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Brasil e China podem estar assumindo a liderança no BRICS

Nesta semana, Brasil, Rússia, Índia, China e “África do Sul” estão participando de mais uma edição da “Cúpula do BRICS”, na cidade sul-africana de Durban. Este encontro traz alguns elementos importantes sobre as relações dos membros do grupo no curto e longo prazo, que podem influenciar de forma significativa na condução da história neste primeira parte do século XXI.

No encontro, os temas mais abordados e comentados na imprensa são a criação do Banco dos BRICS” e a questão do “Acordo de Contingenciamento de Reserva Comum” (CRA, na sigla em inglês), ou seja, do “Fundo de Reserva” para socorrer os países membros em caso de crise.

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Campanha eleitoral venezuelana se desenvolve com expressiva vantagem para Moreno e com a mitificação de Chávez

De acordo com pesquisa eleitoral realizada na Venezuela pela empresa local Datanalisis, publicada pelo “Banco Barclays” e divulgada na segunda-feira, dia 18 de março, o atual presidente venezuelano interino Nicolás Maduro, escolhido por Hugo Chávez como seu herdeiro político, seria eleito hoje com 49,2% dos votos. De acordo com a sondagem apresentada, o candidato opositor, Henrique Caprilles, obteria apenas 34,8% da preferência eleitoral[1].

A situação no país continua tensa devido ao clima de perplexidade e vazio produzido pela morte do ex-presidente Hugo Chávez, bem como pela forma como os membros do Governo trataram a investidura do vice-presidente Nicolás Maduro comoPresidente Interino”, apesar de a Constituição prescrever que o cargo fosse ocupado peloPresidente da Assembléia Nacional”, no caso Diosdado Cabello, para conduzir o processo eleitoral que agora está ocorrendo.

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Coreia do Norte e a “Batalha Suicida”: reinício de uma guerra que jamais terminou

Durante anos o presidente Kim Jong-il, “Chefe de Estado” da “Coreia do Norte” entre os anos 1994-2011, ameaçou constantemente atacar os “Estados Unidos da América” e a “Coreia do Sul”. Seus projetos nucleares e o desenvolvimento de armamentos balísticos com maior poder de destruição sempre preocuparam, mas não chegaram a ser o “re-start” para uma nova “Guerra da Coreia”.

Durante a década de 1990 e anos 2000, as ameaças de Pyongyang (capital da “Coreia do Norte”) converteram-se em um importante elemento de negociação e contrapartidas para que as potências internacionais lhes concedessem suprimentos alimentares e apoio econômico para a sua fraca economia. Atualmente, o cenário começa a se modificar, pois, Kim Jong-un,  o sucessor do antigo líder máximo norte-coreano mudou o tom e a estratégia para conquistar os objetivos de seu país.

Desde que assumiu o poder, o novo líder já realizou testes nucleares, exercícios militares próximo às fronteiras com a “Coreia do Sul” e, segundo informações divulgadas na imprensa internacional, já possui mísseis direcionados para o sul da península coreana.  A frase 더는 피하기 힘들게 2 조선전쟁 (é difícil evitar uma Segunda Guerra da Coreia, em tradução livre) está presente nas poucas mídias do país, nos noticiários da mídia televisiva, impressa e nos canais da web, confirmando que o Governo nãoblefouquando anunciou o cancelamento do armistício assinado entre as duas Coreias há mais de 6 décadas.

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O exercício de desinformação sobre a real condição de Hugo Chávez

Chávez e o então Presidente da Argentina Néstor Kirchner discutindo projeto de integração energética e comércio para a América do Sul. Encontro em 21 de novembro de 2005, na VenezuelaA questão da saúde do presidente venezuelano Hugo Chávez está revelando para o mundo uma fase de “Guerra Psicológica” na Venezuela, antes do combate político que está sendo previsto para ocorrer nos próximos meses, quando se acredita que haverá a luta real entre os governistas e a Oposição, mas também entre os partidários do mandatário, que, embora tenham apresentado para a sociedade venezuelana um acordo em torno da continuidade do projeto chavista, têm mostrado discordâncias e dado indícios de que há uma disputa interna pela herança política do Presidente.  

Desde que retornou ao país, as informações são de que se encontra em fase de recuperação, concentrando esforços em sua saúde, mas que vem mantendo o trabalho administrativo do Governo, despachando com os Ministros e demais autoridades. O Vice-Presidente, Nicolás Maduro informou explicitamente que o mandatário continua no comando, de forma que não há qualquer problema acerca da governabilidade venezuelana.

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Dilma visita continente africano para “Cúpula América do Sul – África”

A presidente Dilma Rousseff embarcou na quinta-feira, dia 21 de fevereiro, para a capital da “Guiné Equatorial”, Malabo, por ocasião da “3ª Cúpula América do Sul – África (ASA)”, que reuniu 65 países, dos quais 54 africanos e 11 sul-americanos.

O foco do encontro foi fortalecer as relações com o continente africano, especialmente por mecanismos de cooperação Sul-Sul. Além disso, a Presidente destacou a necessidade de reforma dos organismos internacionais, como a “Organização das Nações Unidas” (ONU), o “Banco Mundial” (BM)  e o “Fundo Monetário Internacional” (FMI).

Declarou: “Para o Brasil é urgente a reforma da ONU. Nada justifica que África e América do Sul permaneçam sem representação permanente no Conselho de Segurança. É também urgente a reforma da governança do FMI e do Banco Mundial[1].

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Empresas automobilísticas chinesas levam IED para nações estrangeiras

Nos últimos anos, as empresas automobilísticas chinesas vem investindo, algumas vezes de forma agressiva, nos mercados emergentes, dentre eles o Brasil. Mas, além desses mercados, essas empresas também voltam suas atenções para a África, partindo de Moçambique. A nação africana passará a ser um produtor e exportador de automóveis após a conclusão de investimentos que estão sendo feitos neste setor.

A empresa “China Tong Jian Investiment” já anunciou que pretende construir uma fábrica em Moçambique, com um aporte de recursos que vai superar os 200 milhões de dólares norte-americanos e já estava sendo negociado desde o ano de 2010. O empreendimento espera ter 30% de sua produção para o mercado consumidor moçambicano e 70% dela voltada para as exportações. Esta iniciativa já mobiliza outros setores da economia local e desperta interesse de outras corporações asiáticas e do “Oriente Médio”.

Muitas empresas estão estudando a entrada no mercado de componentes, como peças mecânicas, pneus e outros produtos para atender às necessidades da fábrica chinesa, num movimento semelhante ao que ocorreu no Brasil, quando a empresa Chery anunciou a construção de uma fábrica no país. No país africano existem pequenas empresas do setor que estão falindo, o que pode proporcionar uma nova gama de investimentos asiáticos, os quais terão algumas facilidades para entrar no mercado local.

A “China Tong Jian” tem como maior acionista a empresa neozelandesa “Morgan Fundation”, que concentra suas atividades em promover as relações China-África e vem obtendo resultados positivos em suas ações. Moçambique é um dos focos deste grupo, o qual se tornou especialista em captar financiamento para investir na região, trabalhando com constantes rodadas de negócios e “Feiras Comerciais” que estão tornando esta nação africana uma plataforma de produção e exportação de seus produtos para toda o continente.

Os acionistas do grupo agora deverão acompanhar com mais atenção tanto o mercado local moçambicano, quanto os demais mercados do continente africano, pois as projeções de consumo na região podem gerar mais negócios em todo o continente. Em Moçambique, o “Programa Econômico e Social 2013” anunciado pelo Governo prevê crescimento acima de 17% no setor financeiro e na casa dos 14% nos transportes e em outros setores, o que poderá facilitar a venda de automóveis particulares, de utilitários, ou seja, de veículos destinados ao cotidiano dos trabalhadores e empresários africanos.

O investimento chinês na África pode ganhar boa parte do mercado local, assim como vem ocorrendo no Brasil. Um exemplo do que ocorre em solo brasileiro, respaldando esta afirmação, se dá na inauguração da fábrica da montadora Chery na cidade de Salto, interior do estado de “São Paulo”. Após a abertura da unidade e com a publicidade e a propaganda realizadas, a empresa vem ganhando espaço no mercado nacional.

Esta é uma empresa que investe no mercado brasileiro neste período em que as vendas de automóveis não param de crescer, conforme os dados apresentados nesta semana pelo anuário da “Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores” (Anfavea), onde consta que a venda de veículos subiu 16,1% quando comparada ao mesmo período do ano passado (2012).

Com o aquecimento no setor, embalado pela redução do “Imposto de Produtos Industrializados” (IPI), pelo aumento dos créditos para alavancar o consumo e com um certo aumento da renda dos brasileiros, a produção de automóveis, de caminhões e de outros veículos manteve o crescimento, justificando os investimentos realizados pelas empresas do seguimento no Brasil. Neste cenário, as corporações asiáticas, como a sul-coreana Hyundai e as chinesas “Jac Motors” e a já citada Chery, passaram de meras coadjuvantes a competidoras fortes com as já tradicionais empresas instaladas no Brasil.

No entanto, o movimento dos chineses em investir no estrangeiro reflete um ponto interessante do mercado e da economia da China, que, enquanto abre espaço em seu território para receber empresas estrangeiras, vê as corporações nacionais investirem fora do território chinês. Isso ocorre pelo fato de as empresas chinesas fabricarem veículos baratos e populares, algo que tem agradado os mercados dos países emergentes, como é o caso brasileiro, e de Moçambique, enquanto na China os consumidores com melhores condições financeiras demandam por marcas importadas de origem européia e japonesa.

Assim, a tendência é de que as firmas chinesas que já tem a sua parte do mercado doméstico consolidado busquem outros países onde há potencial de venda. Por isso, mantém-se no cenário econômico global uma expressiva gama de investimentos disponíveis que poderão ser bem aproveitados por países que já detém operações físicas dessas gigantes chinesas, como é o caso do Brasil, que também é visto como uma plataforma de entrada para a “América do Sul”, significando, portanto, mais possibilidades de captação de recursos internacionais para os brasileiros.

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Fonte consultadas:

VerSeminário de oportunidades em Moçambique”:

http://www.chinatongjian.com/En/yantaohuiDiv/index.html

Ver China Tong Jian Investment Co.”:

http://www.chinatongjian.com/En/news_show.asp?id=876

VerANFAVEA”:

http://www.anfavea.com.br/anuario.html