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Barack Obama retorna à Dinamarca

Barack Obama é ex-Presidente dos Estados Unidos (EUA) pelo Partido Democrata e governou o país por dois mandatos, entre os anos de 2009 e 2017. Advogado de profissão, pela prestigiada Universidade de Harvard, Obama possui um histórico de engajamento político e de ativismo comunitário, sobretudo, no âmbito dos direitos civis.

Em visita oficial à Dinamarca, o ganhador do Nobel da Paz, em 2009, fez-se presente no país para realizar lobby* para a cidade de Chicago, frente à disputa pela sede dos Jogos Olímpicos de Verão de 2016, e para as atividades da Conferência da Organização das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 15). Em caráter privado, Obama retornou ao Estado escandinavo para discursar na Universidade do Sul da Dinamarca.

Recentemente, ele foi convidado para participar no dia 28 de setembro deste ano (2019) de uma rodada de perguntas e respostas. O evento será feito na Musikkens Hus (Casa de Música) na cidade de Aalborg. O objetivo da conversa é tratar de questões relacionadas à liderança e ao empreendedorismo para a comunidade empresarial, e para cerca de 100 a 200 alunos da Universidade de Aalborg.

Thomas Kastrup Larsen, Prefeito de Aalborg

O jornal Copenhaguen Post trouxe a afirmação de entusiasmo do Prefeito de Aalborg, Thomas Kastrup-Larsen, o qual expressou: “Não duvido nem por um momento que isso seja um novo clímax para Aalborg e toda a região norte da Jutlândia. Estou satisfeito que uma das personalidades mais ilustres do mundo veja o potencial em visitar Aalborg e compartilhar sua visão”.

Os analistas consideram a ida de Obama à Dinamarca como parte de uma agenda de um policy maker** internacional, pois, o conhecimento e experiência do ex-Presidente pode contribuir para a formação de líderes e ativistas de diferentes nichos de atuação.

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Notas:

* Lobby: atividade de grupo de pressão da sociedade civil sobre políticos com intenção de influência.

** Policy maker: pessoa detentora de poder ou prestígio políticos, capaz de influenciar o meio que atua.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Barack Obama, exPresidente dos EUA” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/cb/Barack_Obama_at_NH.jpg/1280px-Barack_Obama_at_NH.jpg

Imagem 2 Thomas Kastrup Larsen, Prefeito de Aalborg” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/58/Thomas-Kastrup-Larsen.jpg/1280px-Thomas-Kastrup-Larsen.jpg

AMÉRICA DO NORTENOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Acordo de Paz entre EUA e Afeganistão ameaça os direitos das mulheres

Em 19 de agosto de 2019, o Afeganistão comemorou os 100 anos de independência do país, da Inglaterra, de quem foi território colonial. Nesta data, entretanto, o Estado permanece sob intervenção dos Estados Unidos, que ocuparam com suas tropas o território nacional em setembro de 2001, há quase duas décadas.

Combatentes anti-Talibãn observando o bombardeio americano dos santuários das cavernas da organização terrorista al-Qaeda nas montanhas de Tora Bora, no Afeganistão, em 16 de dezembro de 2001

O uso da força pelos EUA, Reino Unido e pela OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) sobre o país, cuja legalidade é matéria de controvérsia, foi motivado pelos ataques de 11 de setembro em solo americano. A responsabilidade pelos ataques foi associada à facção Al Qaeda, então abrigada pelo grupo político e religioso que dominava o Afeganistão à época, o Talibãn, ainda dominante na atualidade, como força opositora ao governo e à presença americana no país.

A derrota do Talibãn pela coalisão EUA-Reino Unido foi apoiada pelas Nações Unidas, e materializou-se na posse de governo interino e na deflagração de um processo de restabelecimento das instituições democráticas no país. As eleições para Presidente, em 2004, vencida por Hamid Karzai, a adoção de uma Constituição e, em seguida, as eleições para o Parlamento demarcaram este novo momento. 

Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se encontra na Casa Branca com o presidente Hamid Karzai do Afeganistão e presidente Asif Ali Zardari do Paquistão, maio de 2009

Com o passar do tempo, contrariando a tendência à estabilização do estado de paz, o Talibãn retornou ao cenário político, como forças insurgentes de oposição. Estas circunstâncias levaram à permanência das tropas estrangeiras no país – ao menos até 2014, quando a OTAN e o Reino Unido retiraram-se, restando os norte-americanos.

O governo Trump, que se encerra em 2020, em um ano, anunciou recentemente a intenção de cumprir promessa de campanha, que é retirar as tropas americanas do Afeganistão. Esta iniciativa é também motivada por uma tentativa de acordo de paz em negociação entre o governo afegão e o Talibãn, o qual exige que a retirada se conclua.

A saída dos EUA do país, no entanto, suscita preocupação de grupos de defesa dos direitos humanos, como as feministas. Dados publicados pela imprensa americana indicam que, atualmente, 3,5 milhões de meninas e mulheres frequentam o ensino primário e secundário, que 100.000 mulheres estão registradas em universidades e que o Parlamento é composto por 20% de mulheres. Sob o governo Talibãn, as mulheres eram suprimidas em seus direitos humanos, como o acesso à educação, saúde, a liberdades –  como de caminhar nas ruas desacompanhadas de homens, e de trabalhar. A nova conformação política, em que os Talibãns ganharão poder, assusta os defensores da democracia e dos direitos humanos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Homen talibãn trata mulheres muçulmanas no Afeganistão em manifestação contra o uso do hijabi como rebanho”(Tradução livre de: “Taliban Afghan man herding hijabi women like his animals” – março, 2016). (Fonte): https://3.bp.blogspot.com/-Z7FI5np9TC4/VtdzxGRmnkI/AAAAAAAAX8Y/VW7NT7BMOVQ/w1200-h630-p-k-no-nu/Hijab-Afghan-1.jpg

Imagem 2Combatentes antiTalibãn observando o bombardeio americano dos santuários das cavernas da organização terrorista alQaeda nas montanhas de Tora Bora, no Afeganistão, em 16 de dezembro de 2001” (Fonte): https://www.britannica.com/event/Afghanistan-War/media/1/1686268/75175

Imagem 3Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se encontra na Casa Branca com o presidente Hamid Karzai do Afeganistão e presidente Asif Ali Zardari do Paquistão, maio de 2009” (Fonte): https://www.britannica.com/event/Afghanistan-War/media/1/1686268/142205

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Governo mexicano se reúne na fronteira sul para debater migração

No último sábado (dia 25 de maio), o Governo mexicano realizou uma reunião na sede do Instituto Nacional de Migração (INM) em Tapachula, Chiapas, a fim de ouvir as experiências e opiniões dos cônsules que acompanham o fenômeno migratório na região fronteiriça do México com a Guatemala.

A reunião contou com a presença de funcionários da Agência Mexicana de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AMEXCID) e do Instituto Nacional de Migração (INM). Foram discutidos temas gerais que estão ligados ao fenômeno migratório, como transporte, segurança e direitos sociais.

Fronteira México-Guatemala

O INM anunciou recentemente que concluiu um acordo com a Comissão Mexicana de Ajuda a Refugiados para simplificar os procedimentos dos requerentes de refúgio para facilitar o credenciamento. Além disso, espera-se ampliar a comunicação com o Conselho da Magistratura e Tribunais Federais visando salientar a necessidade de levantamentos judiciais para facilitar o retorno assistido.

Cônsules e autoridades mexicanas concordaram em reativar a interconexão ferroviária entre o México e a América Central, e em criar um canal de comunicação direta com a empresa de transportes local, a fim de corrigir todas as deficiências dos processos de regularização de retorno assistido. Um contato do INM já foi nomeado para a Embaixada do México na Guatemala para coordenar as novas atividades.

A Diretora Executiva da AMEXCID, Dra. Laura Elena Carrillo, explicou aos participantes o papel da Agência em relação ao Plano de Desenvolvimento Regional com a América Central. A esse respeito, indicou que o objetivo é redirecionar a cooperação internacional para que ela não seja reativa, mas preventiva e resiliente; que procure abordar as causas estruturais da migração através do desenvolvimento econômico e social da região, melhorar as condições de vida das pessoas, para que a migração seja uma opção e não uma necessidade.

Rota migratória

Posteriormente, a delegação do Ministério das Relações Exteriores visitou o parque agrícola de Puerto Chiapas para conhecer as oportunidades de investimento para o desenvolvimento regional. O diretor geral da Administração do Porto Integral de Puerto Madero, Roberto Mendoza, indicou que as diretrizes de operação já estão definidas.

Finalmente, a delegação do SRE e INM, acompanhada pelo general Filiberto Oropeza, do Ministério da Defesa Nacional, e o Comissário Alfredo Delgado Drualliet, Delegado Estado da Polícia Federal em Chiapas, se reuniu com o Prefeito de Tapachula, Dr. Oscar Gurria Penagos, a quem agradeceu o apoio da Câmara Municipal para o trabalho de atenção à migração feita pelo Governo Federal nos últimos meses, e foi informado que o AMEXCID pretende buscar investimentos estratégicos em áreas que favoreçam o desenvolvimento regional no marco do Plano de Desenvolvimento Integral com a América Central.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Migrantes pulam de trem em movimento na fronteira mexicana” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/2014_American_immigration_crisis

Imagem 2Fronteira MéxicoGuatemala” (Fonte): https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Border_Mexico-Guatemala.jpg

Imagem 3Rota migratória” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/File:Migrant_caravan.pdf

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Vietnã se beneficia da guerra comercial sino-americana

Investidores estrangeiros continuam a desembarcar nos distritos fabris do Vietnã, à medida que a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China se aproxima de seu segundo ano. Os Estados Unidos aumentaram as tarifas de 10% para 25% sobre produtos chineses avaliados em 200 bilhões de dólares (aproximadamente 791,1 bilhões de reais, conforme a cotação de 10 de maio de 2019) na sexta-feira (10 de abril), depois de meses sem novas tarifas entre os dois países. Desde o início da guerra comercial, muitos fabricantes chineses transferiram parte de sua linha de produção para o Sudeste Asiático por causa do temor de prejuízos nas vendas nos Estados Unidos, decorrentes do aumento tarifário americano sobre as importações de produtos manufaturados chineses, informa o jornal South China Morning Post.

O Vietnã se tornou o lugar favorito dos investidores diante do aumento dos custos trabalhistas na China e da ameaça de tarifas. Adam McCarthy, economista chefe da Mekong Economics, de Hanói, afirma: “A guerra comercial está acelerando uma tendência que já estava ocorrendo, que é a saída de fábricas de uma China mais cara. É difícil dizer quantas fábricas viriam para o Vietnã sem uma guerra comercial”.Le Ahn Tuan, diretor de pesquisa na Dragon Capital, de Hanói, completou: “Sejamos claros: A China tem sido e continuará a ser a maior potência industrial do mundo, não há dúvida disso. Contudo, eu ainda acho que haverá um transbordamento marginal da China em diferentes países, especialmente o Vietnã, e ele tem aumentado”.

Vista panorâmica de Hanói, capital do Vietnã

A economia do Vietnã cresceu 7% em 2018, o ano mais próspero em mais de uma década, causado em grande parte pelos 19 bilhões de dólares (em torno de 75,1 bilhões de reais, ainda conforme a cotação de 10 de maio de 2019) em investimento externo direto. O investimento no país, particularmente em manufatura leve e intensiva em trabalho, também aumentou muito desde 2018. A nação do Sudeste Asiático tem conseguido atrair investimentos para a produção de celulares, semicondutores e telas planas.

Novos investimentos no país chegaram a 81%, e contribuições de capital, usadas para financiar novas fábricas, atingiram 215%, de acordo com dados de abril do governo vietnamita. As exportações para os Estados Unidos também aumentaram em 28,8% em 2019, em comparação com o ano anterior. Espera-se que essa tendência continue no terceiro e quarto semestres de 2019, quando as fábricas recém-instaladas começarão a funcionar, segundo Maxfield Brown, associado sênior da Dezan Shira & Associados, de Ho Chi Minh.

Contudo, o aumento contínuo do investimento em centros manufatureiros tradicionais, como Ho Chi Minh e Hanói tem exercido grande pressão sobre as redes de infraestrutura do Vietnã, bem como a reserva de mão-de-obra e os fornecedores locais. Além disso, se a guerra comercial continuar, prejudicará a economia chinesa, o que pode afetar o comércio do país com a China, atingindo especialmente as empresas vietnamitas que são fornecedoras terceirizadas de linhas de montagem chinesas.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Vista noturna de Ho Chi Minh, a maior cidade do Vietnã”(Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?search=Ho+Chi+Minh+City&title=Special%3ASearch&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:Ho_Chi_Minh_City_Skyline_(night).jpg

Imagem 2 Vista panorâmica de Hanói, capital do Vietnã” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?search=hanoi&title=Special:Search&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:Panorama_of_Hanoi.jpg

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México expressa preocupação com os atrasos do serviço alfandegário estadunidense

O governo do México expressou preocupação aos Estados Unidos na última sexta-feira (dia 26 de abril) sobre os atrasos causados pela administração Trump no movimento de mercadorias e pessoas em toda a fronteira com o México, fato que está prejudicando o comércio.

A Secretaria das Relações Exteriores mexicana informou que apresentou uma nota diplomática à Embaixada dos EUA no México sobre o assunto. Este é o mais recente sinal de tensão nas relações com os Estados Unidos.

Os atrasos ocorreram desde que o presidente norte-americano Donald Trump ameaçou fechar a fronteira no mês passado (março de 2019), caso o México não impeça os imigrantes ilegais de chegarem ao território estadunidense. De acordo com o comunicado, “A Secretaria das Relações Exteriores sinalizou a urgência de melhorar o movimento de bens e pessoas, e de aprofundar a cooperação mútua para garantir a eficiência e a segurança de nossa fronteira compartilhada”. Após a ameaça de Trump, os agentes de fronteira dos EUA foram deslocados para lidar com o fluxo de migrantes, causando atrasos.

Carros demoram até duas horas para cruzarem a fronteira México-EUA

O Governo mexicano já manifestou preocupação com os atrasos, dizendo que esta semana é vital para acelerar o fluxo de mercadorias e pessoas na fronteira. Contudo, apesar dos avisos de Trump e da probabilidade de os migrantes enfrentarem meses de espera pelos processos de solicitações de refúgio na fronteira, o fluxo de pessoas continua.

Alguns grupos de migrantes frustrados com o esforço do governo mexicano em dificultar o movimento migratório acabam deixando a região fronteiriça e embarcam em trens de carga no norte do México, em busca de alternativas, enquanto outros continuam tentando atravessar o território mexicano rumo aos EUA.

Na última quinta-feira (dia 25 de abril), cerca de 1.300 migrantes escaparam de um centro de detenção perto da fronteira sul com a Guatemala. Mas, após algumas horas, voltaram ao centro, segundo o governo do México.

Soldado estadunidense vigia a fronteira com o México

A atual questão migratória existente na fronteira entre México e EUA, vista como uma crise, principalmente pelo governo estadunidense, provoca tensões desde o início do mandato de ambos os governos. Entretanto, até o momento, nenhum dos atores envolvidos apresentaram propostas multilaterais para tentar resolver o problema, apenas ações unilaterais que acabaram gerando conflitos.

De acordo com alguns especialistas, a política externa identificada como unilateral e isolacionista de Trump dificulta a aproximação entre os Estados afetados pelo fenômeno migratório (México e EUA) e aqueles identificados como origem do fluxo migratório ilegal (como Guatemala, El Salvador, Honduras), fato que diminui as chances de o problema ser solucionado no médio ou curto prazo.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Engarrafamento na travessia da fronteira MéxicoEUA” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Mexico%E2%80%93United_States_border_crossings

Imagem 2Carros demoram até duas horas para cruzarem a fronteira MéxicoEUA” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Mexico%E2%80%93United_States_border

Imagem 3Soldado estadunidense vigia a fronteira com o México” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Mexico%E2%80%93United_States_border

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Delegações dos EUA e da Rússia discutem extensão do Tratado Novo START

O Novo START* é um Acordo para a redução de armas nucleares entre EUA e a Federação Russa, que está em vigor desde 2011. Na época, foi decidido que o Tratado teria uma validade de 10 anos e quando estivesse próximo de sua expiração ele poderia ser estendido por um período de 5 anos, ou substituído por um novo Acordo, no âmbito de controle do armamento atômico. O prazo de vigência do Novo START está para se encerrar em 2021 e, por ainda não haver uma decisão acerca do seu futuro, delegações dos Estados Unidos (EUA) e da Federação Russa reuniram-se em Genebra, na Suíça, entre os dias 3 e 12 de abril (2019).

De acordo com especialistas, a maior preocupação mundial seria se Washington e Moscou não entrassem em acerto sobre a continuação do Novo START. Recentemente, em fevereiro (2019), os EUA decidiram pela saída unilateral do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF, sigla em inglês), outro Acordo firmado com a Rússia no mesmo âmbito de controle de armamentos atômicos. Caso ambos os Tratados sejam realmente descontinuados pelas partes, os arsenais nucleares americanos e russos não seriam limitados juridicamente e nem verificáveis, pela primeira vez, desde 1972.

A fim de que esse cenário não ocorra, reuniões bilaterais, como a que ocorreu na Suíça agora, em abril (2019), vêm ocorrendo para que um acordo sobre o futuro do Novo START seja firmado entre as partes. Entretanto, pelo fato de os encontros serem a portas fechadas, ainda não se sabe o estágio em que as negociações se encontram. O que é de conhecimento público é que em outubro do ano passado (2018) a Casa Branca anunciou que era pouco provável que os EUA aceitassem a extensão do Tratado, todavia, não é possível afirmar que esse posicionamento norte-americano ainda permanece, visto que oficiais que representam a Administração Trump evitam comentar sobre o prolongamento do Acordo.

Nuvem no formato de cogumelo após uma explosão nuclear marítima

Há várias dificuldades para que o consenso seja atingido. Os EUA afirmam que a Federação Russa está em conformidade com o Novo START, portanto, sabe-se que ele está sendo respeitado. Entretanto, os norte-americanos preocupam-se com os planos russos de armamento estratégico. Por outro lado, os receios da Rússia são de que os EUA não estejam cumprindo devidamente com o Tratado, visto que há o questionamento quanto aos procedimentos americanos de conversão de lançadores de armas nucleares para armas convencionais.

De acordo com o Ministro das Relações Exteriores da Federação Russa, Sergey Lavrov, EUA e a Rússia precisam entrar em acordo sobre os procedimentos e alcances do Tratado e que tudo dependeria em grande parte das vontades políticas de Washington. Outra questão levantada por Lavrov é que, diante da situação do fim do INF, ficou evidente que Acordos para controle de armas nucleares dos EUA e da Rússia não devem ser unicamente acertos de forma bilateral, é preciso que esse assunto seja abordado no modelo multilateral também.

O futuro do Novo START segue incerto, mas ainda há o prazo de 2 anos para que uma composição seja atingida. De qualquer forma, o anseio mundial é para que ainda haja um Tratado que limite o desenvolvimento de armas nucleares dessas duas potências. De acordo com o Secretário Geral das Nações Unidas, António Guterres, o Novo START é “o único instrumento legal internacional que limita o tamanho dos dois maiores arsenais nucleares do mundo”.

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Nota:

* O Novo START é o Strategic Arms Reduction Treaty, que, traduzido livremente, significa Tratado de Redução de Armas Estratégicas.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Presidente Obama e Presidente Medvedev, em 2010, após assinarem o Tratado de Praga, que criou o Novo START” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/8b/Obama_and_Medvedev_sign_Prague_Treaty_2010.jpeg/250px-Obama_and_Medvedev_sign_Prague_Treaty_2010.jpeg

Imagem 2Nuvem no formato de cogumelo após uma explosão nuclear marítima” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/09/Operation_Crossroads_Baker_Edit.jpg/220px-Operation_Crossroads_Baker_Edit.jpg