NOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALSociedade InternacionalTecnologia

[:pt]Conversas hackeadas do Telegram apontam possíveis alvos do Estado Islâmico e censura do Governo Iraniano[:]

[:pt] No dia 3 de agosto, quarta-feira, uma empresa israelense de cibersegurança alegou ter conseguido acessar conversas criptografadas de um grupo do Estado Islâmico no aplicativo Telegram e alertou que o conteúdo dessas conversas eram…

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ENERGIAMEIO AMBIENTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSAÚDETecnologia

[:pt]Mobilidade e redução de poluentes é tema na China[:]

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A engenharia chinesa começa a realizar testes com o super ônibus que passará acima dos carros nas metrópoles do país, e aposta no aumento de veículos elétricos para reduzir a emissão de poluentes. Acreditam os governantes que estão no caminho certo para diminuir os altos índices de poluição na China.

Nesta semana, o Transit Elevated Bus (TEB) começou a ser testado na cidade de Qinhuangdao.  O veículo é elevado para poder transitar sobre automóveis, evitando congestionamentos e substituindo outros ônibus convencionais em operação. 

Podendo transportar até 300 pessoas, ele é movido por células de eletricidade e pode ocupar múltiplas faixas nas vias em que poderá trafegar quando for posto em pleno funcionamento. O seu tamanho e tipo de força motriz agrada aos dirigentes, que investem em energias renováveis para reduzir a poluição no país e melhorar as condições de saúde dos chineses, bem como dos turistas que visitam suas metrópoles.

O TEB apresentou sucesso em seus primeiros testes, agradando aos engenheiros e aos moradores da cidade de Qinhuangdao. A boa notícia do ônibus elevado chega junto ao anúncio do livro azul sobre veículos movidos a novas energias, segundo o qual a China poderá obter mais de 1 milhão de carros elétricos e movidos a biocombustíveis, até o ano de 2020.

A poluição é um grande problema vivido pelos chineses e turistas nas grandes cidades do país. Ao longo dos anos, o Governo não economizou seus recursos para criar novos pontos de geração de energias renováveis e incentivar a população a utilizar meios de transporte menos poluentes. O sucesso nos testes do ônibus e na redução de poluentes poderá abrir um novo mercado em solução de transportes de massas, outro objeto que poderá ser exportado para grandes metrópoles no mundo, como Nova York e a cidade de São Paulo, duas cidades que sofrem com grandes congestionamentos.

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Imagem (Fonte):

Reprodução engenhariae.com.br

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://engenhariae.com.br/tecnologia/china-comeca-testar-onibus-que-transita-por-cima-de-carros/

[2] Ver:

http://portuguese.cri.cn/1721/2016/08/02/1s219465.htm

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NOTAS ANALÍTICASSociedade InternacionalTecnologia

[:pt]A expansão dos poderes do FBI no Ciberespaço[:]

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No início de 2015, em uma tentativa de identificar e punir frequentadores de sites de pornografia infantil, o FBI deu início à uma campanha sem precedentes, conhecida como “Pacifier”, objetivando identificar os usuários de um site da darkweb que armazenava imagens de pornografia infantil e onde usuários compartilhavam táticas para não serem identificados e escaparem de quaisquer consequências.

O FBI empregou técnicas investigativas em rede (NIT, na sigla em inglês), um termo geral referente à técnicas para hackear e instalar malware nos computadores dos usuários suspeitos. O malware contaminava o computador do usuário e identificava seu endereço de IP. Usuários foram identificados na Grécia, Chile, Dinamarca, Colômbia, Áustria, entre outros. É claro que esses criminosos devem ser identificados e punidos, no entanto, vale ressaltar os desafios que a atuação do FBI levanta para as relações internacionais.

A natureza sem fronteiras nacionais do ciberespaço, entendido como as redes de computadores e telecomunicações, abrangendo os dados presentes nos dispositivos e em trânsito pelas redes, permite a atuação de criminosos e agências em uma escala global. No entanto, as agências devem seguir as determinações da Lei, que, por sua vez, está sujeita à limites nacionais. A capacidade e atitude do FBI em rastrear e infectar com malware, computadores no mundo todo proporciona desafios quanto à atuação das agências nacionais no ciberespaço.

A respeito do alcance do FBI, Scarlet Kim, uma representante legal do Privacy International, alerta: “a implantação de malware do FBI foi ainda mais longe, transcendendo as fronteiras nacionais e infectando um número incontável de computadores espalhados pelo mundo. É difícil imaginar como um juiz magistrado sentado no Distrito Leste da Virgínia poderia autorizar uma operação desta magnitude”. Kim também levanta a questão: “Como outros países vão reagir ao FBI seguindo atividades de aplicação da lei em sua jurisdição sem consentimento prévio? Os EUA estariam abertos a receber operações de hackers de outras nações, sobre cidadãos americanos?”.

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Imagem (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Federal_Bureau_of_Investigation#/media/File:Flag_of_the_United_States_Federal_Bureau_of_Investigation.svg

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AMÉRICA DO NORTEAMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALTecnologia

[:pt]Brasil estuda possibilidade de alugar sua base de lançamento de foguetes aos Norte-Americanos[:]

[:pt] Desde a última quarta-feira (27 de julho de 2016), vem sendo disseminada na mídia a questão da locação da base de lançamento de foguetes do Brasil para os Norte-Americanos. Esta base é conhecida por…

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ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALSociedade InternacionalTecnologia

[:pt]Discrição da China nas Olimpíadas no Brasil sugere ações de Segurança e Contrainteligência[:]

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Os primeiros atletas da China para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro chegaram para treinamento no Esporte Clube Pinheiros, em São Paulo, dia 21 de julho de 2016. A discrição dos atletas, que estão proibidos de contato com o público ou com a imprensa, sugere ou um treinamento com foco em segurança, ou ações de contraespionagem esportiva.

A proibição de filmagens dos atletas possivelmente tem como causa evitar a espionagem esportiva, mas, não está descartada a preocupação dos dirigentes com a segurança das equipes. São ações de segurança necessárias, diante do fenômeno do terrorismo mundial e, também, porque esta é a maior delegação de desportistas já enviada pelos chineses em toda a história dos Jogos Olímpicos, com 416 atletas e uma delegação de 711 pessoas no total.

O receio da China é com extremistas religiosos insatisfeitos com a política de Pequim de controle da prática religiosa, devido ao aparelhamento de templos budistas, igrejas cristãs e mesquitas (islamismo), que usam discurso teológico permeado de retórica comunista. Segundo o afirmou o Presidente da China, Xi Jinping, em abril de 2016, essa política de controle sobre as religiões serve para o Estado chinês se proteger das influências estrangeiras que chegam por meio da religião” e que “existe uma ‘ameaça terrorista’ em Xinjiang (oeste) por culpa dos extremistas islâmicos.

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Imagem (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/China#/media/File:National_Emblem_of_the_People%27s_Republic_of_China.svg

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NOTAS ANALÍTICASSociedade InternacionalTecnologia

[:pt]Bloqueio do WhatsApp e o embate Privacidade versus Segurança[:]

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No último 19 de julho, terça-feira da semana passada, o aplicativo de celular WhatsApp, usado por mais de 100 milhões de brasileiros, foi bloqueado pela 4ª vez em todo o território nacional. Bloqueios ocorreram também em 25/02/2015, 16/12/15 e 2/5/2016, todos por motivos similares, quando o WhatsApp foi bloqueado como represália por não colaborar com investigações em andamento. No caso mais recente, o Facebook, empresa dona do aplicativo, alegou “impossibilidades técnicas” quando requisitado à interceptar as mensagens.

A decisão da juíza responsável pelo bloqueio pede “a desabilitação da chave de criptografia, com a interceptação do fluxo de dados, com o desvio em tempo real em uma das formas sugeridas pelo MP, além do encaminhamento das mensagens já recebidas pelo usuário (…), antes de implementada a criptografia”.

O argumento de impossibilidade técnica procede, tendo em vista que a criptografia simplesmente não funciona como a decisão de juíza espera, e tendo em vista que o WhatsApp emprega criptografia de ponta-a-ponta, o que, essencialmente, significa que, para cada mensagem enviada, é criada uma fechadura específica pelo dispositivo que envia e uma chave correspondente específica pelo dispositivo que recebe cada uma das mensagens. Isso ocorre de maneira autônoma, sem controle do WhatsApp. A decisão da juíza foi suspensa pelo STF, no mesmo dia 19.

É um cenário parecido com o do recente embate entre a Apple e o FBI, quando este ordenou que a Apple criasse uma versão do iOS, sistema operacional presente nos celulares e tablets da empresa, que permitisse o acesso do FBI. No entanto, a empresa se negou a fazê-lo, alegando que “O FBI pode usar palavras diferentes para descrever esta ferramenta, mas não se engane: Criar uma versão do iOS que ignora a segurança desta forma seria inegavelmente criar uma porta dos fundos. E, enquanto o governo pode argumentar que a sua utilização seria limitada a este caso, não há nenhuma maneira de garantir tal controle”.

Os conflitos relatados são faces diferentes de uma dificuldade dos sistemas de justiça mundiais a se adaptarem à crescente preocupação com privacidade no cenário internacional e maior presença da criptografia nas nossas tecnologias do cotidiano. O potencial para atuação independente de fronteiras nacionais, proveniente da Internet e das tecnologias de telecomunicação, passam a levantar desafios cada vez maiores aos governos de diferentes Estados, podendo culminar em medidas vistas como autoritárias, como, por exemplo, quando o Irã passou a exigir que empresas de comunicação passem a armazenar seus dados dentro do seu território, para escrutínio e análise do Governo.

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Imagem (Fonte Foto de Álvaro Ibáñes):

https://www.flickr.com/photos/alvy/12769050173

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ECONOMIA INTERNACIONALENERGIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSociedade InternacionalTecnologia

[:pt]A China pretende construir uma rede global de energia sustentável: perspectivas e desafios[:]

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O Presidente da Companhia Nacional de Redes Elétricas da China (SGCC), Zhenya Liu, anunciou o plano de construção de uma rede global de energia sustentável, através da criação de parques eólicos no Polo Norte e fazendas de geração de energia solar em países situados ao longo da linha do Equador. O vasto projeto foi denominado de Interconexão Energética Global (GEI) e envolveria investimentos de até 50 trilhões de dólares.

O principal objetivo do projeto é alcançar a marca de produção de 80% das necessidades energéticas globais através de energias limpas e sustentáveis, até o ano de 2050. Aliado a isto, afirmam-se os desígnios de aumento da conectividade global, auxiliando a mitigar disputas regionais; além do estímulo à inovação e ao comércio. Os objetivos transmitem uma ideia de otimismo, não obstante, o projeto auxiliaria no controle dos processos de mudança climática, além de contribuir para o bem público global.

Inicialmente, o foco será o aumento da conexão entre as diversas regiões da China, além de pesados investimentos em pesquisa e inovação, que possibilitem o desenvolvimento de novas tecnologias, tais como: baterias e transmissores capazes de conduzir de forma eficaz a energia produzida pelos recursos renováveis. O ano de 2030 foi estabelecido como meta para a construção e estabelecimento do projeto na região da Eurásia continental, sendo que, a partir desse ano, os empreendimentos serão estendidos para outros continentes.

Paralelamente a isto, a China tem se mostrado publicamente comprometida em contribuir para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), acelerando seus esforços para entrar em conformidade com a agenda delineada pela ONU para o ano de 2030. Estas declarações são importantes, pois demonstram a preocupação acerca da sustentabilidade do modelo de desenvolvimento do país, que visa conciliar o avanço no campo econômico com uma maior preocupação em relação a questões sociais e ambientais.

Há inúmeros obstáculos a serem ultrapassados para a realização de uma rede global de energia sustentável. Primeiramente, há o desafio do financiamento de um empreendimento dessa magnitude. Outra barreira a ser mencionada é a necessidade de cooperação interestatal requerida em um projeto que pretende compreender tamanha extensão geográfica. Ou seja, um dos próprios objetivos do plano, que reside no aumento da cooperação internacional, poderá se tornar um obstáculo para a sua efetivação.

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Imagem (Fonte):

https://pixabay.com/static/uploads/photo/2015/07/27/14/11/solar-power-862602_960_720.jpg

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NOTAS ANALÍTICASTecnologia

[:pt]“Internet+”, o programa de digitalização da economia chinesa[:]

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O Governo chinês implementou o Internet+”, programa de desenvolvimento, por meio da integração de tecnologia da informação às atividades manufatureiras. Na prática, é uma ordem de inclinação estratégica da economia da China para serviços com a Internet como peça-chave do crescimento.

Também conhecido como “Internet Plus”, é a aplicação da Internet e outras tecnologias da informação às indústrias convencionais, para completar a equação onde a Internet móvel, a computação em nuvem, o big data e a Internet das Coisas (IoT) serão integradas às demais indústrias para o desenvolvimento de negócios na China. Em suma, a robotização e a digitalização para a promoção do crescimento econômico. Analistas dão conta que isso significa impressoras 3D de tecnologia-de-ponta.

A China quer redesenhar seu parque industrial para incliná-lo mais para uma economia criativa de produção de design e serviços, ao invés de ser simplesmente reprodutiva de manufaturas de outros países. É uma inclinação estratégia de serviços, mais coerente com o fenômeno da digitalização dos meios de produção, onde muitas empresas líderes mundiais não produzem absolutamente nada tangível, senão informação ou conexão entre produtores e consumidores por meio da Internet, como Google, Facebook, Alibaba, Uber, AirBNB etc. É a ampliação da economia em áreas como turismo, pensão, saúde, educação etc. Menos poluente, a economia de serviços dependeria menos de petróleo e infraestrutura de transportes e provou catapultar a economia de vários países, dentre eles, Israel, Alemanha e Singapura.

Um dos Atores fundamentais dessa nova economia chinesa é uma mulher: Xiaojing Huang. Ela é diretora de estratégica do Yang Design e fundadora do Design Strategy Institution. Tem formação em Design de Produtos na Academia de Belas Artes de Guangzhou e design da experiência, pela Universidade de Design Kunsthochschule Berlin-Weissensee da Alemanha, uma parceira estratégica da China, conforme foi apresentado em outra Nota Analítica de minha autoria, publicada pelo CEIRI NEWSPAPER.

Com uma vasta lista de clientes de consultoria em design e estratégia de negócios na China, Xiaojing Huang passou a ser paradigma dessa tendência depois que publicou os premiados relatórios “China Design Trends”; “Lifestyle Aesthetic Business Trend”; “China Home Trend” e “China Sub-culture Lifestyle” (“Tendências de Design na China”, “Tendências de Estilo de Vida, Estética e Negócios”, “Tendência Domésticas na China”, “Subcultura e Estilo-de-vida na China”, respectivamente, em tradução livre) e ministrou palestra na conferência internacional ZOOM Smart Cities sobre cidades inteligentes em Lisboa, Portugal.

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Imagem (Fonte):

http://www.zoomsmartcities.com/2016/02/19/internet-e-peca-chave-na-estrategia-chinesa/ 

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