AMÉRICA LATINAANÁLISES DE CONJUNTURA

Faltando 10 dias, pesquisas indicam que Rafael Correa deve ser reeleito no primeiro turno

Rafael Correa, Presidente do EquadorRafael Correa, Presidente do EquadorAs “Eleições Presidenciais” equatorianas terão o seu primeiro turno no dia 17 de fevereiro próximo e, de acordo com as pesquisas de intenção de voto registradas pelos mais variados institutos no país, o atual Presidente deverá ser reeleito já neste momento da concorrência eleitoral, pois os índices apresentados indicam que ele detém entre 40% e 63%[1] das intenções de voto, variando este resultado de instituto para instituto que fez a pesquisa.

Deve-se destacar que, apesar de haver esta grande diferença entre os Institutos, em todos consta ainda que a diferença entre o Correa e seu segundo colocado se mantém acima da margem dos 30%, levando a que a somatória de todos os demais seis candidatos* não alcance pontuação suficiente para superá-lo. A expectativa dos opositores concorrentes está no fato de também ter sido registrado um índice próximo dos 31% de indecisos[6].  Ou seja, sendo confirmados tais números no pleito, o atual Presidente, Rafael Correa, se reelegerá com folga no “Primeiro Turno” eleitoral, exceto se ocorrer um acidente neste curto percurso final, estando dentro dos improváveis acidentes que todos os indecisos (31%) migrem para um dos candidatos na disputa.

Com esta larga margem e quase certeza da vitória, Correa pediu licença[2] do cargo presidencial para se dedicar à Eleição, uma vez que deseja auxiliar nas campanhas eleitorais para o Legislativo, pois também estão em disputa os cargos de Vice-Presidente, 137 cadeiras de deputados e cinco parlamentares andinos para os anos de 2013 até 2017. O Mandatário sabe da necessidade de garantir maioria no Parlamento, já que este está paralisado há 14 meses graças aos debates e desacordos em torno do “Código Penal” e da “Lei de Comunicação“.

AMÉRICA LATINAANÁLISES DE CONJUNTURAORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL

Brasil lança candidato para “Diretoria Geral da OMC”

OMCOMCNo dia 31 de janeiro, o Embaixador brasileiro na “Organização Mundial do Comércio” (OMC), Roberto Carvalho de Azevedo, apresentou* sua candidatura ao cargo de “Diretor-Geral” da organização para o mandato de 2013 a 2017.

Na ocasião, ele apresentou as suas propostas aos países-membros, destacando que uma das suas prioridades será destravar aRodada de Dohae avançar na liberalização do comércio internacional.

Questionado pela imprensa estrangeira sobre o fato de ser um dos únicos, entre os nove candidatos, a não possuir cargo de Ministro, Azevedo minimizou a importância do posto político para as negociações, fazendo dessa situação um fator positivo para sua candidatura: “O que precisamos é expertise para buscar soluções, e isso não acontece em nível ministerial. Os ministros são 
importantes para selar o acordo, mas são poucos os capazes de negociar o acordo”**, defendeu. 

ANÁLISES DE CONJUNTURAEUROPA

O pragmatismo nórdico: um “modelo” a ser seguido?

NordicNordicConforme apontam alguns especialistas, a crise que assombra a Europa e partes do globo parece não ter produzido grandes efeitos nocivos nas sociedades escandinavas, principalmente na Dinamarca, Suécia, Noruega e Finlândia.

Recentemente, em uma série de matérias especiais apresentadas pela revista britânica “The Economist, o “modelo” nórdico é visto, se não como aquele que dever ser seguido, ao menos como um modelo a ser pensado, uma vez que tais países “não somente escaparam dos problemas econômicos que estão convulsionando o mundo Mediterrâneo, mas também escaparam dos males sociais que afligem a América [EUA]”*.

Mas o que poderia explicar o sucesso destes países, visto que se está enfrentando uma crise de proporções mundiais? De acordo com a revista, dois fatores explanam este êxito: primeiramente, os países nórdicos souberam solucionar suas respectivas crises da dívida pública ao longo dos anos da década de 90; ademais, possuem um eficaz histórico de reformas no setor público, demonstrando serem capazes de aumentar a eficácia e flexibilidade do Estado.

ANÁLISES DE CONJUNTURAÁSIA

Xi Jinping: “China crescerá sem sacrifícios”

A economia chinesa é um dos temas mais importantes no atual momento do comércio internacional, pois o desenvolvimento do país, bem como suas expectativas de crescimento econômico podem abalar os planejamentos de investidores internacionais e as operações financeiras nas diversas “Bolsas de Valores” de todo o mundo.

Recentemente, o atual Presidente da China, Xi Jinping, deu declarações que foram divulgadas em diversas mídias no país e no mundo informando que em sua gestão a economia será a prioridade.

De acordo com o novo mandatário, prevalecerá um comportamento similar ao que vem sendo adotado pelos líderes nacionais dos demais países do globo, que tendem a manter o foco no desenvolvimento interno, mas mirando a economia internacional para evitar problemas que possam afetar o desenvolvimento comercial e financeiro global. Por essa razão, os assuntos vinculados à Segurança e aos contenciosos diplomáticas permanecerão em segundo plano, tendo suas soluções agregadas às soluções propostas para a dimensão econômica.

ÁFRICAANÁLISES DE CONJUNTURA

Comunidade Internacional doará US$ 455 milhões para “Missão de Estabilização no Mali”

Ontem, dia 29 de janeiro de 2013, teve início em “Addis Abeba”, Capital da Etiópia e Sede da “União Africana” (UA), a “Conferência Internacional de Doadores para o Mali”*. O Evento contou com a participação de representantes de aproximadamente 50 países e organizações internacionais, com destaque para os países africanos, a “União Europeia”, Japão e “Estados Unidos”.

O objetivo da Conferência, organizado pela UA, era captar recursos para ajudar a formação da força militar africana no Mali e também reestruturar o exército malinês. Por sua vez, a “Missão Internacional de Assistência ao Mali” (AFISMA, sigla em inglês) deve colaborar nos combates e em seguida substituir o Exército francês que participa desde meados de janeiro da ofensiva contra os grupos insurgentes no país.

A campanha militar no Mali, atualmente liderada pelo Exército da França e apoiada pelas tropas africanas, tem como objetivo recuperar o norte do país, que está sob controle de insurrectos desde junho do ano passado.

ANÁLISES DE CONJUNTURAORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL

OCDE e OMC lançam estudo sobre valor agregado no comércio

A “Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico” (OCDE), em parceria com a “Organização Mundial do Comércio” (OMC), publicou em 16 de janeiro em sua sede, em Paris, uma análise conjunta sobre o comportamento dos fluxos internacionais de comércio em termos de cadeias globais de valor.

A iniciativa busca a inovação nos estudos da área ao fornecer dados que evidenciam o valor agregado como fator importante na compreensão das relações comerciais, ao invés de utilizar simplesmente fluxos brutos de bens e serviços para avaliar o quadro do comércio internacional.

Dessa forma, o estudo pretende complementar os resultados até então obtidos com uma nova abordagem que auxilie formuladores de políticas públicas, acadêmicos e o público a entender o comércio no século XXI, mostrando a interdependência das economias nas redes de produção, onde e como é agregado valor ao produto em suas diversas etapas.