ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALTecnologia

Apoio dos “Internautas Chineses” a Edward Snowden

Ao saberem que Edward Snowden havia escolhido a “Região Administrativa Especial de Hong Kong” para se esconder, os internautas chineses anteciparam-se ao governo de Pequim apoiando-o pelo seu heroísmo e, mesmo agora que está fora da China, continuam a dar o seu apoio moral para que não caia nas mãos da justiça norte-americana.

Usando uma série de plataformas da Internet como o popular Weibo (alternativo do Twitter na China), além de o desejarem boas-vindas à China, os usuários também aplaudiram Snowden por ter vazado os programas de vigilância dos EUA (Estados Unidos da América). Há ainda aqueles que haviam apelado à China e “Hong Kong” para recusarem a sua extradição para os EUA[1]. Acreditava-se que isso contribuiria para melhorar a imagem da China no mundo.    

Na China usa-se a Internet não só como fonte para se aceder e-mail e notícias, estudar, fazer jogos ou compras online, mas igualmente se proíbe, através de censores sofisticados, que aí se discuta ou opina sobre “assuntos quentes”. Por isso, a bravura de Edward Snowden e o papel da mídia ocidental na divulgação são apreciados pelos internautas chineses porque sabem que nada similar pode ser imaginado no seu país. Em realidade, conforme circulam informações, o cidadão sabe que o governo chinês sempre vigia a Internet e grampeia as chamadas telefônicas, em nome de segurança pública. Porém, há anônimos que sugerem que a China também devia produzir  pessoas como Snowden[2].      

Além de ser o país com o maior número de pessoas com acesso à Internet, estima-se que em 2013 chegue aos 718 milhões (cerca de 52,7% da população total), a China também goza o estatuto de ter uma cultura cibernética muito dinâmica[3]. Mesmo censurando temas sensíveis, o Governo chinês promove a cultura de boa governança e de combate à corrupção através do estabelecimento de mecanismos online de controle e de denúncia popular de práticas corruptas dos oficiais doPartido Comunista Chinêse do Governo[4]. Desde que foi eleito “Presidente do Partido”, em novembro de 2012, e Presidente do país, Xi Jinping tem lançado campanhas vigorosas contra a corrupção no aparelho do Estado e pessoas anônimas usam a Internet para exporem figuras ligadas ao poder político.      

Ao mesmo tempo, as autoridades chinesas têm confiado na Internet para mobilizar o apoio do povo em momentos de crise interna ou externa, principalmente em questões territoriais com os países vizinhos. Como exemplo ilustrativo, há o caso das manifestações populares em muitas cidades do país, em setembro de 2012, contra o Japão, depois de Tóquio nacionalizar as disputadas Ilhas Diaoyu/Senkaku[5]. Por essa razão se diz que os internautas chineses fazem parte daqueles que moldam a política externa do país.    

No entanto, se de um lado a Internet fortalece o nacionalismo chinês, de outro o governo impõe limites ao uso das tecnologias de informação e comunicação, daí que se estabeleceu o sistema “a Grande Muralha da China” para filtrar conteúdos e sites. É neste contexto que sites sociais e de notícias estrangeiros como Facebook, Twitter, Youtube, Google+, “The New York Times” ou sites de pornografia são banidos na China. Pode-se compreender que o objetivo de Pequim é de que a Internet não seja um instrumento que “force introdução de reformas políticas e de liberdade de expressão” ou “derrube do governo comunista” no poder desde 1949, como há duas décadas observadores e dissidentes locais haviam vaticinado quando da introdução da Internet na China.     

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Imagem (Fonte):

http://www.japantimes.co.jp/news/2013/06/26/world/snowden-files-stoke-u-s-security-concerns/#.UctgbfkwcqM

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://blogs.wsj.com/chinarealtime/2013/06/10/mixed-emotions-online-as-hero-snowden-shows-up-in-hong-kong/?mod=djemChinaRTR_h

[2] Ver:

http://qz.com/92632/chinese-internet-users-edward-snowden-nsa-prism-surveillance/

[3] Ver:

http://www.chinatelecomusa.com/content.asp?contentid=790&id=&indexid=0

[4] Ver:

http://english.gov.cn/2010-06/08/content_1622956_4.htm

[5] Ver:

http://online.wsj.com/article/SB10000872396390443720204578000092842756154.html

NOTAS ANALÍTICASTecnologia

Drones são utilizados para coberturas jornalísticas de alto risco

Já é amplamente conhecida pela sociedade a utilização de “Drones” (aviões não-tripulados) em Guerras[1] visando poupar vidas de militares em situações de risco e economizar recursos. Agora, os “Drones” começam a ser utilizados também para fins jornalísticos, em especial para coberturas de alto risco.

Robert Picard, diretor de pesquisa do “Instituto Reuters”, da “Universidade de Oxford”, no “Reino Unido”, declarou no congresso da “Global Editors Network” (GEN), citado pela “Folha de São Paulo[2], que “uma série de grandes emissoras, como a CNN, a BBC e a ABC australiana, estão agora experimentando com o uso de drones para o jornalismo diário[2]. “Alguns jornais também[2], complementou Picard.

Os “Drones” já foram utilizados em coberturas de “Zonas de Guerra” como Afeganistão e Síria, proporcionando imagens de perspectivas diferentes e tomadas em posições inseguras. No Brasil, a “TV Folha” usou um para a cobertura dos protestos que ocorreram em São Paulo (Sudeste do Brasil), na semana passada[3].

Picard afirma ainda que um dos grandes desafios desta nova atividade é a ausência de uma regulamentação para o uso civil deste equipamento. As autoridades da “Aviação Civil Internacional” estão se mobilizando para estabelecer padrões de utilização que deverão chegar à maioria dos países em algum momento, incluindo o Brasil.

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/drones/

[2] Ver:                                                        

http://www1.folha.uol.com.br/tec/2013/06/1299502-tvs-e-jornais-pelo-mundo-comecam-a-usar-drones-em-coberturas.shtml

[3] Ver:

http://www.youtube.com/watch?v=n4w9shTHnUs&feature=youtu.be

 

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DIPLOMACIA CORPORATIVANOTAS ANALÍTICASTecnologia

Google mobiliza esforços para oferecer redes sem fio em mercados emergentes

De acordo com matéria publicada no “The Wall Street Journal[1], o Google está mobilizando esforços para oferecer redes sem fio e computação acessível aos mercados emergentes, como a África Subsariana e o Sudeste Asiático.

Em busca de ampliar seu alcance, a empresa planeja a introdução das redes sem fio fora das grandes cidades, onde as conexões com fio não são possíveis. Este movimento poderá levar a Internet para mais de um bilhão de pessoas.

NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONALTecnologia

O “Programa Nuclear” Iraniano e o “Poder Cibernético” do país

Em 12 de março passado, o “Diretor de Inteligência Nacional” dos “Estados Unidos da América” (EUA), James Clapper, apresentou para a “Comissão do Senado” estadunidense um informe sobre a avaliação das principais ameaças mundiais. Tal documento ressalta o Programa Nuclear Iraniano e a Segurança Cibernética. Para exemplificar, citou a ação de negação de serviço (colocação de sites fora do ar) que sofreram alguns sítios da internet, como alguns Bancos e, em 2012, a maior empresa saudita, a Aramco[1].

AMÉRICA DO NORTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALTecnologia

Área de tecnologia nos EUA se movimenta para apoiar reformas imigratórias

No último dia 10 de abril, o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, escreveu um editorial no jornal “Washington Post” a respeito da criação do movimento político “FWD.us” (Forward.Us – em tradução livre, “EmFrente.Nós”).

Reunindo um número significativo de empresas de tecnologia, internet e mídias sociais, este grupo tem como objetivo principal criar mais uma força de pressão dentro dos Estados Unidos para acelerar o processo de reforma do sistema imigratório do país. Além do próprio Zuckerberg, fundadores e CEOs de empresas como Linkedin, Dropbox, Netflix, Groupon e Yahoo! fazem parte do grupo[1].

NOTAS ANALÍTICASTecnologia

“Capacidade Transoceânica das Telecomunicações” será ampliada com novo cabo submarino no Brasil

Na era dos satélites, as telecomunicações ainda dependem muito de um sistema que foi implantado em meados do século 19 e veio se desenvolvendo desde então. Trata-se dos cabos submarinos, que interligam países e continentes e permitem as pessoas se comunicarem por telefone, pela internet, a assistirem televisão ou que as empresas transmitam dados.

No Brasil, esses cabos são de extrema importância, dadas as dimensões do território. Há cabos submarinos por toda a costa brasileira, que conectam regiões do país e também pontos no exterior.

Neste cenário, a empresa “América Móvil”, um dos maiores grupos de telecomunicações do mundo, controladora das empresas Claro, Embratel e NET, anunciou[1] investimentos de 1 bilhão de reais no Brasil para a instalação do “Cabo Submarino AMX-1”, que conectará sete países e 11 pontos de destino, ampliando a capacidade transoceânica que interliga os EUA, “América Central” e o Brasil.