsabilidade das medidas preventivas, condenando o uso da religião para promover a violência: “Uma posição urgente é necessária por parte dos líderes religiosos para condenarem sem demora todas as formas de abuso da religião ou dos textos religiosos para justificar a violência e a violação da dignidade humana levada a cabo em nome de Deus ou de uma religião”. Ao finalizar sua intervenção, o Cardeal Pietro Parolin afirmou que a Santa Sé continuará a promover o princípio moral e jurídico fundamental da Responsabilidade para Proteger, assim como o direito a entender as consequências sociais da religião.

Deste modo, defendeu o dignitário: “Esperamos que através de esforços combinados dos líderes e crentes de todas as religiões e de todos os povos de boa vontade, em conjunto com as instituições estatais, baseados no respeito pela vida e pela dignidade humana, e orientados para o bem da pessoa humana, seja possível, um dia, pôr um final às atrocidades que por muito tempo abalaram a consciência da Humanidade, minando sua fibra moral e espiritual, tendo afastado as pessoas para longe do plano de Deus[1].

Reunido no dia 24 de setembro com sobreviventes do atentado de Nice, França, perpetrado em 14 de julho por Mohamed Salmene Lahouaiej Bouhlel, um “soldado do Estado Islâmico”, o Papa Francisco fez suas as palavras de Dom Pietro Parolin. Na Sala Paulo VI, local da recepção, no Vaticano, o Sumo Pontífice declarou: “É para mim uma grande emoção reunir-me convosco, vocês que sofrem no corpo ou em vossa alma porque numa noite de festa a violência vos golpeou cegamente, a vocês ou a alguém que vos é próximo, independentemente da origem ou religião. Eu quero partilhar a vossa dor, uma dor que é ainda mais viva quando eu penso nas crianças, por vezes famílias inteiras, cujas vidas foram ceifadas inesperada e dramaticamente”.

Prosseguindo seu discurso, Francisco abordou a possibilidade de se frear a violência em nossos dias. Ele reiterou: “O estabelecimento de um diálogo sincero e relações fraternais entre todos, em particular entre aqueles que confessam um Deus único e misericordioso, é uma prioridade urgente que os responsáveis, tanto políticos quanto religiosos, devem procurar promover e cada um é chamado a fazer cumprir em torno de si”. Neste contexto, de acordo com o Vigário de Cristo, mau grado “a tentação de se recolher em si mesmo, ou de responder ao ódio com o ódio e à violência com a violência sejam grandes, é necessária uma conversão autêntica do coração. Esta é a mensagem que o Evangelho de Jesus nos dirige a todos nós. Não podemos responder aos assaltos do Demônio a não ser pelas obras de Deus, que são o perdão, o amor e o respeito pelo próximo, mesmo se ele é diferente” de cada um de nós.

Dias mais tarde, em 29 de setembro, o Papa recebeu na Sala Clementina, no Vaticano, os membros de organizações católicas que servem no Iraque, na Síria e nos países limítrofes. Nesta ocasião, o Santo Padre elaborou o estado da arte naquela parte do mundo: “Um ano depois do último encontro, notamos com grande tristeza que, apesar dos muitos esforços feitos em várias áreas, a lógica das armas e da opressão, os interesses obscuros e a violência continuam a devastar estes países e, até agora, não se conseguiu pôr fim ao sofrimento desgastante e à violação contínua dos direitos humanos. As consequências dramáticas da crise já são visíveis muito além das fronteiras da região, sendo o grave fenómeno migratório a sua expressão”. Sublinhando sua preocupação relativamente às comunidades cristãs do Oriente Médio, “que sofrem as consequências da violência e olham para o futuro com medo”, o Papa ilustrou como, de modo prático, as diferentes Igrejas adotaram, no Oriente Médio, uma atitude comum contra a violência promovida pelos insurgentes: “Em meio a tanta escuridão, estas Igrejas mantêm bem alta a chama da fé, esperança e caridade. Elas, com coragem e sem discriminação, ajudam todos os que sofrem e trabalham para uma coexistência pacífica. Hoje, os cristãos do Oriente Médio são um sinal claro da misericórdia de Deus. Eles têm a admiração, o reconhecimento e o apoio da Igreja universal”.

Após São João Paulo II ter promovido, em outubro de 1986, em Assis, o encontro inter-religioso de oração, jejum e peregrinação, que reuniu representantes do judaísmo, islamismo, budismo, hinduísmo, religiões africanas, de outras confissões religiosas e ateus[2], os seus sucessores protagonizaram declarações enérgicas e tomadas de posição firmes quanto ao binômio paz/conflito. Atualmente, numa altura da evolução da Humanidade em que parece estarmos a viver o triunfo da marcha da insensatez, o Vaticano reafirma que o amor deve ser a única resposta ao mal. No âmago daquela que, no dizer do Papa Francisco, é a III Guerra Mundial em fragmentos[3], somente um esforço simultaneamente exigente e tolerante por parte das religiões e, ao mesmo tempo, de cada um de nós no caminho da não-violência poderá pôr fim ao ciclo de barbárie que estamos vivendo.

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ImagemDom Pietro Parolin durante uma missa em Caracas, julho de 2012” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Pietro_Parolin#/media/File:Monse%C3%B1or_Pietro_Parolin,_2012.JPG

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Notas e Fontes Consultadas para maiores esclarecimentos:

[1] Numa entrevista concedida a Paolo Mastrolilli, publicada pelo jornal La Stampa em 22 de setembro de 2016, Pietro Parolin esclareceu: “São importantes o respeito mútuo e a aceitação do Outro. Infelizmente, hoje, estamos testemunhando o revivalismo do extremismo e das tendências radicais. O radicalismo se caracteriza por uma atitude fechada em relação àqueles que não são como nós e que veem as coisas de um modo diferente. Em ordem a lidar com este problema tendo em vista sua resolução, necessita de ser obtido um grande acordo, começando pela maneira como as novas gerações são educadas, incutindo o respeito nelas. Eu uso a palavra respeito porque nós discutimos a tolerância na ONU, hoje, afirmando que não é palavra correta a usar. O que é necessário, em contrapartida, é o respeito mútuo, assegurando que cada pessoa seja aceite por ser quem é. Juntos, nós podemos construir algo bom, algo melhor”.

[2] O encontro de Assis “não foi único, porque João Paulo II regressou a Assis em 1993, para rezar pela paz nos Balcãs, com os judeus e os muçulmanos e, mais tarde, depois do dia 11 de Setembro de 2001, quando o mundo parecia deslizar inexoravelmente para o chamado ‘choque das civilizações e das religiões’”.

[3] Papa Francisco se referiu, até hoje, à III Guerra Mundial “fragmentada” nas seguintes ocasiões:

a) 18 de agosto de 2014, durante a viagem de regresso da Coreia do Sul. Ver:

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/ansa/2014/08/18/vivemos-a-3-guerra-mundial-diz-papa-francisco.htm

b) 13 de setembro de 2014, no Cemitério Militar de Redipuglia, na Itália. Ver:

http://www.bbc.com/news/world-europe-29190890

c) 06 de junho de 2015, durante a viagem apostólica a Sarajevo, capital da Federação da Bósnia e Herzegovina. Ver:

http://pt.euronews.com/2015/06/06/papa-francisco-evoca-especie-de-3-guerra-mundial/

d) 20 de setembro de 2015, no início da viagem apostólica a Cuba. Ver:

http://www.dn.pt/globo/interior/papa-pede-reconciliacao-nesta-atmosfera-de-terceira-guerra-mundial-que-vivemos-4787708.html

e) 14 de novembro de 2015, condenando os atentados de Paris, que tiveram lugar no dia anterior. Ver:

http://extra.globo.com/noticias/mundo/papa-francisco-chama-ataques-em-paris-de-uma-iii-guerra-mundial-desorganizada-18052432.html

f) 26 de agosto de 2016, Mensagem do Papa Francisco para a 50.ª Jornada Mundial da Paz, que terá lugar em 1 de janeiro de 2017, sob o lema “A Não-Violência: Um Estilo de Política para a Paz”. Ver:

https://press.vatican.va/content/salastampa/it/bollettino/pubblico/2016/08/26/0599/01345.html

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AMÉRICA LATINAANÁLISE - Sociedade InternacionalANÁLISES DE CONJUNTURACooperação InternacionalParadiplomacia

[:pt]A ausência da Paradiplomacia nas campanhas eleitorais brasileiras de 2016[:]

[:pt] Nos últimos 20 anos, a diplomacia das cidades tem se transformado em uma importante ferramenta pública para o incremento da competitividade dos grandes centros urbanos, promovendo uma maior exposição e agilidade nos processos globais….

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ANÁLISE - Sociedade InternacionalANÁLISES DE CONJUNTURACooperação InternacionalORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL

[:pt]Observações sobre o encerramento do Departamento de Combate à Fome no Itamaraty[:]

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Após 12 anos de existência, a Coordenadoria-Geral de Ações Humanitárias e Combate à Fome (CGFome) foi extinta pelo Itamaraty, tendo suas atribuições realocadas para outras unidades do Ministério das Relações Exteriores (MRE), sendo elas, a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e a Divisão de Temas Sociais (DTS). Para alguns pesquisadores e analistas, com a extinção da CGFome, “o país perde uma oportunidade de apoiar concretamente países a superar a fome, a estruturarem sistemas públicos e estratégias nacionais de desenvolvimento sustentável”, subestimando, assim, o protagonismo internacional adquirido pelo Brasil nos anos recentes.

Sem o objetivo de esgotar todas as interpretações possíveis para as causas e as consequências da extinção da CGFome, serão explorados quatro temas, considerados peças-chaves, sendo eles: 1) aspectos financeiros; 2) mudança de Governo; 3) pauta da cooperação humanitária; 4) retaliações.

Desde 2014, o orçamento do MRE tem sofrido cortes, tendo 342 terceiros-secretários sido levados a entregar uma carta de reivindicações ao – na época – chanceler Luiz Alberto Figueiredo. No início de 2015, os cortes no orçamento do Itamaraty afetaram o envio de diplomatas e outros funcionários para o exterior, gerando instabilidade política no Ministério. Em geral, a participação do MRE no orçamento caiu de 0,5% para 0,27% de 2003 a 2014. Outro exemplo da pouca importância dada à cooperação nos últimos anos é retratado nos dispêndios da Cooperação Brasileira para o Desenvolvimento (Cobradi), quando vemos uma queda de R$ 1,6 bilhão em 2010 para R$ 857 milhões em 2013. No caso da cooperação humanitária, os gastos despencaram de R$ 284 milhões em 2010 – no auge da cooperação com o Haiti, após o terremoto – para R$ 46 milhões em 2013. Em outras palavras, os cortes orçamentários e a realocação de recursos técnicos e logísticos não é um fato isolado e já tem afetado diretamente o MRE e os projetos ligados à cooperação brasileira.

O segundo fator, de natureza estritamente política, condiz com as reformas administrativas iniciadas desde 2015, pela ex-presidente Dilma Rousseff, e que continuam com a presidência de Michel Temer. Em meio aos cortes orçamentários, Dilma extinguiu a pasta de Assuntos Estratégicos, fundiu a Previdência e o Trabalho em um só, colocou sob o mesmo guarda-chuva a pasta de Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos e incorporou as Relações Institucionais, Secretaria Geral, Gabinete de Segurança Institucional e Micro e Pequena Empresa no novo ministério intitulado Secretaria de Governo. Enquanto isso, Temer fundou o Ministério do Desenvolvimento Agrário (ex-MDA) e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (ex-MDS) em um único Ministério, do Desenvolvimento Social. De fato, no âmbito burocrático, a extinção da CGFome é explicada a partir de dois caminhos. Por um lado, como decorrência natural da necessidade de enxugar o orçamento e os gastos com a máquina pública, que aliás, já vinha sendo empregada em outras esferas governamentais. Por outro lado, a CGFome traz consigo o rótulo do Fome Zero em suas iniciais, uma marca política da era PT e do ex-presidente Lula. Dessa maneira, as políticas brasileiras destinadas à cooperação humanitária serão desvencilhadas da imagem dos presidentes anteriores e poderão seguir um novo percurso, similar à junção do ex-MDS e que agora não possui mais o rótulo “Combate à Fome”.

O terceiro tópico está diretamente ligado à atenção dada pelos governos anteriores com a temática da segurança alimentar e nutricional. De fato, como ressaltado em estudo do Global Public Policy Institute, mesmo na cooperação humanitária, o país soube se aproveitar do campo da segurança alimentar e nutricional, considerando a aceitabilidade internacional da campanha Fome Zero, a difusão das políticas institucionais brasileiras de compras locais de alimentos e, também, por ser um dos maiores produtores e exportadores de produtos agrícolas. Além disso, a Lei nº 12.429/2011 autorizou a União a doar alimentos, por intermédio do Programa Mundial de Alimentos, legitimando a posição brasileira tanto como provedor de alimentos em situações emergenciais, como na promoção da agricultura local e na merenda escolar, como no programa Purchase from Africans for Africa. Apesar da forte institucionalidade conferida à temática, as últimas doações de alimentos entregues pelo Governo Federal não foram bem recebidas pela população, principalmente em decorrência do aumento no preço dos alimentos e dos cortes em outras políticas públicas que afetam a população brasileira, como na educação e na saúda.

De forma geral, novas administrações são levadas a interromper ciclos anteriores e propor novas ênfases ou políticas. Por essa razão, a alocação das atividades humanitárias da CGFome para a DTS e para a ABC poderá ser seguida de uma mudança de rumos. Dois grandes temas estão em debate no cenário da cooperação humanitária e poderão ser levados para a nova “agenda” humanitária brasileira. Em primeiro lugar, o tema dos refugiados no Brasil está sob a responsabilidade do Ministério da Justiça e do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) e poderia interligar com maior ênfase as ações humanitárias brasileiras. De acordo com o Relatório Cobradi 2011-2013, as antigas atribuições da CGFome estavam mais voltadas para apoiar os refugiados ainda fora do país, como nas colaborações financeiras para a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) e para o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). Entretanto, uma vez que os refugiados estejam em solo brasileiro, eles recaem sobre o Conare, o Ministério da Justiça e o apoio da sociedade civil, como organizações não governamentais, igrejas e institutos.

Em segundo lugar, o país poderá se engajar com maior vigor nas discussões sobre a redução do risco de desastres. Por exemplo, desde 2012, o Rio de Janeiro conta com o Centro de Excelência para a Redução do Risco de Desastre (Cerrd), fruto da parceria do país com o Escritório das Nações Unidas para Redução do Risco de Desastres (UNISDR), no intuito de reforçar a construção de comunidades resilientes a desastres. Considerando que os desastres têm aumentado ano após anos, assim como os seus gastos, há um extenso debate sobre a importância de alocar mais recursos para a prevenção.

Por último, o ex-coordenador da CGFome, o Ministro Milton Rondó Filho, foi pivô de um incidente diplomático no auge das discussões acerca do processo de impeachment da ex-presidente Dilma, em março. O Ministro, considerado por alguns colegas de trabalho um ferrenho defensor do governo petista, foi o responsável por enviar telegramas a todas as embaixadas e representações do Brasil no exterior, com o objetivo de alertar a comunidade sobre o risco de um golpe político no país. Desde o incidente, o diplomata foi afastado da função.

Portanto, os temas apresentados anteriormente estão, em maior ou menor medida, ligados um ao outro, compondo uma figura maior sobre questões de curto e médio prazo na cooperação humanitária brasileira. Como retratado, os cortes orçamentários – tanto no MRE quanto na cooperação brasileira – são exemplos claros de que o tema foi preterido nos anos recentes. Aliado a isto, as inúmeras reformulações no âmbito administrativo e burocrático, seja na extinção ou na fusão de pastas, mostrou também que qualquer área poderia sofrer interferências e adequações às novas realidades. Por fim, a marca do Fome Zero, da segurança alimentar e nutricional e dos ideais da era Lula e Dilma no comando do país afetam diretamente a imagem da cooperação humanitária brasileira, coibindo a margem de ação e as possibilidades do novo Governo Temer em deixar seu próprio modus operandi nesta modalidade. E na política, a regra tem sido se desfazer do legado anterior e propor novos horizontes.

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Imagem (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Itamaraty_andre_brito_2008.JPG?uselang=pt-br

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ANÁLISE - Sociedade InternacionalANÁLISES DE CONJUNTURA

[:pt]A Canonização de Teresa de Calcutá[:]

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Nascida Anjezë Gonxhe Bojaxhiu, em Üsküp, capital da Macedônia, então parte da Albânia, Império Otomano, a católica mais famosa da Índia veio ao mundo no dia 26 de agosto de 1910. Ela viveu na Macedônia durante seus primeiros dezoito anos, tendo se mudado para a Irlanda, onde ingressou na Ordem das Irmãs de Nossa Senhora de Loreto. Aí passou a usar o nome Teresa, em homenagem a Santa Teresa de Lisieux. Enviada para Calcutá, na Índia, foi professora numa escola para meninas de classe alta, antes de decidir se dedicar aos pobres.

Em 1950, Madre Teresa fundou as Missionárias da Caridade, uma congregação religiosa católica que pretendia ser uma resposta à miséria prevalecente na Índia. Desde então, os membros da congregação têm que se submeter aos votos de castidade, pobreza e obediência, devendo disponibilizar, de todo o coração, livre atendimento aos mais pobres de entre os pobres. Atualmente, as mais de 4.500 religiosas que integram as Missionárias da Caridade estão presentes em 133 países, onde dirigem cerca de 700 casas de assistência aos moribundos com HIV/AIDS, lepra e tuberculose; cozinhas populares; dispensários e clínicas ambulantes; programas de aconselhamento para as crianças e as famílias; orfanatos; escolas.

Apesar de, em vida, Madre Teresa de Calcutá ter recebido inúmeras distinções, de entre as quais se destaca o Prêmio da Paz Ramon Magsaysay, em 1962, e o Prêmio Nobel da Paz, em 1979, ela foi alvo de críticas oriundas em diversos setores da sociedade civil, nomeadamente os ateus. Porém, Madre Teresa nunca se sujeitou às avaliações negativas e jamais se coibiu em tornar públicos seus posicionamentos em defesa daquilo em que acreditava, inclusive em relação aos posicionamentos do Papa João XXIII e às conclusões do Concílio Vaticano II, assumindo-se como adversária tenaz da Teologia da Libertação, ao ponto de o Papa São João Paulo II a ter tomado como bandeira de sua restauração eclesiástica.

Acusada de ter sido mais amiga da pobreza do que dos pobres, Madre Teresa foi questionada pelo jornalista e crítico literário Christopher Hitchens, em seu livro The Missionary Position: Mother Teresa in Theory and Practice (A Posição do Missionário. Madre Teresa na Teoria e na Prática)[1] e, também, no documentário Hell’s Angel (Anjo do Inferno)[2]. Hitchens acompanhou a Santa pelas ruas de Calcutá e a ouviu elogiar a pobreza, a doença e o sofrimento como “presentes do céu, propondo aos fiéis que aceitassem aqueles presentes com alegria. Segundo o jornalista norte-americano, sua clínica, em Calcutá, lhe pareceu um morredouro, um lugar em que o tratamento médico era rudimentar ou inexistente. No entanto, de acordo com Christopher Hitchens, quando adoeceu, Madre Teresa “voou em primeira classe a uma clínica privada da Califórnia”. Por outro lado, Aroup Chatterjee, no livro Mother Teresa, The Final Verdict (Madre Teresa, O Veredito Final)[3] denuncia as ligações de Madre Teresa ao ditador do Haiti, Jean-Claude Duvalier, e a Enver Hoxha, o responsável pela Albânia marxista-leninista.

Tendo recebido uma doação de Charles Keating, preso pela maior fraude financeira da história dos Estados Unidos até à década de 1980, quando Keating foi encarcerado, longe de devolver o dinheiro que lhe havia entregue (pelo menos 1 milhão de Dólares, cerca de 3,25 milhões de Reais), madre Teresa intercedeu no tribunal pedindo misericórdia. Segundo Chatterjee, médico nascido e criado em Calcutá e hoje residente em Londres, Madre Teresa “não dava nenhum analgésico forte aos moribundos, mesmo nos casos mais extremos, e os cuidados não eram profissionais. Careciam da mais básica higiene, sofriam condições de tortura”.

O cubano-norte-americano Hemley González é outro dos críticos de Madre Teresa. Em 2008, ele trabalhou como voluntário junto das Missionárias da Caridade, dado que “a marca de Madre Teresa é tão forte, que mesmo sem ser religioso foi a primeira coisa que me ocorreu. Eu me dei conta de que se tratava de uma violação sistemática dos direitos humanos e de um escândalo financeiro”. Segundo González, os missionários têm pouca preparação técnica: “Um deles deu de comer a um paralítico, que se engasgou e morreu. Eu estive na cremação de 12 pessoas, algumas das quais acredito que poderiam ter sobrevivido”.

Em contrapartida, em paralelo às críticas de que Madre Teresa foi alvo, cabe referir o testemunho de Joe McGowan, Jr., o repórter da Associated Press que, em 1966, pela primeira vez, divulgou ao mundo a obra da religiosa. O então chefe do escritório daquela agência noticiosa na Índia, Paquistão, Afeganistão, Nepal, Ceilão e nas Ilhas Maldivas declarou: “Não havia nada de pretencioso com ela”. Por outro lado, “naqueles dias, não havia leitos [hospitalares] suficientes em locais como Calcutá. Se você fosse declarado doente terminal, sua família tinha que levá-lo para casa para que o leito fosse para outra pessoa. Se ninguém o levasse, você era colocado na calçada para morrer”. Extremamente impressionado pelo trabalho de Madre Teresa, Joe McGowan, Jr. confessou: “Eu tenho o maior respeito por ela, o trabalho que ela fez, para trabalhar lá nas favelas de Calcutá”.

O Vaticano, que contou com Aroup Chatterjee e Christopher Hitchens entre as testemunhas oficiais hostis de Madre Teresa no processo de beatificação, que teve sua conclusão em 2003, reconheceu o primeiro milagre da fundadora das Missionárias da Caridade na cura de um tumor maligno abdominal de Monika Besra; em 2015, a Igreja abriu o caminho para a canonização de Madre Teresa, após ter declarado como milagre a recuperação do brasileiro Marcilio Haddad Andrino, que tinha múltiplos pontos de inflamação no cérebro.

No dia 4 de setembro, o Papa Francisco, que conheceu pessoalmente Madre Teresa em 1994, durante um Sínodo dos Bispos celebrado em Roma, canonizou a Beata que se notabilizou na Índia. Naquela ocasião, ante mais de cem mil fiéis originários de todas as partes do mundo, congregados na Praça de São Pedro, o Sumo Pontífice declarou que a Madre será a santa do “vasto mundo do voluntariado”, pedindo que ela seja considerada como o “modelo de santidade”. Segundo o Vigário de Cristo, a missão de Madre Teresa “nas periferias das cidades e nas periferias existenciais permanece nos nossos dias como um testemunho eloquente da proximidade de Deus junto dos mais pobres entre os pobres”.

Teresa de Calcutá, afirmou Francisco, “fez ouvir a sua voz aos poderosos da Terra, para que reconhecessem a sua culpa diante dos crimes – diante dos crimes! –  da pobreza criada por eles mesmos. A misericórdia foi para ela o ‘sal’, que dava sabor a todas as suas obras, e a luz que iluminava a escuridão de todos aqueles que nem sequer tinham mais lágrimas para chorar pela sua pobreza e sofrimento”. O Papa sublinhou, ainda, a oposição de Madre Teresa à interrupção voluntária da gravidez, ao declarar que ela “foi uma dispensadora generosa da misericórdia divina, fazendo-se disponível a todos, através do acolhimento e da defesa da vida humana, dos nascituros e daqueles abandonados e descartados. Comprometeu-se na defesa da vida, proclamando incessantemente que ‘quem ainda não nasceu é o mais fraco, o menor, o mais miserável’”.

A canonização daquela que, em vida, ficou conhecida como “a santa das sarjetas”, constituiu o evento mais importante do Ano Santo da Misericórdia. Santa Teresa de Calcutá, que “simboliza a fé cristã de uma maneira que toca os corações humanos além dos limites da denominação religiosa”, é, desde o passado dia 4 de setembro de 2016, uma referência de vida para todos os cristãos, mas, sobretudo, para os católicos. Com efeito, ante o fracasso de muitas políticas públicas na Índia, a par dos inúmeros problemas sociais e de uma mentalidade globalmente caracterizada pela resignação, talvez o assistencialismo promovido por Santa Teresa de Calcutá continue sendo alvo de críticas. Contudo, sua obra constitui a gota de água que, de modos muito diferenciados, tem alimentado a esperança dos mais miseráveis no deserto da indiferença. Como a própria Madre Teresa gostava de dizer, em relação aos despojados da dignidade, “talvez não fale a língua deles, mas posso sorrir”.

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ImagemPlaca memorial dedicada a Madre Teresa de Calcutá, Praça Wenceslas, Olomouc, República Checa” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Mother_Teresa#/media/File:Mother_Teresa_memorial_plaque.jpg

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Notas e Fontes Consultadas, para maiores esclarecimentos:

[1] Ver:

CHRISTOPHER HITCHENS, The Missionary Position: Mother Teresa in Theory and Practice, Londres – Nova Iorque, Verso, 1995, 98 págs.

[2] Ver:

Christopher Hitchens, Mother Teresa: Hell’s Angel, Channel 4, s. l., 1994.

Disponível online:

https://www.youtube.com/watch?v=65JxnUW7Wk4

[3] Ver:

Aroup Chatterjee, Mother Teresa, The Final Verdict, s. l. [Calcutá], Meteor Books, India, 2003, 415 págs.

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ANÁLISES DE CONJUNTURAÁSIABLOCOS REGIONAISCooperação InternacionalECONOMIA INTERNACIONAL

[:pt]Analistas questionam se os incentivos da China no Setor Primário do BRICS poderiam sabotar o desenvolvimento do Bloco[:]

[:pt] O setor primário é entendido como as atividades que extraem e/ou modificam a matéria-prima, transformando os recursos naturais em produtos primários. Os produtos do setor primário são considerados matérias-primas para outras industrias, destacando-se que…

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ANÁLISE - Sociedade InternacionalANÁLISES DE CONJUNTURABLOCOS REGIONAISEUROPA

[:pt]Crises de governabilidade na União Europeia vai muito além da Espanha[:]

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Desde o início do Crise Financeira Internacional, a União Europeia vem enfrentando uma série de desafios que ameaçam os planos do Bloco e sua estabilidade. Problemas geopolíticos causados pelas tensões oriundas da própria expansão do Bloco em direção à zona de influência histórica da Rússia (sendo o caso da Ucrânia o mais relevante, porém não único), crises econômicas nos países da faixa do Mediterrâneo, desemprego crescente em quase todos os países, a questão dos refugiados e as migrações do norte da África, tensões sociais causadas pelas reformas, cortes nos gastos do Estado e redução da qualidade de vida, ataques terroristas e desafios na segurança regional, a saída do Reino Unido do Bloco etc. Todos esses fatores deram origem a um crescente problema de governabilidade dentro da União Europeia, seja interno, seja na sua política comum.

Em pleno processo de formação e consolidação da identidade nacional europeia, surgem desafios que colocam em jogo um projeto que está sendo realizado através de um longo planejamento e de movimentos estratégicos, tais como: a livre circulação de pessoas, o aumento da integração regional, a harmonização dos sistemas financeiro e bancário, a aprovação de uma Constituição Europeia, a formação de um Exército Europeu e, finalmente, uma maior cessão de soberania dos países. Tais desafios podem levar o Projeto Europeu a ceder ante seu próprio peso e perante a dificuldade de articular e viabilizar os pontos críticos e cada vez mais relevantes do projeto supranacional da União Europeia.

A primeira ruptura social e problema de governabilidade decorrente desse fenômeno em um Estado membro ocorreu com a Crise Grega e os movimentos de sístole e diástole da política em relação ao povo e a União Europeia, o que gerou a sombra da desintegração do Euro, com a saída do país Heleno e também de outros países da região Mediterrânea, algo que chegou até mesmo a ameaçar a estabilidade e integração do Bloco.

Certo é que alguns países da Europa já apresentavam problemas internos de governabilidade. A Bélgica (sede da União Europeia) permaneceu mais de 500 dias sem Presidente, devido ao impasse de harmonizar as contas internas do país e os problemas de representatividade das comunidades que formam essa nação, isso no mesmo ano em que começou a crise na Grécia (2010), a qual somou o fator externo aos típicos problemas de equilíbrio fiscal dos países Europeus e as tensões culturais. Ressalte-se que, apesar disso, o caso grego foi acompanhado com detalhes pelos órgãos da União Europeia e pelos demais países membros, mas a partir de sua dimensão econômica e não da político-social, cujos fatores social, cultural, ou panorama jurídico foram negligenciados e relegados a um segundo plano.

No entanto, a despeito do que acreditava a União Europeia, os problemas se alastram não somente através da dimensão econômica ou política (hard politique), mas também através de outros veículos. Dessa forma não demoraram a surgir tensões alimentadas pelo panorama grego e por partidos políticos que usavam este caso como um fator importante na formulação do seu plano partidário e no diálogo com a população, ganhando peso político aos poucos, tanto no âmbito interno de suas nações como também dentro da Eurocamara.

O problema de governabilidade se propagou pela Europa. Por um lado, devido aos reflexos da crise financeira internacional – o lado mais conhecido –; por outro, devido ao próprio projeto de integração da União Europeia, que se mostrou incapaz de assumir os novos desafios que surgiram com o avanço do projeto e os impactos da crise, e negligenciaram fatores importantes, capazes de manter o pacto social e a legitimação dos governos implicados no complexo mosaico político da Europa.

O reflexo dessa crise de governabilidade vai além da típica oscilação entre direta e esquerda nas eleições, afetando o próprio processo democrático e a legitimação dos governos, sendo que, sem a mesma, ou seja, sem a instituição de governos capazes de dar continuidade à agenda política do Bloco, todo o equilíbrio regional se vê ameaçado.

Nesse mesmo contexto, a Espanha já passou por duas eleições e caminha em direção a uma terceira por não ter conseguido, por duas vezes, instituir o Presidente eleito pela maioria dos votantes no Parlamento. A Estônia já realizou três turnos e segue também sem escolher o seu líder. A Áustria solicita novas eleições por suspeita de fraude eleitoral, Portugal é Governado por uma aliança multipartidária, a Itália é governada por um magistrado que assumiu a Presidência, após um cenário turbulento, sem ter ganho uma eleição direta.

A população europeia se divide, polariza-se e é pressionada pelo impacto das mudanças da última década. A cada passo que a União Europeia dá em direção a sua integração, os governos locais se distanciam do seu povo, gerando esse estado de “caminho para a anomia”* que, mesmo ofuscado pelos casos de sucesso, aos poucos ameaça o projeto inteiro.

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* Conforme interpretação do sociólogo, filósofo e político alemão Ralf Dahrendorf (1929-2009), que, ao refletir sobre a queda dos regimes socialistas dos países da antiga “Cortina de Ferro”, concluía que a situação de anomia não se produzia, mas, sim, um estado sui generis que ele chamava de “caminho para a anomia”, pois as leis e instituições existiam, mas eram fracas ou perdiam força, à medida que o povo passava a descrer nas suas eficácias e paulatinamente deslegitimava-as.

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Imagem (Fonte):

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ANÁLISES DE CONJUNTURACOMUNICADONOTAS ANALÍTICAS

[:pt]COMUNICADO DE FERIADO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL[:]

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Informamos que nesta quarta-feira, dia “7 de Setembro”, não serão publicadas Notas Analíticas nem Análise de Conjuntura, devido ao feriado da “Independência do Brasil”. Voltaremos às atividades no dia 8 de setembro, quinta-feira, com as respectivas Notas e Análise agendadas para esta data, retomando às atividades normais para a semana.

Seguindo o nosso padrão, ao longo do feriado manteremos as consultas e caso ocorram fatos que exijam acompanhamento mais intenso assim o faremos, postando Notas Analíticas Extras sobre os  acontecimentos, e/ou Análises de Conjuntura Extras.   

Agradecemos à gentileza de todos os que têm contribuído direta e indiretamente com a reflexão e o estudo dos Colaboradores do Site, bem como com a avaliação dos acontecimentos e a disseminação da informação, de maneira a cooperar com o esclarecimento da sociedade e o seu desenvolvimento.

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Fraternalmente,

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