ANÁLISES DE CONJUNTURAParadiplomacia

Integração de serviços e criação de espaços inteligentes nas Smartcities

Um dos maiores desafios que enfrentam as cidades do Brasil e do mundo é a dificuldade de integrar as diferentes informações que compõe o cenário urbano e que ajudam no planejamento, gerenciamento e na tomada de decisões para a prestação de serviços. 

É bastante comum que pequenas ações e intervenções sejam atrasadas ou não realizadas devido ao desencontro de informações, ao número de instituições envolvidas e à dificuldade de definir prioridades e responsabilidades. Assim, um simples problema com um poste elétrico pode demorar mais do que o necessário por não haver um protocolo eficiente capaz de comunicar qual é a empresa ou órgão público responsável por resolver essa avaria.

Em 2017 o SUS desperdiçou mais de R$ 16 milhões em medicamentos de alto custo

A gestão eficiente das informações que circulam a cidade proporciona maior controle sobre as diferentes dinâmicas do espaço urbano, gerando uma integração entre os setores público, privado e a sociedade como um todo capaz de produzir um espaço inteligente que serve de guia para o próprio desenvolvimento econômico e social. Por isso, de nada serve possuir sistemas isolados de informação, incapazes de interagir com a informação de outros atores, ou possuir informação, mas que a mesma não seja amplamente divulgada. 

Nas cidades brasileiras temos centenas de exemplos de sistemas isolados de informações cujo único resultado na maioria das vezes é o desperdício de recursos por um lado, ou a falta do mesmo pelo outro. De nada serve possuir um centro de distribuição de remédios comum sistema de controle de estoque se o mesmo não está integrado com outros centros, hospitais e postos de saúde da rede pública.

Por outro lado, também não tem serventia alguma possuir todo esse sistema quando as informações que ele gera não são utilizadas nas tomadas de decisão da Secretaria de Saúde durante a compra e distribuição de insumos, ou durante a elaboração do orçamento do próprio município.

Outra situação muito comum nas cidades brasileiras é a divisão das responsabilidades e obrigações, principalmente devido aos diferentes atores e níveis de poder público e também ao incremento da participação do setor privado em projetos de Parceria Público-Privado (PPP), dificultando, assim, a transmissão de informações. 

A Integração pode utilizar informações da IoT

Por esse motivo, muitos projetos nos quais intervém esses diferentes atores, tais como obras de infraestrutura ou intervenções em zeladoria, sofrem diversas alterações que impactam na própria prestação do serviço, no tempo de entrega e na qualidade do mesmo. Muitas dessas alterações seriam desnecessárias caso houvesse uma melhor gestão na etapa de criação do projeto.

É necessário promover uma maior integração dessas informações, gerando cadeias lógicas de comandos e protocolos de funcionamento interligados. Assim, quando houver uma intervenção em uma rua por exemplo, é necessário saber qual é o prazo de cada empresa, a função de cada uma, a origem dos recursos, do material, da mão de obra, quando deve ser feita a interdição do trânsito ou desligar a rede elétrica e, após finalizar a intervenção, quando devem ser restaurados os serviços. Cada processo é importante e todos geram uma dinâmica que deve ser assimilada pela cidade junto a outros processos.

Todos os setores urbanos podem e devem ser integrados de modo a formar um grande mecanismo logístico onde a informação é o principal elemento, agindo como a “inteligência” deste grande ente urbano que forma a cidade.

O tratamento das informações é o principal fator para gerar um espaço inteligente em uma Smartcity, já que não adianta realizar grandes investimentos, implementar novas tecnologias, contratar diversos funcionários ou diversificar a economia utilizando de modo isolado ou setorial as informações que circulam em cada uma dessas dinâmicas. Por exemplo, se uma cidade implementou um sistema de iluminação a led, ela deve recompilar não somente as informações referentes ao consumo de energia, como também saber o impacto no valor do m² da região, na redução dos crimes e violência noturna, no bem-estar das pessoas etc., e também deve ter que essas informações sejam divididas com outros setores implicados, formando uma base de conhecimentos desde um projeto simples. 

Setores SmartCity

Somente o conjunto de informações interligados fornece uma visão integrada de como funciona a cidade por inteiro, e fornece também a imagem de como fazer com que projetos de Smartcity não sejam apenas intervenções locais e setoriais, mas processos que modificam a dinâmica de uma cidade, promovendo o desenvolvimento da mesma de forma mais homogênea e equilibrada.

Fazer com que a dinâmica de cada setor de uma cidade se transforme em um processo dentro de um espaço inteligente promove a inovação de todos os setores implicados, tanto públicos como privados e dos segmentos sociais. Ou seja, não se trata somente de inovar em um setor, mas fazer com que graças a integração gerada, a inovação em um determinado setor seja perceptível em todo o sistema.

Por esse motivo, muitas das Smartcities estão implementando novas tecnologias com o intuito de gerar sistemas integrados de informação. Entre elas podemos destacar:

– Telecomunicações (WIFI, 3G, Digital TV)

– E-Government

– E-Health

– Economia criativa

– Smartgrids

– BIGData

– IoT (Internet das coisas)

– IA inteligência Artificial

A implementação dessas tecnologias varia conforme a cidade e o próprio projeto de Smartcity, não havendo um padrão a seguir, nem a necessidade de utilização de todas, porém são ferramentas importantes na integração das dinâmicas urbanas e na consolidação de uma cidade inteligente e de uma rede de informações integradas.

Uma boa gestão das informações de um espaço urbano é o que possibilita os projetos de Smartcity, dessa forma, tanto grandes cidades quanto pequenos municípios podem gerar espaços inteligentes, somente o volume das informações e suas dinâmicas serão diferentes.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1O Mundo em Conexão” (Fonte):

https://marketingland.com/wp-content/ml-loads/2017/10/social-media-1920-ss-800×450.jpg

Imagem 2Em 2017 o SUS desperdiçou mais de R$ 16 milhões em medicamentos de alto custo” (Fonte):

https://leismunicipais.com.br/noticias/wp-content/uploads/2014/11/201411171-1.jpg

Imagem 3A Integração pode utilizar informações da IoT” (Fonte):

http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2017/09/cidades-monitoradas.jpg

Imagem 4Setores SmartCity” (Fonte):

https://smartcitiesworld.net/AcuCustom/Sitename/DAM/007/news-gov-apr17-Frost_Sull_smart.jpg

ANÁLISES DE CONJUNTURAParadiplomacia

O processo produtivo, criativo e o desenvolvimento social das Smartcities

Criar um espaço inteligente em um meio urbano não se trata apenas de implementar uma nova tecnologia, serviço básico, público ou realizar ações locais determinadas, incapazes de promover um real benefício para toda a cidade.

Projeto [email protected] – Distrito Inteligente de Barcelona

Um processo inteligente, conforme foi abordado ao longo deste ciclo de artigos sobre Smartcities, deve levar em consideração as dinâmicas intrínsecas das cidades e atuar como vetor da mudança e inovação dessas dinâmicas, promovendo uma sinergia entre os diferentes atores e fatores implicados, sendo este um processo inclusivo no qual a cidade atua como um grande ente vivo onde cada dinâmica é fundamental para seu funcionamento.

O projeto de Smartcity de uma cidade é a própria inteligência desse ente urbano, de modo que se afasta dos típicos programas eleitorais e ações governamentais limitadas cronologicamente, para ter um caráter próprio e único que perdura ao longo do tempo e serve de guia real para as ações públicas. A cidade deixa de estar à mercê de uma visão política determinada e passa a impor sua realidade e suas dinâmicas como um roteiro ao qual as forças políticas e privadas devem se adaptar.

Um exemplo visível disso são as próprias dinâmicas produtivas de uma cidade. A distribuição de fábricas, a força de trabalho e a segmentação econômica dos bairros vão continuar as mesmas – salvo grande intervenções – independentes do partido que ocupe o poder, de modo que uma política implementada em um bairro de alto padrão durante uma determinada gestão, em nada irá afetar a produtividade ou realidade das regiões industriais que normalmente ficam mais afastadas, ao menos não a curto prazo ou de forma controlada.

Um processo inteligente, por outro lado, tem como objetivo harmonizar o impacto de projetos na própria dinâmica populacional, levando em consideração onde moram os trabalhadores, a oferta de transporte para os centros de produção, onde se localiza o consumo de maior volume na cidade, a distância dos centros financeiros etc., tudo funcionando de forma esquematizada para gerar um fluxo inteligente e sustentável, pois uma ação gera impacto e ecoa em vários setores.

A utilização de processos inteligentes, ajudou a muitas cidades europeias a transformarem o setor produtivo de suas grandes capitais, mas antes foi necessário compreender os processos e dinâmicas que moldavam a realidade dessas cidades.

Setores em Barcelona

Madrid, Barcelona, Milão, Londres, Paris, Berlim e Bilbao, por exemplo, sofreram um grande processo de desindustrialização entre os anos 80-90, assim como um aumento considerável dos custos da mão de obra, a falta de trabalhadores, o aumento desproporcional do valor dos imóveis, o crescente fluxo migratório e informalidade de vários setores, a globalização das economias e a concorrência das economias emergentes (China, Brasil, Índia, Rússia). As cidades europeias cresciam em economia, mas perdiam em competitividade e em qualidade de vida, até que as cidades inteligentes floresceram por todo o continente.

Os projetos urbanos mudaram essa realidade. A cidade de Barcelona foi uma das primeiras com o projeto olímpico Barcelona 92, que logo se transformou no projeto Barcelona Smartcity, e muitas cidades da Espanha e da Europa seguiram o exemplo, promovendo uma grande onda de transformações só antes vista no século XIX.

O processo produtivo e as dinâmicas sociais serviram de guia para essas cidades localizarem onde se reúnem os principais contingentes populacionais, a dinâmica econômica entre eles, a flexibilização e mobilização social prevista, o potencial inovador a mobilidade e formação disponível sendo as bases de uma grande revolução.

A criação de distritos da criatividade e inovação em regiões deterioradas da cidade, o aumento da oferta de transporte público e um rígido controle dos imóveis desocupados, promoveram um enorme impacto nas dinâmicas sociais e uma redução considerável da desigualdade, pois as classes sociais já não se agrupavam de uma forma tão visível, mas se distribuíram melhor pela cidade, gerando novas dinâmicas econômicas.

O setor produtivo foi levado a setores industriais ou a zonas francas (normalmente posicionadas, ou próximas aos portos ou aeroportos) reduzindo os custos logísticos de curto e longo prazo, promovendo a criação de clusters ou polos especializados, gerando uma força única de indução – se o governo precisa levar o metrô até o aeroporto, ele deve passar obrigatoriamente por esses setores –, aproveitando a dinâmica do próprio espaço urbano para gerar impulsos de inovação.

Ou seja, não se trata de investir e trazer uma tecnologia cara que funcione em um país desenvolvido. Isso não é ser “inteligente”, é simplesmente “colar na prova” e quase nunca dá resultados. Trata-se de conhecer como funciona uma cidade para justamente saber como racionalizar um processo inerente desse espaço e de como modificá-lo.

Os setores produtivo e criativo são geradores e ao mesmo tempo beneficiários desses projetos e é nessa dimensão que o setor privado participa do processo de desenvolvimento da urbe. Já que a evolução de uma cidade não é algo bom somente para o cidadão, ou para o político que a governa, mas para todos os que ocupam e exercem suas atividades nesse espaço, e deve ser contemplado dessa forma.

O desenvolvimento é a força motriz que fornece energia a todo o processo e quanto mais avança uma cidade em seu projeto inteligente, maior é a performance e o resultado do desenvolvimento, seja este econômico, produtivo, criativo ou social.

Em países como o Brasil este processo é de vital importância, pois mais de 80% da população é urbana, tem uma grande taxa de desigualdade, concentração econômica e produtiva no eixo “São Paulo–Rio de Janeiro–Belo Horizonte” e falta de serviços básicos e de infraestrutura. É necessário conhecer bem a realidade das cidades para implementar estes projetos, não somente nas grandes cidades, mas também nos pequenos e médios municípios.

De nada serve gerar um complexo inteligente de última geração na Zona Sul do Rio de Janeiro, quando a mão de obra se concentra na baixada, acrescentando-se que o parque Tecnológico do Rio de Janeiro também está na baixada e o CBD (Central Business District – centro de negócios de uma cidade) na região central. Ou seja, isto seria uma intervenção exclusiva e não inclusiva. O mesmo se aplica a praticamente todas as capitais do Brasil.

Já no caso das pequenas e médias cidades, de nada vale tentar criar uma região de inovação tecnológica copiando o Vale do Silício na Califórnia, se não existem bons acessos, infraestrutura, mão de obra e uma economia capaz de estimular startups, ou, pior ainda, aqueles municípios que se destacam em agrobusiness e desejam implementar soluções para a indústria que não é do seu know how, sendo que a geração de valor dentro de um setor onde o município é competitivo, sem dúvidas, é mais viável.

A produtividade, a criatividade e o desenvolvimento não são ciclos que começam de forma anacrônica. Os fatores locais, sua história e o seu funcionamento vão determinar o caminho que é preciso trilhar. Isso, sim, é ser uma cidade inteligente, sendo cada projeto único.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Global Cities Connection” (Fonte):

http://www.corrs.com.au/assets/expertise/secondary/jd-global-laying-foundations.jpg

Imagem 2Plano ampliação de Madri 1857 (Em vermelho nova área urbana ao redor do centro histórico)” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/7d/Plano_del_Ensanche_de_Madrid-1861.jpg

Imagem 3Setores em Barcelona” (Fonte):

https://image.slidesharecdn.com/22barcelona-versin-castellana-etre-20073112/95/22barcelona-versin-castellana-etre-2007-14-728.jpg?cb=1191231709

ANÁLISES DE CONJUNTURAParadiplomacia

Das SmartCities a cidades globais no declínio dos atores internacionais

Milão, Paris, Xangai, Nova York, Hong Kong, Londres, Barcelona, Frankfurt, São Paulo, Zurique são cidades que dispensam apresentações, mesmo que algumas não sejam nem se quer a capital de seus respectivos países. Porém, são cidades cuja influência econômica, cultural, tecnológica e financeira transpassam os limites do território nacional e se projetam pelo globo como entidades com personalidades e dinâmicas próprias.

Algumas dessas cidades respondem por grande parte da economia de suas regiões ou até mesmo do país e podem chegar a concorrer com nações vizinhas em relação a sua influência internacional e ao PIB. Por esse motivo são conhecidas como cidades globais. São centros neurológicos que crescem de forma paralela ou até mesmo diferente do resto da nação.

Componentes de um projeto de Smartcity

O surgimento da cidade como ator internacional permitiu uma contínua expansão da influência da mesma no panorama global, levando ao constante desenvolvimento da Paradiplomacia.

Mas a expansão das grandes cidades, seja ela de forma interna desde o período pós-guerra, como externa, pelo efeito da globalização, gerou uma série de desafios que vão desde a ocupação do espaço urbano à mobilidade das pessoas até à distribuição das atividades e dinâmicas econômicas intrínsecas de cada local.

Neste contexto de grandes transformações surgem as chamadas “Cidades Inteligentes” ou, em inglês, SmartCities, centro urbanos cujas distintas dinâmicas são racionalizadas, repensadas e redesenhadas com o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável das mesmas, a integração dos diferentes atores e setores que formam a vida social, econômica e cultural, assim como a correta ocupação do espaço urbano e proteção ao meio ambiente.

Embora seja importante ressaltar que não somente as cidades globais são a únicas passíveis de aplicar projetos inteligentes – havendo já pequenos e médios municípios com projetos em operação –, sem dúvidas elas foram as pioneiras do processo e atuam como indutoras dessas mudanças.

Atualmente, existem diferentes rankings que tratam de classificar as cidades inteligentes ao redor do planeta, assim como diversos projetos governamentais que buscam estimular o setor, porém ainda são muitas as dúvidas que suscitam o tema, pois nem todo projeto urbanístico pode ser considerado um processo inteligente e dinâmico, já que este deve ser benéfico não somente para um setor ou dimensão da cidade, mas para sua dinâmica como um todo. De modo que, para entender melhor, é preciso definir em poucas linhas o que é uma cidade inteligente.

Uma Smartcity é um espaço urbano (independentemente do tamanho) onde se aplica um processo de racionalização das dinâmicas inerentes dessa área, promovendo a geração de um espaço inteligente, onde os diferentes elementos que formam a cidade (cidadãos, governo, empresas, serviços, meio ambiente etc.) são integrados mediante a racionalização do próprio espaço, fazendo uso de novas tecnológicas e inovando processos já existentes ou criando novos.

SmartCity Expo World Congress, evento realizado em Barcelona, a cidade é considerada a maior Smartcity da Europa

A cidade passa atuar como um organismo onde cada elemento possui uma importância fundamental para o bom funcionamento geral e onde cada dinâmica – seja esta social, econômica ou produtiva – tem sua importância e gera conhecimento. Este “conhecimento” é a essência das SmartCities, é a inteligência que move todo o ciclo, transformando o projeto em algo duradouro. Independentemente da visão ideológica de uma determinada política, a cidade passa a ter seu próprio caráter e seu próprio projeto. 

Existe uma série de componentes presentes nos projetos de Smartcity, entre eles podemos destacar a utilização das telecomunicações e tecnologia da informação, geração e distribuição inteligente de energia, automatização e inovação de processos produtivos, modernização de serviços públicos, integração de setores econômicos, cuidado do meio ambiente e integração social e cidadã.

A cada ano que passa o tema Smartcity ganha importância no cenário acadêmico, econômico e político, muitos são os projetos que se desenvolvem ao longo do globo, porém também são muitos os equívocos. Existem cidades que ainda estão implementando projetos de infraestrutura básica que podem ser considerados apenas como um embrião de uma Smartcity; outras geram espaços isolados (condomínios) que, salvo raras exceções, são incapazes de impactar em toda a dinâmica da cidade. Ainda assim, cada projeto que surge, gera um conhecimento que pode ser transferido, emulado ou adaptado para uma cidade diferente, por isso, todo ano, em Barcelona, durante as últimas semanas de novembro, se organizada o Smartcity Expo World Congress, considerada a maior feira do setor e ponto de encontro para empresas, autoridades, organizações e sociedade civil para discutir o futuro das cidades e sua atuação no mundo.

Com a crescente instabilidade política internacional, decorrentes de mudanças importantes, tais como o isolacionismo proferido pelo atual Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumento de tensões na Ásia, instabilidade no Oriente Médio e Norte da África, mudanças políticas e instabilidade no processo de integração da União Europeia, novas diretrizes de desenvolvimento da China etc., a ação dos Estados se concentra principalmente na manutenção de sua estrutura e na proteção de seus interesses, dificultando as negociações internacionais.

Mapa cidades globais mundo

E, mesmo quando existem tais negociações (como, por exemplo, o avanço das negociações entre Mercosul e União Europeia), a própria composição dos Blocos negociantes dificulta sua concretização e morosidade, tomando conta do processo. Já por outro lado, as negociações e projetos realizados através da cooperação internacional promovidos pela paradiplomacia e aplicados pelas cidades inteligentes são capazes de gerar respostas à realidade dos cidadãos, gerando movimentos internos que acabam por influenciar a própria formulação política de um país. Neste sentido, a mudança dessa forma de atuar vem de baixo para cima e alguns países já conseguem vislumbrar as potencialidades que se ocultam nessas negociações.

A Cidades Inteligentes, lideradas pelas cidades globais e cidades Alphas, estão ganhando maior protagonismo devido a esse declínio dos atores internacionais, sejam os Estados ou as Organizações internacionais – hoje sendo questionadas e algumas como a Unesco e o Tribunal Internacional já com baixas – e também graças às ações das próprias multinacionais que buscam manter suas atividades se movimentando de forma mais rápida que a capacidade de resposta dos próprios Governos.

As SmartCities geram dinâmicas inteligentes que oferecem um entorno mais sustentável tanto para seus cidadãos como para instituições e organizações, gerando uma espécie de porto seguro em um mundo onde é cada vez mais difícil desenvolver uma estratégia global sem ser afetado pelas constantes mudanças geopolíticas. Algumas cidades, tais como Cingapura, Amsterdam, Toronto, entre outras, lideram a atração de investimentos e mobilização de capital para inovação e desenvolvimento, justamente por oferecer um entorno equilibrado para as empresas.

Talvez as palavras “entorno equilibrado” sejam as mais adequadas para quantificar ou avaliar um processo de Smartcity na conjuntura atual. Uma Smartcity não necessariamente deve ser como as cidades Alfas da Europa ou polos de inovação da Ásia, mas, sim, deve oferecer, dentro de suas singularidades, um entorno equilibrado onde se concentram fatores que façam dessa localidade um polo sustentável, competitivo e criativo, em outras palavras, um polo inteligente, mesmo que este seja um grande centro financeiro ou um grande produtor agrícola.

É neste contexto onde o cenário internacional e a própria globalização são questionados que as cidades inteligentes representam uma nova dimensão, muito mais próxima das pessoas e de seus interesses, sem gerar os atritos das pressões geopolíticas. E, neste mês de novembro, o CEIRI NEWSPAPER fará uma série de reportagens sobre o assunto, abordando cada um dos setores: mobilidade, tecnologia da informação, inovação e indústria 4.0, integração de serviços etc.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Previsão de participação na economia das maiores áreas urbanas. Em bilhões de dólares” (Fonte):

http://infographic.statista.com/normal/chartoftheday_3886_the_cities_contributing_most_to_global_gdp_n.jpg

Imagem 2Componentes de um projeto de Smartcity” (Fonte):

http://cdn.ttgtmedia.com/rms/onlineImages/iota-smart_city_components_desktop.jpg

Imagem 3SmartCity Expo World Congress, evento realizado em Barcelona, a cidade é considerada a maior Smartcity da Europa” (Fonte):

https://www.electronicsmedia.info/wp-content/uploads/2017/04/Smart-city-expo-world-congress.png

Imagem 4Mapa cidades globais mundo” (Fonte):

http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/upload/conteudo/mapa-das-cidades-globais.jpg 

ANÁLISE - Sociedade InternacionalANÁLISES DE CONJUNTURACooperação InternacionalParadiplomacia

Smartcity III, o profissional do setor

Os projetos de Smartcities são uma tendência crescente no cenário internacional e nacional. Ainda assim, existem diversas dúvidas em relação a natureza desses projetos e aos órgãos implicados, bem como aos profissionais que atuam no setor.

Alguns centros de formação no Brasil já oferecem instrução na área, porém, apesar da excelente qualificação dos professores, poucos são os que realmente possuem experiência profissional ou empírica, refletindo novamente as próprias dúvidas que geram os projetos de Smartcity.

Inovação, tecnologia e política são os setores nos quais os centros acadêmicos concentram sua oferta formativa, o que acaba limitando todo o potencial da área e gera uma especialização excessiva e perniciosa, já que, mesmo sendo importante contar com profissionais qualificados para a gestão desses projetos, os mesmos não podem ser limitados a apenas algumas áreas.

É vital compreender que o projeto de uma cidade inteligente envolve a todos os profissionais que atuam nas dinâmicas internas e intrínsecas da cidade, pois é dessa interação entre os diferentes atores presentes no espaço urbano que surge a inteligência e conhecimento para promover mudanças reais e obter resultados. De forma que é preciso separar a figura do especialista ou gestor de projetos de Smartcity dos demais profissionais que participam ativamente dos projetos Smart e que são de outras áreas.

Um médico pode estar envolvido em um projeto de Smartcity da mesma forma que um advogado ou um funcionário público, pois todos formam parte da dinâmica da cidade e todos podem contribuir para a implementação de novos processos, desenvolver novas soluções, gerar sinergia com outras áreas, gerar inteligência. 

BID – Smartcities

Os setores nos quais se desenvolvem as ações dos projetos de Smartcity (E-government, E-Health, inovação, meio ambiente, energias renováveis, mobilidade etc.) contemplam essa multidisciplinaridade e dependem da mesma, de modo que todo profissional pode atuar em um projeto de Smartcity.

No caso daqueles que desejam atuar na gestão ou como especialista em projetos de Smartcity é fundamental reiterar a necessidade de uma visão global, multidisciplinar e integradora, além da capacidade de planejamento a longo prazo.

Mais do que formação, o profissional deve compreender as dinâmicas que existem na cidade, suas interações, reconhecer seu potencial, seus desafios, deve possuir ferramentas capazes de lhe colocar em contato com a inteligência gerada pelos atores e fatores próprios da cidade.

Cursos são importantes para lhe oferecer formação teórica sobre o assunto, além de lhe proporcionar ferramentas e metodologias científicas de análises quantitativas e qualitativas. Porém, a visão do implicado em relação a sua cidade e suas dinâmicas e processos é um fator chave nessa transformação derivada dos projetos de Smartcity, já que da mesma pende a diferenciação entre uma intervenção isolada e uma dinâmica inteligente que irá impactar em toda a cidade.

Projeto de ação Smartcity

O profissional interessado em projetos de Smartcity deve conhecer vários fatores, a citar: conhecer bem a economia da região analisada, suas dinâmicas (social, política, cultural), fatores externos e internos que impactam na mesma, dentre vários. Dessa forma, ele pode desenvolver a intervenção indicada, a qual pode ser um projeto de startup, uma parceria pública privada, um curso de formação, a criação de um cluster das empresas locais, a inovação de uma tramitação pública, a gestão de uma política pública ou de um projeto privado etc. Tudo depende do nível de participação e da área de atuação do mesmo. Caso seja um gestor, seu papel será justamente o de organizar, desenvolver e fomentar esses fluxos inovadores que existem ou que podem vir a existir.

Ao contrário do que muitos acreditam, os projetos de Smartcity não são projetos unicamente focados na política, inovação, tecnologia ou engenharia, mas projetos cuja multidisciplinaridade é fundamental. Não é um setor para especialistas exclusivos, mas sim para todos aqueles que saibam integrar, promover, estimular, criar um projeto funcional, transformando as dinâmicas de uma cidade em um processo inteligente.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Foto de Smartcity” (Fonte):

https://www.pexels.com/search/smart%20city/

Imagem 2BID Smartcities” (Fonte):

http://servicesaws.iadb.org/wmsfiles/images/0x0/-39723.jpg

Imagem 3Projeto de ação Smartcity” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Smart_City_Roadmap_by_Dr._Sam_Musa.jpg

AMÉRICA LATINAANÁLISES DE CONJUNTURAParadiplomacia

SMARTCITY I, a diferença entre serviços básicos e processos inteligentes

O termo Smartcity ou “Cidade Inteligente” se popularizou nos últimos anos sendo utilizado em diversos artigos, projetos e discursos. Porém, existem muitas dúvidas em relação ao significado do termo e problemas em sua aplicação nos projetos atuais, sejam estes públicos ou privados.

Cidade Inteligente. Fonte: Wikipedia

Uma cidade inteligente é um espaço no qual se desenvolvem dinâmicas que visam gerar a melhoria na qualidade de vida de seus cidadãos, fazendo um melhor uso de seus recursos, aplicando novas soluções para resolver os problemas que enfrentam a sociedade e criando novas ferramentas e estruturas para desenvolver um espaço inteligente que molde a realidade de um determinado local.

Embora essa definição possa ser ampla e abranja diversos processos, já que a mesma se adapta a realidade do espaço urbano, existem projetos que não deveriam ser caracterizados como um projeto de Smartcity, ou que talvez deveriam ser contemplados como um passo prévio ao projeto de Smartcity.

Um empreendimento, como por exemplo um condomínio nas aforas da cidade, não pode ser considerado outra coisa que um espaço urbanizado ou um bairro planejado, pois, para que o mesmo seja considerado uma Smartcity, este deveria integrar a realidade da região. Por mais serviços que possa oferecer, a existência desses espaços gera apenas polos isolados e não um processo inteligente integrante da realidade de uma cidade. São uma versão evoluída dos condomínios que existem no Brasil, onde, no lado de dentro, a qualidade de vida pode ser muito elevada, mas contrasta com a realidade externa, pois o mesmo não se integra a ela. Dessa forma, não é inteligente, mas um potencial gerador de desigualdades ou uma nova “ilha” desenvolvida, incapaz de transformar seu entorno.

Estrutura da Cidade Inteligente. Fonte: Wikipedia

Outro processo que muitos confundem com projetos de Smartcity são os projetos de serviços públicos básicos. Oferecer saneamento e iluminação para uma localidade não necessariamente transforma a cidade em uma Smartcity, caso não exista um processo inteligente por detrás dessa intervenção, capaz de desenvolver uma nova dinâmica social, produtiva ou econômica que integre o espaço urbano e prepare o mesmo para uma nova realidade global, pois, caso contrário, é uma simples intervenção que, mesmo promovendo o desenvolvimento, já deveria ter sido feita com anterioridade, de modo que uma Smartcity não é um empreendimento isolado, não é a prestação de serviços públicos, mas a geração de processos inteligentes dentro do espaço urbano que integram a sociedade, o sistema produtivo e o sistema de gestão, fomentando uma nova realidade.

Por esse motivo, existem pilares nos quais se fundamentam as Smartcities. Os principais são:

–               Inovação

–               Meio Ambiente e Sustentabilidade

–               E-government e Participação Social

–               Tecnologia e Telecomunicações

–               Empreendedorismo e Educação

–               Mobilidade e Transporte

–               Segurança

–               Economia Criativa e Circular

–               Novas Energias

–               Tratamento de Resíduos e Reciclagem

É certo que cada cidade, devido a sua própria evolução, apresentará setores mais desenvolvidos que outros, além de outras possibilidades, mas, em termos gerais, estas são as áreas nas quais se desenvolvem os projetos de Cidades Inteligentes e nas quais devem se envolver tanto a gestão pública como a privada e a sociedade, de modo que não sejam projetos isolados, mas dinâmicas capazes de integrar o espaço urbano.

Cidade Inteligente Nansha. Fonte: Wikipedia

Cidades como Barcelona ou Singapura são exemplos mundiais de Smartcity (ressaltando-se que Singapura é uma Cidade-Estado constituída por 63 ilhas), já que ambas fomentaram a criação de um espaço urbano inteligente, o que se reflete nos índices de desenvolvimento das mesmas. No mundo, em outras cidades também existem projetos de Smartcity, sejam elas grandes capitais ou pequenas cidades, mas não como uma intervenção isolada e sim como um gerador de mudanças para toda a cidade.

No Brasil, algumas capitais já possuem os seus projetos do gênero, tais como Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Recife, embora as desigualdades sociais, os problemas de gestão e a deficiência de infraestrutura dificultem a realização desses projetos, pois, ao final, só podemos falar de um processo inteligente quando o mesmo for uma realidade para toda a cidade e não para um pequeno grupo.

Essas cidades – como muitas outras no Brasil – ainda possuem deficiências histórias e o desafio de equilibrar as intervenções que a cidade precisa com a geração de processos inteligentes capazes não somente de abranger essas intervenções, como também, a partir das mesmas, promover a criação de um espaço inteligente, caso contrário será somente a concessão de um serviço básico, revestida como projeto de Smartcity e não será uma inovação para a cidade e sim o seu desenvolvimento para um patamar aceitável em comparação com as cidades já desenvolvidas dos países mais ricos

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 O que faz uma Smartcity Smart” (Fonte):

https://www.linkedin.com/pulse/smart-city-heading-towards-better-future-harikrishna-patel

Imagem 2 Estrutura da Cidade Inteligente” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a4/IoT-Enabled_Smart_City_Framework_White_Paper_Image_2.png

Imagem 3 Gráfico da Cidade Inteligente” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/3e/Smart_City_Graph.jpg (Copiar e colar no navegador)

Imagem 4 Cidade Inteligente Nansha” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/d8/Smart_City_Nansha.jpg/1280px-Smart_City_Nansha.jpg

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O ano de 2017 apresenta uma série de desafios no panorama internacional. Analista convergem para o posicionamento de que o pior da crise econômica parece haver passado e, aos poucos, as nações começam a se recuperar. Também está sendo identificado que existe uma leve melhoria no valor das commodities e uma tímida recuperação da atividade industrial nos países desenvolvidos, porém a situação política parece confluir em uma nova etapa de mudanças e em novos desafios, fazendo com que o ano que se inicia possa viver aquilo que é chamado de “tempestade perfeita”.

O início da Era Trump coloca em xeque toda a geopolítica global. O que vem sendo considerado como a imprevisibilidade do novo líder americano, além de seu discurso protecionista, ameaça o sistema econômico internacional e as cadeias de produção global, deixando o mundo sem um modelo ao qual seguir e sem um líder que represente os ideais de mercado.

A China, embora advogue pelo livre comércio, ainda é vista com receio por grande parte das nações, não sendo capaz de assumir de momento a liderança global. A Europa, por outro lado, enfrentará neste ano o resultado de uma série de transformações sociais, politicas e econômicas que começaram com a crise financeira de 2008 e que vão alcançar seu ponto crítico durante as eleições a serem realizadas agora em 2017, nas duas principais economias do Bloco Europeu – a França e a Alemanha –, havendo a possibilidade de que se reconfigure um novo mapa político na região e ocorra o início da fragmentação da União Europeia e a fragilização de seu modelo de implementação para o resto do mundo.

Outras potências, tais como a Rússia ou a Inglaterra, buscam seus próprios interesses, negociando ora de um lado, ora do outro, mas mantendo distância de uma possível liderança, ou maior protagonismo, frente a um mundo em transformações.

O fator comum que paira sobre o panorama global em 2017 é a reconfiguração do sistema internacional e a total falta de liderança em um cenário onde o discurso nacionalista e conservador ganha cada vez mais força. Nesse panorama conturbado, é difícil para a diplomacia acompanhar todas as mudanças, uma vez que os próprios países estão inseridos nesse ciclo e muitos buscam um novo alinhamento político e econômico.

O grande desafio que enfrenta a diplomacia atual e a política externa dos países é saber a quê ou com quem devem se alinhar. Em um mundo em plena transformação, parece ser arriscado apostar todas as fichas em apenas um país ou em um eixo. Dessa forma, países como o Brasil dificilmente devem manter apenas uma linha de negociações, mas tendem a ampliar as mesmas, de modo a conseguir se reinserir no cenário global, uma vez que este ciclo de mudanças esteja concluído.

Nesse cenário caótico que vive a política internacional, o multilateralismo ganha força e se transforma em uma importante ferramenta, porém são poucas as nações capazes de se articular rapidamente nesse sentido, devido aos diversos acordos de integração assinados nas últimas décadas, os quais acabam engessando grande parte das ações políticas e das negociações.

Um país como o Brasil, por exemplo, por mais que opte por uma agenda multilateral, deve levar em consideração suas responsabilidades contraídas com o Mercosul e diferentes Acordos para não gerar problemas locais. Da mesma forma, outras nações do mundo enfrentam dilema similar.

A densidade das negociações diplomáticas e os novos alinhamentos que estão sendo configurados fazem com que outras áreas das relações internacionais ganhem notoriedade. A paradiplomacia e a diplomacia corporativa transformam-se em veículos importantes neste cenário de ação internacional controlada, sendo uma forma de se evadir da complexidade das negociações da alta política na busca de resultados rápidos e precisos.

Cidades e regiões do mundo com estrutura de paradiplomacia negociam entre elas com o intuito de agilizarem determinados processos internacionais e fomentarem mudanças locais, sem passar por anos de discussões e negociações nas altas esferas políticas. Além disso, as empresas buscam defender cada vez mais seus interesses, negociando com autoridades locais e influenciando em processos regionais com o intuito de manterem suas atividades e produtividades e não serem afetadas pela morosidade do processo político internacional.

A paradiplomacia se apoia no multilateralismo e se expande para se transformar em uma ferramenta para os governos subnacionais e para a economia de uma região. Uma cidade como São Paulo, por exemplo, pode negociar diretamente com outras metrópoles, fomentando intercâmbios, promovendo investimentos e atraindo recursos, sem afetar as ações do Governo Federal. Assim, o município pode receber multinacionais que tenham interesse específico na cidade e sejam atraídos por políticas de promoção econômica, de modo que o multilateralismo crescente, devido as mudanças geopolíticas, mostra-se como uma oportunidade para o desenvolvimento de outras áreas e como uma ferramenta das relações internacionais, surgindo como solução para o engessamento da política internacional e como forma de responder à redução de recursos dos governos centrais.

Uma vez consolidadas essas ferramentas, elas aumentam a representatividade e a competitividade da nação em geral, além disso, elas redefinem o reposicionando do país após a reconfiguração que possa ocorrer no sistema internacional.

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Imagem 1Mapa Mundi – Bandeiras dos Países” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Flag-map_of_the_world.svg

Imagem 2Donald Trump fazendo o juramento de posse” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Posse_de_Donald_Trump#/media/File:Donald_Trump_swearing_in_ceremony.jpg

Imagem 3Vista do Kremlin ao fim do dia” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Kremlin_de_Moscovo

Imagem 4Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo (Brasil)” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil#/media/File:06-11-2014_Novembro_Azul_(15733329532).jpg

Imagem 5São Paulo à noite, Brasil” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil#/media/File:Sampa_Noite.jpg

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