DEFESANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSociedade InternacionalTecnologia

[:pt]Preso suspeito de roubar documentos da NSA[:]

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No dia 27 de agosto, o FBI prendeu em sua casa o contratado da NSA, Harold T. Martin, de 51 anos. Martin é um empregado da empresa Booz Allen Hamilton, que presta serviços de T.I. para a Agência de Segurança Nacional norte-americana (NSA), a mesma empresa em que trabalhava Edward Snowden. Martin é acusado de roubo de propriedade do Governo e remoção não autorizada ou retenção de documentos sigilosos.

O FBI apreendeu milhares de páginas de documentos, dúzias de computadores e/ou dispositivos eletrônicos (smartphones, tablets etc.) além de muitos terabytes em mídias digitais, incluindo documentos online com linhas de códigos de computadores. No entanto, ainda há incerteza entre as autoridades se Martin vazou as informações, ou simplesmente às baixou para seus dispositivos pessoais e “levou seu trabalho para casa”.

Diante da semelhança com o caso de Edward Snowden, tendo em vista que ambos eram empregados da Booz Allen Hamilton e estavam prestando serviços para a NSA, comparações inevitavelmente estão sendo feitas. No entanto, um porta-voz da administração Obama argumenta que os documentos e dados obtidos por Martin são anteriores ao vazamento de informações por Edward Snowden, tendo em vista que muitos dos mecanismos e protocolos que entraram em vigor depois do evento Snowden não existiam ou não eram realizados com tanto vigor no momento em Martin estava extraindo os documentos que com ele foram apreendidos, algo inferido pelo tipo de material que o FBI apreendeu. Além disso, o New York Times aponta que um oficial da administração Obama afirmou que os investigadores não acreditam que Martin seja politicamente motivado, “diferente de alguém como Snowden, ou outros, que acreditam que estávamos fazendo algo ilegal e queriam tornar isso público”. 

Os conteúdos dos documentos sigilosos apreendidos pelo FBI na casa de Martin obviamente não foram identificados, no entanto, o que chama atenção são as linhas de código obtidas por Martin. As linhas de código, mesmo que desatualizadas, eram utilizadas por softwares que objetivam entrar nas redes de países como Rússia, Irã, China e Coréia do Norte. Ainda não se sabe se essas linhas de códigos obtidas por Martin são as mesmas postas em leilão pelo grupo ShadowBrokers no início de agosto.

Porém, o que se pode constatar é que, conforme os cenários de ciber-guerra e ciber-conflitos evoluem, agentes estratégicos ajeitam suas peças no tabuleiro e cada vez mais atores privados, ou mesmo pessoas como Snowden ou Martin, propositalmente ou não, acabam desempenhando um papel em um jogo sem precedentes, que praticamente ignora escalas nacionais e se desenvolve em uma temporalidade quase que instantânea. 

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ImagemDocumento da Corte Distrital dos EUA em Processo EUA versus Harold Martin” (Fonte):

https://www.documentcloud.org/documents/3123427-Harold-Martin-NSA.html

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ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSociedade InternacionalTecnologia

[:pt]O crescimento do setor de tecnologia financeira (Fintechs) na China[:]

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A digitalização dos serviços financeiros é uma tendência em forte crescimento no cenário econômico global. As fintechs são empresas ou instituições que utilizam a internet e a inovação de modo a prover serviços financeiros e de controle de risco, que sejam mais acessíveis e mais eficientes do que os serviços bancários tradicionais, utilizando tecnologias como Big Data, modelos de risco, computação em nuvem, serviços blockchain, entre outros.

O crescimento deste setor na Ásia, sobretudo na China, tem sido notável. As fintechs asiáticas foram capazes de angariar mais do que o dobro dos recursos para financiamento do que as fintechs da América do Norte no primeiro semestre deste ano (2016), alcançando o montante de US$ 9,6 bilhões, em comparação com os US$ 4,6 bilhões reunidos na América do Norte. Deve-se ressaltar que, no ano de 2010, a capacidade de obtenção de recursos de fintechs da América do Norte equivalia a 15 vezes o total do que as suas contrapartes asiáticas eram capazes de oferecer.

A China vem apresentando uma trajetória rumo à digitalização de sua economia, sendo que, até o ano de 2030, a digitalização poderá representar um crescimento acumulado de US$ 1,8 trilhão para o Produto Interno Bruto (PIB) do país. Os fatores que explicam o cenário de rápido desenvolvimento de suas fintechs incluem: o estímulo do Banco do Povo da China (órgão equivalente ao Banco Central), que mantêm uma regulamentação favorável a essas empresas; a existência de uma demanda latente por crédito, que tende a se tornar mais acessível através de meios digitais; e a grande lucratividade do setor bancário tradicional, que possibilitou o capital para iniciativas de investimento na área de tecnologia. 

O Instituto Mckinsey publicou recentemente um relatório em que afirma que a transição da China para um modelo econômico baseado mais fortemente no consumo de sua população deverá aumentar a demanda por serviços financeiros móveis e serviços de gestão de patrimônio. Além disso, outras tendências apontadas para a economia chinesa nos próximos anos incluem a maior diversificação nos produtos financeiros ofertados e a possibilidade de obter serviços customizados e personalizados.

As fintechs apresentam desafios para os formuladores de políticas públicas, por exemplo no que diz respeito à dificuldade de regulação que possa ser imposta aos provedores de serviços, devido à grande mobilidade aportada pela internet. A regulação do setor é importante, visando evitar a emergência de bolhas especulativas que possam acarretar em crises financeiras. As fintechs não precisam mais de servidores para funcionar, podendo atuar mediante a centralização dos seus dados na nuvem. Operações desta natureza já são realizadas atualmente na China por grandes empresas como Alibaba, Huawei e IBM, por exemplo. Como apontam especialistas, as fintechs provavelmente não acabarão com o sistema bancário tradicional, mas deverão aportar mudanças, desafios e potencialidades, tanto do ponto de vista do planejamento político para o desenvolvimento, quanto do ponto de vista dos investidores e dos agentes econômicos.

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Imagem (Fonte):

http://i.vimeocdn.com/video/498469360_1280x720.jpg

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MEIO AMBIENTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSociedade InternacionalTecnologia

[:pt]EUA pretendem lançar satélite meteorológico de última geração no próximo mês (Novembro)[:]

[:pt] Durante um discurso na Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA, na sigla inglesa), ocorrido na última quarta-feira, 5 de outubro, o presidente norte-americano Barack Obama declarou estado de alerta e evacuação para os…

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ANÁLISES DE CONJUNTURAENERGIAPOLÍTICAS PÚBLICASSociedade InternacionalTecnologia

[:pt]Estratégias de Aceitação Pública da Geração Elétrica Nuclear[:]

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Os países que embarcam em programas nucleares, geralmente têm fortes razões para fazê-lo, incluindo a falta de boas alternativas para satisfazer suas necessidades de geração de energia elétrica. Essas razões também podem incluir a confiança na segurança das usinas nucleares existentes e, particularmente, a confiança em que tecnologias ainda mais seguras estarão em operação em breve. Na maioria dos casos, quando a opinião pública compreender as razões subjacentes para adotar a geração elétrica nuclear, haverá apoio às decisões dos formuladores de políticas. Por isso que é tão importante para o público entender os esforços em curso para a melhoria do desempenho dos reatores; os progressos alcançados na segurança desde os acidentes de Three Miles Island e Chernobyl; e as medidas tomadas desde Fukushima para evitar ocorrências semelhantes no futuro.

Entretanto, os países apresentam níveis muito divergentes quanto à educação e conhecimento tecnológico de suas populações. Dessa forma, as estratégias de comunicação com o público sobre a energia nuclear deverão ser diferentes de país para país. Nas nações com setores nucleares bem estabelecidos, por exemplo, a indústria nuclear fornece empregos que as pessoas estão ansiosas que sejam mantidos e ampliados. As pessoas profissionalmente ligadas à indústria nuclear podem explicar os benefícios da tecnologia para outros dentro de seus ambientes sociais e fazer uma grande diferença na aceitação do público. Nos países menos desenvolvidos, a situação pode ser bem diferente. É necessário certo nível de educação para entender as características da tecnologia e segurança nuclear. Dessa forma, a comunicação com o público nos países cujas populações têm menor nível de instrução deve se concentrar nos recursos energéticos locais e sua incapacidade de fornecer eletricidade suficiente para efetivas melhorias na qualidade de vida. Se o público percebe que a qualidade de vida não pode avançar sem a energia nuclear, as pessoas vão apoiá-la, mesmo que um acidente possa vir a acontecer, da mesma maneira que, apesar de quedas de aeronaves não sejam completamente evitáveis, as pessoas viajam por via aérea porque apenas aviões pode fornecer transporte rápido e confortável à longa distância.

Os países que buscam a energia nuclear como forma de atingir suas metas de desenvolvimento econômico e social devem partilhar seus processos de tomada de decisão com outros países em situações semelhantes. Enquanto isso, os órgãos reguladores nucleares devem ser transparentes em suas interações com o público. Estas agências são a interface entre a indústria nuclear e a população. Elas devem demonstrar de forma consistente a sua independência e sua capacidade de fiscalizar e controlar a energia nuclear de forma adequada.

Mesmo que alguns países estejam abandonando a geração elétrica nuclear, como a Alemanha está fazendo (sem, porém, abandonar as armas nucleares da OTAN que permanecem em seu território e estão sendo modernizadas), o número de nações que operam usinas é crescente (Belarus e Emirados Árabes Unidos são exemplos recentes), assim como o número total de reatores em funcionamento no mundo (436 ao fim de 2014, 439 ao fim dos 2015, mais 7 até agosto de 2016). Isto ocorre simplesmente porque muitos outros países visualizam a nucleoeletricidade como um componente necessário ao seu futuro mix de energia elétrica, garantindo geração de base com segurança de abastecimento sem emitir gases de efeito estufa, contribuindo simultaneamente para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, e com mínima “pegada ecológica” em termos de área ocupada e uso de recursos naturais, minimizando, assim, também os impactos ambientais.

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ImagemEsquema de uma Usina Nuclear” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Energia_nuclear

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Fonte Consultada:

Avaliação de Leonam dos Santos Guimarães: Doutor em Engenharia; Diretor de Planejamento, Gestão e Meio Ambiente da Eletrobrás Eletronuclear; membro do Grupo Permanente de Assessoria do Diretor-Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

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NOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSociedade InternacionalTecnologia

[:pt]México como um dos principais clientes do mercado internacional de espionagem[:]

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Foi reportado no dia 12 de setembro de 2016, pelo jornal mexicano “Reforma”, a recém aquisição de equipamentos e softwares de espionagem e monitoramento, por parte do Governo mexicano. A Procuraduría General de la República (PGR), agência governamental responsável por delitos e investigações federais no México, gastou cerca de 15 milhões de dólares entre 2014 e 2015, adquirindo softwares da empresa israelense NSO Group. Existem registros da tecnologia sendo usada para o monitoramento de alguns ativistas e jornalistas, no México, mas ela pode ser utilizada em uma escala nacional, englobando toda a população. 

Dentre as vítimas de espionagem estão o Jornalista Rafael Cabrera, que investigou e escreveu reportagens a respeito de corrupção na alta cúpula do Governo mexicano, e o ativista Jesús Robles Maloof, representante do grupo de direitos humanos Contingente MX, que alegou ter sido ameaçado e que as suas comunicações e de sua família vinham sendo monitoradas.

Na compra relatada pelo jornal, dentre as tecnologias obtidas, estão o software “Pegasus” da NSO Group. O software, permite a interceptação de mensagens, e-mails, cliques e teclas digitadas. Em uma outra reportagem, a revista “Processo” relatou a aquisição de IMSI catchers, vendidos pelo empresa finlandesa Exfo Oy, em 2014, por parte do Governo mexicano. IMSI catchers são dispositivos móveis que se passam por torres de telefonia móvel e “enganam” os celulares em um determinado raio de alcance, que, por sua vez, fornecem todo tipo de informação a respeito de chamadas sendo realizadas, localização no GPS, entre outras.

Além do software da empresa Israelense NSO Group, o grupo de ativistas de direitos digitais, Citizen Lab, da Munk School of Global Affairs, na Universidade de Toronto, detectou que o Governo Mexicano adquiriu e utilizou softwares e tecnologias da empresa FinFisher, de origem britânica, e amplamente utilizada no Oriente Médio. Em 2015, foi reportada a compra no valor de 6 milhões de Euros do programa Remote Control System (RCS), que, além de obter os contatos e conteúdos das comunicações, permite a ativação remota de microfones e câmeras do dispositivo infectado; o malware, foi comprado da empresa Hacking team, de origem italiana e fortemente presente na América Latina, onde o México é um de seus principais compradores, seguido por Colômbia, Chile, Panamá, Equador, Honduras e Brasil.

Juntas, as três empresas representam os principais fornecedores de softwares e tecnologias de espionagem e monitoramento que vem atuando e expandindo sua carteira de clientes em um mercado praticamente sem regulação. Decorrente do medo de ataques terroristas, e pressões para o aumento da vigilância, esse mercado vêm se expandindo globalmente. O Governo mexicano se negou a declarar informações a respeito de como e para quem essas tecnologias serão utilizadas.

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ImagemCâmeras de Segurança” (Fonte):

http://www.flacso.edu.mx/noticias/Camaras-de-vigilancia-no-previenen-delincuencia-y-si-fomentan-control-de-la-poblacion

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COOPERAÇÃO INTERNACIONALDEFESANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICASSociedade InternacionalTecnologia

[:pt]“Grand Expert””: o novo programa de inteligência mundial em massa[:]

[:pt] Conforme apresentado em “Banco do Brics pode servir a interesse de Inteligência Estratégica da China”, está sendo disseminado na mídia a existência de uma parceria estratégica entre China e Rússia para monitoramento mundial em…

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DEFESANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSociedade InternacionalTecnologia

[:pt]Expansão dos poderes de vigilância na Suíça[:]

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No último domingo (dia 25 de setembro) foi realizado um Referendo na Suíça e uma nova Lei de vigilância foi aprovada, com 65% dos votos. Segundo o Ministro de Defesa suíço, Guy Parmelin, a nova Lei visa “tirar a Suíça do porão para o mesmo patamar que os padrões internacionais”. A votação é decorrente do modelo de Democracia Direta na Suíça, onde assuntos nacionais são votados 4 vezes ao ano, e em uma maior frequência nas escalas regionais e municipais. Ela representa uma mudança da opinião pública em relação às práticas de vigilância.

A votação foi marcada pela sombra de um escândalo em 1989, quando a população descobriu que agências de segurança possuíam arquivos abertos sobre mais de 900.000 cidadãos a respeito de suas afinidades políticas e envolvimentos sindicais. Esse escândalo marcou a opinião pública em um país no qual a privacidade é fortemente defendida pelos seus cidadãos e, até então, moldava políticas públicas e a atuação da polícia.

Porém, decorrente dos ataques em Nice, Bruxelas e Paris, o discurso da falta de segurança e expansão dos poderes de vigilância que vem marcando a Europa tomou mais força e, segundo Lisa Mazzone, líder do Partido Verde, que se opôs à nova Lei, a vitória foi obtida através de uma “campanha de medo de ataques futuros”.

No entanto, o Governo garante que essa alteração aprovada não possibilita a aquisição e monitoramento em massa nos moldes da Agência de Segurança Nacional norte-americana (NSA), e que se trata, na verdade, de nivelar a capacidade das agencias de segurança suíças aos padrões internacionais. Guy Parmelin argumenta que a Suíça teve dificuldades para achar a balança certa entre segurança e privacidade e insiste que sob a nova Lei, o monitoramento de ligações e e-mails (prática que até então era proibida) só será possível mediante a aprovação de uma Corte Federal e do Ministro de Defesa. Guy Parmelin também argumenta que essas medidas só seriam usadas dúzias de vezes e em relação à alvos prioritários, como suspeitos de terrorismo.

Essa balança entre privacidade e segurança a que o Ministro de Defesa suíço se referiu é a grande questão no debate de segurança internacional diante do ciberespaço, onde diferentes países se posicionam, na maioria das vezes, em detrimento da privacidade, seja na forma da vigilância em massa, ou numa posição de censura.

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Imagem (Fonte – “untitledby bigbirdz is licensed under Creative Commons Attribution 2.0.):

http://www.freestockphotos.biz/stockphoto/17868

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ÁSIADEFESANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICASTecnologia

[:pt]Coreia do Sul: mais debate sobre o sistema THAAD[:]

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Ao longo dos anos, Seul vem aperfeiçoando seus sistemas para prevenir ataques norte-coreanos. Para Han Min-koo, Ministro de Defesa da Coreia do Sul, o sistema do escudo antimísseis estadunidense THAAD pode não ser uma defesa apenas contra o Governo da Coreia do Norte, de Kin Jong-un.

Nesta semana, autoridades envolvidas na implantação do sistema em território sul-coreano atualizaram informações sobre o escudo antimísseis que estará ativo em 2017, e cobraram os chineses e os russos para barrarem os avanços da Coreia do Norte. A Cobrança é maior sobre Beijing, pois, para Washington e Seul, a China não se esforça em impedir o desenvolvimento de armas no país vizinho. No entanto, cobranças como essas, feitas tanto aos chineses e quanto aos russos, não são novidades quando o assunto é o desenvolvimento de armas nucleares norte-coreanas, mas, nem sempre, ao fazê-lo, isso agrada aos países que cercam a Coreia do Sul, bem como aos seus aliados.

No que tange ao sistema THAAD, Han Min-koo se expressa de forma duvidosa quanto a sua utilidade e se ele seria realmente apenas para se prevenir dos ataques vindos de Pyongyang. Conforme postado pela agência Yonhap, ele declarou: “Caso sejam lançados mísseis da China ou da Rússia nas nossas posições, como não interceptá-los? É óbvio que vamos fazê-lo […]. É necessário [o THAAD] para a nossa segurança, mesmo levando em consideração a oposição da Rússia e da China [quanto ao assunto] e os problemas econômicos”.

Desde que o escudo antimíssil foi anunciado, diversas opiniões e dúvidas foram postas à mesa, com pronunciamentos de autoridades e desconfianças que podem até abalar o relacionamento de Seul com seus vizinhos no campo econômico, já que não se pode desconsiderar o planejamento de empresas sul-coreanas em solos chinês e russo.

No início deste mês, a Presidente do país, Park Geun-hye, tentou amenizar o assunto com diálogos, apoiando o THAAD, mas afirmando que o sistema não seria uma afronta, por exemplo, aos russos, considerando um possível ataque deles. Conforme declarou em uma entrevista para RIA Novosti, “Não existem … razões para que o THAAD seja dirigido contra um terceiro país, não teria nenhum benefício real, não temos intenção ou planos de agir dessa forma”.

A cada evento e em cada coletiva, um novo leque de dúvidas nasce de diversos lados, vindas dos campos políticos e sociais e dos setores públicos e privados, tanto de russos, como de estadunidenses, chineses, sul-coreanos, além de outros asiáticos, pois a região tem histórico complexo em suas relações diplomáticas e pode não está longe de acabar retrocedendo a um tempo quando o continente sofria com as constantes guerras movidas por interesses territoriais, geopolíticos e ideológicos.

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Imagemdiagrama do Míssil THAAD” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Terminal_High_Altitude_Area_Defense

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