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Programa do “Google Earth” disponibiliza mapa de alta resolução do desmatamento global

A empresa norte-americana Google, em parceria com pesquisadores da “Universidade de Maryland”, NASA e o “US Geological Survey” (USGS), apresentou o primeiro mapa de alta resolução do desmatamento mundial, disponível através do aplicativo “Google Earth”. …

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UNASUL decide fazer veículo aéreo não tripulado

Nesta segunda-feira, dia 11 de novembro, em reunião que envolveu dez dos doze países que fazem parte da organização, a “União de Nações Sul-Americanas” (UNASUL) decidiu produzir um “Veículo Aéreo Não Tripulado” (VANT), mais conhecido como Drone, que será comum para uso na “América do Sul” e não terá poder de ataque, nem capacidade de acoplar armas.

O Drone é um tipo de aeronave que não precisa de piloto embarcado e é controlado à distância por meios eletrônicos e computacionais, sob supervisão humana.  Os critérios do Drone da UNASUL foram definidos após reuniões realizadas em Brasília, nos últimos quatro meses, em que estiveram presentes militares de Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Equador, Guiana, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela[1].

O modelo escolhido irá fazer fotos e filmagens em até 5.200 metros de altitude, terá autonomia de até 13 horas e será movido a combustível. Em 2014, será definido um nome preliminar para o veículo aéreo, bem como o esboço do modelo. O projeto terá um custo estimado de R$ 463 milhões[1].

O interesse em usar esse tipo de aeronave é vistoriar áreas de preservação ambiental, destacando-se que no caso brasileiro será útil para monitorar queimadas e o desmatamento na Amazônia. Além disso, poderá ser realizado levantamento cartográfico e controle de safras nos países. O “Exército Brasileiro” tem interesse particular em empregá-lo para a vigilância das fronteiras e no combate ao tráfico de drogas e armas. O equipamento Drone está relacionado ao projeto brasileiro do “Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras” (SISFRON) que prevê a utilização desse tipo de aeronave.

Segundo a “Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança” (Abimde), ainda  falta a regulamentação do setor. Estas aeronaves podem circular apenas em áreas pouco povoadas e não é permitida operação visando lucro. Os voos devem ocorrer em áreas restritas, com data, horário e itinerários definidos, e longe dos espaços aéreos comuns onde outros aviões circulam. A regra vale para Drones de todos os portes[2].

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Imagem (Fonte):

http://commons.wikimedia.org/wiki/File:MQ-9_Reaper_Satcom.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/11/unasul-decide-fazer-drone-para-paises-sul-americanos-sem-armas.html

[2] Ver:

http://www.dw.de/primeiro-drone-militar-do-brasil-deve-come%C3%A7ar-a-voar-em-2014/a-16994231

NOTAS ANALÍTICASTecnologia

Amazônia x Amazon: duelo de titãs no ciberespaço

Após a última reunião da “Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números” (ICANN, na sigla em inglês)*, realizada entre 7 e 12 de abril de 2013, em “Pequim” (China) foi lançada uma campanha transnacional contra o pedido da “Amazon Incorporation”, com sede nos “Estados Unidos”, de registro do domínio “.amazon” junto à ICANN, inclusive em suas versões em japonês e chinês**[1].

Brasil e Peru formalizaram inicialmente a oposição ao pedido durante essa reunião da ICANN, ao qual se juntaram os demais países amazônicos, mediante a realização, em 3 de maio de 2013, da “XII Reunião de Ministros das Relações Exteriores dos Países Membros” da “Organização do Tratado de Cooperação Amazônica” (OTCA).

A oposição foi formalizada através da campanha “Nossa Amazônia – Contra a Privatização do Nome Amazônia”, liderada pelo Brasil e lançada em junho, através de seu “Comitê Gestor de Internet” (CGI) ***. Além desse, somaram-se os esforços de representantes do “Grupo de Trabalho Amazônico” (GTA) do “Senado Federal” e de senadores da região, além do apoio de embaixadores dos países-membros do Tratado****.

A posição dos governos amazônicos é a de que a posse do domínio “.amazon” poderia impedir a sua utilização para fins de proteção ambiental, promoção dos direitos indígenas e outros usos de interesse público[2].

A campanha já ganhou o apoio, inclusive, de outros países sul-americanos, a exemplo da Argentina, que junto aos governos amazônicos subscreveu a resolução de contestação apresentada, em 20 de novembro de 2012, pelos países-membros da OTCA, à ICANN para que o pedido da Amazon não seja aprovado[3]. O assunto ainda será debatido na próxima reunião da ICANN em julho, na cidade de “Durban” (África do Sul).

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* O organismo é responsável pela coordenação global do sistema de identificadores exclusivos da Internet.

** A solicitação é para que o nome “.amazon” seja convertido em um “domínio de nível superior genérico” (gTLD), ou seja, através  desse modelo de registro a empresa de origem norte-americana teria exclusividades sobre sua utilização. Caso aprovado, qualquer organização dos países amazônicos que deseje registrar um site com o final “.amazon” terá de pedir autorização prévia da empresa detentora do domínio. Atualmente a Amazon conta com um domínio gTLD.com”. A exemplo dos novos gTLDs que surgiram nos últimos meses tem-se aquele dos cidadãos nova-iorquinos (Estados Unidos) que poderão utilizar o nome “.nyc” (por extenso: New York City) em seus web sites e outros endereços eletrônicos.

***A posição do CGI é a de que o processo de solicitação de novos domínios deveria restringir o uso de nomes referentes a regiões geográficas, não sendo permitida sua utilização sem prévia autorização de seus respectivos governos.

**** Já foram realizadas reuniões entre os membros do “Comitê Governamental Assessor” (CGA) da ICANN constituído por Peru e Brasil com a empresa, entre elas, uma na sede da OTCA, em Brasília (Brasil), e outra durante a última reunião do organismo, em abril, porém não houve acordo pela retirada do pedido.

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Imagem Disputa pelo domínio .amazon” (Fonte):

http://www.sxc.hu/photo/360590

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.guardian.co.uk/environment/2013/apr/25/amazon-domain-name-battle-brazil

[2] Ver:

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed752_a_geografia_da_internet

[3] Ver:

https://gacweb.icann.org/download/attachments/27131927/Amazon-BR-PE-58086.pdf?version=1&modificationDate=1353452622000&api=v2

NOTAS ANALÍTICASTecnologia

Drones são utilizados para coberturas jornalísticas de alto risco

Já é amplamente conhecida pela sociedade a utilização de “Drones” (aviões não-tripulados) em Guerras[1] visando poupar vidas de militares em situações de risco e economizar recursos. Agora, os “Drones” começam a ser utilizados também para fins jornalísticos, em especial para coberturas de alto risco.

Robert Picard, diretor de pesquisa do “Instituto Reuters”, da “Universidade de Oxford”, no “Reino Unido”, declarou no congresso da “Global Editors Network” (GEN), citado pela “Folha de São Paulo[2], que “uma série de grandes emissoras, como a CNN, a BBC e a ABC australiana, estão agora experimentando com o uso de drones para o jornalismo diário[2]. “Alguns jornais também[2], complementou Picard.

Os “Drones” já foram utilizados em coberturas de “Zonas de Guerra” como Afeganistão e Síria, proporcionando imagens de perspectivas diferentes e tomadas em posições inseguras. No Brasil, a “TV Folha” usou um para a cobertura dos protestos que ocorreram em São Paulo (Sudeste do Brasil), na semana passada[3].

Picard afirma ainda que um dos grandes desafios desta nova atividade é a ausência de uma regulamentação para o uso civil deste equipamento. As autoridades da “Aviação Civil Internacional” estão se mobilizando para estabelecer padrões de utilização que deverão chegar à maioria dos países em algum momento, incluindo o Brasil.

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/drones/

[2] Ver:                                                        

http://www1.folha.uol.com.br/tec/2013/06/1299502-tvs-e-jornais-pelo-mundo-comecam-a-usar-drones-em-coberturas.shtml

[3] Ver:

http://www.youtube.com/watch?v=n4w9shTHnUs&feature=youtu.be

 

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Criminalidade digital na Espanha e o novo embaixador dos “Estados Unidos” em Madri

Nesta semana, foi indicado como novo embaixador dos “Estados Unidos da América” no “Reino da Espanha” um executivo de um grupo de televisão norte-americana com a missão oficial de ajudar no combate à criminalidade digital, matéria que vem ganhando destaque na pauta de relações bilaterais entre os dois países[1].

James Costos, atual vice-presidente da gigante televisiva HBO (“Home Box Office”), formou-se em ciência política pela “Universidade de Massachussets”, em 1985. Ele iniciou sua trajetória profissional no mercado de moda em “Nova Iorque”, especializando-se depois em cinema e televisão. Posteriormente, em 2006, tornou-se o encarregado da divisão de direitos autorais da HBO[2].

Críticos da indicação afirmam que esta se deve à amizade pessoal do executivo com o casal Obama, estabelecida quando da reforma da “Sala Oval” (gabinete do presidente dos Estados Unidos), projetada pelo afamado decorador Michael Smith, companheiro do futuro embaixador, militante de direitos civis e dos direitos de animais e assumidamente homossexual. Alegam ainda que a nomeação seria uma retribuição por significativas doações à campanha presidencial democrata.

Entretanto, a indicação de um profissional com histórico de combate a fraudes contra direitos autorais e à “pirataria digital” coincide com a prisão em território espanhol do ucraniano naturalizado costa-riquenho Arthur Budovsky, acusado de fraudes financeiras e lavagem de dinheiro por meio digital, através da empresa digital “Liberty Reserve”, que ele fundou e dirigia[3].

A prisão foi realizada em virtude de pedido da “Justiça Federal do Distrito Sul de Manhattan” (Nova Iorque), em decorrência de investigações conjuntas feitas pelo “Serviço Secreto Norte-Americano”* (“United States Secret Service”), “Divisão Criminal da Receita Federal” americana (“Internal Revenue Service – Criminal Investigations”) e pelo “Ministério Público da Costa Rica”, país onde tem sede oficial a empresa “Liberty Reserve”, instalada ali depois que seu fundador renunciou à cidadania estadunidense anteriormente adquirida, para escapar de obrigações tributárias e de sanções pela operação de instituição financeira não-autorizada em território americano[4].

Na Espanha, além de Budovsky, foi anunciada a prisão de um cidadão russo, cujo nome não foi divulgado. Outras prisões foram efetuadas em “Hong Kong”, Marrocos e China, bem como confiscados fundos no valor aproximado de US$ 6 bilhões na Austrália, Chipre e Rússia.

Segundo investigadores e especialistas na área, os principais usuários da rede “Liberty Reserve” seriam hackers profissionais e quadrilhas especializadas na comercialização de programas de computadores pirateados e pornografia infantil[5].

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* Apesar de sua denominação, o “Serviço Secreto” americano tem como principal função o combate a fraudes bancárias e falsificação de moeda. A atribuição mais conhecida – escolta do “Presidente dos Estados Unidos” -, se deve ao peculiar entendimento de que aquela autoridade constitui patrimônio da nação.

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Imagem James Costos em baile beneficente destinado a arrecadar fundos para o furacão Sandy” (Fonte – Foto: Jeffrey Ufberg/WireImage):

 

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Fontes consultadas:

[1]Ver:

http://www.elconfidencial.com/tecnologia/2013/02/01/espana-podria-volver-a-la-lista-301-de-paises-piratas-en-que-nos-afecta-4142/

[2] Ver:

http://politica.elpais.com/politica/2013/06/06/actualidad/1370473674_237186.html

[3] Ver:

http://www.guardian.co.uk/world/2013/may/28/liberty-reserve-arthur-budovsky-arrested-spain

[4] Ver:

http://www.foxnews.com/world/2013/05/28/secret-service-busts-open-6-billion-money-laundering-scheme/

[5] Ver:

http://www.bbc.co.uk/news/technology-22699871

 

NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONALTecnologia

O “Programa Nuclear” Iraniano e o “Poder Cibernético” do país

Em 12 de março passado, o “Diretor de Inteligência Nacional” dos “Estados Unidos da América” (EUA), James Clapper, apresentou para a “Comissão do Senado” estadunidense um informe sobre a avaliação das principais ameaças mundiais. Tal documento ressalta o Programa Nuclear Iraniano e a Segurança Cibernética. Para exemplificar, citou a ação de negação de serviço (colocação de sites fora do ar) que sofreram alguns sítios da internet, como alguns Bancos e, em 2012, a maior empresa saudita, a Aramco[1].

NOTAS ANALÍTICASTecnologia

Webloguistão: as fronteiras virtuais do Irã

Na última sexta-feira, 3 de maio, celebrou-se o “Dia Mundial da Liberdade de Imprensa[1], que esse ano teve como tema assegurar a liberdade de expressão em todos os tipos de mídia, questão sensível em muitos países do “Oriente Médio” e “Norte da África”. Segundo relatório da organização “Repórteres Sem Fronteiras”, Arábia Saudita, Bahrein, Irã e Síria figuram como inimigos da internet”, e “Emirados Árabes Unidos”, Egito, Tunísia e Turquia, como “sob supervisão[2].

Nessa ocasião, a CNN publicou uma reportagem[3] sobre o documentário Forbidden Voices” (“Vozes Proibidas”), da diretora Barbara Miller, que acompanha a vida de três mulheres blogueiras, em Cuba, na China e no Irã.