ÁFRICAAMÉRICA LATINAÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

China quer fortalecer relacionamento com “Países de Língua Portuguesa” via Macau

No “2º Simpósio de Cooperação e Intercâmbio Pequim-Macau[1], realizado nos dias 10 e 11 de julho, o vice-diretor do escritório do “Conselho para a Promoção do Comércio Externo da China”, Li Luxia, declarou[2] que Pequim pretende, por intermédio de Macau, fortalecer o relacionamento com os Países de Língua Portuguesa e também explorar mercados na Europa e na América do Sul”.

O Simpósio, cuja primeira edição ocorreu em setembro de 2012, em Pequim, destina-se a aprofundar o relacionamento e a cooperação entre as duas cidades e, na ocasião, foram assinados Acordos relativos a 57 projetos no montante aproximado de 1 bilhão de dólares.

Durante o período do Evento, os governos de Beijing e de Macau celebraram um acordo-quadro de cooperação estratégica, nos domínios de saúde, esporte e indústrias culturais e criativas. Além disso, associações comerciais e câmaras de comércio inerentes assinaram quatro “Protocolos de Cooperação” abrangendo as áreas de Turismo, Comércio, “Ciência Popular” e “Pequenas e Médias Empresas”, com objetivo de fomentar o mercado interno chinês.

—————————————————

Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.ipim.gov.mo/group_detail.php?tid=33870&lang=pt-pt

[2] Ver:

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/investimentos/china_quer_parceria_forte_com_os_paises_da_lusofonia

ÁFRICAEURÁSIAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

“Exercícios Militares” entre a China e a Rússia

Terminam nesta sexta-feira (12 de julho) no “Mar do Japão”, junto do “Golfo Pedro o Grande” (território russo), os “Exercícios Navais Conjuntos 2013” ou “Interação Naval 2013entre a China e a Rússia. Iniciadas a 5 de julho, estas manobras são descritas na China como as maiores já realizadas, tendo em conta os meios materiais e humanos envolvidos[1]. Devido à atual conjuntura regional, disputas territoriais e renovada presença dos “Estados Unidos da América” (EUA), a demonstração de força de Pequim e Moscou é acompanhada com muita atenção pelos vizinhos (em especial Japão e Filipinas) e pelos norte-americanos.  

Para ambos os países a utilidade destes exercícios é de garantir a paz na região. A China coparticipa com os seus principais navios de guerra e helicópteros novos das “Frotas do Mar do Norte da China e do Mar da China Meridional da Marinha do Exército de Libertação Popular”. Mas é a Rússia que contribui com o grosso do material, que inclui doze navios de guerra (contra sete da China) e um submarino daFrota do Oceano Pacífico”. Basicamente os exercícios envolvem a articulação de defesa aérea marítima, escoltas conjuntas e de busca e operações de salvamento marítimo[2].

Os dois países já vêm participando de treinos militares desde 2003, no quadro da “Organização de Cooperação de Xangai”, e, em 2005, bilateralmente, quando ocorreram durante uma semana na Rússia e na China os exercícios militares conjuntos “Missão de Paz 2005”. Nos dois países também foram feitos: os exercícios militares conjuntos anti-terrorismo “Missão de Paz 2009”, durante cinco dias, e os “Exercícios Navais Conjuntos 2012”, que tiveram lugar no “Mar Amarelo” (China) e duraram seis dias[3].

Para alguns observadores o fortalecimento da cooperação militar entre os dois países pode estar a indicar uma maior importância que a China está a dar à sua vizinha do norte com quem partilha uma fronteira extensa e é tida como a maior do mundo. Na realidade, a boa vizinhança é um dos pilares da política externa chinesa. Devido ao aumento das disputas fronteiriças terrestres e marítimas com países como a Índia, Vietnã, Filipinas e Japão, e à política norte-americana “Pivô para a Ásia-Pacífico”, além dos frequentes exercícios militares entre os EUA e Japão, “Coreia do Sul” e Filipinas, a Rússia se mostra uma parceira estratégica, não só ao nível econômico[4].

É neste contexto que se deve compreender a visita do presidente chinês Xi Jinping a Moscou em março passado, na sua primeira viagem ao estrangeiro poucos dias depois de se tornar Presidente da China.  Aliás, os dois países assinaram em 2001 o “Tratado de Boa Vizinhança e Cooperação Amigável” e desde esse ano os presidentes da China e da Rússia alternadamente visitam ambos países, quer dizer há uma espécie de cimeira anual China-Rússia[5].

Em assuntos internacionais, os líderes dos dois países compartilham algumas ideias, principalmente aquelas que os opõem ao Ocidente. Os casos de conjuntamente vetarem sanções contra a Síria e Irã ao nível do “Conselho de Segurança das Nações Unidas” (CSNU) são sintomáticos da sua oposição aos países ocidentais, mas contestam principalmente o que consideram uma política de imposição do modelo ocidental e a interferência nos assuntos internos de outros países.

—————————–

Imagem (Fonte):

http://eng.chinamil.com.cn/special-reports/2013-07/08/content_5401329.htm

—————————–

Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.globaltimes.cn/content/793096.shtml#.Ud2sgfkwcqM

[2] Ver:

http://www.globaltimes.cn/content/794738.shtml#.Ud24WHjFscw

[3] Ver:

http://english.peopledaily.com.cn/90786/8313722.html

[4] Ver:

http://chinadailymail.com/2013/07/09/joint-china-russia-exercise-more-political-than-military/

[5] Ver:

http://news.xinhuanet.com/english/database/2011-06/15/c_13931519.htm

ÁFRICANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Egito Mergulha na instabilidade doze meses após a Eleição de Mohamed Morsi

Um ano após Mohamed Morsi ser eleito Presidente do Egito, o país está mergulhado na instabilidade política, econômica e social. As medidas tomadas pelo Mandatário (eleito democraticamente, em 2012, na sequência da “Primavera Árabe”) desagradaram à oposição e a uma grande parcela da população egípcia que pretendiam um país mais democrático e laico, de acordo com o espírito das manifestações de 2011.

Segundo informações, a popularidade de Mohamed Morsi entrou em declínio a partir do momento em que ele passou a agir contra o Exército, a acumular poderes e a secundar o evidente domínio daIrmandade Muçulmana[1]. Tal situação colocou o governo em choque com a oposição e a população não muçulmana, o que levou ao confronto entre os partidários de Morsi e os seus opositores[2]. As sedes da “Irmandade Muçulmana”, no Cairo e em Alexandria, foram atacadas e incendiadas por manifestantes, o que marcou um confronto direto entre os opositores laicos e os membros da Irmandade[3].

Com o aumento da insatisfação da população em relação às medidas tomadas por Mohamed Morsi, as principais cidades egípcias e a “Praça Tharir”, no Cairo, voltaram a ser o palco de grandes manifestações e confrontos entre os grupos oposicionistas e o Presidente chegou a admitir a possibilidade de maior diálogo com a população que pedia a sua renúncia. Com o agravamento da crise, nos últimos dias, seis de seus ministros demitiram-se. Morsi reuniu-se com o Exército, que lhe apresentou um ultimato de quarenta e oito horas para que renunciasse ao cargo, mas o pedido foi negado[4]. Independentemente de como o Exército se colocou nesta situação de crise, a oposição negou ser favorável a um golpe militar[5], possibilidade que também foi descartada pelos militares, o que de fato não veio a acontecer.

A “Frente 30 de Junho”, que comporta os movimentos e os partidos políticos contrários a Mohamed Morsi, nomeou como representante dos oposicionistas, o secularista Mohamed ElBaradei, ex-Diretor-Geral da “Agência Internacional de Energia Atômica” e “Prêmio Nobel da Paz”, para fazer a transição de governo.

Os últimos confrontos deixaram um considerável número de mortos e de feridos, não estando a situação totalmente estabilizada após a deposição do Mandatário pelas “Forças Armadas”, na tarde do dia 3 de julho.

A instabilidade política do Egito é visível, enquanto que o cenário futuro ainda é indeterminado. Por isso, é necessário considerar a possibilidade de ocorrerem mudanças profundas no país mais populoso do mundo árabe, cujas consequências determinarão novas políticas do Egito não somente ao nível interno, mas também externo.

——————–

Imagem (Fonte):

http://internacional.elpais.com/internacional/2013/06/28/album/1372437676_657311.html#1372437676_657311_1372606517

——————–

Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://g1.globo.com/revolta-arabe/noticia/2013/07/entenda-crise-politica-no-egito.html

[2] Ver:

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,confrontos-entre-islamistas-e-seculares-deixam-dois-mortos-no-egito,1048117,0.htm

[3] Ver:

http://internacional.elpais.com/internacional/2013/06/28/actualidad/1372434361_030068.html

[4] Ver:

http://www.bdlive.co.za/africa/africannews/2013/07/02/egypts-mursi-rebuffs-army-ultimatum-says-he-will-set-own-course

[5] Ver:

http://www.maannews.net/eng/ViewDetails.aspx?ID=610385

Enhanced by Zemanta
ÁFRICAÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Encontro para “Cooperação Econômica” entre China e CPLP

Nesta semana, foi iniciado o nono encontro de negócios entre a China e a Comunidade Países de Língua Portuguesa” (CPLP) na cidade de Díli, no Timor-Leste. O encontro conta com a participação de empresários do setor privado e autoridades destas nações, que foram convocados pela “Agência Especializada de Investimento do Timor”.

Esperamos que os empresários estrangeiros, especialmente os investidores, sintam que podem investir em Timor-Leste e estar associados aos empresários do nosso país[1], disse Veneranda Lemos, secretária de apoio do “Setor Privado” do Estado asiático.

O Timor ainda se encontra em processo de reestruturação econômica e conta com o investimento estrangeiro para agilizá-lo. Atualmente, a China é um dos Estados que mais investe no país, principalmente em obras de infra-estrutura de transportes e portuária, almejando maior participação na exploração dos campos de petróleo e outras fontes de energia presentes em território e no mar timorense.

Devido a grande participação da China no Timor, Chang Hexi, secretário-geral do “Fórum de Cooperação” entre chineses e Estados membros da CPLP, acompanha de perto todos os eventos que ligam seu país aos demais membros da Comunidade. A China, hoje, é o principal parceiro comercial de todos os países lusófonos, tendo Macau, com total liberdade de promover negócios que atendam aos interesses chineses e agradem os demais países de língua portuguesa.

————————

Fontes consultadas:

Ver:

http://www.macauhub.com.mo/pt/2013/07/02/170-homens-de-negocios-da-china-e-dos-paises-de-lingua-portuguesa-reunidos-em-timor-leste/

ÁFRICAÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Aumentam as dificuldades dos refugiados sírios após a ruptura das relações entre o Egito e a Síria

Na sequência do anúncio do apoio dos EUA aos rebeldes na Síria, o Egito, através de seu Presidente, Mohamed Morsi, anunciou recentemente o fim das relações diplomáticas com a Síria. A decisão de Mohamed Morsi, segundo ele, foi motivada pelo envolvimento do Hezbollah naGuerra Civil” síria[1]. A resolução egípcia foi reprovada por este país e, em tom de crítica, um oficial sírio classificou a decisão como “irresponsável”, tendo acusado Mohamed Morsi de estar envolvido numa conspiração contra o seu país[2].

O Presidente egípcio também solicitou, das potências mundiais, uma zona de exclusão aérea sobre a Síria[3] e, no seu discurso, pediu ainda que os aliados do Presidente Bashar al-Assad recuem, exigindo a retirada do Hezbollah do território sírio[4]. A atitude do Egito surpreendeu os refugiados deste país que, no momento, segundo dados da ONU, já passam de um milhão e quinhentos mil civis[5], sendo que mais de noventa mil se encontram em território egípcio[6].

O Egito rompeu as relações com a Síria no momento em que, no norte do país, os refugiados enfrentam uma epidemia de sarampo que começou em maio e levou ao agravamento da crise humanitária. Com a guerra, o sistema de saúde entrou em colapso e, desde 2011, os programas de vacinação foram interrompidos. Apesar da campanha de vacinação em massa realizada pelos “Médicos Sem Fronteiras” em fevereiro deste ano (2013), o número de pessoas com a doença não pára de aumentar, estando esta organização a planejar outra vacinação em massa nos campos de refugiados de Idlib. As condições de vida precárias nos campos de refugiados superlotados e insalubres agravam a situação. Devido à polarização do conflito, as equipes da saúde têm encontrado dificuldades para trabalhar e o número de mortes está a aumentar, principalmente entre as pessoas mais vulneráveis por falta de acesso aos cuidados da medicina preventiva[7].

Com o fim das relações diplomáticas entre o Egito e a Síria e o encerramento da embaixada egípcia em Damasco, surgiu mais uma dificuldade para os refugiados sírios que tinham o Egito como destino. Para alguns, o Egito não era o país definitivo, mas sim uma plataforma de transição para outro país ou, ainda, apenas um território de permanência temporária, na medida em que tencionavam retornar à Síria assim que a situação normalizasse.

A decisão tomada pelo presidente Mohamed Morsi tornou-se motivo de preocupação para os refugiados, que se encontram sem amparo legal, somando-se deste modo mais um elemento para o aumento das tensões na região, numa altura em que a Síria perde o apoio de um dos seus principais vizinhos. Cresce, assim, a instabilidade regional e, em contrapartida, diminuem as hipóteses de um retorno mais rápido dos refugiados sírios que pretendem voltar para a sua Pátria.

——————–

Imagem (Fonte):

http://graphics8.nytimes.com/images/2013/01/09/world/09syria_image/09syria_image-superJumbo-v2.jpg

——————–

Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.startribune.com/politics/national/211743851.html

[2] Ver:

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,siria-critica-egito-por-cortar-relacoes-diplomaticas,1043162,0.htm

[3] Ver:

http://www.abc.net.au/news/2013-06-16/egypt-severs-ties-with-syria/4756932

[4] Ver:

http://www.onu.org.br/numero-de-refugiados-sirios-chega-a-15-milhao-e-continua-a-crescer-alerta-onu/

[5] Ver:

http://www.onu.org.br/agencias-da-onu-fornecem-ajuda-alimentar-a-refugiados-sirios-no-egito/

[6] Ver:
http://feedproxy.google.com/~r/DoctorsWithoutBordersPR/~3/bVC5oxBPq_w/release.cfm

ÁFRICANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Tensões externas e internas no Egito

No mês passado, o Egito foi aparentemente surpreendido quando a Etiópia desviou o curso do “Nilo Azul”, um afluente do “Rio Nilo”, com a finalidade de construir uma represa que, supostamente, irá fornecer 6.000 megawatts de poder. Embora o Governo etíope tenha assegurado que o Rio retomará seu curso, as tensões têm se exacerbado entre os dois países. Exemplo disso é a afirmação do presidente egípcio, Mohamed Morsi, de que, se o Nilo “diminuir uma gota, então nosso sangue é a alternativa [1].

O Governo etíope, por sua vez, conta com o apoio de seu Parlamento, que aprovou com unanimidade um novo “Acordo de Quadro Cooperativo do Rio Nilo” (“Nile River Cooperative Framework Agreement”) e de outros cinco países da “Bacia do Nilo” (Burundi, Quênia, Ruanda, Tanzânia e Uganda), que já assinaram o Acordo. A iniciativa aparece como uma tentativa de substituir as prerrogativas egípcias e sudanesas sobre a administração do rio, datadas de acordo de 1929 com a Grã-Bretanha e de 1959 entre Egito e Sudão, respectivamente[2].

A questão, no entanto, é abordada pelo Governo egípcio em termos de segurança hídrica: segundo o Primeiro-Ministro egípcio, Hesham Kandil, em entrevista à CNN, o Egito é o país mais seco do mundo e tem no “Rio Nilo” 98% das suas fontes de água, para uma população de mais de 80 milhões de pessoas[3].

De toda forma, apelar para uma solução militar, opção enfaticamente considerada nos discursos de Morsi, pode apresentar riscos e dificuldades técnicas, o que favorece uma alternativa diplomática para a querela[4].Ademais, o recurso militar parece uma perigosa estratégia num país em que, como apontam especialistas, a oposição parece enxergar as “Forças Armadas” como um ator político legítimo e delas espera uma intervenção que os liberte do “regime islâmico” da “Irmandade Muçulmana[5]. Cabe ressaltar que a transição democrática no Egito “vem sendo minada por um legado de quase 60 anos de regimes consecutivos de militares[6].

De fato, analistas apontam que o fervor dos recentes discursos de Morsi a respeito da barragem etíope seria uma ferramenta política visando a distrair a atenção de desafios políticos e econômicos[7] do país[1]. Nesse sentido, destaca-se que o movimento rebelde (Tamarod) associa a estratégia diversionária   do presidente egípcio a um combate devido a sua “perda de popularidade, a raiva do povo em relação a ele, e o boicote da oposição[8].

O Tamarod planeja uma série de protestos para o dia 30 de junho, aniversário da posse de Morsi, quando o movimento pretende ter angariado 15 milhões de assinaturas – superando o número de votos recebidos pelo presidente – como resultado de uma campanha iniciada no mês de maio, ao final do qual já havia obtido 7 milhões de assinaturas[9].Neste último sábado, líderes de partidos da oposição se encontraram a fim de discutir os preparativos aos protestos de 30 de junho[10].

——————————–

ImagemO Rio Nilo e seus afluentes, o Nilo Azul e o Nilo Branco” (Fonte):

http://www.bbc.co.uk/news/world-africa-22850124

——————————–

Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.bbc.co.uk/news/world-africa-22850124 (tradução nossa).

[2] Ver:

http://www.bbc.co.uk/news/world-africa-22894294

[3] Ver:

http://amanpour.blogs.cnn.com/2013/06/12/a-war-of-over-water-in-egypt/?iref=allsearch

[4] Para uma análise elaborada sobre as implicações de um ataque militar à represa etíope, ver:

http://www.stratfor.com/analysis/egypts-limited-military-options-stop-ethiopian-dam-project?utm_source=freelist-f&utm_medium=email&utm_campaign=20130613&utm_term=FreeReport&utm_content=readmore&elq=6c078a8fd40d4e86876e25c165cc7748

[5] Ver:

http://www.foreignpolicy.com/articles/2013/06/14/egyptians_the_army_is_not_your_quick_fix, p. 1

[6] Azzam, Maha. “Egypt’s Military Council and the Transition to Democracy”. Middle East and North Africa Programme, Briefing Paper, mai 2012, p. 1. Ver em:

http://www.chathamhouse.org/sites/default/files/public/Research/Middle%20East/bp0512_azzam.pdf

[7] Ver:

http://www.guardian.co.uk/world/2013/may/16/egypt-worst-economic-crisis-1930s

[8] Ver:

http://www.dailynewsegypt.com/2013/06/16/morsis-popularity-declining/

[9] Ver:

http://english.ahram.org.eg/NewsContent/1/64/73688/Egypt/Politics-/Morsi-using-Ethiopia-dam-crisis-to-boost-popularit.aspx

[10] Ver:

http://www.dailynewsegypt.com/2013/06/16/opposition-weighs-post-june-30-transition-plans/