ANÁLISES DE CONJUNTURA

BALANÇO DA POLÍTICA RUSSA EM 2010: (2) A POLÍTICA EXTERNA

Ao longo de 2010 a política externa da Rússia buscou acompanhar os rumos da estratégia de modernização imposta pelo governo. Internamente, como apresentado em “Análise de Conjuntura” publicada no “Site do CEIRI”, em 27 de dezembro de 2010,  as questões se voltaram para a criação de condições geradoras de desenvolvimento econômico e social, estampados na modernização da sociedade e da economia e no estabelecimento definitivo de um “Estado Democrático de Direito”. Neste sentido, o governo e algumas lideranças, estimuladas pelo presidente Dmitri Medvedev, têm buscado formar instituições e tentado iniciar reformas no sistema político para criar caminhos substitutos aos antigos modos de fazer política no país.

ANÁLISES DE CONJUNTURA

ANALISTAS INDICAM QUE A GESTÃO DA BÉLGICA NA “PRESIDÊNCIA ROTATIVA DA UNIÃO EUROPÉIA” FOI UM SUCESSO

No dia 1 de julho de 2010, a Bélgica assumiu a “Presidência Rotativa da União Européia”* (UE), tendo como principais objetivos: (1) retirar o Bloco da crise, (2) completar as reformas econômicas e financeiras necessárias e (3) auxiliar na criação do corpo diplomático europeu.

Os belgas receberam o posto em meio a uma complexa situação política interna e estavam sob direção de um Governo interino, levantando dúvidas sobre as condições do país para dar andamento aos ambiciosos objetivos do Programa na UE.

ANÁLISES DE CONJUNTURA

A CHINA E O RESGATE DA “ZONA DO EURO”

O jornal “La Tribune” (Jornal francês sobre finanças) destacou que Pequim está acompanhando com certa preocupação o desenrolar dos “Conselhos Europeus” que, desde o início de 2010,  tentam acalmar os mercados com relação à crise financeira.

Em declaração disseminada pelo “Shanghai Securities News”, o “Ministro do Comércio da China”, Chen Deming, afirmou que as medidas tomadas na Europa para resolver a crise da dívida soberana “estão transformando uma doença grave numa doença crônica. (…). É difícil dizer se as nações em crise poderão se recuperar dentro de três a cinco anos”.

ANÁLISES DE CONJUNTURA

BALANÇO DA POLÍTICA RUSSA EM 2010: (1) A FRENTE INTERNA

O presidente da Rússia apresentou na sexta-feira, dia 24 de dezembro passado, em cadeia de rádio e TV do país, o balanço geral de seu governo durante 2010. Elencou os pontos que considerou cruciais para entender o que ocorreu, os avanços obtidos e os problemas que permanecem para serem resolvidos em 2011, com grandes chances de equacionamento, devido aos sucessos angariados ao longo do ano atual. Os campos interno e externo foram falados separadamente, mas há relação direta e interdependência nos projetos que os envolvem.

ANÁLISES DE CONJUNTURA

RISCO DE GUERRA CIVIL ASSOLA “COSTA DO MARFIM”

O governante da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, que pretende seguir na Presidência do país apesar das suspeitas sobre o resultado das eleições, razão pela qual está recebendo contraposição internacional, exigiu neste sábado, 18 de dezembro, a saída de seu território das tropas da “Operação de Paz” da “Organização das Nações Unidas” (ONU) e dos soldados franceses (também da ONU). A exigência foi feita na televisão nacional por um porta-voz do Presidente Laurent Gbagbo.

De acordo com o comunicado, “isso implica que o Governo marfinense se opõe à renovação desta operação [da ONU], que expira em 20 de dezembro de 2010”. Um aliado de Gbagbo ressaltou que os membros das forças da ONU serão tratados como rebeldes se não deixarem o país.

Segundo informações da “Agência EFE”, a mensagem de Gbagbo ocorreu pouco depois de um de seus principais partidários, Charles Blé Goudé, líder do grupo “Jovens Patriotas”, pedir a seus seguidores que se preparem para lutar contra Alassane Ouattara, reconhecido pela comunidade internacional como “presidente eleito” da Costa de Marfim.

Em meio às disputas sobre o resultado das “eleições presidenciais”, o “Secretário-Geral da ONU”, Ban Ki-moon, advertiu em um discurso na “Assembléia Geral da ONU” sobre um “risco real” do retorno da guerra civil.

Ban declarou ainda que Gbagbo está tentando “expulsar ilegalmente a força de paz da ONU após a Organização ter reconhecido o opositor Alassane Ouattara como vitorioso no pleito do dia 28 de novembro”. Ele advertiu que forças leais a Gbagbo estão obstruindo as operações das “Nações Unidas” e bloquearam o acesso aos 800 soldados destacados para proteger Ouattara. Por isso, há vários dias não estão recebendo suprimentos.

Qualquer tentativa de “forçar a submissão da missão das Nações Unidas fazendo-a passar fome não será tolerada”, frisou Ban, advertindo que os responsáveis por tais atos terão de responder por eles sob a “lei internacional”.

O risco de “Guerra Civil” anunciado por Ban Ki-moon deixou a “Comunidade Internacional” em alerta. A França recomendou a “todos os franceses que deixem provisoriamente a Costa do Marfim”, como “medida de precaução” e de “prudência”, declarou o porta-voz do governo, François Baroin.

O porta-voz fez este anúncio após uma reunião sobre a situação marfinense com o Presidente francês, Nicolás Sarkozy, o primeiro-ministro François Fillon e os ministros Michèle Alliot-Marie (Negócios Estrangeiros) e Alain Juppé (Defesa), bem como com o “Chefe de Estado-Maior” das “Forças Armadas”, almirante Edouard Guillaud.

A Alemanha também recomendou aos 80 compatriotas para deixarem o país, pois considera que há “deterioração da segurança”, com o risco de ocorrerem novos confrontos e explosão de violência.

Fazendo alusão à “deteriorada situação política e de segurança”, assim como ao “crescente sentimento antiocidental” na Costa do Marfim, o “Departamento de Estado” norte-americano aconselhou os cidadãos estadunidenses a evitarem viajar para o país e também ordenou a retirada de sua embaixada de todo o pessoal cuja presença não é imediatamente necessária, assim como de suas famílias.

Neste último domingo, 19 de dezembro, os EUA e o Canadá também se juntaram ao apelo da ONU para pressionar Laurent Gbagbo a ceder o poder ao seu adversário, Alassane Ouattara, sob a ameaça de serem aplicadas sanções econômicas ao país.

Em uma declaração difundida ontem, 22 de dezembro, a “União Européia” (UE) solicitou a saída imediata de Gbagbo do poder. Maja Kocijancik, porta-voz da chefe da diplomacia européia, Catherine Ashton, sublinhou ser importante que “a passagem de poder aconteça sem demoras e sem mais requisitos”. A UE realçou que se Gbagbo insistir em continuar como Presidente serão aplicadas várias sanções.

Após a declaração da “União Européia”, um analista da organização não governamental “International Crisis Group” (ICG), declarou que “há uma lógica evidente de regresso à guerra [civil], que já provocou dezenas de mortos nos últimos dias e uma impossibilidade de negociação”, evidenciada por Gbagbo.

ANÁLISES DE CONJUNTURA

JAPÃO: DA MENTALIDADE DA GUERRA FRIA PARA O RECONHECIMENTO DA NECESSIDADE ECONÔMICA

Em 2010, o Japão passou um ano de dificuldades na economia, na política interna, bem como na definição de seu papel atual no sistema internacional. O país ainda se vê preso nas antigas questões da “Guerra Fria” e, hoje, trabalha em prol da “independência” equilibrada e estável dessas amarras para garantir a sobrevivência econômica.