DIPLOMACIA CORPORATIVANOTAS ANALÍTICASTecnologia

Amazon versus Amazônia: a disputa pelo domínio “.amazon”

De acordo com nota publicada pelo Itamaraty, o Conselho Diretor da Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números (ICANN) limitou até o dia 7 de abril para que os países da região amazônica e a empresa Amazon cheguem a um acordo sobre o registro do domínio “.amazon”.

Mapa da ecorregião amazônica definida pelo WWF. A linha amarela abrange a bacia de drenagem da Amazônia. As fronteiras nacionais estão mostradas em preto. Imagem de satélite da NASA

Desde 2012, por intermédio do Itamaraty, o Brasil, em coordenação com os demais países amazônicos, opõe-se firmemente à atribuição do “.amazon” à empresa norte-americana Amazon em regime de exclusividade. O argumento brasileiro indica que “devido a sua indissociável relação semântica com a Amazônia, aquele domínio não deve, de modo algum, ser o monopólio de uma empresa”.

O Itamaraty defende ainda que os países da região devem “participar da gestão e uso do domínio, com vistas a defender e promover o patrimônio natural, cultural e simbólico da região amazônica, bem como fomentar a economia regional e a inclusão digital das populações ali residentes”.

.Africa

Em outro caso, no ano de 2017, o domínio “.africa” foi considerado de nível superior continental para uso de organizações, empresas e indivíduos com orientação de agências africanas responsáveis pela governança da internet na região. A campanha por este registro foi liderada por uma empresa sul-africana ZA Central Registry (ZACR), que agora é responsável por registrar os nomes “.africa” e gerencia os registros, podendo distribuí-los a quem solicita, e não apenas a uma empresa que se atribuiria a condição de detentora exclusiva deste domínio.

Mapa Patagônia

Outro exemplo similar foi com relação a empresa de roupas de esportes de inverno Patagônia que solicitou o registro do domínio “.patagonia. A empresa acabou retirando sua candidatura após pressão da Argentina e do Chile que levantaram o temor de que tal ação prejudicaria a região da Patagônia que se estende por parte da América do Sul.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Amazon” (Fonte): https://pixabay.com/illustrations/shop-amazon-mobile-phone-smartphone-1908580/

Imagem 2Mapa da ecorregião amazônica definida pelo WWF. A linha amarela abrange a bacia de drenagem da Amazônia. As fronteiras nacionais estão mostradas em preto. Imagem de satélite da NASA” (Fonte): https://pt.wikipedia.org/wiki/Amaz%C3%B4nia#/media/File:Amazon_rainforest.jpg

Imagem 3 .Africa” (Fonte): https://tech-ish.com/2017/09/12/dotafrica-domains/

Imagem 4 Mapa Patagônia” (Fonte): https://domaingang.com/domain-news/patagonia-inc-rushes-in-last-minute-comments-in-support-of-dot-patagonia/

DIPLOMACIA CORPORATIVANOTAS ANALÍTICAS

*ERRATA: Grupo PSA escolhe Rússia para alavancar marca OPEL

*A empresa Vauxhall é de origem britânica e não alemã.

Em 2015, quando a Federação Russa passava por um processo de depreciação massiva de sua moeda, o Rublo, causando um alijamento do mercado automotivo nacional, a General Motors decidiu retirar do território russo a OPEL, uma de suas marcas, a qual detinha desde 1929, e que, sob seu comando, apresentava prejuízos em torno de US$ 9 bilhões (cerca de R$ 34,8 bilhões, de acordo com a cotação de 8 de março de 2019), desde 2009 no mercado europeu.

Logotipos PSA e OPEL

Quatro anos após essa decisão, a economia russa voltou a dar sinais de estabilização devido políticas macroeconômicas bem sucedidas, o que atraiu a atenção de vários fabricantes automobilísticos, incluindo o Grupo PSA (dona da Peugeot e Citroën), agora detentora da marca OPEL e que esta “devolvendo” à Rússia a capacidade de fabricação de seus veículos, em anúncio proclamado no final de fevereiro (2019).

Com essa aquisição, a PSA passou a ter uma participação de mercado em torno dos 16%, o que a coloca acima da Renault, sua concorrente mais próxima, mas, aquém do primeiro lugar da Volkswagen, que aponta 24%. Para a empresa, o negócio foi atraente pelo motivo do aumento de produção em torno dos 1,2 milhão de veículos, o que a ajudará a reduzir os custos de desenvolvimento, por aproveitar a tecnologia em três marcas ao mesmo tempo, já que, paralelamente, também adquiriu uma marca britânica, a Vauxhall.

Em declaração conjunta dos CEOs (Chief Executive Officer) da OPEL e da PSA, Michael Lohscheller e Carlos Tavares, respectivamente, ficou claro que o grupo já havia projetado sua volta à Rússia sob o governo de Vladimir Putin, por ser um dos caminhos mais curtos para que a montadora pudesse potencializar sua demanda no mercado euroasiático, investindo em comerciais leves na região e triplicando o volume de vendas até 2021, em relação a 2018, o que seria um dos pontos do plano estratégico “Push to Pass”*, que incluiria também a apresentação de novos conceitos veiculares eletrificados em torno de 50% da oferta, podendo, em 2025, chegar aos 100%.

Veículo OPEL Zafira Life

A produção dos veículos OPEL se dará numa fábrica PSA já existente na região de Kaluga, sul da capital Moscou, com capacidade de produção de 125 mil veículos por ano e já se sabe que os primeiros modelos a serem lançados serão do tipo van, sendo Zafira Life e Vivaro, não tendo seus preços anunciados até o momento. Outros veículos da marca que possivelmente poderão ser fabricados em solo russo serão os modelos Corsa, Crossland X e Grandland X.

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Nota:

* O plano estratégico “Push to Pass” é um primeiro passo rumo à realização da visão do Grupo PSA: “tornar-se um fabricante de veículos global na ponta da eficiência e um fornecedor de referência em serviços de mobilidade”, e perpetuar a razão de ser do Grupo de preservar a liberdade de movimento, oferecendo uma mobilidade sustentável e acessível.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Símbolo da OPEL” (Fonte): https://www.translatoruser-int.com/translate?&to=en&csId=15eb7b9f-63b0-4b46-8ca9-4a57ebe0aa5c&usId=f699599e-5721-492c-a38e-5a9c14026fc9&dl=en&ac=true&dt=2019%2f3%2f8%201%3a21&h=4DuBRfD0VD3V5ETKe6sr-xmOnmA_-Cju&a=https%3a%2f%2fwww.opel.ru%2fpredlozheniya-uslug%2fcurrent-offers%2fparts-and-prices.html

Imagem 2 Logotipos PSA e OPEL” (Fonte): https://www.autoplus.fr/psa/actualite/PSA-Opel-GM-fusion-partenariat-1513343.html

Imagem 3 Veículo OPEL Zafira Life” (Fonte): https://www.opel.pt/carros/modelos-futuros/zafira-life.htmlI

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Baidu participa de grupo de Inteligência Artificial liderado por empresas dos EUA

A empresa se torna a primeira firma chinesa a participar do grupo

No dia 17 de outubro de 2018, a empresa Baidu se tornou a primeira companhia chinesa a integrar o grupo Parceria em Inteligência Artificial (PAI, sigla em português). A PAI é composta por 80 corporações e instituições de pesquisa de 13 países destinos. Participam do grupo gigantes da tecnologia como Apple, Facebook, Amazon, Google, IBM e Microsoft. De acordo com o site oficial, o objetivo da organização é “desenvolver e compartilhar métodos e boas-práticas no âmbito de testes,pesquisas e aplicações de Inteligência Artificial (IA)”.

Terah Lyons, Diretora Executiva da PAI

A Baidu, por sua vez, opera o maior servidor de buscas da China e está na vanguarda em pesquisas no setor de Inteligência Artificial. Segundo a Associação de Patentes da China, a companhia foi líder na aplicação de patentes nesta área em 2018, na frente de empresas como Google e Microsoft. Nesse sentido,destaca-se o Projeto Apollo, o qual objetiva comercializar automóveis com direção autônoma até 2020 no mercado chinês.

Presidentes Xi Jinping e Donald Trump durante encontro do G20, em julho de 2017

A integração do Baidu ao PAI ocorre em uma conjuntura de incertezas acerca do futuro das relações bilaterais entre os Estados Unidos e a República Popular da China. No dia 2 de dezembro de 2018, durante jantar em Buenos Aires, os presidentes Donald Trump e Xi Jinping concordaram com uma trégua de 90 dias na guerra tarifária iniciada em fevereiro de 2018. No entanto, especialistas indicam fragilidades no acordo, na medida em que não foram apresentadas soluções para contenciosos considerados centrais pelas duas nações.

Conforme argumentou-se em análises anteriores, a competição entre EUA e China ultrapassa o âmbito comercial.De fato, se refere fundamentalmente a uma disputa pela liderança no processo de inovação tecnológica na esfera internacional. Nesse contexto, fóruns de cooperação entre empresas privadas chinesas e estadunidenses são iniciativas que podem colaborar para construção de normas que balizem a coexistência pacífica entre os dois países. Assim, nas palavras de Terah Lyons, Diretora Executiva da PAI,“a admissão da Baidu representa o início da entrada da PAI na China. Continuaremos a adicionar novos membros chineses e de todo o mundo à medida que crescemos”.

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 Fontes das Imagens:

Imagem 1Sede da Baidu em Beijing”(Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f6/Baidu_Campus.jpg

Imagem 2Terah Lyons, Diretora Executiva da PAI” (Fonte):

https://c1.staticflickr.com/1/943/41228066835_6827cf8ca8_b.jpg

Imagem 3Presidentes Xi Jinping e Donald Trump durante encontro do G20, em julho de 2017” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/09/President_Donald_J._Trump_and_President_Xi_Jinping_at_G20%2C_July_8%2C_2017.jpg/800px-President_Donald_J._Trump_and_President_Xi_Jinping_at_G20%2C_July_8%2C_2017.jpg

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Gigante da Internet Chinesa aporta U$ 90 milhões na Startup Financeira NuBank

No dia 9 de outubro de 2018, a empresa de tecnologia Tencent realizou aporte de US$90 milhões na startup financeira brasileira NuBank. O montante se refere à primeira parcela de um total de US$180 milhões que serão investidos pela companhia chinesa. A operação ocorre em um contexto de incremento do influxo de capitais da República Popular da China para diversos setores da economia brasileira, bem como de redefinições na orientação da política externa do Brasil após as eleições presidenciais.

Sede da Tencent, em Shenzhen, China

A Tencent é uma gigante da tecnologia chinesa do porte de empresas como Facebook, Apple e Google. Em janeiro de 2018, seu valor de mercado aproximado era US$490 bilhões (aproximadamente 1,81 trilhão de reais, pela cotação e 1o de novembro de 2018). O maior ativo da empresa é o aplicativo WeChat, o qual é uma plataforma que integra os serviços de troca de mensagens, rede social, e transações monetárias. Neste ano (2018), o aplicativo ultrapassou a marca de mais de 1 bilhão de usuários. O aporte financeiro no NuBank é o primeiro realizado pela Tencent em uma empresa brasileira. O CEO da companhia chinesa, Martin Lao, afirmou estar “animado em participar das oportunidades de crescimento no Brasil e na América Latina”.

Analistas apontam que o investimento realizado pela gigante asiática amplia a capacidade competitiva do NuBank em relação às instituições bancárias que dominam atualmente o setor no Brasil. A fintech, fundada em 2012, possui 5 milhões de clientes, bem como acumula U$ 420 milhões de aportes de financeiros grupos de investimentos internacionais (aproximadamente 1,55 bilhão de reais, pela cotação e 1o de novembro de 2018). Nesse contexto, David Velez, CEO do NuBank, declarou estar ansioso para aprender com a experiência da Tencent na China.

Marca do NuBank

Entende-se que a entrada da Tencent no mercado financeiro e tecnológico brasileiro sugere que o influxo de capitais chineses para o país deverá não apenas se intensificar, como também se diversificar para setores até então dominados por empresas europeias e estadunidenses. Além disso, a agenda de privatizações já anunciada pela equipe econômica do Presidente eleito reforça a plausibilidade dessa tendência. 

No entanto, ressalta-se que a entrada de capitais chineses no Brasil também impõe pressões para a política externa do país. Isso por conta do alto grau de polarização entre Estados Unidos e a China no sistema internacional, principalmente no que tange ao recrudescimento de atritos na esfera comercial. Portanto, pode-se concluir que evitar que as tensões entre as duas grandes potências econômicas prejudiquem os interesses econômicos nacionais se tornará um desafio relevante para a diplomacia brasileira.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Yuan, moeda chinesa” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Chine_Yuan.jpg

Imagem 2Sede da Tencent, em Shenzhen, China” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Tencent_HQ.JPG

Imagem 3Marca do NuBank” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Nubank#/media/File:Logo_nubank.png

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Criação de polo tecnológico em Cabo Verde

Durante o 12º Encontro de Empresários para a Cooperação Econômica e Comercial entre China e Países de Língua Portuguesa, realizada nos dias 20 e 21 de junho de 2018, em Portugal, a Cabo Verde TradeInvest (Agência de Promoção de Investimentos e Exportação) e a Macao Bringbuys Web Technology Co. Ltda. assinaram um memorando de entendimento. Ambas acordaram em desenvolver no arquipélago um polo tecnológico no continente africano, o qual abrangerá um centro de computação em nuvem e um centro de dados offshore*, e buscará atração de investimentos de empresas da área da Tecnologia da Informação e treinamento profissional.

Logo da Cabo Verde TradeInvest

Sob a perspectiva da presidente da Cabo Verde TradeInvest, Ana Barber, a participação da delegação cabo-verdiana de empresários ao Encontro possui um caráter positivo, no que diz respeito à captação de novos investidores do exterior. Neste sentido, Barber complementa que tais investimentos impactarão na geração de emprego e para estimular a economia do país.

O Encontro entre China e Países de Língua Portuguesa tem como objetivo fomentar o comércio entre o setor empresarial, por meio do desenvolvimento de processos de cooperação, parceria e promoção de investimentos. A iniciativa de aproximação surgiu em 2003, quando os chineses designaram a Região Administrativa Especial de Macau como sede das iniciativas para a ampliação das relações de cooperação econômica com os países lusófonos. Criou-se assim, o Fórum para a Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (também conhecido como Fórum Macau), quando foi firmado acordo entre as Câmaras de Comércio dos Estados participantes (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, e Timor-Leste).

Cabe destacar que, previamente ao Encontro deste ano (2018), ações para expandir os entendimentos entre as nações também foram realizadas. No mês de abril, Cabo Verde recepcionou uma missão chinesa voltada para a avaliação dos impactos do Fórum Macau no arquipélago. Segundo o Representante cabo-verdiano no Fórum, Nuno Furtado, faz-se necessário adequar as perspectivas futuras e estratégias de cooperação. Igualmente, Barber compreende que a atuação estratégica da Cabo Verde TradeInvest gera a criação da sinergia entre o mercados cabo-verdiano e continental, estreitando os laços entre a comunidade lusófona.

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Nota:

* Termo inglês que designa algo que é fora da costa, no exterior.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Bandeira de Cabo Verde” (Fonte):

http://mlb-s1-p.mlstatic.com/794528-MLB27461710563_052018-O.jpg

Imagem 2Logo da Cabo Verde TradeInvest” (Fonte):

https://mindelinsite.cv/wp-content/uploads/2017/07/CV-Trade-Logo.jpg

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BID aprova financiamento para Grupo Durli, no Brasil e no Paraguai

Grupo Durli é um dos maiores curtumes brasileiros, possuindo atualmente oito plantas industriais. A primeira unidade foi montada na cidade de Erechim, no Estado brasileiro do Rio Grande do Sul, em 1960, ainda de forma artesanal. Com o crescimento da demanda, houve a necessidade da adoção de equipamentos modernos e de maior número de colaboradores, o que permitiu sua expansão para mais Estados do Brasil: Mato Grosso, Pará, Tocantins, Paraná, Bahia, além do Rio Grande do Sul, lugar de origem. Agora, está também, com uma nova planta no Paraguai.

Logo Durli da Internacionalização

Com este histórico e perspectiva de crescimento, o BID Invest, instituição do setor privado do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), aprovou para a empresa um pacote financeiro no Brasil de US$ 38 milhões e outro no Paraguai de US$ 15 milhões.

De acordo com as informações disseminadas pelo BID, a operação no Brasil consiste em um empréstimo de US$ 13,8 milhões do BID Invest e a mobilização de US$ 24,2 milhões de outras fontes, incluindo US$ 4,2 milhões do Fundo Chinês para o cofinanciamento do Setor Privado das Américas, e US$ 20 milhões em fundos administrados pela Cordiant Capital

A operação realizada no Paraguai apoia a estratégia de internacionalização da empresa para este país e consiste em um empréstimo de US$ 6 milhões do BID Invest e a mobilização de US$ 3 milhões do Fundo Chinês para o cofinanciamento das Américas, além da contribuição dos parceiros para um valor de US$ 6 milhões.

Os financiamentos foram aprovados no dia 12 de novembro de 2017 e neste mês de maio de 2018 começará o cronograma de desembolso e execução das atividades previstas. Os empréstimos no Brasil e Paraguai serão utilizados para a construção de fábricas para o tratamento de couro e para financiar parcialmente as necessidades de capital de giro e o refinanciamento de passivos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Fábrica Durli Divulgação” (Fonte):

https://elevabd.com.br/wp-content/uploads/2017/10/fotos-elevabd-durli-4.jpg

Imagem 2 Logo Durli da Internacionalização” (Fonte):

https://elevabd.com.br/wp-content/uploads/2017/10/logo-durli-elevabd.jpg