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A necessidade russa de apoio ao “Governo Assad” em meio a “Guerra Civil Síria”

A “Guerra Civil” na Síria é um dos acontecimentos da atualidade que mais chamam atenção da “Comunidade Internacional”, pois, desde 2011, rebeldes com diversos posicionamentos confrontam o governo do presidente Assad, acusado de Ditadura. Ao longo desse período, massacres tem sido registrados por entidades de “Direitos Humanos” e  governos ocidentais tem acusado tanto alguns grupos do lado rebelde, como também as tropas de Assad de usarem armas químicas.

As opiniões de observadores confluem para o posicionamento de que, atualmente, não é mais possível dizer que o conflito é exclusivamente interno, tendo surgido na mídia internacional revelações de incentivos financeiros, militares, associação com grupos internacionalmente considerados terroristas e envio de suprimentos por parte de países europeus para os Rebeldes e para Assad[1] [2] [3].

Dos Estados europeus, a Rússia é o único que se demonstra inclinado a manter seus compromissos comerciais com o Governo do país, principalmente no que diz respeito a entrega de equipamentos militares comprados de empresas russas anteriormente ao início da “Guerra Civil”. A Rússia também se posicionou contra as informações apresentadas pelos norte-americanos que supostamente comprovavam o uso de armas químicas por tropas governamentais[4].

Alguns analistas de relações internacionais afirmam que o Governo russo posiciona-se de maneira neutra perante o conflito, na medida em que se preocupa apenas com o grau de intervenção internacional no mesmo, tentando equilibrar a situação entregando os equipamentos negociados entre os dois Estados.

Outros, apontam para a oportunidade de negócios observada pela Rússia, uma vez que os rebeldes são clientes de outros países e o único possível cliente no conflito seria o Presidente, o qual, se perder o embate, levaria a Rússia a deixar um mercado significativo, além de uma importante base de suprimentos navais.

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Imagem (FonteAutor Sammy):

http://tr.wikipedia.org/wiki/Dosya:Lattakia_20_june_2010.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.aljazeera.com/news/middleeast/2013/05/2013528115917754264.html

[2] Ver:

http://g1.globo.com/revolta-arabe/noticia/2012/08/qatar-arabia-saudita-e-libia-fornecem-armas-aos-rebeldes-sirios-.html

[3] Ver:

http://oglobo.globo.com/mundo/grupo-rebelde-sirio-jura-lealdade-al-qaeda-8078622

[4] Ver:

https://ceiri.news/russia-afirma-que-acusacao-norte-americana-sobre-uso-de-armas-quimicas-pelo-governo-sirio-nao-e-convincente/

ÁFRICANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

“SciELO África do Sul” recebe certificação

Em 22 de julho de 2013, na capital sul-africana (Pretória), realizou-se um evento comemorativo da conquista de certificação do compêndio “SciELO South Africa, o qual se constitui em uma plataforma de acesso aberto ao público pesquisador interessado em buscar periódicos e revistas científicas do país.

Foram necessários quatro anos de intenso trabalho para que a plataforma obtivesse a referida e importante certificação, que atesta a alta qualidade dos trabalhos científicos por ela produzidos, uma vez que agora passa a ter o “carimbo” de atendimento aos altos critérios da “Rede Scientific Library Online” (SciELO), apoiada pela “Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo” (FAPESP).

O Evento contou com a presença de importantes autoridade do país, tais como o assessor do “Ministro do Departamento de Ciência e Tecnologia”, Khotso Mokhele; do “Presidente da Academia de Ciências da África do Sul” (Assaf, na sigla em inglês), Daya Reddy; do “Coordenador da Fundação Nacional de Pesquisa”, Albert van Jaarsveld; e do Embaixador do Brasil no país, Pedro Luiz Carneiro de Mendonça. A expectativa é de que a África do Sul venha a coordenar, no futuro,a disseminação da SciELO no continente africano[1], afirmou Abel Packer, coordenador do “Programa SciELO”.

A “África do Sul”, assim, torna-se o décimo primeiro país a receber certificação de suas revistas, entre os dezesseis que adotaram o modelo, dentre os quais se incluem: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Venezuela, Espanha e Portugal. E a expectativa é de que, tão logo a coleção “SciELO África do Sul” esteja “estabilizada”, o que significa dizer possuir o número de 100 periódicos, o país fará parte do bloco de Nações com a maior quantidade de obras credenciadas na rede, ao lado do Brasil, Argentina, Chile e México.

A certificação ocorre paralelamente às comemorações dos 15 anos da “Rede SciELO”, completados em 2013, as quais se darão entre os dias 22 e 25 de outubro em São Paulo, por meio de uma conferência internacional. Atualmente, a SciELO conta com 274 títulos e, diariamente, registra a média de 1,35 milhão de downloads, o que denota a importância da plataforma, especialmente no meio acadêmico.

Observadores apontam que essa é mais uma forma de a África do Sul mostrar seus diferenciais e vantagens comparativas perante o mundo, também no que se refere à pesquisa, estudo e produção científica, atestando a qualidade de muitos profissionais formadores de conhecimento.

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Imagem (Fonte):

http://agencia.fapesp.br/17595

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Fontes consultadas:

[1]Ver:

http://exame.abril.com.br/ciencia/noticias/scielo-africa-do-sul-obtem-certificacao?page=1

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Ver também:

http://agencia.fapesp.br/17595

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Aumenta a tensão no Egito

A crise política no Egito aumentou e os confrontos entre partidários do ex-presidente deposto Mohamed Mursi e os seus opositores que apoiaram o afastamento do mandatário pelo Exército se intensificaram, tendo gerado, aproximadamente, 100 mortos deste que Mursi foi afastado, no dia 3 de julho passado. Os militantes da “Irmandade Muçulmana” (base do ex-mandatário) alegam que o Exército está atirando contra a população civil, além de estar usando bombas de efeito moral e gás lacrimogênio[1].

Ontem, segunda-feira, dia 22, houve mais confrontos, que se espalharam pelo país e continuam em várias regiões. Segundo observadores internacionais, a situação tende a piorar, pois o Egito encontra-se dividido entre duas facções, tendo o Exército como um intermediário, mas este vem recebendo acusações e se configura como uma terceira frente, que pode cada vez mais perder prestígio, tanto que está sendo exigido pela comunidade internacional que os militares restabeleçam a ordem democrática o mais rapidamente possível e sejam libertados os presos políticos, dentre eles, o próprio ex-presidente Mursi, sobre o qual não se tem notícias, sabendo-se apenas que está incomunicável e preso em local secreto.

A família do ex-mandatário vem acusando o Exército de ter dado sumiço no político e está anunciando que irá processar por sequestro, tanto nacional e como internacionalmente, o comandante militar do país, Abdel Fattah al-Sisi, responsável pelo afastamento do mandatário[2]. A filha de Mursi, Shaimaa, afirmou:  “Consideramos que o chefe do golpe de Estado e seu grupo são totalmente responsáveis pela saúde e integridade do presidente Mursi[2].

No entanto, parte significativa dos observadores aponta que o Exército agiu preventivamente diante do agravamento da crise econômica e das medidas antidemocrátias que o governante estava adotando, indicando que extinguiria o Estado laico e criaria uma regime teocrático.

Analistas apontam que a situação ficará mais tensa, pois, além de o país estar dividido, o Governo interino egípcio vem sendo pressionado pela comunidade internacional, de forma que o Egito pode perder o apoio financeiro que vem recebendo dos países do Golfo após a queda de Mursi[3].

Além disso, também vem  sendo mais pressionado pelos países do Ocidente, principalmente dos europeus, que exigem a retomada do rumo democrático, gerando uma situação incontrolável caso não restabeleça um regime constitucional rapidamente para garantir a manutenção do apoio internacional.

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.tnonline.com.br/noticias/geral/58,203367,22,07,conflitos-entre-aliados-e-opositores-a-mursi-deixam-um-morto-no-cairo.shtml 

[2] Ver:

http://www.boainformacao.com.br/2013/07/confrontos-entre-islamicos-e-exercito-deixam-um-morto-no-egito/

[3] Ver:

http://www.africa21digital.com/economia/ver/20033303-arabia-saudita-empresta-dois-bilioes-de-dolares-ao-egito

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Ver também:

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/30157/confronto+entre+seguidores+e+opositores+de+mursi+deixa+ao+menos+um+morto+no+egito.shtml 

Ver também:

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3336838&seccao=M%E9dio%20Oriente 

Ver também:

http://noticias.terra.com.br/mundo/africa/partidarios-e-opositores-de-mursi-se-enfrentam-na-praca-tahrir,2b23965c889ff310VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

Ver também:

http://noticias.terra.com.br/mundo/africa/exercito-egipcio-atira-contra-protesto-de-grupo-leal-a-mursi,cdf3965c889ff310VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

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China quer fortalecer relacionamento com “Países de Língua Portuguesa” via Macau

No “2º Simpósio de Cooperação e Intercâmbio Pequim-Macau[1], realizado nos dias 10 e 11 de julho, o vice-diretor do escritório do “Conselho para a Promoção do Comércio Externo da China”, Li Luxia, declarou[2] que Pequim pretende, por intermédio de Macau, fortalecer o relacionamento com os Países de Língua Portuguesa e também explorar mercados na Europa e na América do Sul”.

O Simpósio, cuja primeira edição ocorreu em setembro de 2012, em Pequim, destina-se a aprofundar o relacionamento e a cooperação entre as duas cidades e, na ocasião, foram assinados Acordos relativos a 57 projetos no montante aproximado de 1 bilhão de dólares.

Durante o período do Evento, os governos de Beijing e de Macau celebraram um acordo-quadro de cooperação estratégica, nos domínios de saúde, esporte e indústrias culturais e criativas. Além disso, associações comerciais e câmaras de comércio inerentes assinaram quatro “Protocolos de Cooperação” abrangendo as áreas de Turismo, Comércio, “Ciência Popular” e “Pequenas e Médias Empresas”, com objetivo de fomentar o mercado interno chinês.

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.ipim.gov.mo/group_detail.php?tid=33870&lang=pt-pt

[2] Ver:

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/investimentos/china_quer_parceria_forte_com_os_paises_da_lusofonia

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Obama busca aproximação com a África

No dia 1º de julho de 2013, o Presidente norte-americano, Barack Obama, em viagem pelo continente africano, visitou, dentre vários países, a Tanzânia e lá buscou construir uma nova parceria econômica, não apenas com aquele país, mas com a região africana como um todo.

Observadores afirmam que, dentre os vários motivos impulsionadores da iniciativa do referido “Chefe de Estado” deve-se, principalmente, para fins de estabelecer concorrência com a China, a qual tem investido maciçamente no continente em anos recentes. Tal afirmação pode ser corroborada pelo fato de Obama estar “estreitando laços” com a região apenas três meses após o “tour realizado por Xi Jinping (o Presidente Chinês).

Durante o percurso por alguns países, o Mandatário estadunidense asseverou “que seu país não foi ameaçado pelo papel da China, mas disse aos africanos para se certificarem de que todos os investidores estejam retribuindo à África, além de consumirem suas matérias-primas[1].

E, de modo a efetivamente aproximar-se mais do continente, Obama anunciará no dia 30 de julho, na África do Sul, um plano de apoio à região no montante de US$ 7 bilhões, com o principal fito de auxílio no setor elétrico, notadamente para o espaço da África Subsaariana, onde dados apontam que mais de dois terços da população vivem sem acesso à luz. A medida recebeu o nome de “Power África e envolve Etiópia, Gana, Quênia, Libéria, Nigéria e Tanzânia, sendo que os recursos serão aplicados no prazo de cinco anos.

Especificamente com a Tanzânia, o Presidente norte-americano lançou um projeto denominado “Comércio na África, cujo objetivo inicial é focar um bloco comercial do leste africano que possui uma população total estimada em 130 milhões de pessoas, ou seja, milhões de potenciais consumidores de produtos exportados pelos Estados Unidos.

O Representante do país, Jakaya Kikwete, por sua vez, brincou dizendo que estava satisfeito com o apoio dos EUA, mas relutante em afirmar que “Os EUA estão fazendo o suficiente? Os EUA têm feito muito. Mas se eu disser que eles têm feito o suficiente, então o presidente não vai ouvir os meus novos pedidos[1].

Isso mostra o que diversos estudiosos e observadores têm afirmado ao longo dos últimos anos no sentido de que o continente africano é o novo “El Dorado”, tão perseguido na antiguidade pela existência de supostas riquezas, como decorrência de lendas indígenas contadas a diversos exploradores, principalmente espanhóis.

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Imagem (Fonte):

http://www.kinocinema.net/gimage/de47a5b1a36529518836113896b7417c.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://noticias.terra.com.br/mundo/obama-busca-parceria-economica-com-africa-em-visita-a-tanzania,2dc9beee69b9f310VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html  

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Ver também:

http://www.jb.com.br/internacional/noticias/2013/06/30/obama-prepara-anuncio-da-liberacao-de-us-7-bilhoes-para-a-africa/

 

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Egito Mergulha na instabilidade doze meses após a Eleição de Mohamed Morsi

Um ano após Mohamed Morsi ser eleito Presidente do Egito, o país está mergulhado na instabilidade política, econômica e social. As medidas tomadas pelo Mandatário (eleito democraticamente, em 2012, na sequência da “Primavera Árabe”) desagradaram à oposição e a uma grande parcela da população egípcia que pretendiam um país mais democrático e laico, de acordo com o espírito das manifestações de 2011.

Segundo informações, a popularidade de Mohamed Morsi entrou em declínio a partir do momento em que ele passou a agir contra o Exército, a acumular poderes e a secundar o evidente domínio daIrmandade Muçulmana[1]. Tal situação colocou o governo em choque com a oposição e a população não muçulmana, o que levou ao confronto entre os partidários de Morsi e os seus opositores[2]. As sedes da “Irmandade Muçulmana”, no Cairo e em Alexandria, foram atacadas e incendiadas por manifestantes, o que marcou um confronto direto entre os opositores laicos e os membros da Irmandade[3].

Com o aumento da insatisfação da população em relação às medidas tomadas por Mohamed Morsi, as principais cidades egípcias e a “Praça Tharir”, no Cairo, voltaram a ser o palco de grandes manifestações e confrontos entre os grupos oposicionistas e o Presidente chegou a admitir a possibilidade de maior diálogo com a população que pedia a sua renúncia. Com o agravamento da crise, nos últimos dias, seis de seus ministros demitiram-se. Morsi reuniu-se com o Exército, que lhe apresentou um ultimato de quarenta e oito horas para que renunciasse ao cargo, mas o pedido foi negado[4]. Independentemente de como o Exército se colocou nesta situação de crise, a oposição negou ser favorável a um golpe militar[5], possibilidade que também foi descartada pelos militares, o que de fato não veio a acontecer.

A “Frente 30 de Junho”, que comporta os movimentos e os partidos políticos contrários a Mohamed Morsi, nomeou como representante dos oposicionistas, o secularista Mohamed ElBaradei, ex-Diretor-Geral da “Agência Internacional de Energia Atômica” e “Prêmio Nobel da Paz”, para fazer a transição de governo.

Os últimos confrontos deixaram um considerável número de mortos e de feridos, não estando a situação totalmente estabilizada após a deposição do Mandatário pelas “Forças Armadas”, na tarde do dia 3 de julho.

A instabilidade política do Egito é visível, enquanto que o cenário futuro ainda é indeterminado. Por isso, é necessário considerar a possibilidade de ocorrerem mudanças profundas no país mais populoso do mundo árabe, cujas consequências determinarão novas políticas do Egito não somente ao nível interno, mas também externo.

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Imagem (Fonte):

http://internacional.elpais.com/internacional/2013/06/28/album/1372437676_657311.html#1372437676_657311_1372606517

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://g1.globo.com/revolta-arabe/noticia/2013/07/entenda-crise-politica-no-egito.html

[2] Ver:

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,confrontos-entre-islamistas-e-seculares-deixam-dois-mortos-no-egito,1048117,0.htm

[3] Ver:

http://internacional.elpais.com/internacional/2013/06/28/actualidad/1372434361_030068.html

[4] Ver:

http://www.bdlive.co.za/africa/africannews/2013/07/02/egypts-mursi-rebuffs-army-ultimatum-says-he-will-set-own-course

[5] Ver:

http://www.maannews.net/eng/ViewDetails.aspx?ID=610385

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