BLOCOS REGIONAISCOOPERAÇÃO INTERNACIONALEuropaNOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALSociedade InternacionalTecnologia

[:pt]A ciência como instrumento diplomático da União Europeia[:en]The science as a European Union’s diplomatic tool [:]

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O uso da expressão Science Diplomacy vem ganhando terreno nas relações internacionais. Do ponto de vista acadêmico, ela é uma área de sistematização relativamente recente, denotando que ainda há necessita de maior discussão e validação pela comunidade acadêmica internacional. Sob o prisma diplomático, seus primórdios se encontram nos anos 1950, mas somente nos anos 2000 essa modalidade diplomática ganhou capilaridade global. No campo da política internacional, a Science Diplomacy é uma seara explorada com assiduidade nas relações bilaterais e multilaterais, ainda que frequentemente de maneira difusa ou permeando ações tradicionalmente capitaneadas por assuntos políticos ou econômicos.

Na União Europeia aquela linha de ação diplomática também segue essa tendência. Muito atrelada à cooperação internacional, ela consiste essencialmente no emprego da ciência para o atingimento dos objetivos políticos e econômicos do Bloco. A estratégia europeia para o uso dessa modalidade de diplomacia foi publicada em 2012 e tem como principais eixos: i. pesquisa e inovação para competitividade econômica e industrial; ii. responder aos desafios societais globais; iii. apoiar a política externa do Bloco.

De maneira geral, a União Europeia entende a Science Diplomacy como uma ferramenta de soft power operacionalizada pelas iniciativas de cooperação internacional nas áreas de pesquisa e inovação capazes de, simultaneamente: a. incrementar a obtenção de resultados tecnológicos e econômicos de relevância global; b. cultivar um canal diplomático fluido entre países e regiões.

DocHdl1OnPN-PRINTRDY-01tmpTargetEm 2016, a União Europeia publicou dois documentos que demonstram a vivacidade da díade ciência-diplomacia para o Bloco. No documento Open Innovation, Open Science, Open to the World – a vision for Europe, a Comissão Europeia aborda de maneira estratégica suas metas e ações para a área de pesquisa e inovação. O principal objetivo é dinamizar o mercado europeu e a presença europeia no mundo, com destaque para a assimilação do viés global que o conhecimento incorpora em plena era da informação.

No preâmbulo do documento, Jean-Claude Juncker, Presidente da Comissão Europeia, evidencia bem a interação entre a ciência e a projeção global do Bloco ao registrar que “pesquisa e inovação também podem contribuir com o fortalecimento da União Europeia como um ator global, na medida em que outras partes do mundo buscam trabalhar com nossos principais cientistas e porque as relações científicas podem florescer mesmo onde as relações internacionais estão tensas” (tradução livre).

Já no relatório Science, Research and Innovation Performance of the EU, a Comissão Europeia trata, do ponto de vista tático, o cenário europeu em pesquisa e inovação diante do contexto global. O documento traz uma análise dos pontos fracos e fortes do Bloco. Seu foco está em sistemas eficientes e efetivos de pesquisa e inovação que possam resultar em crescimento econômico e de produtividade sustentáveis para criação de empregos. Carlos Moedas, Comissário Europeu para pesquisa, ciência e inovação, declara no preâmbulo que este “relatório mostra como a crescente abertura dos sistemas de pesquisa e inovação fortaleceu a importância da colaboração internacional, tornando-se um fator crucial para o acesso a novas fontes de conhecimento e melhoria da competitividade” (tradução livre).

Tendo em conta o ambiente que culminou com a elaboração desses dois documentos, nota-se que a União Europeia está consolidando tanto o entendimento como o uso das suas atividades de cooperação internacional, principalmente na área científica, como um instrumento primordial para sua ação externa em temas de interesse global e para se alavancar economicamente em face à crise econômica que desde 2008 assombra a Europa.

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Imagem 1 Bandeira da União Europeia” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/União_Europeia

Imagem 2Open Innovation, Open Science, Open to the Word a vision for Europe” (Fonte – DirectorateGeneral for Research and Innovation, European Commission):

http://bookshop.europa.eu/en/open-innovation-open-science-open-to-the-world-pbKI0416263/;pgid=Iq1Ekni0.1lSR0OOK4MycO9B0000dEV6Oco1;sid=TiXreFEJDC3rcQbetXV13zMsA0b1ChxqUFc=?CatalogCategoryID=Gj0KABst5F4AAAEjsZAY4e5L

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The expression Science Diplomacy has been conquering ground in international relations. From an academic perspective, it is a relatively new systematized area of knowledge, indicating that there is still need for further discussion and validation by the international academic community. From a diplomatic approach, its origins are in the 1950s, albeit only in the 2000s this kind of diplomacy gained global capillarity. In the field of international politics, Science Diplomacy is a quite explored genre in bilateral and multilateral relations, whilst often in a diffuse way or permeating actions traditionally guided by political or economic subjects.

In European Union (EU) this diplomatic line of action also follows this trend. Closely linked to international cooperation, it consists essentially in the deployment of the science in order to achieve the European political and economic objectives. The EU strategy for this diplomatic modality was published in 2012 and its main axes are: i. research and innovation for economic and industrial competitiveness; ii. address global societal challenges; iii. support EU’s foreign policy.

In general, the EU understands the Science Diplomacy as a soft power tool implemented through international cooperation initiatives based in research and innovation fields, which are able to: a. boost technological and economic results of global impact; b. foster a fruitful diplomatic channel between countries and regions.

DocHdl1OnPN-PRINTRDY-01tmpTargetIn 2016, the European Union published two documents that demonstrate the vivacity of science-diplomacy dyad. In the first one, named Open Innovation, Open Science, Open to the World – a vision for Europe, the European Commission addresses strategically its goals and actions for the research and innovation field. The main objective is streamline European market and the European presence in the world, highlighting the global feature that knowledge incorporates in the era of information.

In the foreword of this document, Jean-Claude Juncker, President of the European Commission, pointed out precisely the interaction between science and the global projection of the EU when he wrote “research and innovation can also contribute to the European Union as a stronger Global Actor, as other parts of the world seek to work with our leading scientists and because scientific relations can flourish even where international relations are strained”.

Another document released this year (2016), Science, Research and Innovation Performance of the EU brought European Commission tactical vision of the European scenario on research and innovation in the international context. This report, essentially, analyzes the strengths and weaknesses of the EU. It focuses on efficient and effective research-innovation systems, which can bring economic growth and sustainable productivity for job creation. Carlos Moedas, European Commissioner for Research, Science and Innovation, states that “the report show how the growing openness of the global research and innovation system has enhanced the importance of international collaboration, and has become a crucial factor in accessing new sources of knowledge and improving competitiveness.”

Considering the environment that led to the elaboration of these two documents, it can be noticed that the European Union is consolidating both the understanding and the use of its international cooperation activities, especially in scientific issues, by taking it as an overriding tool for its external action in global affairs, as well as to leverage its internal market against the economic crises that has astounded Europe since 2008.

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Image 1 European Union’s flag” (Source):

https://pt.wikipedia.org/wiki/União_Europeia

Image 2 “Open Innovation, Open Science, Open to the Word  a vision for Europe” (Source – DirectorateGeneral for Research and InnovationEuropean Commission):

http://bookshop.europa.eu/en/open-innovation-open-science-open-to-the-world-pbKI0416263/;pgid=Iq1Ekni0.1lSR0OOK4MycO9B0000dEV6Oco1;sid=TiXreFEJDC3rcQbetXV13zMsA0b1ChxqUFc=?CatalogCategoryID=Gj0KABst5F4AAAEjsZAY4e5L

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NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONALSociedade InternacionalTecnologia

[:pt]Censura e a Intranet Iraniana[:]

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A organização Repórteres Sem Fronteiras novamente condenou as atitudes do Governo iraniano por ter bloqueado quatro sites de agências de reportagem que estavam reproduzindo e criticando as inconsistências do sistema judiciário em combater a corrupção. O bloqueio ocorreu semanas após a implementação da “rede de informação nacional” iraniana, uma versão da Internet no Irã, altamente monitorada e censurada, que serve, principalmente, de palco para propagandas estatais. Além disso, o Centro de Monitoramento do Crime Organizado, uma ramificação da Guarda Nacional, prendeu cerca de 100 usuários nas últimas semanas. 

A primeira fase da implementação da “rede de informação nacional” iraniana, ou como também é conhecida, Halal Internet, foi celebrada formalmente no dia 27 de agosto, sob slogans e propagandas do Governo. O projeto custou mais de 58 milhões de euros e pouco se sabe como ele irá funcionar. No entanto, já apresenta contradições nas informações sobre ela, pois declarações do ministro das comunicações Mahmoud Vaezi, de que “a rede de informação nacional não impõe limites para usuários da Internet”, são contrárias à declaração do vice-ministro Nasrolah Jahangard, que afirmou: “Na rede, todas as conexões, incluindo conexões móveis têm identificação; sem identificação, você não será capaz de utilizar os serviços da rede”.

A Halal Internet funciona essencialmente como uma intranet nacional, onde todos usuários são identificados e pode, inclusive, continuar funcionando desconectada da world wide web, a Internet convencional que utilizamos e está interconectada entre diferentes governos, pessoas e instituições. A Halal Internet vem substituindo a Internet convencional no Irã, conforme serviços convencionais vem sendo bloqueados. Além disso, a rede de informação nacional iraniana é altamente regulada e monitorada pelo Comitê que Determina Conteúdos que Constituem Crime na Internet e o Centro de Monitoramento do Crime Organizado, que nos, últimos anos, vêm prendendo usuários por compartilharem materiaiscontra a segurança moral da sociedade”, por possuírem fotos ou vídeos de modelos e por “insultarem crenças religiosas”. 

O Governo iraniano detém uma relação conturbada com a Internet e o ciberespaço. Ele vem censurando a Internet e foi alvo do maior ciberataque da história, quando as suas centrífugas nucleares foram contaminadas e por fim desabilitadas pelo vírus Stuxnet, desenvolvido por Israel com auxílio dos Estados Unidos. O Irã, faz parte de um grupo de países que frequentemente censuram a Internet e foram contrários à recém determinação da ONU de que quaisquer interrupções aos serviços de Internet são consideradas violações dos direitos humanos.

O Governo alega que o motivo para implementação da Halal Internet é a proteção contra ataques cibernéticos, a proteção de dados sensíveis do país, bem como dos dados pessoais dos usuários individuais, e, finalmente, a proteção da “moralidade” da sociedade iraniana.

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Imagem (FonteNick Taylor / flickrblocked / [CC BY 2.0] / Wikimedia Commons):

http://creativecommons.org/licenses/by/2.0

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NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOTecnologia

[:pt]Energia nuclear na Arábia Saudita[:]

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Conhecida internacionalmente por seus grandes poços de petróleo e como uma liderança regional no Oriente Médio e no mundo árabe, a Arábia Saudita não possui oficialmente um programa nuclear com fins militares e se tornou signatária do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares desde 1968, ano em que o mesmo foi aberto para assinatura, muito embora não tenha aderido ao Protocolo Adicional de 1997. Apesar disso, em dezembro de 2006, os seis Estados membros do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), entre eles os sauditas, anunciaram planejamento para o uso da energia nuclear para fins pacíficos.

Em abril de 2010, o Governo da Arábia Saudita emitiu através de Decreto Real um comunicado informando os principais motivos pelos quais o país tem necessidade de recorrer à energia nuclear: “O desenvolvimento da energia atômica é essencial para atender às crescentes necessidades do Reino para geração de energia elétrica, produção de água dessalinizada e redução da dependência dos finitos recursos de hidrocarbonetos”. Há alguns anos, Riad tem concentrado esforços na utilização da energia nuclear como fonte energética substitutiva do gás natural e de combustíveis derivados do petróleo em plantas de dessalinização da água do mar para baratear o custo de operação. Atualmente, o país conta com a maior usina de dessalinização do mundo, que foi construída na cidade de Ras Al Khair, localizada na costa oeste do país, com a capacidade de produzir cerca de 728 milhões de litros de água dessalinizada por dia.

No que diz respeito à geração de energia elétrica, de acordo com a World Nuclear Association, a crescente demanda desse tipo de energia por uma população estimada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em aproximadamente 31 milhões de pessoas, em um país com escassez de recursos hídricos, tem direcionado o Governo nacional a investir na energia nuclear como uma alternativa viável e mais barata que os combustíveis fósseis para geração de eletricidade.

Recentemente, a Arábia Saudita anunciou que planeja construir 16 reatores nucleares ao longo dos próximos 20 anos, a um custo superior a 80 bilhões de dólares, o que tem levado Riad a se abrir à compromissos de cooperação internacional. Atualmente, o Reino possui acordos com países como a França, Coreia do Sul, Argentina e China para pesquisa, compra e construção de reatores nucleares. A Rússia, por sua vez, já demonstrou interesse no plano saudita e também pretende investir no país.

O desenvolvimento da tecnologia nuclear para fins pacíficos na Arábia Saudita tem se mostrado como uma solução importante para os problemas energéticos do Reino, que tem procurado investir no setor para garantir sua segurança hídrica e energética com maior eficiência, diversificando a matriz nacional para geração de energia.

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Imagem (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Nuclear_program_of_Saudi_Arabia

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NOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALSociedade InternacionalTecnologia

[:pt]Governos e o mercado internacional de softwares de espionagem e monitoramento[:]

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No dia 10 de agosto, Ahmed Mansoor, um ativista dos direitos humanos nos Emirados Árabes Unidos, recebeu uma mensagem tentadora, contendo um link com a descrição “novos segredos sobre tortura nas prisões estatais dos Emirados Árabes Unidos”. Mansoor, que já havia sido alvo de vigilância governamental, optou por não clicar no link e foi buscar ajuda no grupo de ativistas de direitos digitais, Citizen Lab, da Munk School of Global Affairs, na Universidade de Toronto. 

Em um relatório liberado no dia 25 de agosto pelo Citizen Lab em conjunto com Lookout, uma empresa de cibersegurança, constatou-se que o método aplicado na tentativa de hackear o celular de Mansoor, “era um dos casos mais sofisticados de ciberespionagem jamais visto”. A empresa responsável pela tentativa de hackear o celular é uma vendedora de softwares de vigilância israelense conhecida como NSO Group, e seu malware, conhecido como “Pegasus”, permite a interceptação e roubo de todos os dados do dispositivo, desde mensagens, documentos, ligações etc. O Citizen Lab usou o Pegasus, que teria contaminado o celular de Mansoor, para contaminar um celular teste e, de fato, testar as capacidades do malware enviado ao aparelho dele.

Além da NSO Group, existem outras empresas que trabalham ofertando tais oportunidades. Um exemplo é a Hacking Team, que já vendeu seus serviços para o Governo da Etiópia, para o monitoramento de jornalistas, permitiu o Sudão mascarar relatos de abusos aos direitos humanos e possui uma forte presença na América Latina. Outra empresa de vasta atividade no campo da ciberespionagem é conhecida como FinFisher e possui mais de 30 clientes no mundo, dentre eles países como África do Sul, Egito, Indonésia, Espanha, Itália, Turquia, Arábia Saudita e Venezuela.

O caso de Mansoor representa uma janela para a indústria crescente e sem regulações das empresas de vigilância digital. Empresas como NSO Group, Hacking Team e FinFisher são atores em uma crescente indústria que oferece serviços de vigilância à governos, geralmente de regimes autoritários, e que comprovadamente abusam contra ativistas e dissidentes, ou opositores. No entanto, a atuação dessas empresas sobre a natureza sem fronteiras do ciberespaço permite que dissidentes, jornalistas e cidadãos continuem a ser espionados, mesmo sob asilo político em outros países, o que é claro, levanta fortes desafios às Relações Internacionais.

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ImagemAhmed Mansoor” (Fonte):

https://citizenlab.org/wp-content/uploads/2016/08/image00.jpg

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ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALSociedade InternacionalTecnologia

[:pt]Banco do Brics pode servir a interesse de Inteligência Estratégica da China[:]

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O New Development Bank BRICS (NDB BRICS), o Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS, foi criado em 2014 pelos cinco países membros. A cada um coube aporte de US$ 10 bilhões em recursos financeiros e/ou garantias, totalizando um Capital Inicial de US$ 50 bilhões, com previsão de aumento para US$ 100 bilhões.

O NDB BRICS mantém em sua página oficial versões em português do Brasil, russo, indiano, chinês mandarim e inglês sul-africano, acerca da função do Banco do BRICS. Todas as versões são diferentes umas das outras, tendo a versão do Brasil (BR) descrito o Banco do BRICS como um “banco de desenvolvimento multilateral, operado pelos estados do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) como uma alternativa ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional (FMI). O banco está configurado para promover uma maior cooperação financeira e de desenvolvimento entre os cinco mercados emergentes sócios”. Mas, apenas a versão da China informa que existe um limite de trocas de “até US$ 41 bilhões para países como a China, até US$ 18 bilhões para Brasil, Índia e Rússia, e US$ 5 bilhões para a África do Sul”, provavelmente porque, como detentora da maior reserva cambial do mundo, seria “o principal financiador do fundo de socorro, contribuindo com US$ 41 bilhões do total de US$ 100 bilhões previstos”.

Porém, o que mais chamou a atenção e demonstra que o Banco do BRICS pode ampliar a influência da China no mundo, ou representar interesses da Inteligência Estratégica do país, é o fato de o NDB BRICS informar em seu site apenas 2 projetos de desenvolvimento, o “The Data Center ‘Xiaomi Hosting’”, da empresa Xiaomi-hosting, Ltd., e o “International Global Monitoring System ‘GRAND EXPERT’”, da empresa International Non-Profit Social Movement GRAND EXPERT (www.grand.expert) – possivelmente de liderança técnica russa –, em desenvolvimento, provavelmente para rivalizar com o programa de espionagem e vigilância global Echelon, que é patrocinado pelos países membros dos “FIVE-EYES” (Estados Unidos da América, Canadá, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia). Ambos os projetos não tiveram investimentos divulgados (leia-se segredo de Estado).

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Imagem (Fonte):

http://www.cctv-america.com/2014/07/18/explainer-what-makes-the-brics  

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NOTAS ANALÍTICASSociedade InternacionalTecnologia

[:pt]NSA interceptou informações médicas de ONGs e instituições de saúde[:]

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No último domingo, dia 14, a instituição The Intercept, criada por Glenn Greenwald e um dos principais veículos para publicação de documentos vazados por diversas fontes, publicou uma nova leva de documentos vazados pelo famoso whistleblower, Edward Snowden. Dentre os documentos, está um memorando de circulação interna da NSA (Agência de Segurança Nacional norte-americana) que mostrava sua colaboração com a DIA (Agência de Inteligência e Defesa estadunidense), para extrair informações com relevância médica, presentes em comunicações de ONGs e instituições de saúde ao redor do mundo, previamente coletadas pelos meios de espionagem e interceptação da NSA.

Essas informações médicas eram interceptadas de ONGs e órgãos de saúde do mundo todo. A obtenção de tais comunicações possibilitou a análise de estudos sobre casos como a epidemia de SRAG (na China), a cólera (na Libéria) e a disenteria (no Iraque), feitos por especialistas do Centro Nacional de Inteligência Médica (NCMI), da DIA, que é conhecido pelas pesquisa e desenvolvimento com foco na proteção das forças militares norte-americanas.

Ressalte-se que o compartilhamento de informações médicas e científicas é essencial para o progresso da ciência, para inovações tecnológicas e o aumento da longevidade humana, no entanto, esse compartilhamento de informações segue um trâmite acadêmico/institucional, além de visar um benefício humanitário abrangente, mesmo que financiado pela indústria de farmacêuticos, por exemplo.

No entanto, a NSA e a DIA exploram a virtualização da interação entre médico/paciente proporcionada pelas telecomunicações, para seus próprios fins e, de acordo com os críticos, sem respeitar a privacidade dos pacientes e/ou pessoas envolvidas, como fica evidente no documento vazado por Snowden, quando um membro da DIA teve acesso à informações pessoais de cidadãos de outros Estados Nacionais que confiaram dados altamente privados à instituições e ONGs relacionadas à saúde, sem imaginar que essas informações seriam interceptadas por agências de segurança, para serem aplicadas à proteção do Exército norte-americano.

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Imagem (FonteBy Gage Skidmore [CC BYSA 2.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0)], via Wikimedia Commons):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File%3AEdward_Snowden_Conference_2015.jpg

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ÁSIACOOPERAÇÃO INTERNACIONALECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASTecnologia

[:pt]China capacita representantes nos países de língua portuguesa acerca de novas tecnologias de informação[:]

[:pt] Enquanto o mundo todo se volta para os Jogos Olímpicos no Brasil, o maior país de Língua Portuguesa, neste mesmo período, o Governo da China implementa seu plano estratégico de informatização, digitalização da economia,…

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