AMÉRICA DO NORTEAMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Secretário de Estado dos EUA recebe Ministro das Relações Exteriores do Brasil

Na semana passada, dia 2 de junho, Rex Tillerson, Secretário de Estado dos Estados Unidos da América (EUA), recebeu Aloysio Nunes Ferreira, Ministro das Relações Exteriores do Brasil, em Washington, onde discutiram iniciativas para fortalecer as relações entre os dois países. Esse foi o segundo encontro entre representantes do alto escalão desde que Donald Trump assumiu a Presidência, em janeiro deste ano (2017). Em fevereiro, Tillerson havia se reunido com José Serra, então ministro das Relações Exteriores, durante a reunião do G20, ocorrida na Alemanha.  Além disso, no dia 18 de março, Trump conversou por telefone com Michel Temer, Presidente do Brasil. Nessa ocasião, os dois líderes concordaram em manter contato regular e canais de diálogo abertos, com o propósito de aprofundar a relação EUA-Brasil.

English: Palácio dos Arcos or Itamaraty, Minis...

Palácio dos Arcos ou Itamaraty, Ministério das Relações Exteriores, Brasília, Brazil. (Photo credit: Wikipedia)

Segundo nota do Itamaraty, o encontro na capital estadunidense objetivava fortalecer as relações bilaterais, assim como discutir questões de segurança global e regional, como a situação na Venezuela, conforme ressaltou a Embaixada dos EUA no Brasil. Desse modo, a fim de intensificar a relação, o Brasil apresentou propostas nas áreas de comércio e investimentos, aviação civil, espaço, agricultura, energia, infraestrutura, economia digital, defesa e segurança. Essas propostas visam atrair o setor privado estadunidense com finalidade de gerar maiores investimentos e intercâmbio entre ambos. 

Para o secretário estadunidense, os dois países possuem interesses comuns, como o compromisso com o crescimento econômico, investimentos e a criação de empregos. Além disso, ele destacou a forte relação e a importância dessa parceria entre Estados Unidos e Brasil. A intensidade da relação, conforme destaca o próprio Itamaraty, é observada pelos mais de trinta mecanismos de diálogos entre os dois países, dentre os quais se destacam: Diálogo de Cooperação em Defesa; Diálogo de Parceria Global; Diálogo Estratégico em Energia; e Diálogo Econômico-Financeiro. Ademais, os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. No ano passado (2016), o intercâmbio comercial bilateral chegou a 46 bilhões de dólares. Os Estados Unidos são o maior mercado mundial para produtos manufaturados brasileiros que possuem maior valor agregado e representaram no ano passado cerca de 60% da pauta exportadora para os EUA.

Organismos dos dois países destacaram a relevância dessa parceria, no entanto, alguns analistas apontam que a mesma tem ficado ofuscada por problemas internos e externos. Alguns veículos de comunicação, como o El País, pontuaram na última sexta-feira (dia 2 de junho) que o encontro ficou em segundo plano, dada a decisão do Governo Trump de sair do Acordo de Paris. Ademais, a crise política e a instabilidade que envolvem o Governo Temer impedem maior aproximação. Segundo El País, o ministro Aloysio Nunes procurou minimizar essa questão, argumentando que o Brasil vive uma turbulência política, o que não significa uma turbulência institucional. Embora, ainda em março, Temer e Trump tenham acordado uma visita, a expectativa é de que a mesma ocorra apenas no segundo semestre, dado os problemas internos brasileiros.

No que tange à situação da Venezuela, Rex Tillerson assinalou que a preocupação com a deterioração da situação política e das condições de vida dos venezuelanos, assim como as consequências, integraram a pauta da reunião. No dia 31 de maio, os membros da Organização dos Estados Americanos (OEA) reuniram-se em Washington para debater sobre a crítica situação política e econômica do país venezuelano. O Ministro brasileiro havia participado desse encontro e destacou que o Brasil assume relevância em razão da fronteira com a Venezuela e da migração que tem ocorrido dos venezuelanos para o território brasileiro.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Reunião do Secretário Tillerson com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes Ferreira” (Fonte):

https://br.usembassy.gov/pt/informe-reuniao-secretario-tillerson-com-o-ministro-das-relacoes-exteriores-brasil-aloysio-nunes-ferreira/

AMÉRICA DO NORTENOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Combatentes curdos na Síria começam a receber armamentos dos EUA

Quinta-feira passada, 1o de junho, o Governo dos Estados Unidos (EUA), por meio do Departamento de Defesa, divulgou que o país começou uma série de distribuições de armas e veículos para as milícias curdas das Forças Democráticas Sírias (SDF, na sigla inglesa), as quais combatem o grupo terrorista Daesh (Estado Islâmico – EI), que atualmente ocupa a cidade síria de Raqqa.

Guerrilheiros curdos sírios. Fonte: Wikipedia

Washington está distribuindo as armas aos também chamados combatentes das Unidades de Proteção Popular (YPG), com o intuito de retomar aquela cidade, já dominada pelo grupo terrorista, que a intitulou como “capital do Estado Islâmico”. Segundo o site oficial do Departamento de Defesa dos EUA, os iraquianos estão se aproximando dos últimos três bairros ocupados em Mosul, e isso representa um grande progresso.

O Coronel do Exército que lidera esta operação, Ryan Dillon, revelou aos repórteres que “Liberar esses bairros finais estará entre os combates  mais difíceis que as forças iraquianas enfrentaram em sua campanha para derrotar o ISIS” e a dificuldade já é percebida quando se confirma que os combatentes do grupo terrorista já conseguiram ocupar 10 quilômetros quadrados da cidade.

A ideia de distribuição das armas já havia sido cogitada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, no início do mês passado (maio). Porém, ela não agradou ao Governo da Turquia que considerou a atitude norte-americana “extremamente perigosa”, isso por que os turcos acreditam que os combatentes das Unidades de Proteção Popular (YPG) são vistos como um braço forte do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que, por sua vez, é percebido pelo Governo da Turquia como uma organização terrorista, tanto que, em uma entrevista para uma emissora de televisão turca, o Vice Primeiro Ministro da Turquia, Nurettin Canikli, declarou que “através da YPG, os Estados Unidos dão todo tipo de apoio à organização terrorista PKK. Nós não podemos aceitar a presença de organizações terroristas que ameaçam o futuro do Estado da Turquia”.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Bandeira das Unidades de Proteção do Povo (YPG); Ala armada oficial do Comitê Supremo” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Unidades_de_Prote%C3%A7%C3%A3o_Popular#/media/File:People%27s_Protection_Units_Flag.svg

Imagem 2 Guerrilheiros curdos sírios” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Unidades_de_Prote%C3%A7%C3%A3o_Popular#/media/File:Kurdish-ypg-fighters.jpg

AMÉRICA DO NORTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALTecnologia

Táticas de vigilância anti-terrorismo contra manifestantes nos EUA

Durante esta semana, o site The Intercept publicou uma leva de documentos, revelando que táticas de vigilância que eram usadas apenas para monitorar suspeitos de terrorismo estão sendo aplicadas contra manifestantes opositores à instalação do Oleoduto “Dakota Access”, o qual começa em uma reserva indígena na Dakota do Norte.

Protestos contra a sua construção vinham acontecendo desde 2016, recebendo forte repressão por parte da polícia local e de empresas de segurança privada, que usaram canhões d’água, gás de pimenta e até cães para dispersar os manifestantes. Por fim, a situação parecia ter sido resolvida quando o então presidente Barack Obama vetou a instalação dos Oleodutos. No entanto, em uma de suas primeiras medidas no governo, Donald Trump assinou uma ordem executiva, liberando as suas construções.

Logo TigerSwan

Em 2016, durante o auge dos protestos contra o oleoduto, a Energy Transfer Partners, responsável pela obra, contratou a empresa TigerSwan para controlar as manifestações. A TigerSwan é uma empresa militar privada, com aproximadamente 350 empregados espalhados em escritórios no Iraque, no Afeganistão, na Arábia Saudita, na Índia, na Jordânia, no Japão e na América Latina. Ela é conhecida por suas operações antiterroristas, principalmente no Oriente Médio, e foi criada por um ex-comandante da força de elite Delta dos Estados Unidos.

Segundo os documentos obtidos pelo The Intercept, a TigerSwan começou a usar métodos de vigilância como drones, monitoramento das comunicações entre manifestantes em redes sociais, e escutas. Essas operações foram realizadas pelo que ficou conhecido como “Grupo de Inteligência” e depois eram repassadas ao FBI, ao Departamento de Segurança Nacional (Department of Homeland Security), ao Departamento de Justiça (U.S. Justice Department), além da polícia local.

Imagem do relatório Interno da TigerSwan mostrando a vigilância por drones dos acampamentos dos manifestantes

Em uma das comunicações internas da TigerSwan, vazadas ao The Intercept, o movimento contra o oleoduto é tratado como “uma insurgência ideologicamente impulsionada com um forte componente religioso” e depois compara os manifestantes à jihadistas no Afeganistão, surgidos após a queda do modelo soviético. Por fim, o comunicado termina com: “Embora possamos esperar ver a disseminação contínua da diáspora anti-oleoduto… a preparação de inteligência agressiva do campo de batalha e a coordenação ativa entre inteligência e elementos de segurança são agora um método comprovado de derrotar insurgências contrarias ao oleoduto”.

Termos como “campo de batalha”, “insurgência” e “diáspora” evidenciam o tratamento que os manifestantes vêm recebendo por parte da empresa e dos organismos locais de cumprimento da lei. Porém, como observadores, analistas e entidades apontam, não se tratam de terroristas e sim de pessoas exercendo seu direito democrático de protestar.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Logo TigerSwan” (Fonte):

http://www.tigerswan.com

Imagem 2 Imagem do relatório Interno da TigerSwan mostrando a vigilância por drones dos acampamentos dos manifestantes” (Fonte):

https://assets.documentcloud.org/documents/3755595/Shared-Daily-Intelligence-Update-2016-11-05.pdf

Imagem 3 Outra imagem do relatório interno da TigerSwan mostrando a vigilância por drones dos acampamentos dos manifestantes” (Fonte):

https://assets.documentcloud.org/documents/3755595/Shared-Daily-Intelligence-Update-2016-11-05.pdf

AMÉRICA DO NORTEEUROPANOTAS ANALÍTICASOrganizações InternacionaisPOLÍTICA INTERNACIONAL

O desafio OTAN na política externa dos Estados Unidos

A semana em política externa promovida pela Casa Branca apresentou um incremento fundamental nas Relações Exteriores da administração Trump, ao realizar uma série de ações: o fortalecimento dos laços comerciais e geopolíticos com a Arábia Saudita; a busca pelo restabelecimento da tradicional aliança com Israel; a sinalização de um compromisso com a paz entre palestinos e judeus; além da produção de esforços para reequilibrar a parceria militar transatlântica com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN, ou NATO, na sigla em inglês), bem como com a União Europeia, estes últimos protagonistas de discursos críticos de Trump ao longo de sua campanha eleitoral, frente ao papel de ambos.

Ao destacar o primeiro encontro com líderes da OTAN em Bruxelas, no último dia 25 de maio, quinta-feira passada, o presidente Donald J. Trump procurou desmitificar seus entendimentos críticos quanto ao papel da Organização e exaltar os valores fundamentais na manutenção do status quo e da ordem internacional.

Concomitantemente aos esforços da administração estadunidense em apresentar um posicionamento brando e cooperativo com a Aliança Militar ocidental, a postura dos aliados ao longo da cúpula reverberou incertezas e dúvidas globais sobre a confiabilidade das garantias de segurança expressadas pelos Estados Unidos.

Presidente Donald Trump com o Rei Salman, em Riad. Fonte: Wikipedia

De acordo com especialistas consultados, o histórico recente envolvendo Trump e a OTAN de elogios e descrença justificam a relutância de europeus quanto ao engajamento de Washington na agenda de segurança da Europa. O foco nos gastos europeus em Defesa, a relutância em criticar a Rússia, afirmações sobre dívidas dos Estados membros com os Estados Unidos, a alegação de que o bloco de segurança é “obsoleto”, seguido pela afirmação de que sua administração salvou a Aliança ao mudar o foco para a luta contra o terrorismo, fornecem elementos para a Europa olhar a nova administração na Casa Branca com reticências.

No curso da cúpula na sede da OTAN, em Bruxelas, analistas europeus, norte-americanos e diplomatas de diversos países evocam que os princípios fundadores da organização, em 1949, ainda devem ser do interesse dos EUA para que o continente europeu não seja dominado ou desestabilizado por qualquer ator preponderante.

Nesse sentido, segundo os observadores consultados, a estabilidade internacional sob a égide do direito internacional, deve pautar os esforços de aprofundamento da cooperação multilateral, sob a justificativa de que o poderio econômico EUA-Europa ainda é o maior em termos reais e, por conseguinte, a proteção e a segurança econômica e nacional dos EUA dependem da estabilidade na Europa.

O Tratado do Atlântico Norte foi assinado pelo presidente Harry Truman em Washington, em 4 de abril de 1949, e ratificado em agosto do mesmo ano. Fonte: Wikipedia

Em complemento aos entendimentos apresentados quanto a estabilidade sistêmica em tempos recentes, é possível que seja adotada uma abordagem semelhante àquela vista na fundação da aliança, em 1949, ou seja: Construção de defesas comuns com a Europa e promoção de ações civis coordenadas, evitando influência estrangeira. Em termos mais técnicos: aumento da capacidade de monitoramento de submarinos russos de ataque nuclear que acessam o Atlântico Norte, através das águas entre Islândia, Reino Unido, Dinamarca e Noruega; aumento do patrulhamento marítimo com navios de superfície e submarinos; ampliação do comando aéreo integrado OTAN-EUA; e uso de forças terrestres no extremo leste da Europa Ocidental, a fim de evitar movimentos desestabilizadores por parte de Moscou, tal como já testemunhado na Letônia.

Ao final da Cimeira, o Secretário Geral da aliança militar ocidental, Jens Stoltenberg anunciou compromissos de curto prazo que se alinham às demandas estadunidenses, ao decidir integrar a NATO formalmente na lista de membros da coalizão internacional de combate contra o Estado Islâmico e com a adoção de planos nacionais de Defesa que cumpram a meta comum de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em gastos com Defesa.

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Imagem 1Ministros de Defesa e Ministros das Relações Exteriores dos Membros da OTAN, reunidos na sede da organização em Bruxelas” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Organiza%C3%A7%C3%A3o_do_Tratado_do_Atl%C3%A2ntico_Norte#/media/File:NATO_Ministers_of_Defense_and_of_Foreign_Affairs_meet_at_NATO_headquarters_in_Brussels_2010.jpg

Imagem 2Presidente Donald Trump com o Rei Salman, em Riad” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Salman_of_Saudi_Arabia#/media/File:President_Trump%27s_Trip_Abroad_(34784284095).jpg

Imagem 3O Tratado do Atlântico Norte foi assinado pelo presidente Harry Truman em Washington, em 4 de abril de 1949, e ratificado em agosto do mesmo ano” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/NATO#/media/File:Truman_signing_North_Atlantic_Treaty.jpg

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A perspectiva de Trump para sua visita ao Oriente Médio

Alguns dias após a instauração de maiores investigações acerca da ligação do Presidente dos Estados Unidos com o envio de informações sigilosas ao Governo Russo, Donald J. Trump embarcou no avião presidencial, o Força Aérea Um, em direção a Arábia Saudita.

King Abdullah Financial Center. Fonte: Wikipedia

Antes de se observar os objetivos e resultados da visita, é importante apresentar a escolha de itinerário da viagem, a agenda do Presidente inclui Israel e o Vaticano.

Nesse sentido, é possível identificar anseios de Trump para estabelecer uma nova perspectiva sobre seu posicionamento étnico-religioso, principalmente no tocante a recuperação de sua imagem perante o mundo árabe, após a derrota da política migratória de banimento de seis países mulçumanos.

A agenda temática da visita ao Estado árabe revela que os resultados vão além desta nova postura de relacionamento com os países símbolos de três das mais importantes religiões do mundo contemporâneo (Cristianismo, Islamismo e Judaísmo). O recém assinado acordo de comércio e produção de armas entre os Estados Unidos e a Arábia Saudita prevê um valor de 110 bilhões de dólares. Este montante representa a consolidação de laços estreitos com os sauditas, sendo esta uma abordagem de quem por um lado busca um forte aliado e, por outro, está atento a necessidade de expandir sua indústria militar.

Trump Hotel Las Vegas. Fonte: Wikipedia

O evento de assinatura do Acordo se deu na presença não só do Presidente estadunidense e do Rei Khalid Salman da Arábia Saudita, mas também da alta cúpula de assessores dos governos de ambas partes. Isso propiciou a assinatura de outros múltiplos acordos entre empresas norte-americanas e sauditas, principalmente em matéria de investimento internacional. A estabilidade na região do Oriente Médio exprime um interesse particular para Trump, pois, anteriormente ao seu mandato, ele buscava estabelecer uma maior presença de sua organização na região, através de investimentos do ramo imobiliário e bens de consumo.

Não obstante o lado de negócios da visita, o discurso que o Presidente Trump preparou para domingo (21 de maio) foi direcionado às lideranças de países de maioria islâmica. A fala abordou assuntos relacionadas à segurança da região e ao terrorismo, observando a questão da radicalização nesses países. O pronunciamento foi ouvido de perto pelos países próximos ao conflito na Síria, em larga escala pelo Irã, que tem grande influência e participação no conflito, em apoio ao regime de Bashar al-Assad, algo que assusta os parceiros estratégicos de Trump.

Apesar de uma ampla gama de perspectivas delicadas, é possível perceber que Trump está atento ao potencial e a importância do Oriente Médio, tanto para seus negócios privados quanto para o seu governo.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Chegada do Força Aérea Um à Arábia Saudita” (Fonte):

https://www.facebook.com/pg/WhiteHouse/photos/?tab=album&album_id=1317897788297951

Imagem 2King Abdullah Financial Center” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Saudi_Arabia

Imagem 3 “Trump Hotel Las Vegas” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Donald_Trump

AMÉRICA DO NORTENOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

EUA anuncia prolongamento no Acordo Nuclear de 2015 para aliviar sanções contra o Irã

Durante a campanha para a Presidência dos Estados Unidos (EUA) de 2016, o até então candidato Donaldo Trump classificou o Acordo Nuclear que envolve o Irã, Rússia, França, Grã-Bretanha, Alemanha e os EUA (P5+1), como “um erro”, e que ele não deveria ter sido assinado, e se comprometeu a desmantelá-lo, caso assumisse a Presidência. Contudo, após a última quarta-feira, dia 17 de maio, ao que diz respeito a este assunto, aparenta-se que o atual Presidente decidiu continuar no ritmo político da administração do ex-presidente Barack Obama.

O Acordo foi firmado em julho de 2015 e entrou em vigor em janeiro do ano seguinte, representando o alívio das sanções contra o Irã. Na época, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) comprovou que o Governo iraniano cumpriu os requisitos do compromisso, por isso, as sanções, tais como as restrições de exportação do petróleo, deveriam ser interrompidas.

Rohani durante seu discurso de vitória, 15 de junho de 2013. Fonte: Wikipedia

Apesar das críticas de Trump, o mesmo, por meio do Departamento de Estado, anunciou o prolongamento do Acordo, o que beneficiou o Presidente iraniano, Hassan Rohani, que foi reeleito Presidente do país no dia 20 de maio, sábado passado. Certamente, essa notícia se tornou de extrema relevância para sua política de abertura.

Apesar da aparente folga dada pelo Governo norte-americano ao Estado iraniano, o Departamento de Estado, por meio do Embaixador Stuart Jones, entregou um relatório ao Congresso estadunidense, ainda no dia 17, alertando sobre os abusos contra os direitos humanos no país, algo que vai de encontro aos princípios da Organização das Nações Unidas (ONU). 

Justamente por se tratar de um Acordo entre as Nações, Jones realizou ainda um pedido para que todos os países do mundo se unam em prol do combate a esse mal que, segundo ele, o “regime iraniano tem praticado durante décadas, cometendo graves violações dos direitos humanos contra seu próprio povo e estrangeiros”.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Representantes dos países do P5+1, da UE e do Irã anunciam o acordo sobre o programa nuclear iraniano (Lausanne, abril de 2015)” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/P5%2B1#/media/File:Negotiations_about_Iranian_Nuclear_Program_-_the_Ministers_of_Foreign_Affairs_and_Other_Officials_of_the_P5%2B1_and_Ministers_of_Foreign_Affairs_of_Iran_and_EU_in_Lausanne.jpg

Imagem 2 Rohani durante seu discurso de vitória, 15 de junho de 2013” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Hassan_Rouhani#/media/File:Hassan_Rouhani_press_conference_after_his_election_as_president_14.jpg