ANÁLISES DE CONJUNTURA

ARGENTINA E VENEZUELA ASSINAM ACORDOS DE COMÉRCIO QUE PODEM MODIFICAR OS POSICIONAMENTOS NA AMÉRICA DO SUL (PARTE 1 – A QUESTÃO DA COLÔMBIA)

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e a presidente da Argentina, Cristina Fernandez Kirchner, assinaram, hoje, dia 12 de agosto, acordos de comércio com caráter prioritariamente político e estratégico, além do vulto econômico que representa. De…

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ANÁLISES DE CONJUNTURA

RESULTADOS DA CÚPULA DE LÍDERES DA AMÉRICA DO NORTE

A Cúpula de Líderes da América do Norte foi concluída ontem, 10 de agosto, em Guadalajara reforçando a divulgação de ações que já são realizadas há anos no campo da segurança, meio ambiente e mais recentemente no combate a epidemia da gripe H1N1.

Sobre a reforma do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA, sigla em inglês), solicitada pelo México para amenizar o impacto negativo nos pequenos produtores e integrá-los de forma sustentável no sistema produtivo-comercial da região, nada foi mencionado.

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A QUESTÃO DO ACORDO MILITAR ENTRE COLÔMBIA E EUA (PARTE 2).

Após a reunião com Morales, presidente da Bolívia, Álvaro Uribe, presidente da Colômbia, viajou para o Chile e irá em seguida à Argentina e está realizando essas reuniões hoje. Amanhã conversará com o presidente do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva, e logo depois irá ao Uruguai, para conversar com Tabaré Vasquez. A tendência é que receba apoio de Uruguai e Chile, que estão se aproximando dos EUA; que seja recusado pela Argentina e receba declarações de condenação do Brasil, mas se espera que, no futuro, o Brasil tenda à neutralidade, independente do que vá anunciar.

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AGORA, O OBJETO DE DISPUTA PARA ZELAYA COMEÇA A SER O FATOR TEMPO

As ações realizadas pelo ex-presidente de Honduras, Manuel Zelaya, demonstram que a situação continuará indefinida. A estratégia, contudo, mudou. Zelaya está tentando fazer com que o “ganho de tempo” lhe seja favorável, ao contrário do que ocorria antes. Caso não consiga controlar essa condição, certamente sairá derrotado.

No primeiro momento, jogou com a sociedade internacional e recebeu apoio de governos e instituições, especialmente daqueles Estados diretamente relacionados com o ex-presidente, casos específicos da Venezuela, Equador e Nicarágua.

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QUESTÕES SOBRE O CRESCIMENTO DA DESAPROVAÇÃO, NOS EUA, À POLÍTICA DE BARACK OBAMA

Segundo pesquisa divulga no domingo passado (26 de julho) pelo Instituto Rasmussen Reports, ocorreu o crescimento da desaprovação à gestão do presidente dos EUA, Barack Obama, dentro de seu país.

De acordo com os dados divulgados, o índice de desaprovação subiu de 35% para 40%, enquanto os números da aprovação entusiástica continuam estáveis, na casa dos 29%. Outro dado relevante é que apenas 49% dos entrevistados ainda consideram boa a gestão do atual presidente dos EUA, enquanto 50% não a vêem como satisfatória.

Apesar do crescimento da desaprovação ser de apenas 5%, os dados são significativos, pois é um número elevado se comparado o período em que o presidente está no poder, à proporcionalidade em relação aos números que o elegeram e a expectativa gerada quando de sua eleição.

Quando assumiu o cargo, Barack Obama tinha duas propostas relevantes, deixando de lado a questão de que seria um líder das minorias. Uma, que buscaria concentrar esforços na solução da crise econômica norte-americana de forma integradora, inclusiva, ou seja, com políticas públicas e investimentos em ações para os setores mais pobres da sociedade, dentro de um projeto, ao qual estaria integrado o grande pacote econômico anunciado no início de sua gestão. O que motivava o povo que o elegeu era o fato de esse projeto anunciado para solucionar a crise norte-americana não desconsiderar os setores menos favorecidos, mesmo que fizesse investimentos em auxílio às grande corporações. A outra proposta era de que mudaria a percepção da sociedade internacional sobre os EUA, mantendo, ainda assim, os objetivos norte-americanos e seu posicionamento hegemônico mundial. A idéia anunciada fora: manter os focos, mudando a metodologia.

A sociedade internacional entendeu errado, imaginando que a proposta de Barack Obama seria de mudar os objetivos. Os EUA não podem fazer isso, pois a economia do país necessita manter seu alto nível de produção, com alto nível de consumo para garantir o funcionamento da máquina e, para que sejam preservados os alicerces econômicos, precisa preservar a projeção de poder no mundo.

A mudança real, em relação ao governo anterior, foi o fato de investir na diplomacia e negociação com antigos antagonistas. Isso foi cumprido, mas os resultados não foram significativos e o mundo está assistindo a emergência de reivindicações que estão tornando mais complexas as relações internacionais e dando oportunidades para que tenha voz ativa potências desestabilizadoras do sistema internacional.

De forma mais clara, o EUA deixaram de ser o freio para manifestações que podem abalar a ordem mundial, exatamente porque está sendo permitido que se manifestem sem barreiras aqueles que desejam revisões mais amplas da ordem internacional e, para isso, não desejam acatar decisões coletivas, mesmo que sofram coerções, ou coações. Exemplos mais evidentes são o Irã e a Coréia do Norte. Ademais, está dando espaço para a expansão de potências como a Rússia que, agora está fazendo investimentos em sua natural área de influência, o continente americano, algo impensável até duas décadas anteriores.

Esses fatos começam a ser notados pela população dos Estados Unidos e tenderão a crescer, pois as ações pacificadoras do presidente, associadas à sua fé na governança global, decorrem mais das já tradicionais metodologias de ação em política externa dos Democratas (Partido Democrata dos EUA) que de uma inovação propriamente dita e o recuo na adoção do “Hard Power” (não apenas, mas principalmente o poder militar), além de ser normalmente menos usado pelo seu partido, no momento ser evitado por necessidades econômicas. Ou seja, porque não há recursos suficientes para gastos dessa natureza, enquanto não forem sanados os problemas da crise interna. Não será surpresa se, ao longo do semestre, o índice caia ainda mais.

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HONDURAS PODE SE TORNAR A REEDIÇÃO DA ESPANHA DE 1936 E O ALERTA DE QUE A HISTÓRIA PODERÁ SE REPETIR

É possível que estejamos presenciando um fato marcante na história do século XXI. Guardadas as devidas proporções, Honduras pode se tornar a reedição da Espanha de 1936 do século XX e o mundo poderá ter de responder com arrependimentos por isso. 

As atuais informações sobre o caso hondurenho têm demonstrado dois problemas que afetam as sociedades contemporâneas e imaginava-se que, graças ao avanço tecnológico, que permite o “livre acesso” à informação, eles já estavam superados: a mídia tem sido cada vez mais parcial, posicionando-se ideologicamente diante dos fatos que noticia, e de forma mais intensa tem sido mostrado que vivemos o esplendor da sociedade da cultura  massa.

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QUESTÕES SOBRE A VISITA DO MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES ISRAELENSE, AVIGDOR LIEBERMAN AO BRASIL

Está no Brasil para uma visita oficial de dois dias (21 e 22 de julho) o ministro das Relações Exteriores de Israel Avigdor Lieberman. Algumas questões surgem à mente dos analistas de política internacional sobre o retorno de uma visita oficial de um representante do governo israelense após 22 anos.

Segundo declarações da embaixadora Dorit Shavit, diretora-geral do Departamento para a América do Sul do Ministério das Relações Exteriores de Israel, o principal interesse na visita é frear a entrada do Irã na América Latina e, para tanto, será seguido um roteiro em que estão previstas visitas à Argentina, Peru e Colômbia.