DIPLOMACIA CORPORATIVANOTAS ANALÍTICASTecnologia

Baidu participa de grupo de Inteligência Artificial liderado por empresas dos EUA

A empresa se torna a primeira firma chinesa a participar do grupo

No dia 17 de outubro de 2018, a empresa Baidu se tornou a primeira companhia chinesa a integrar o grupo Parceria em Inteligência Artificial (PAI, sigla em português). A PAI é composta por 80 corporações e instituições de pesquisa de 13 países destinos. Participam do grupo gigantes da tecnologia como Apple, Facebook, Amazon, Google, IBM e Microsoft. De acordo com o site oficial, o objetivo da organização é “desenvolver e compartilhar métodos e boas-práticas no âmbito de testes,pesquisas e aplicações de Inteligência Artificial (IA)”.

Terah Lyons, Diretora Executiva da PAI

A Baidu, por sua vez, opera o maior servidor de buscas da China e está na vanguarda em pesquisas no setor de Inteligência Artificial. Segundo a Associação de Patentes da China, a companhia foi líder na aplicação de patentes nesta área em 2018, na frente de empresas como Google e Microsoft. Nesse sentido,destaca-se o Projeto Apollo, o qual objetiva comercializar automóveis com direção autônoma até 2020 no mercado chinês.

Presidentes Xi Jinping e Donald Trump durante encontro do G20, em julho de 2017

A integração do Baidu ao PAI ocorre em uma conjuntura de incertezas acerca do futuro das relações bilaterais entre os Estados Unidos e a República Popular da China. No dia 2 de dezembro de 2018, durante jantar em Buenos Aires, os presidentes Donald Trump e Xi Jinping concordaram com uma trégua de 90 dias na guerra tarifária iniciada em fevereiro de 2018. No entanto, especialistas indicam fragilidades no acordo, na medida em que não foram apresentadas soluções para contenciosos considerados centrais pelas duas nações.

Conforme argumentou-se em análises anteriores, a competição entre EUA e China ultrapassa o âmbito comercial.De fato, se refere fundamentalmente a uma disputa pela liderança no processo de inovação tecnológica na esfera internacional. Nesse contexto, fóruns de cooperação entre empresas privadas chinesas e estadunidenses são iniciativas que podem colaborar para construção de normas que balizem a coexistência pacífica entre os dois países. Assim, nas palavras de Terah Lyons, Diretora Executiva da PAI,“a admissão da Baidu representa o início da entrada da PAI na China. Continuaremos a adicionar novos membros chineses e de todo o mundo à medida que crescemos”.

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 Fontes das Imagens:

Imagem 1Sede da Baidu em Beijing”(Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f6/Baidu_Campus.jpg

Imagem 2Terah Lyons, Diretora Executiva da PAI” (Fonte):

https://c1.staticflickr.com/1/943/41228066835_6827cf8ca8_b.jpg

Imagem 3Presidentes Xi Jinping e Donald Trump durante encontro do G20, em julho de 2017” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/09/President_Donald_J._Trump_and_President_Xi_Jinping_at_G20%2C_July_8%2C_2017.jpg/800px-President_Donald_J._Trump_and_President_Xi_Jinping_at_G20%2C_July_8%2C_2017.jpg

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Gigante da Internet Chinesa aporta U$ 90 milhões na Startup Financeira NuBank

No dia 9 de outubro de 2018, a empresa de tecnologia Tencent realizou aporte de US$90 milhões na startup financeira brasileira NuBank. O montante se refere à primeira parcela de um total de US$180 milhões que serão investidos pela companhia chinesa. A operação ocorre em um contexto de incremento do influxo de capitais da República Popular da China para diversos setores da economia brasileira, bem como de redefinições na orientação da política externa do Brasil após as eleições presidenciais.

Sede da Tencent, em Shenzhen, China

A Tencent é uma gigante da tecnologia chinesa do porte de empresas como Facebook, Apple e Google. Em janeiro de 2018, seu valor de mercado aproximado era US$490 bilhões (aproximadamente 1,81 trilhão de reais, pela cotação e 1o de novembro de 2018). O maior ativo da empresa é o aplicativo WeChat, o qual é uma plataforma que integra os serviços de troca de mensagens, rede social, e transações monetárias. Neste ano (2018), o aplicativo ultrapassou a marca de mais de 1 bilhão de usuários. O aporte financeiro no NuBank é o primeiro realizado pela Tencent em uma empresa brasileira. O CEO da companhia chinesa, Martin Lao, afirmou estar “animado em participar das oportunidades de crescimento no Brasil e na América Latina”.

Analistas apontam que o investimento realizado pela gigante asiática amplia a capacidade competitiva do NuBank em relação às instituições bancárias que dominam atualmente o setor no Brasil. A fintech, fundada em 2012, possui 5 milhões de clientes, bem como acumula U$ 420 milhões de aportes de financeiros grupos de investimentos internacionais (aproximadamente 1,55 bilhão de reais, pela cotação e 1o de novembro de 2018). Nesse contexto, David Velez, CEO do NuBank, declarou estar ansioso para aprender com a experiência da Tencent na China.

Marca do NuBank

Entende-se que a entrada da Tencent no mercado financeiro e tecnológico brasileiro sugere que o influxo de capitais chineses para o país deverá não apenas se intensificar, como também se diversificar para setores até então dominados por empresas europeias e estadunidenses. Além disso, a agenda de privatizações já anunciada pela equipe econômica do Presidente eleito reforça a plausibilidade dessa tendência. 

No entanto, ressalta-se que a entrada de capitais chineses no Brasil também impõe pressões para a política externa do país. Isso por conta do alto grau de polarização entre Estados Unidos e a China no sistema internacional, principalmente no que tange ao recrudescimento de atritos na esfera comercial. Portanto, pode-se concluir que evitar que as tensões entre as duas grandes potências econômicas prejudiquem os interesses econômicos nacionais se tornará um desafio relevante para a diplomacia brasileira.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Yuan, moeda chinesa” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Chine_Yuan.jpg

Imagem 2Sede da Tencent, em Shenzhen, China” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Tencent_HQ.JPG

Imagem 3Marca do NuBank” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Nubank#/media/File:Logo_nubank.png

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Criação de polo tecnológico em Cabo Verde

Durante o 12º Encontro de Empresários para a Cooperação Econômica e Comercial entre China e Países de Língua Portuguesa, realizada nos dias 20 e 21 de junho de 2018, em Portugal, a Cabo Verde TradeInvest (Agência de Promoção de Investimentos e Exportação) e a Macao Bringbuys Web Technology Co. Ltda. assinaram um memorando de entendimento. Ambas acordaram em desenvolver no arquipélago um polo tecnológico no continente africano, o qual abrangerá um centro de computação em nuvem e um centro de dados offshore*, e buscará atração de investimentos de empresas da área da Tecnologia da Informação e treinamento profissional.

Logo da Cabo Verde TradeInvest

Sob a perspectiva da presidente da Cabo Verde TradeInvest, Ana Barber, a participação da delegação cabo-verdiana de empresários ao Encontro possui um caráter positivo, no que diz respeito à captação de novos investidores do exterior. Neste sentido, Barber complementa que tais investimentos impactarão na geração de emprego e para estimular a economia do país.

O Encontro entre China e Países de Língua Portuguesa tem como objetivo fomentar o comércio entre o setor empresarial, por meio do desenvolvimento de processos de cooperação, parceria e promoção de investimentos. A iniciativa de aproximação surgiu em 2003, quando os chineses designaram a Região Administrativa Especial de Macau como sede das iniciativas para a ampliação das relações de cooperação econômica com os países lusófonos. Criou-se assim, o Fórum para a Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (também conhecido como Fórum Macau), quando foi firmado acordo entre as Câmaras de Comércio dos Estados participantes (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, e Timor-Leste).

Cabe destacar que, previamente ao Encontro deste ano (2018), ações para expandir os entendimentos entre as nações também foram realizadas. No mês de abril, Cabo Verde recepcionou uma missão chinesa voltada para a avaliação dos impactos do Fórum Macau no arquipélago. Segundo o Representante cabo-verdiano no Fórum, Nuno Furtado, faz-se necessário adequar as perspectivas futuras e estratégias de cooperação. Igualmente, Barber compreende que a atuação estratégica da Cabo Verde TradeInvest gera a criação da sinergia entre o mercados cabo-verdiano e continental, estreitando os laços entre a comunidade lusófona.

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Nota:

* Termo inglês que designa algo que é fora da costa, no exterior.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Bandeira de Cabo Verde” (Fonte):

http://mlb-s1-p.mlstatic.com/794528-MLB27461710563_052018-O.jpg

Imagem 2Logo da Cabo Verde TradeInvest” (Fonte):

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BID aprova financiamento para Grupo Durli, no Brasil e no Paraguai

Grupo Durli é um dos maiores curtumes brasileiros, possuindo atualmente oito plantas industriais. A primeira unidade foi montada na cidade de Erechim, no Estado brasileiro do Rio Grande do Sul, em 1960, ainda de forma artesanal. Com o crescimento da demanda, houve a necessidade da adoção de equipamentos modernos e de maior número de colaboradores, o que permitiu sua expansão para mais Estados do Brasil: Mato Grosso, Pará, Tocantins, Paraná, Bahia, além do Rio Grande do Sul, lugar de origem. Agora, está também, com uma nova planta no Paraguai.

Logo Durli da Internacionalização

Com este histórico e perspectiva de crescimento, o BID Invest, instituição do setor privado do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), aprovou para a empresa um pacote financeiro no Brasil de US$ 38 milhões e outro no Paraguai de US$ 15 milhões.

De acordo com as informações disseminadas pelo BID, a operação no Brasil consiste em um empréstimo de US$ 13,8 milhões do BID Invest e a mobilização de US$ 24,2 milhões de outras fontes, incluindo US$ 4,2 milhões do Fundo Chinês para o cofinanciamento do Setor Privado das Américas, e US$ 20 milhões em fundos administrados pela Cordiant Capital

A operação realizada no Paraguai apoia a estratégia de internacionalização da empresa para este país e consiste em um empréstimo de US$ 6 milhões do BID Invest e a mobilização de US$ 3 milhões do Fundo Chinês para o cofinanciamento das Américas, além da contribuição dos parceiros para um valor de US$ 6 milhões.

Os financiamentos foram aprovados no dia 12 de novembro de 2017 e neste mês de maio de 2018 começará o cronograma de desembolso e execução das atividades previstas. Os empréstimos no Brasil e Paraguai serão utilizados para a construção de fábricas para o tratamento de couro e para financiar parcialmente as necessidades de capital de giro e o refinanciamento de passivos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Fábrica Durli Divulgação” (Fonte):

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Imagem 2 Logo Durli da Internacionalização” (Fonte):

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ÁfricaCOOPERAÇÃO INTERNACIONALDIPLOMACIA CORPORATIVADireito InternacionalNOTAS ANALÍTICAS

Ativismo à distância ganha espaço, juntamente com as dúvidas sobre sua real eficácia

Articulado através de imagens, vídeos, discursos e símbolos, as mais diversas causas em solo africano ganham adeptos a cada minuto. Ativistas locais enquadram suas causas sob um conjunto universal de valores, como o respeito à natureza, aos direitos humanos, à democracia e à igualdade racial e étnica, sendo capazes de atrair seguidores das regiões mais diversas do globo.

E através dos cliques, dos compartilhamentos e dos comentários feitos nas redes sociais é que ativistas locais e habitantes do mundo todo se encontram. É nesta sociedade civil global – considerada por muitos intelectuais como a única esfera capaz de remodelar as instituições públicas, tendo em vista o atual fracasso relativo do sistema de representação republicana[1] – que anseios, projetos e porque não novas utopias são edificadas.

Expedições parecem cada vez mais desnecessárias aos ativistas sem fronteiras: um gasto de recursos e tempo desnecessário, pois em um intervalo de hora um indivíduo qualquer, conectado a uma boa rede wi-fi, pode apoiar causas sociais/ambientais na África do Sul, na Nigéria, na Guatemala e em Mianmar.

As causas relativas à proteção animal são uma das categorias que mais recebem apoio internacional. Isto porque o rico patrimônio natural africano é constantemente ameaçado pelas ações humanas. O comércio ilegal de marfim, por exemplo, causa,anualmente, a morte de 10% do total de elefantes que habitam o continente[2].

Somente com um clique, mais de 750 mil membros da sociedade civil global assinaram uma petição online, em junho de 2014, destinada às autoridades políticas europeias e norte-americanas, urgindo por medidas legais imediatas para desacelerar o comércio internacional ilegal de marfim[3].

Até momentos banais, como os jogos online, usualmente utilizados à diversão individual, podem se transformar em momentos de protesto e de apoio a uma causa. Em 2007, o jogo Darfur is Dying transformou-se em uma das principais febres online, atraindo centenas de milhares de jogadores por dia. Para muitos, uma das principais virtudes do jogo era a sua capacidade de tornar inteligível a muitos quais as dificuldades que os habitantes dessa região enfrentam diariamente[1].

O ativismo supranacional, em última instância, consolida-se no consumo responsável: do cafezinho vespertino às roupas de cama, do combustível automotivo ao peixe comprado no mercado, tudo apresenta algum selo de qualidade, de proveniência, de garantia que de alguma maneira conforta o indivíduo, que seu ato não é mero consumismo, mas sim um ato que sustenta e promove boas práticas corporativas.

A gigante companhia americana de café, a Starbucks, deixa bem claro esta intenção em seu slogan: “mais do que uma xícara de café[4]. Em seu website, a companhia apresenta alguns dos detalhes de sua parceria com os fornecedores, demonstrando que os plantadores de café na Etiópia, por exemplo, fazem parte de uma grande política corporativa de comércio justo e legal de café, garantindo ao produtor rural, em teoria, uma boa margem líquida[4].

Assim, sentado em uma Starbucks, com acesso ilimitado a sites como o Avaaz e Change.org, um indivíduo qualquer poderá gozar da oportunidade sentir-se um cidadão pleno, transnacional e, claro, um ativista.

Este cenário traz consigo a verdadeira reificação de valores usualmente tão opostos às práticas empresarias: se há tempos atrás direitos humanos, direitos trabalhistas e respeito à natureza tinham com antítese as companhias transnacionais, hoje um simples copo de café pode embutir todas essas noções, despertando no consumidor uma sensação de dever cumprido.

Tanto o consumo consciente citado acima quanto os cliques online são sustentados pela mesma lógica. Produtos do cotidiano, como os serviços de internet ou uma xícara de café, apresentam um novo valor; um valor que não diz respeito somente ao objeto em si, aos seus limites, às suas características físicas ou mesmo ao seu uso, mas sim a um discurso e a uma ideia mental que ele traz consigo.

Esta nova economia política agrada a muitos, bem como traz consigo críticos ferrenhos a este sistema de práticas econômicas tipicamente pós-moderno. Aos defensores cabe à explicação de que esta é a maneira pragmática de se mudar mundo[1]. Para eles, esta conjuntura permite que estratégias como circuitos curtos de comercialização agrícola e certificação ambiental, capazes em certa medida de solucionarem alguns problemas socioeconômicos nas regiões menos desenvolvidas do globo, sejam viabilizados.

Aos críticos, por sua vez, cabe à predileção por expedições reais ao invés de meras incursões online pelas mais variadas petições e jogos que existem na rede. Em outras palavras, tal grupo de analistas avalia que o ativismo à distância e o consumo consciente são formas aceitáveis de se lidar com os problemas sociais, mas incapazes de por fim aos grilhões da pobreza e da desigualdade[5][6].

São adeptos do que disse uma vez Oscar Wilde sobre como deveria ser a verdadeira política de responsabilidade social: teria como “objetivo não outro senão o de reconstruir uma sociedade de uma forma à qual a pobreza não seria possível[5]. Ou seja, mitigar somente não é o suficiente.

Não à toa, tais críticos afirmam que a reconstrução de instituições públicas e a reestruturação das práticas comerciais internacionais é a única estratégia capaz de lidar adequadamente com as questões ambientais, sociais e políticas na África.

De maneira similar, diversas autoridades e personalidades africanas usualmente se opõem a tais práticas corporativas e digitais de responsabilidade e engajamento social, comparandoas às missões do bom homem branco[1], tão comuns no fim século XIX. O escritor africano Teju Cola, em uma importante rede social, afirmou que “a indústria que cresce mais rápido nos Estados Unidos é o Complexo Industrial da Sabedoria Branca[1], em clara referência às companhias transnacionais e aos ativistas digitais.

Campanhas online, como a #bringourgirlsback, levada a cabo no ano passado após o sequestro de 200 meninas pelo grupo terrorista Boko Haram, são capazes de demonstrar o posicionamento político de muitos, pressionando o Governo local a adotar medidas práticas para solucionar a questão. Entretanto, é de fato incapaz de afirmar ao certo a sua efetividade, bem como o seu caráter explicativo a um conjunto de pessoas tão distantes geograficamente.

O conhecimento superficial das questões políticas, econômicas, culturais e sociais dos locais os quais os ativistas sem fronteiras advogam é outro importante fator comumente levantado pelos críticos[1][6]. Na verdade, o ativismo a distância não é capaz de transmitir ao estrangeiro um conhecimento total sobre a conjuntura de determinado local. Assim, não à toa, as causas digitais mais populares tendem a ser sustentadas por velhos estereótipos que dominam o imaginário ocidental sobre o continente africano[1].

Por fim, as práticas de consumo responsável levada a cabo por inúmeras corporações transnacionais não apresentam dados convincentes sobre avanços sociais e econômicos. Dificulta-se assim identificar se tais práticas de fato promovem o avanço na qualidade de vida a um expressivo grupo de pessoas ou se tratam-se de mais um repertório do marketing verde e social tão cultivado atualmente[1].

Consistentes ou não, tais críticas não desacelerarão a atual revolução no processo distributivo, na comunicação transnacional e no caráter das práticas de consumo. O discurso cultural, moral e ideológico como fonte de valor às mercadorias mais banais do nosso cotidiano apresentamse como forte tendência mundial para o século XXI. Espera-se somente que as críticas conduzam esta nova conjuntura a um estado onde o consumo responsável e o ativismo sem fronteiras não seja somente um novo repertório de dominação, mas sim o início a um estado de convergência entre qualidade de vida e práticas econômicas. Este seria o verdadeiro desenvolvimento sustentável que todos esperam.

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Imagem (FonteTunchsyn):

https://tunchsyn.wordpress.com/author/tunchsyn/

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Fontes Consultadas:

[1] Ver The Guardian”:

http://www.theguardian.com/world/2015/jun/18/digital-saviour-saving-lives-internet-age-save-darfur

[2] Ver Estado de S. Paulo”:

http://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,amostras-de-dna-rastreiam-origem-de-marfim-ilegal-na-africa,1709521

[3] VerAvaaz”:

https://secure.avaaz.org/en/hours_to_save_elephants_uk/

[4] Ver StarbucksEthical Coffee”:

http://www.starbucks.com/responsibility/sourcing/coffee

[5] Ver Marxists.org”:

https://www.marxists.org/reference/archive/wilde-oscar/soul-man/

[6] Ver The Guardian”:

http://www.theguardian.com/global-development/poverty-matters/2011/apr/22/slavoj-zizek-animated-ideas-about-charity

AGÊNCIAS DE COOPERAÇÃOCOOPERAÇÃO INTERNACIONALDIPLOMACIA CORPORATIVANOTAS ANALÍTICAS

MasterCard firma parceria com a IFC do Banco Mundial

A MasterCard firmou uma parceria com a International Finance Corporation (IFC), uma instituição do Banco Mundial (BM), para proporcionar o acesso de milhões de pessoas em mercados emergentes aos meios de pagamentos eletrônicos, a etapa seguinte no âmbito do esforço corrente de universalização do acesso financeiro até 2020.

O Acordo firmado irá partilhar riscos de oferecer cartões ou outras formas eletrônicas de pagamento em países emergentes. A intenção é facilitar o acesso à emissão desses cartões de pagamento, em sua maioria cartões de débito, para consumidores de baixa renda.

Segundo a empresa, os pagamentos eletrônicos podem beneficiar os indivíduos e pequenas empresas, reduzindo custos e proporcionando transações mais seguras, mais transparentes e mais eficientes do que em dinheiro.

O mecanismo criado pelas duas instituições, no valor de 250 milhões de dólares, é uma alternativa para cobrir os riscos de liquidação entre as instituições financeiras em mercados emergentes.

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Imagem (Fonte):

https://omundoforadoaquario.files.wordpress.com/2013/07/visa_mastercard_logo.gif?w=500&h=250

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Fonte Consultada:

[1] Ver:

http://newsroom.mastercard.com/press-releases/ifc-and-mastercard-deepen-partnership-to-boost-financial-inclusion/