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Um panorama atualizado do perfil das empresas chinesas atuando na África

A presença da China na África cresceu enormemente desde os anos 2000, devido à procura por recursos naturais, tais como petróleo, ferro, cobre e zinco. O impulso da demanda chinesa alavancou diversas economias no Continente. O crescimento médio do PIB africano foi de 4,9% no período de 2000-2008, caindo para 3,3% no período 2010-2015. A queda dos preços das commodities foi um fator de impacto para esta redução nos índices de crescimento.

Mapa demonstrando o tamanho real do território africano

A China é atualmente o maior parceiro econômico da África e estima-se que existam mais de 10.000 corporações chinesas sediadas e atuando no Continente, com presença significativa de empresas privadas. No que diz respeito à distribuição setorial, mais de 30% destas se encontram na indústria, 25% das empresas atuam no setor de serviços e o restante se encontra dividido entre o comércio, construção civil e o setor imobiliário.

O instituto Mckinsey elaborou um relatório sobre as 1.000 empresas chinesas com maior lucratividade na África. Destacam-se três pontos: 1) 89% da força de trabalho é africana; 2) o estudo afirma que os chineses provem treinamento para as populações locais, além de beneficiarem as estruturas de mercado através da introdução de novos produtos e serviços; 3) por outro lado, apenas 47% da cadeia de valor destas empresas envolvem contrapartes africanas, o restante do processo produtivo vem da compra de componentes e bens intermediários de empresas de outras localidades.

Outro estudo do instituto Mckinsey prevê que a África terá uma população em idade de trabalho superior a da China ou a da Índia até o ano de 2034. Adicionalmente, os consumidores africanos já despendem o montante anual de US$ 4 trilhões, fator que tenderá a crescer à medida que uma maior parcela de sua população entrar na idade econômica ativa.

Média do crescimento do comércio dos Estados Unidos e da China com a África

A conjuntura atual, na qual a China tenta reformular sua estrutura produtiva para uma maior ênfase no consumo e menor foco na produção de indústrias pesadas, poderá reduzir gradualmente a demanda do país pelos recursos africanos. Esta situação apresenta potencialidades para que certos países do Continente aprofundem o desenvolvimento das suas indústrias nacionais. Não obstante, devemos mencionar que os investimentos estrangeiros diretos realizados pela China na África cresceram a uma média anual de 40% no período 2006-2016, um ritmo verdadeiramente impressionante.

Com grandes fontes de recursos naturais estratégicos e sendo considerada como “a última grande fronteira geográfica para a expansão material do capitalismo contemporâneo”, a África se encontra alvo de disputas. Argumenta-se que, atrelados aos investimentos internacionais, não se pode dissociar a presença geopolítica dos Estados nacionais. Estrategicamente, o Continente é importante para a segurança do Atlântico Sul e do Mar Mediterrâneo, além de incluir importantes regiões para o comércio e para a projeção de poder global, tais como o Chifre da África.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Mapa demonstrando o território da China e da África ” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/ea/Africa_China_Locator.png

Imagem 2 Mapa demonstrando o tamanho real do território africano” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/ce/Africa%27s_true_size.jpg/1024px-Africa%27s_true_size.jpg

Imagem 3 Média do crescimento do comércio dos Estados Unidos e da China com a África” (Fonte):

https://c1.staticflickr.com/7/6109/6303123022_bd0f30f59c_b.jpg

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Aprofundam os efeitos da seca na Etiópia

Muito se tem discutido nas últimas semanas sobre a atual seca na Etiópia, bem como a íntima relação entre a sua severidade e as mudanças climáticas em curso no planeta. A problemática, no entanto, vem assumindo grandezas cada vez maiores, à medida que novos dados vão sendo divulgados.

Na semana passada, a Comissão Etíope para o Gerenciamento de Riscos e Desastres declarou que 8,5 milhões de pessoas demandaram assistência humanitária entre os dias 23 de maio e 22 de junho de 2017. O número é significativamente maior do que o total demandado em janeiro deste mesmo ano – mês onde 5,6 milhões de pessoas clamaram por auxílio.

Segundo a Oxfam, a seca na Etiópia posiciona 700 mil pessoas em situação de extremo risco

O número de distritos necessitando intervenção imediata aumentou a níveis não vistos desde o pico dos efeitos da seca despertados pelo El Niño em 2016”, declararam, em conjunto, o Governo etíope e a Organização das Nações Unidas (ONU). Concomitantemente, a organização não governamental Oxfam divulgou um relatório no qual estima que 700 mil pessoas estão beirando condições de total fome, reiterando o visível processo de deterioração das condições de vida nesse país.

A propagação da seca e de seus efeitos pelas regiões mais afetadas tem desestabilizado profundamente as relações sociais e econômicas da população etíope. Na região de Somali – uma das mais afetadas pela seca – há relatos, segundo a Oxfam, de significativa evasão escolar e de prostituição infantil em troca de algum alimento. As populações mais afetadas são os grupos pastoris, de estilo de vida nômade e dependentes da abundância de pasto – fato cada vez mais raro em um contexto de escassa chuva.

Não somente a expressiva severidade do fenômeno climático explica a piora das condições nutricionais. Também a dificuldade de financiamento das atividades de assistência humanitária retarda o atendimento abrangente a todas as populações afetadas. Dos 1,25 bilhão de dólares necessários para a mitigação eficiente dos efeitos da seca, 39% ainda não foi financiado.

Essa conjuntura de gradativa piora elucida a severidade das mudanças climáticas em curso. Segundo dados da ONU, em 2016, 108 milhões de pessoas passaram fome no mundo – um dos maiores números nos últimos anos –, sendo as alterações no clima um dos principais fatores explicativos. Neste sentido, apresenta-se como problema principal a atuação para a consolidação de comunidades adaptadas e resistentes a esse novo contexto ambiental, fato que demanda uma intensa participação de organismos internacionais, dos Estados e do terceiro setor.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Há mais de um ano, famílias etíopes lutam pela subsistência em um contexto de extrema seca” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Ethiopian_women_in_the_drought.jpg

Imagem 2 Segundo a Oxfam, a seca na Etiópia posiciona 700 mil pessoas em situação de extremo risco” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Oxfam

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Líderes políticos de Moçambique se encontram depois de 2 anos

Na semana passada, o Presidente Filipe Nyusi, da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), se encontrou com Afonso Dhlakama, líder da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) – fato que não acontecia desde 2015. O episódio se configura como importante etapa no caminho para a estabilidade política no país.

A temperatura entre os dois partidos voltou a crescer em 2012, quando uma base militar foi instalada em Gorongosa, na província de Sofala, para o treinamento de veteranos da RENAMO. A gradativa tensão cristalizou-se com as eleições gerais de 2014. Dhlakama e a RENAMO reivindicaram a vitória eleitoral em seis províncias na parcela norte e central de Moçambique e, com isso, um maior protagonismo do partido nos principais organismos públicos e no governo dessas regiões.

Conflitos armados ainda dificultam a estabilidade social e política em Moçambique

Desde então, alguns episódios de conflitos armados foram registrados, assim como mortes de soldados recrutados pelas duas partes. Uma das vítimas mais simbólicas foi Manuel Bissopo, ex-Secretário Geral da RENAMO, morto no início de 2016. Com a onda de conflitos, civis das regiões norte e centro migraram para o Malauí, temorosos com a repetição dos embates dos tempos de guerra civil, em 2016, quando aproximadamente 15 mil moçambicanos migraram para o país vizinho.

Segundo o Gabinete da Presidência, o encontro entre as lideranças aconteceu em Gorongosa. Na ocasião, discutiu-se os principais elementos para a consolidação de um acordo de paz. Em nota oficial do Gabinete foi divulgado que “os dois líderes discutiram e acordaram que iriam manter o seu diálogo e acompanhar de perto o trabalho das duas comissões, visando um novo encontro, em breve, para preparar os passos finais”.

Um dos principais termos do acordo de paz é a descentralização do Estado. A escolha dos governadores das províncias pelo voto direto, e não pela indicação do Executivo, é uma das principais mudanças desejadas pela RENAMO. Para tanto, faz-se necessário que dois terços do Parlamento aprovem uma Emenda à Constituição, fato que demanda um mútuo acerto entre ambas agremiações partidárias em torno dessas negociações.

Em contrapartida, o Partido governista tem pleno interesse na desmilitarização do braço armado da RENAMO, com vistas à estabilização política e social. A existências de forças policiais e armadas paralelas ao Estado incita o surgimento de milícias e outras fontes de autoridades locais que não à força policial e armada estatal.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Líder da oposição, Afonso Dhlakama, não é visto em público desde 2015” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Afonso_Dhlakama

Imagem 2Conflitos armados ainda dificultam a estabilidade social e política em Moçambique” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Flag-map_of_Mozambique.svg

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Expectativas para as eleições em Angola

As atenções se redobram para Angola, conforme se aproximam as eleições presidenciais a serem realizadas no dia 23 de agosto de 2017. A sucessão de José Eduardo dos Santos – com 74 anos de idade e há 38 anos no poder, um dos governantes mais longevos do mundo – está envolvida numa trama de disputas contenciosas entre a base governista e a oposição, tendo como plano de fundo a desaceleração econômica no país.

As eleições para as 220 cadeiras no Parlamento e para os cargos de Presidente e Vice-Presidente serão acompanhadas de perto por organismos internacionais. Na esfera civil global, muito se tem discutido sobre o lugar da liberdade individual e dos direitos de expressão em Angola desde o fim da guerra civil, ainda no começo da década de 90. Da mesma forma, uma série de atores locais desconfia da validade total das eleições, uma vez que não descartam que há um risco significativo de manipulação das votações.

Comissão Nacional Eleitoral é um dos órgãos responsáveis pela transparência das eleições

Nesse sentido, o Observatório Eleitoral Angolano – organismo que reúne 45 instituições da sociedade civil – apresentou em Luanda, na semana passada, 50 observadores à comunidade internacional ali presente. Estiveram no evento autoridades dos Estados Unidos, da Noruega, da Holanda e da Organização das Nações Unidas. Ao todo, serão, aproximadamente, 750 observadores, os quais estarão responsáveis por zelar pela transparência e segurança dos votos. Também preocupados com o processo eleitoral, membros da frente oposicionista demandaram, na última quarta-feira (3 de agosto), uma apuração dos votos em seus respectivos distritos eleitorais, a fim de conferir mais segurança e certeza sobre a contagem.

Outro importante aspecto da conjuntura política e eleitoral foi a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) haver recentemente declarado não haver nenhuma possibilidade de angolanos residentes em outros países, ou angolanos em trânsito, votarem desde os seus atuais locais. De acordo com a porta-voz da instituição, Júlia Ferreira, a impossibilidade se dá devido aos altos custos logísticos para garantir o translado das urnas e de observadores, além de a Constituição não permitir o voto em trânsito.

Coloca-se outra questão que é o fato de a lei estabelecer que o apuramento resultante do voto antecipado deveria ser feito na comissão provincial eleitoral, o que significa que a CNE teria que definir mecanismos para permitir não só a transportação das urnas, mas também assegurar mecanismos de segurança para a guarda deste material até altura do apuramento nas comissões eleitorais provinciais”, afirmou Júlia Ferreira, ao explicar a razão da impossibilidade.

No que diz respeito ao conteúdo dos discursos de campanha e os enfrentamentos políticos, membros da oposição focam-se na atual conjuntura econômica para criticar o governo de José Eduardo dos Santos. A desaceleração econômica, suscitada pela redução nos preços internacionais do petróleo, trouxe uma gradativa perda de postos de trabalho e da abrangência das políticas públicas. Em contrapartida, o candidato governista João Lourenço, do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), recentemente acusou a União Nacional para a Independência de Angola (UNITA), principal partido opositor, de haver destruído as principais infraestruturas do país durante o período de guerra civil, comprometendo o desenvolvimento industrial.

Posicionamentos e ataques políticos constituem parte integrante de um processo eleitoral, onde quadros e representações são postos em jogo para a consolidação de identidades políticas e para o engajamento dos eleitores. No entanto, a plena realização de um processo eleitoral claro e transparente passará, justamente, por uma vigilância atenta ao processo de contagem de votos e por um respeito a escolha popular – seja ela qual for.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Parlamento angolano para o próximo quinquênio será composto nas próximas eleições” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Angola

Imagem 2 Comissão Nacional Eleitoral é um dos órgãos responsáveis pela transparência das eleições” (FonteCNE):

http://cne.ao/noticias.cfm?id=499

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Argélia planeja regularizar trabalho de imigrantes africanos

A Argélia anunciou recentemente que planeja garantir direitos trabalhistas e de residência a imigrantes africanos em situação irregular. O Ministro do Interior, juntamente com os responsáveis pelos serviços de segurança, está desenhando estratégias para a regularização deles.

O Governo estima que existam cerca de 25 mil trabalhadores imigrantes residindo no país. Esses números podem ser ainda maiores, caso se considere indicadores divulgados por Organizações Não-Governamentais (ONGs), que contabilizam 50 mil. Boa parte deles é oriunda dos vizinhos Mali, Burkina Faso e Níger.

Imigrantes africanos deportados

Contudo, com relação a esse último país, um relatório produzido pela Human Rights Watch aponta que autoridades argelinas deportaram para lá cerca de 1,5 mil imigrantes somente em dezembro de 2016. Desde 2014, foram mais de 18 mil deportações de famílias que buscavam melhores condições laborais e fugiam da subnutrição e das tensões envolvendo ataques terroristas.

A mais recente ação do Governo, que segue direção contrária as deportações, surge como resposta pró-Direitos Humanos em relação as campanhas que se espalharam pelas redes sociais do país, nas quais cidadãos argelinos hostilizam e culpam os africanos pelo desemprego e pela transmissão do vírus HIV.

Estima-se que cerca de 30% da população jovem esteja desempregada, por conta da dificuldade do Estado em dinamizar a economia para criar postos de trabalho em outros setores, para além da exploração de petróleo e gás, sua principal fonte de receita.  

Com isso, tais movimentos anti-imigração dividiram a população. Em junho, a hashtag com o tema “Não a Africanos na Argélia” esteve entre os trending topics nacionais no Facebook e no Twitter, vocalizando a insatisfação daqueles que dizem defender os interesses das famílias argelinas. Em contrapartida, muitos cidadãos se insurgiram contra esses movimentos e consideram que a nação possui o dever de acolher africanos em situação de vulnerabilidade, haja vista a posição de liderança do país na região do Saara.

Inúmeras Organizações Internacionais, como a Anistia Internacional, o Crescente Vermelho Argelino e o Human Rights Watch acompanham a situação dos imigrantes e tem incentivado o Governo a tomar atitudes como essa, além de participarem ativamente do processo de acolhimento e inserção laboral.  

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Imigrantes africanos na Argélia” (Fonte):

https://www.iom.int/news/niger-deaths-add-growing-toll-migrant-fatalities-within-africa

Imagem 2 Imigrantes africanos deportados” (Fonte):

https://www.moroccoworldnews.com/2016/12/203933/algeria-claims-deportation-sub-saharan-immigrants-respects-human-rights/

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Os efeitos da seca em Angola são anunciados em Conferência da ONU

As mudanças climáticas trarão severos impactos no âmbito da alimentação e do cultivo de alimentos. Algumas das mudanças previstas já começam a demonstrar seus efeitos, principalmente no que tange à dinâmica da fome: segundo José Graziano da Silva, diretor executivo da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o número de famintos cresceu desde 2015, em boa medida devido às mudanças que vêm ocorrendo no clima.

O alarmante anúncio dado pelo brasileiro ocorreu na abertura da 40a Conferência da FAO, em Roma, na semana passada. Na ocasião, estiveram presentes várias autoridades políticas e atores civis para discutir temas como a fome, a oferta de alimentos, conflitos sociais envolvendo a disputa por terras e as mudanças climáticas.

Marcos Nhunga – Ministro da Agricultura de Angola

A participação do Ministro da Agricultura de Angola, Marcos Nhunga, chamou a atenção devido a divulgação dos impactos da seca neste país. Segundo os dados trazidos pelo Ministro, a seca crônica nas províncias de Huíla, Cunene e Namibe atingiu um milhão de pessoas, dando um prejuízo total às economias locais de, aproximadamente, 750 milhões de dólares.

A seca nessas províncias, situadas principalmente na região sul de Angola, principiou em 2010. A escassez de chuvas interfere na oferta de alimentos, trazendo consigo a elevação dos preços e, por consequência, dos índices de desnutrição. Segundo o Vice-governador de Cunene para o Setor Político e Social, José do Nascimento Veyelenge, somente para esta região 750 mil estão passando fome: “Este número subiu desde o ano passado [2016] e já estamos há três anos sem chuvas regulares”, ressaltou o Governador.

Durante o seu pronunciamento na 40a Conferência da FAO, Marcos Nhunga afirmou que o Governo angolano tem tomado medidas para a mitigação dos efeitos da seca. Uma delas é o Projeto de Desenvolvimento da Agricultura Familiar e Comercialização, o qual conta com o apoio de 70 milhões de dólares em financiamentos do Banco Mundial, até dezembro. O projeto visa promover a irrigação entre os agricultores familiares, aumentar a produtividade e facilitar a comercialização de alimentos.

No entanto, os esforços ainda são insuficientes, dado ser necessário um pouco mais de 450 milhões de dólares para a resolução da seca e dos problemas sociais e econômicos que acarreta. Além disso, não somente o volume de doações e apoio internacional deveria ocorrer em maior escala, mas também uma intensa orquestração entre o setor público e o privado em todas as nações para uma gradativa consecução de uma economia de baixo carbono – fato que mitigaria os efeitos instigados pelas mudanças climáticas em curso.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Efeitos da seca no solo” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:CSIRO_ScienceImage_607_Effects_of_Drought_on_the_Soil.jpg