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[:pt]Congressistas pedem a Trump que leve crise da Venezuela ao Conselho de Segurança da ONU[:]

[:pt] Na semana retrasada, membros do Congresso dos Estados Unidos da América (EUA) pediram que Donald Trump, Presidente do país, leve a situação da Venezuela ao Conselho de Segurança da Nações Unidas. Congressistas republicanos e…

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[:pt]A demissão de James Comey do FBI e o Russiagate enfrentado por Trump[:]

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Os enfrentamentos cotidianos da era Trump sugerem que sua administração poderá passar por inúmeras outras instabilidades no âmbito interno e também no âmbito dos enfrentamentos geopolíticos. A demissão de James Comey, diretor do Federal Bureau of Investigation (FBI, na sigla em inglês) evidencia essa ocorrência que converge uma ação interna a consequências diretas também na esfera das políticas externas, haja vista que a investigação promovida por Comey sugeria o envolvimento direto da alta cúpula do atual Governo estadunidense com emissários e membros do alto escalão do Governo russo.

O episódio da última semana lança luz sobre um fato histórico ocorrido há 43 anos, quando um também Presidente republicano, Richard Nixon, demitiu Archibald Cox, procurador especial responsável por investigar as ligações entre a Casa Branca de Nixon, a campanha de reeleição do Presidente republicano e a invasão do Comitê Nacional Democrata com base no sistema de gravação do escritório do Salão Oval.

Com a administração comprometida por um escândalo inédito na história política dos EUA, as demissões do Procurador-Geral, Elliot Richardson, e do procurador-geral adjunto Willian Ruckelshaus não foram suficientes para salvar a Presidência de Nixon, que renunciou em agosto de 1974.

Contudo, mesmo com notórias diferenças entre os casos Nixon e Trump, a indignação em Washington possibilita um enfrentamento tal como o ocorrido em tempos passados, ao passo que congressistas, em sua maioria democratas, iniciam articulações para instauração de uma investigação especial e uma comissão bipartidária, com poder de intimação para que as averiguações possam apontar quais os possíveis crimes e excessos que foram cometidos pela atual administração.

De acordo com especialistas políticos em Washington e críticos do atual Presidente, o testemunho da ex-Procuradora Geral, Sally Yates, para investigadores do Senado sobre as interações da Casa Branca com a Rússia foi preponderante para que a demissão de Comey fosse determinada pelo Presidente, fato que justificaria a movimentação e motivação dos senadores democratas em conduzir uma investigação que possivelmente poderá recolocar James Comey no papel de protagonista, porém no status de testemunha.

Em complemento à demissão do diretor do FBI, a visita do Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov a Washington para atividades diplomáticas de reforço das posições do Kremlin sobre Síria, Ucrânia, Coréia do Norte e todo o Continente europeu aprofunda as temeridades sobre o envolvimento entre os dois atores e que deve ganhar contornos mais pragmáticos através de uma reunião bilateral com o homólogo russo, Vladimir Putin, durante o verão do hemisfério norte.

Com essa distração política, destacadas pelos críticos de seu Governo e pela mídia internacional, o encontro entre Lavrov e Trump eleva a tensão no Congresso sobre os envolvimentos da administração com a Rússia e cria margem para que a comissão bipartidária defenda a inserção de um Procurador independente para assumir o inquérito russo, a fim de determinar um possível novo ciclo de sanções a Moscou, bem como para membros daquele Governo.

Por fim, para analistas consultados é provável que a questão envolvendo o ex-Diretor do FBI tenha consequências negativas também no âmbito da segurança nacional, em especial ações que necessitem de decisões de curto prazo, uma vez que a atenção nacional continuará sendo consumida pela unilateralidade presidencial em detrimento de um posicionamento coerente, como, por exemplo, no Afeganistão, com envio de forças adicionais, ou continuação da estratégia existente há 16 anos e sobre uma nova modelagem de cooperação com o novo Presidente sul-coreano.

Nesse sentido, ao manter a inclinação dos primeiros 100 dias é possível maior dificuldade em angariar apoio de aliados democráticos às iniciativas do Presidente, aumentando o custo doméstico desses atores ao concordar com os pedidos dos EUA.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Retrato oficial do 7º Diretor do FBI” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/James_Comey#/media/File:Comey-FBI-Portrait.jpg

Imagem 2Nixon anuncia o lançamento das transcrições editadas das fitas de Watergateem 29 de abril, 1974” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Richard_Nixon#/media/File:Nixon_edited_transcripts.jpg

Imagem 3Comey com Barack Obama e o antecessor diretor do FBI Robert Mueller na nomeação do primeiro como novo Diretor do FBI” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/James_Comey#/media/File:Comey-FBI-nomination.jpg

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[:pt]Desaprovação ao Governo de Donald Trump sobe para 58%[:]

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Na última terça-feira, dia 9 de maio, o meio político dos Estados Unidos (EUA) se deparou com a decisão do presidente Donald Trump de demitir o Diretor do FBI (Polícia Federal Americana), James B. Comey. O motivo para sua demissão não ficou claro, porém, segundo comunicado da Casa Branca, por meio do porta-voz Sean Spicer, Trump seguiu conselhos do Secretário Geral da Justiça, Jeff Sessions, e de Rod Rosenstein, seu vice.

Ainda não se sabe no que esta decisão irá interferir na popularidade do Presidente, contudo, segundo uma pesquisa disponível no dia 10, quarta-feira passada, apresentado pela Universidade de Quinnipiac, localizada no subúrbio de Connecticut, na cidade de Hamden, 58% da população está em desacordo com as atitudes do Presidente e um dos motivos que mais contribuíram para o aumento dessa porcentagem tem a ver com os ataques na Síria, os quais ocorreram em abril deste ano (2017).

Esta foi a segunda maior desaprovação do governo de Trump. A primeira se deu em março, anunciada por meio de uma empresa norte-americana de pesquisa de opinião, a Gallup, que apontou o número de 59%. A sondagem da Quinnipiac destacou que, dentre os que estão em desaprovação com o Governo, encontram-se grupos que elegeram o Presidente. No início de sua administração, a cifra de pessoas da etnia branca sem diploma de curso superior que aprovavam Trump era de 57%; após a recente pesquisa esse número caiu para 47%.

Os resultados da Quinnipiac não se limitavam apenas ao método de política do Chefe de Estado, mas apontavam também temas que envolvem as características individuais do Presidente, tais como a honestidade para com o povo e a comunicação social, que vem sendo alvo de fortes críticas. Dado os resultados do exame, e os decorrentes acontecimentos em seu governo, como a demissão do diretor do FBI, a tendência é que a popularidade de Trump caia ainda mais.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Trump discursando durante conferência anual da Conservative Political Action Conference em 2010” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Donald_Trump#/media/File:Donald_Trump_by_Gage_Skidmore_3.jpg

Imagem 2 Logo da Universidade de Quinnipiac” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Quinnipiac_University#/media/File:Quinnipiac_University_Seal.svg

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[:pt]Acordo entre Rússia, Irã e Turquia em relação a Síria preocupa o Governo dos EUA[:]

[:pt] Na última quinta-feira, dia 4, foi firmado entre Rússia, Irã e Turquia um acordo  chamado “zonas de descalcificação”, que visa cessar os conflitos na Síria, começando em quatro áreas: a província de Idlib; Ghouta…

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[:pt]Uma nova etapa para as negociações de paz [:]

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No ano de 2009, a estratégia postulada pela administração do democrata Barack Obama (2009-2017) para o início do processo de paz no Oriente Médio consistia nos ajustes necessários no que tange aos assentamentos israelenses em terras palestinas, exigindo um congelamento absoluto da construção de moradias na Cisjordânia e em outros terrenos das cercanias Israel-Palestina. A pré-condição imposta por Washington na ocasião tinha como justificativa evitar que o avanço dos assentamentos inviabilizasse a futura divisão do território entre Israel e o futuro Estado palestino.

Todavia, para especialistas em Oriente Médio, a estratégia da administração estadunidense acabou por ser pouco efetiva, uma vez que tanto o Governo de Israel, quanto a liderança palestina se mostraram relutantes em negociar nesses termos, inviabilizando, assim, uma solução nas negociações de paz, logo nos primeiros dias de mandato do Presidente democrata.

Na nova frente de oportunidades que se abre com a ascensão do presidente Donald J. Trump, a visita na última semana do Presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, consolida a disposição de Trump em se envolver no tema de maneira que não destrua as normas pré-estabelecidas anteriormente pela história.

A incursão sobre a problemática do Oriente Médio pela administração republicana após a posse já sinalizou para algumas mudanças conjunturais e estruturais, a começar pela transferência da embaixada dos EUA de Tel-Aviv para Jerusalém, além da possibilidade de anuência a novas construções de assentamentos israelenses.

Nesse sentido, na linha interpretativa do Presidente, mesmo com essas medidas pontuais, há intenção de tornar a paz na região uma de suas prioridades em política externa. Para tanto, tomou medidas para construir um bom relacionamento, primeiramente com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, além de promover Jason Greenblatt a enviado especial para o Oriente Médio e para negociações internacionais, fato este que resultou no convite da Casa Branca a Mahmoud Abbas, uma forma de balancear o tema com os dois principais líderes.

Para Trump, que já descreveu o acordo de paz israelense-palestino como “a última negociação” (em tradução livre do inglês), a visita de Abbas é uma nova etapa introdutória do acordo em que pediu o retorno do líder à mesa de negociações, algo pouco considerado por especialistas, dada a interpretação palestina de que as negociações dos últimos 25 anos serviram apenas para israelenses “comprarem” tempo, enquanto continuavam a construir assentamentos e, assim, perpetuar a ocupação.

Com uma preparação para o encontro ocorrendo desde os primeiros dias da administração Trump, inicialmente priorizando temas como inteligência e segurança, através de Majed Faraj, chefe do serviço de inteligência palestino, e de Mike Pompeo, o diretor da Central Intelligence Agency (CIA, na sigla em inglês), o a reunião agora promovida pelos líderes incluiu outras questões bilaterais, dentre as quais: cooperação de segurança e troca de informações entre os dois serviços de inteligência; apoio político e financeiro contínuo por meio do Governo Trump; tecnologia de comunicações 3G para a Cisjordânia; bem como remoção de tributação indireta dos serviços de saúde e reparação do sistema de água do território controlado pela liderança de Ramallah.

Outro ponto levantado pela mídia local em Israel, ao longo da visita do líder palestino aos EUA, foi a abordagem de Trump para o conflito palestino-israelense como sendo um tema mais alinhado aos interesses regionais dos EUA. Para o periódico Yedioth Ahranoth, Trump está sob influência de três generais (o Secretário de Defesa, James Mattis; o Conselheiro de Segurança Nacional, H.R. McMaster; e o Secretário de Segurança Interna, John Kelly) que acreditam ser a solução do conflito palestino algo necessário para auxiliar nos esforços de guerra contra o extremismo na região. A resultante do encontro, entretanto, só poderá ser medida a longo prazo, provavelmente após a passagem de Trump pela Casa Branca.

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Imagem 1 Mapa da Palestina e da Terra Santa publicado em Florença por volta de (1480)” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/History_of_Palestine#/media/File:Present-Day_Palestine_and_the_Holy_Land_-_1400s.png

Imagem 2 Encontro entre Barack Obama e Mahmoud Abbas no Salão Oval da Casa Branca” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Mahmoud_Abbas#/media/File:Barack_Obama_meets_with_Mahmoud_Abbas_in_the_Oval_Office_2009-05-28_1.jpg

Imagem 3 Evolução dos assentamentos israelenses de 1946 a 2010” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/36/Palestinian-loss-of-land-1946-2010.jpg

Imagem 4 Trump em conversa com o VicePresidente Mike Pence e John F. Kelly, Secretário de Segurança Nacional” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Donald_Trump#/media/File:POTUS_visits_DHS_(31741970743).jpg

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[:pt]Congresso dos EUA apresenta Orçamento e construção do Muro com o México fica de fora[:]

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No último dia 30 de abril, o Congresso dos Estados Unidos da América (EUA) chegou a um acordo entre legisladores republicanos e democratas, que permite financiar o funcionamento federal pelo menos até 30 de setembro deste ano (2017), sem o risco de uma paralisação do Governo por falta de recursos orçamentários, tal como ocorreu em 2013.

Esse acordo entre os legisladores mantém as diretrizes originais da Casa Branca para a Defesa, no entanto não inclui no Orçamento os recursos para construção do muro na fronteira com o México. O acordo representa uma frágil concordância entre as partes. Agora ele passará pela apreciação da Câmara dos Representantes e, posteriormente, pelo Senado. O Orçamento destinará US$ 1,1 trilhão para cobrir gastos considerados fundamentais, dos quais 598,5 bilhões de dólares serão repassados ao setor da Defesa, um aumento de 4,5%, quando comparado ao ano de 2016.

Ademais, o acordo prevê US$ 1,5 bilhão que serão gastos com segurança na fronteira do país, que abarca desde contratação de novos agentes, construção de novas instalações para manter pessoas detidas nas fronteiras, além de operações de prisões e deportação de imigrantes ilegais. Nesse aspecto, segundo reiterou Paul Ryan, Presidente da Câmara dos Representantes, conforme destacou a ANGOP, o acordo respalda o compromisso assumido pelo presidente Donald Trump de reconstruir as Forças Armadas do país para o século XXI, e de reforçar as fronteiras para proteger os Estados Unidos.

No entanto, não prevê nenhum recurso para a construção do muro fronteiriço com o México, proposto por Trump, ainda na campanha presidencial. Ao assumir a Presidência em janeiro deste ano (2017), Donald Trump declarou, conforme destaca a BBC, que o país retomaria suas fronteiras, pois uma nação sem fronteiras não é uma nação. Assim, quando na metade de março a Casa Branca encaminhou a proposta orçamentária ao Congresso, o texto destinava US$ 2,6 bilhões para o projeto e construção do muro na fronteira entre os dois países.

Ela tem mais de 3 mil km extensão, dos quais cerca 1.110 km já está separada por muralhas de concreto, vigas de aço e outros obstáculos. O muro começou a ser construído na região sudoeste do país em 1994, durante do governo do ex-presidente Bill Clinton. Após os atentados do “Onze de Setembro de 2001”, o então presidente George W. Bush ampliou a sua construção. Estimativas apontam que o atual muro já custou aos Estados Unidos cerca de US$ 7 bilhões. Segundo declarações de Trump, o custo do muro deverá ficar entre US$ 10 e US$ 12 bilhões, contudo, analistas apontam que esse valor deverá ser bem maior, pois as regiões restantes onde o muro deverá ser construído são áreas remotas e montanhosas, o que elevará os custos. Segundo Washington Post o montante para cobrir o restante da fronteira terá um gasto estimado entre 20 e 25 bilhões de dólares. O exorbitante valor gera outra polêmica, com relação a quem pagará as despesas. Durante sua campanha, Trump afirmou que os Estados Unidos financiariam a construção, mas que o México reembolsaria o país. Essa, no entanto, não é a opinião de Enrique Peña Nieto, Presidente mexicano, que declarou que não pagará.

Alguns analistas apontam que, a fim de evitar uma possível paralisação do Governo, em função do controverso e polêmico projeto, a administração Trump preferiu deixar a proposta de lado neste momento. Contudo, conforme informado pela ANGOP, segundo Sean Spicer, Porta-Voz da Casa Branca, ainda há tempo para uma renegociação, haja vista que o Orçamento para 2018 será votado em setembro deste ano (2017). Já Chuck Schumer, líder democrata no Senado, destacou que deixar o tema fora foi um bom acordo para o país, pois evita a possibilidade de uma paralisação do Governo.  

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Imagem 1A frente ocidental do Capitólio dos Estados Unidos. O edifício em estilo neoclássico está localizado em Washington, D.C., no topo do Capitólio, no extremo leste do National Mall. O Capitólio foi designado um marco histórico nacional em 1960” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Congresso_dos_Estados_Unidos#/media/File:United_States_Capitol_west_front_edit2.jpg

Imagem 2 Muro nas dunas de Algodones, Califórnia” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Muro_fronteiri%C3%A7o_Estados_Unidos-M%C3%A9xico#/media/File:Algodones_sand-dune-fence.jpg

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[:pt]Governo dos EUA informa que Sistema antimíssil sul-coreano será implantado “dentro de dias” [:]

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Desde o ano passado (2016), Coreia do Sul e os Estados Unidos (EUA) firmaram uma parceria que se destina a implantar sistemas de interceptação de misseis, do tipo THAAD (Terminal High Altitude Area Defense), em território sul-coreano. Essa estratégia de defesa fez com que as tensões com sua vizinha Coreia do Norte aumentassem e viesse a ocorrer ameaças de uma possível guerra entre os três países envolvidos.

Até aquele ano, o período para implantação dos mísseis estava previsto para o fim de 2017, porém, devido ao agravamento das tensões nas relações entre o governo Trump e a Coreia do Norte, bem como as ameaças do líder norte-coreano, King Jong-um, de lançar misseis nas próximas semanas do mês de maio (2017), fizeram com que as duas nações, a estadunidense e a sul-coreana, viessem a antecipar as instalações do sistema antimísseis.

A informação veio do Congresso norte-americano na última quarta-feira, dia 26 de abril, por meio do comandante dos Estados Unidos na Ásia-Pacífico, Adm Harry Harris, o qual afirmou que os mísseis estariam em modo “operacional nos próximos dias”. Ressalte-se que a previsão para antecipação (…) já havia sido fortalecida durante a visita do Vice-Presidente dos EUA, Mike Pence, ao Primeiro Ministro da Coreia do Sul, Hwang Kyo-ahn, na penúltima segunda-feira.

Durante a reunião, ambos os representantes de Estado concordaram em continuar respondendo às ameaças da Coreia do Norte de modo a fortalecer a capacidade de dissuasão e a postura de defesa por meio dos antimísseis THAAD, além de intensificar a prontidão da aliança Coréia do Sul-EUA.

Por meio do site oficial do Governo norte-americano, as informações, fornecidas pelo Ministério da Defesa de Seul, são de que, ao mesmo tempo que o comandante Harris fazia seu comunicado, os elementos que fazem parte dos antimísseis estavam sendo transferidos para um antigo campo de golfe, no condado de Seongju, destinado a ser o local de implantação do equipamento. Ainda segundo o Ministério, a construção final e operacional do THAAD será concluída até o final deste ano (2017), porque ainda é necessária uma avaliação ambiental e a construção do local a ser implantado.

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Imagem 1Comandante Adm Harry Harris” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/46/US_Navy_110830-N-IZ292-185_Vice_Adm._Harry_B._Harris_Jr.%2C_commander_of_U.S._6th_Fleet%2C_departs_the_Skjold-class_coastal_corvette_HNoMS_Steil_%28P963%29.jpg

Imagem 2Antimíssil THAAD” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/61/Thaad_missile_and_launcher.jpg

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[:pt]As mudanças na legislação tributária para ricos e para empresas nos Estados Unidos[:]

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O anúncio produzido pela administração Trump na semana anterior, no âmbito da reforma tributária, coloca fim a quase três décadas da última reforma, promulgada pelo governo de Ronald Reagan (1981-1989).

O debate dos últimos trinta anos colocava democratas e republicanos em concordância por uma reforma que deveria cortar a alíquota de impostos corporativos e tributar os lucros estrangeiros de forma a conduzir o sistema tributário no que consideravam a direção certa. A principal justificativa para que congressistas e o antecessor Barack Obama defendessem um novo modelo consistia na atualização de um sistema que não gerava receita satisfatória, em comparação com os demais países classificados como desenvolvidos, de acordo com o último relatório do Council for Foreign Relations intitulado Renewing America Initiative.

A taxa de impostos corporativos dos EUA é classificada como a mais alta do mundo desenvolvido, com 39,1%, e permaneceu praticamente inalterada desde a última grande revisão na década de 1980.

Entretanto, devido a isenções fiscais e impostos diferidos sobre os lucros estrangeiros que permanecem no exterior, a alíquota efetiva paga pelas empresas estadunidenses é menor. Em 2008, por exemplo, estava em 27,1%, comparado a 27,7% dos demais países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD na sigla em inglês).

Ao classificar a reforma fiscal como a maior de toda a história, a Casa Branca sob administração de Donald J. Trump cumpre uma promessa eleitoral que resultará em euforia para seus eleitores e para o mercado financeiro, sendo um movimento interpretado por especialistas políticos como manobra para estancar as derrotas sofridas pelo Presidente nos seus primeiros 100 dias de mandato.

Dentro de um panorama de ordem interna, a reforma fiscal também visa uma mudança na agenda política, dominada nas últimas semanas por assuntos externos, com intervenções militares na Síria e Afeganistão, bem como a escalada de operações na Coréia do Norte.

Outro aspecto levado em consideração por especialistas, após a apresentação da reforma pelo Secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e por Gary Cohn, Diretor do Conselho Econômico, mostra o desejo de Trump de alinhar um perfil ideológico mais próximo a iniciativa privada e distante de problemas sociais, tal como fora visto na tentativa de revogação da reforma de saúde de Obama (Obamacare), que resultaria em uma economia de US$ 150 milhões, contudo deixaria aproximadamente 14 milhões de pessoas sem cobertura médica no próximo ano (2018).

Outros pontos apresentados suscintamente pela equipe econômica revelam a inclusão de um imposto territorial que protege a renda corporativa offshore da tributação dos EUA. A taxa de imposto sobre os indivíduos também recebeu novos percentuais, passando de 35% para 33%. O imposto pago pelas empresas em números passará de 35% para 15%, assim como o desaparecimento do imposto de sucessões e a redução das faixas de incidência de impostos de sete para três (10%, 25%, 35%), além do corte da carga tributária dos mais ricos, de 39% para 35%.

No que tange aos custos da reforma, o Centro de Política Tributária projeta que uma taxa de 15% para empresas poderá custar US$ 3,4 trilhões em 10 anos, desta forma cria-se uma barreira entre os republicanos para aprovar o novo projeto, o que significa que os membros do Partido provavelmente terão que se basear em regras orçamentárias que lhes permitam aprovar as novas medidas fiscais com, no mínimo, 51 votos no Senado, apesar de acreditarem ser muito difícil aprovar algo que aumente os déficits além do previsto pelo orçamento de 10 anos, fator que eventualmente forçará o Governo Trump a recrudescer de mais essa tentativa de reforma.

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Imagem 1 Obra de Pieter Brueghel Escritório de Coleta de Impostos (1640)” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Tax#/media/File:Pieter_Brueghel_the_Younger,_%27Paying_the_Tax_(The_Tax_Collector)%27_oil_on_panel,_1620-1640._USC_Fisher_Museum_of_Art.jpg

Imagem 2 Apresentação televisionada da reforma fiscal promovida na administração Reagan em 1981” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/94/Ronald_Reagan_televised_address_from_the_Oval_Office%2C_outlining_plan_for_Tax_Reduction_Legislation_July_1981.jpg

Imagem 3 Steve Mnuchin, realizando juramento no Salão Oval da Casa Branca antes de assumir o posto de Secretário do Tesouro na administração Donald Trump” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Steven_Mnuchin#/media/File:Steve_Mnuchin_swearing_in.jpg

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