ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASTecnologia

[:pt]A China anuncia a construção de uma zona econômica três vezes maior que a área de Nova York[:]

[:pt] A criação de zonas econômicas especiais é um fator estratégico no modelo de desenvolvimento da China, tendo sido largamente utilizado durante a abertura econômica iniciada no Governo de Deng Xiaoping (1978-1989), período que impulsionou…

Read more
DEFESAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICASTecnologia

[:pt]Criação do Ciber-Exército Alemão[:]

[:pt]

No dia 1º de abril, a Ministra de Defesa alemã, Ursula von der Leyen, criou o Exército Cibernético alemão, como uma nova ramificação das forças militares do país, conhecidas como Bundeswehr, em paralelo com o Exército, a Marinha, a Força Aérea, o Serviço Médico Conjunto e o Serviço de Apoio Conjunto. O Exército será chamado “Comando de Ciberespaço e Informação” (KdoCIR), e será liderado pelo general Ludwig Leinhos.

O KdoCIR terá a responsabilidade de defender a Alemanha contra os diversos ciberataques que as Forças Armadas vêm sofrendo. A necessidade do Exército Cibernético provém da intensidade e frequência com a qual as Forças alemãs vêm sendo atacadas. Segundo o jornal Deutsche Welle, já foram mais de 284 mil ataques de fontes online, só nas primeiras seis semanas do ano. O que torna as Forças Armadas um alvo tão desejado são, além dos seus segredos militares, as armas controladas por tecnologia da informação e sistemas computadorizados.

Como não é uma subdivisão de uma Força específica, e sim uma outra que atua em paralelo com as demais, o Comando de Ciberespaço e Informação terá sua própria estrutura organizacional, e irá centralizar cerca de 13.500 militares e civis que trabalham com defesa cibernética na Alemanha. Além disso, a Bundesweh vem buscando contratar especialistas em TI e tenta criar a imagem de ser um empregador de tecnologia da informação moderno e atrativo.

O esforço alemão em militarizar sua presença cibernética condiz com a tendência global que vêm sendo observada, principalmente na virada do século XXI, de encarar o espaço cibernético como um ponto estratégico e como a nova face dos teatros de guerra, em conjunto com céu, terra, mar e espaço.

É uma estratégia similar a adotada por países como os Estados Unidos, com o seu United States Cyber Command (USCYBERCOM); a China, com a Unidade 61398 do Exército de Liberação do Povo (61398部队); a Rússia, que, apesar de não ter um nome oficial para o público, possui um Exército cibernético, como foi confirmado pelo ministro de defesa russo Sergey Shoigu; e o Brasil, com o Centro de Defesa Cibernética, o qual faz parte do Programa Estratégico do Exército de Defesa Cibernética. O motivo oficial para a criação destes Exércitos cibernéticos é defender-se, no entanto, vale ressaltar, ele pode ser utilizado de maneira ofensiva.

———————————————————————————————–                    

Imagem 1 Ministra de Defesa Alemã, Ursula von der Leyen” (Fonte By Simon / MSChttps://www.securityconference.de/mediathek/munich-security-conference-2016/image/ursula-von-der-leyen-5/, CC BY 3.0):

https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=56328865

Imagem 2 Logo do USCYBERCOM” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File%3ASeal_of_the_United_States_Cyber_Command.png

Imagem 3 Ministro de Defesa Russo, Sergei Shoigu” (FonteKremlin.ru [CC BY 3.0]):

http://creativecommons.org/licenses/by/3.0

[:]

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASTecnologia

[:pt]Fundo de Investimento Estratégico da Indústria Marítima da China pode gerar efeito econômico de US$ 2,1 trilhões[:]

[:pt]

Em 27 de março de 2017, foi realizado em Hong Kong o “Fórum Estratégico Marítimo da China” para lançar o Fundo de Investimento Estratégico da Indústria Marítima da China. De acordo com o Presidente do Conselho de Administração do fundo de investimentos off-shore, Jin Kun, esse é o primeiro fundo de investimento estratégico marítimo e vai agregar vários fundos, com destaque para o Dubai Elyseum (Erie Zem).

Os investimentos serão ativados ainda em 2017, podendo afetar 65 países e com previsão de geração de US$ 2,1 trilhões de efeito econômico “ao longo do caminho”. Considerando o atual volume de mercadorias que passou a circular no Oceano Pacífico com o crescimento da China nos últimos 10 anos, essa perspectiva parece plausível.

Os chineses já tinham criado o “Fundo Rota da Seda” de operações on-shore, em 2014, que levantou US$ 10 bilhões e liderou a criação do Banco de Investimento Asiático, em 2015, para incluir 57 estados membros. O capital inicial foi de US$ 100 bilhões.

O país quer adequar melhor seus investimentos às regras do comércio internacional, daí a escolha pelo fundo em sociedade de economia mista de Hong Kong, e se aproximar de investidores da Bolsa de Valores de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, holding criada em 2007 a partir da fusão entre as bolsas Dubai Financial Market (DFM) e NASDAQ Dubai.

Essa ação estratégica faz parte da iniciativa “Um Cinturão, Uma Rota”, do presidente Xi Jinping, que o primeiro-ministro Li Keqiang fez eco ao pedir a construção de uma rota marítima da seda ligando a China e os países da ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático) com o objetivo de estimular o desenvolvimento do interior.

———————————————————————————————–                    

Imagem 1 Chairman do Fundo de Investimento Estratégico da Indústria Marítima da China, Jin Kun, durante o Fórum Nacional Estratégico OffShore da China” (Fonte):

http://www.ishipoffshore.com/html/2/2017-03-27/3990.htm

Imagem 2 Bolsa de Valores de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos” (Fonte):

http://forex-brazil.com/showthread.php?14354-Emirados-%C3%81rabes-Unidos-Bolsa-de-valores-de-Dubai

[:]

ÁSIADEFESANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICASSociedade InternacionalTecnologia

[:pt]Doutrina Nuclear Indiana: o posicionamento indiano sob observação[:]

[:pt] Nas últimas semanas, surgiu uma polêmica acerca da veracidade da doutrina nuclear indiana de somente retaliação, instituída pelas Forças Armadas indianas desde seu primeiro posicionamento oficial sobre a questão, em 1999. A discussão foi…

Read more
ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSociedade InternacionalTecnologia

[:pt]A China desponta no setor de Inteligência Artificial[:]

[:pt]

A expressão Inteligência Artificial (A.I) evoca imagens que remetem ao universo da ficção científica, no entanto, os avanços neste setor são cada vez mais substanciais e já afetam a vida cotidiana. Exemplos da aplicação da inteligência artificial incluem os veículos não tripulados, robôs de conversação (chatbots), drones e algoritmos de busca que vinculam anúncios e publicidade às preferências de cada usuário.

Grandes empresas como Baidu Inc., Alibaba Group, Tencent Holding Ltd. e a Companhia de Eletrônicos e Tecnologia da China (CETC) são alguns dos casos emblemáticos do avanço da A.I neste país. As empresas Baidu e Tencent criaram centros de pesquisa e desenvolvimento designados unicamente para inteligência artificial e a empresa Baidu instalou igualmente um centro desta natureza no Silicon Valley, nos Estados Unidos.

Inicialmente, os Estados Unidos tinham clara vantagem global nas pesquisas e desenvolvimento do setor, entretanto, os recentes avanços da China estão propelindo o país a uma possível redução desta distância competitiva. Em termos ilustrativos, a principal conferência global sobre Inteligência Artificial teve um número quase que idêntico de submissões de artigos e trabalhos científicos de origem chinesa e de origem norte-americana, demonstrando o avanço das pesquisas no gigante asiático. Além disso, estima-se que 731 milhões de pessoas possuam acesso à internet na China, correspondendo a aproximadamente 53% de sua população.

A produtividade das empresas de tecnologia neste país é muito elevada e o ambiente de alta competição faz com que oportunidades de negócios e inovação se esgotem e se renovem rapidamente. Ou seja, o ciclo de negócios na China é atualmente mais rápido do que nos Estados Unidos.

Ressalte-se que a inteligência artificial possui igualmente dimensões estratégicas e militares, podendo alterar o caráter das guerras, através do uso de armas inteligentes, drones e veículos militares não tripulados e a China tem um sólido plano de investimentos em inteligência artificial que se estende até o ano de 2030. Neste processo, as barreiras entre a tecnologia para usos civis e para fins militares podem se tornar mais tênues.

———————————————————————————————–                    

Imagem 1 Chinês utilizando equipamento de realidade virtual” (Fonte):

https://c1.staticflickr.com/1/454/18908950782_1f0c67c281_b.jpg

Imagem 2 Ciclo de Negócios” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/00/Business_Process_Management_Life-Cycle.svg/2000px-Business_Process_Management_Life-Cycle.svg.png

Imagem 3 Drone militar de origem chinesa (veículo não tripulado)” (Fonte):

https://www.flickr.com/photos/[email protected]/8605286164

[:]

DEFESAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICASSociedade InternacionalTecnologia

[:pt]Reino Unido pede abertura da criptografia do Whatsapp, após atentados em Londres[:]

[:pt]

Após o atentado na capital inglesa (Londres), quando um cidadão de 52 anos, Khalid Massod, atropelou pedestres na ponte de Westminster e foi morto à tiros, depois de esfaquear um policial, o Governo britânico exigiu a quebra da criptografia de aplicativos como o WhatsApp. Algo que vem se tornando um tema recorrente, em seguida a ações terroristas.

Dessa vez, a Secretária de Assuntos Internos do Reino Unido, Amber Rudd, argumentou que aplicativos como o WhatsApp e outros não podem oferecer um refúgio para atividades terroristas. Ela deixou claro que uma eventual abertura na criptografia do WhatsApp ocorreria conforme procedimentos legais, para proteger o povo britânico. Vale ressaltar também os esforços do Governo na expansão do seu aparato de vigilância, através da Lei de Poderes Investigativos, como foi previamente reportado no CEIRI NEWSPAPER.

Pode-se observar um padrão se constituindo em relação a atentados terroristas, com imediatas manifestações a respeito de programas ou aplicativos de criptografia que garantem a privacidade de seus usuários. Em junho de 2016, o Senado Norte Americano pediu o aumento dos poderes investigativos do FBI para que o mesmo conseguisse acesso aos dados do responsável pelo massacre na Boate Pulse. O mesmo havia acontecido depois do ataque em Bruxelas, em março de 2016, quando a União Europeia também solicitou o aumento de seus poderes de vigilância.

A natureza criptografada do WhatsApp também fez com que o aplicativo sofresse represálias no Brasil, sendo bloqueado diversas vezes por não oferecer informações de seus usuários. O argumento do WhatsApp continua sendo de que, como as mensagens são enviadas e criptografadas de ponta-a-ponta, a mensagem só é descriptografada no dispositivo receptor da mensagem. Portanto, segundo a empresa, não podem oferecer informações que eles mesmo não têm acesso.

O argumento de ativistas ao redor do mundo é de que, ao aumentar o acesso a informações de diferentes usuários (dentre eles, mais de um bilhão, só no caso do WhatsApp), as práticas governamentais de vigilância estariam invadindo a privacidade dos cidadãos, além de “aumentar o palheiro, ao invés de ajudar a procurar a agulha no palheiro existente”. Outro argumento importante é que as informações obtidas sob o pretexto da segurança poderiam ser usadas contra a população, monitorando conversas e informações privadas.

———————————————————————————————–                    

Imagem 1Ponte de Westminster e prédio do parlamento em Londres” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File%3AWestminster_Bridge_and_Palace.jpg

Imagem 2Secretária de assuntos internos do Reino Unido, Amber Rudd” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File%3A342303320_Amber_Rudd_MP.jpg

Imagem 3Logo do WhatsApp” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/WhatsApp

[:]

AMÉRICA DO NORTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALSociedade InternacionalTecnologia

[:pt]Comunidade de Inteligência nega afirmações de que Obama teria grampeado as comunicações de Trump[:]

[:pt] Na abertura de seu discurso em uma audiência no Congresso Norte-Americano, na última segunda-feira (dia 20 de março) o Diretor do FBI, James Comey, comentou publicamente, pela primeira vez, que, de fato, o presidente…

Read more
ECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSociedade InternacionalTecnologia

[:pt]Indústria 4.0, a revolução silenciosa[:]

[:pt]

Em meio ao caos político e econômico que enfrenta o sistema internacional, uma revolução silenciosa, porém de elevada importância, está acontecendo nos principais polos tecnológicos do mundo: a quarta revolução industrial. A diferença das outras revoluções que foram marcadas pelo ruído das máquinas à vapor, das fábricas, das cadeias de produção, das turbinas dos novos meios de transporte, a indústria 4.0 nasce em meio à tecnologia de ponta e de alta performance.

O impacto dessa revolução ainda é ignorado por várias nações que continuam discutindo seu atual alinhamento político e econômico, presas na polaridade de modelos ultrapassados e que já não se adaptam aos novos desafios do mundo globalizado. Mas alguns países já são cientes de que esta nova revolução pode não somente significar um novo passo no processo de desenvolvimento tecnológico como também em uma nova concepção política, social e econômica do mundo, um novo passo na própria evolução humana.

Ainda pairam muitas dúvidas sobre a quarta revolução industrial, não somente quanto ao seu resultado produtivo, como também na divisão de poder após sua conclusão, assim como sobre quais são os autores capacitados para implementar tais mudanças. A indústria 4.0 é a base da quarta revolução industrial e a mesma consiste na aplicação dos últimos recursos tecnológicos na cadeia produtiva e nos processos diários da vida humana. Tecnologias como BIG DATA, Internet of Things, integração de sistemas, computação em nuvem e supercomputação, robótica, impressões 3D, cibernética, entre outras aplicações, podem mudar completamente a produção industrial como a conhecemos, além de outros processos como a própria maneira de formular e executar políticas, além das relações econômicas e interações sociais.

Com a aplicação da tecnologia da quarta revolução industrial, paradigmas e desafios do mundo contemporâneo podem ser resolvidos de forma inédita. Por exemplo, o aumento da necessidade de mão de obra de uma determinada nação, devido a um ciclo de expansão econômica, poderá ser resolvido com a utilização de recursos robóticos. Outro exemplo que pode ser citado é a aplicação da tecnologia em determinadas camadas da população, tais como na educação, reduzindo a falta de professores em algumas áreas, ou até mesmo eliminando tal demanda, e também na população mais idosa, ampliando sua capacidade de participação econômica em países cujo processo demográfico esteja avançado.

Devido ao potencial que existe atrás dos recursos da indústria 4.0 em lidar com os desafios do mundo atual e futuro, algumas nações começaram a investir e estimular o processo. O Japão, por exemplo, investe em robótica com o objetivo de reduzir sua demanda de mão de obra e garantir sua produtividade e capacidade técnica. A Alemanha investe na integração de processos com o objetivo de alcançar um novo patamar produtivo e, dessa forma, aumentar sua competitividade frente aos mercados asiáticos. Os Emirados Árabes investem em tecnologia, com o objetivo de se consolidar como centro financeiro e reduzir sua dependência dos recursos petrolíferos.

Nem todas as nações, no entanto, possuem a capacidade de investir ou estimular a próxima revolução industrial, seja pela falta de recursos, pela falta de capacidade técnica ou pela falta de infraestrutura. Países com baixa integração digital, com baixa formação, ou com o sistema econômico baseado em cadeias produtivas de baixo valor agregado, são incapazes de gerar os estímulos necessários para que essa revolução seja homogênea, ou até mesmo que venha a acontecer. Algumas nações estão mais preocupadas em garantir o incremento de sua produção e captação de recursos do que investir e implementar novas tecnologias, não sendo este um panorama propício para o desenvolvimento da indústria 4.0, além do mais, o processo pode gerar o aumento do desemprego e da desigualdade social.

A democratização da evolução tecnológica é a base da nova Revolução Industrial e sem ela dificilmente uma nação terá capacidade de completar o processo, ou apresentará a longo prazo problemas maiores que aqueles enfrentados durante o processo, devido à criação de polos específicos isolados da realidade do país.

Nesse sentido, as smartcities, ou cidades inteligentes, são uma ferramenta importante para as nações que desejam promover a quarta revolução industrial, já que a integração gerada pelas cidades e sua capacidade de permear todas as camadas sociais ajudam a gerar uma rede de desenvolvimento que atua como vetor da mudança. O desenvolvimento da paradiplomacia é outro ponto chave no processo, uma vez que através delas as cidades possuem a capacidade de promover acordos de transferência tecnológica com outras que reúnam características parecidas.

Em relação ao Brasil, podemos dizer que já existem pequenos projetos focados na Indústria 4.0, porém a realidade do país é outra. O sistema industrial brasileiro se caracteriza por levar uma média de 30 anos sem receber grandes investimentos. A falta de infraestrutura é outro desafio que enfrenta o país, com setores básicos ainda deficientes – mais de 52% dos brasileiros não tem acesso ao saneamento básico – a falta de formação e integração digital é outra barreira, além da desigualdade social e econômica. Neste caso, o país deve aos poucos resolver suas mazelas e implementar mudanças pontuais para não gerar um abismo social, político e produtivo maior do que o já existente.

———————————————————————————————–                    

Imagem 1 Industria 4.0” (Fonte):

http://www.industriahoje.com.br/wp-content/uploads/2016/03/Inova%C3%A7%C3%A3o-Industrial-01.jpg

Imagem 2 Uma impressora 3D ORDbot Quantum” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Impressão_3D

Imagem 3 Um robô humanoide da Toyota, robôs são sempre associados aos estudos da robótica” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Robótica

Imagem 4 Desigualdade de renda no mundo medida pelo Coeficiente de Gini de acordo com dados do Banco Mundial (2014)” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Desigualdade_social

Imagem 5 Roda da Cidade Inteligente” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Roda_da_cidade_inteligente

[:]

AMÉRICA DO NORTEEURÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICASTecnologia

[:pt]Governo dos EUA responsabiliza russos e hackers criminosos de roubo as contas de usuários do Yahoo, em 2014[:]

[:pt]

Na última quarta-feira, 15 de março, dois membros da Agência de Inteligência Russa (FSB, ou ФСБ, na sigla em cirílico) e dois hackers supostamente contratados por eles foram acusados pelo Governo norte-americano de serem os responsáveis pelo roubo de 500 milhões de contas dos usuários do Yahoo, em 2014. Esta notícia foi considerada pelo jornal norte-americano The Washington Post como “as primeiras acusações criminais contra oficiais do governo russo”, pois incluíam espionagem econômica, comerciais e roubo de segredos.

O responsável pela investigação, Mary McCord, relatou que os alvos dos espiões e hackers eram jornalistas da Rússia, funcionários públicos norte-americanos e empregados de serviços financeiros, também de ambos os países. Os acusados, entre eles, Igor Sushchin, Alexsy Belan e Karin Baratov, utilizavam o Yahoo também para acessar dados das vítimas em outras plataformas, devido aos seus compartilhamentos de senhas, tais como o Google. Conforme apontam os acusadores, os ataques permitiram o conhecimento de dados valiosos da inteligência estadunidense, entre os quais estavam contas de autoridades governamentais, como diplomatas e militares.

Esta invasão virtual se deu por meio do sistema de um fornecedor do Estado de Vermont, leste dos EUA. O então denominado “ciberataque” não trouxe problemas para o funcionamento da empresa, porém mostrou suas vulnerabilidades. Apesar das ações não terem trazido danos mais graves para funcionários e a própria empresa do Yahoo, McCord declarou que “Não há passe-livre para comportamento criminal patrocinado por um Estado estrangeiro” e que essa atitude foi uma violação de dados digitais que entrará para a história dos EUA.

Conforme declarações de representantes da Inteligência norte-americana, este ciberataque seria mais uma prova de que a Rússia estaria por trás da interceptação de e-mails de dirigentes do Partido Democrata e dos assessores de Hilary Clinton durante as eleições presidenciais do ano passado (2016), tendo ocorrido entre os anos de 2014 e 2016, assunto discutido no início do ano (2017).

Além disso, segundo relatado na última semana no CEIRI NEWSPAPER, a acusação da invasão russa tornou os apontados como prováveis fontes do Wikileaks, uma organização que trabalha com publicações na internet, conseguidas por meio de fontes anônimas e que, na semana retrasada, vazou novas informações da Agência de Segurança dos EUA (NSA, na sigla em inglês). Todavia, durante uma coletiva de imprensa na última quarta-feira, dia 15, McCord evitou relacionar ambos os casos e afirmou que a possível interferência russa durante as eleições é “objeto de uma investigação separada

———————————————————————————————–                    

Imagem 1Sede do Yahoo! em Sunnyvale, CA” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Yahoo!#/media/File:Yahoo_Headquarters.jpg

Imagem 2Militares americanos monitorando o envio de dados a aviões numa simulação de ciberguerra” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ciberguerra#/media/File:Monitoring_a_simulated_test_at_Central_Control_Facility_at_Eglin_Air_Force_Base_(080416-F-5297K-101).jpg

[:]