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Donald Trump busca melhorar os laços com o México

Segundo o Jornal Reuters, o Presidente dos EUA, Donald Trump, quer fortalecer e melhorar os laços com o México depois de alguns desentendimentos, disse o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, ao líder do México, na sexta-feira, dia 13, após a vitória do esquerdista neste mês.

López Obrador em 2012

O presidente mexicano eleito Andres Manuel Lopez Obrador, por sua vez, entregou a Pompeo uma carta endereçada a Trump com seus planos de redefinir o relacionamento, concentrando-se no comércio, imigração, desenvolvimento e segurança, disse Marcelo Ebrard, assessor do novo Presidente.

A visita de Pompeo e outros altos funcionários dos EUA foi, segundo ele, destinada a sinalizar a “profunda importância” que Trump atribui ao que tem sido um relacionamento bilateral cada vez mais tenso. Trump irritou o México com a exigência de que pague pela construção do muro de fronteira e pelos seus comentários de que o país não faz nada para diminuir a imigração ilegal. O mandatário estadunidense também dificulta a renovação do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), visando favorecer os Estados Unidos.

Sabemos que houve colisões na estrada entre nossos dois países, mas o presidente Trump está determinado a melhorar e fortalecer a relação entre nossos povos”, declarou Pompeo no início da reunião de 50 minutos com Lopez Obrador, que assumirá o cargo em 1º de dezembro de 2018.

Altos funcionários, incluindo Jared Kushner, conselheiro de Trump e seu genro, estavam na delegação liderada pelo Secretário de Estado dos EUA, que já havia conhecido o ex-presidente mexicano Enrique Peña Nieto e o ministro das Relações Exteriores, Luis Videgaray.

Presidente Donald Trump

López Obrador afirmou que quer boas relações com os Estados Unidos e, apesar das diferenças ideológicas com Trump, os dois homens compartilham inclinações nacionalistas e populistas, porém, os planos do Presidente eleito de diminuir a guerra do México aos cartéis de drogas, inclusive reduzindo a cooperação de segurança com os norte-americanos, poderiam colocá-lo em rota de colisão com Trump. “Os americanos devem ser capazes de ver melhorias que protejam nossa soberania nacional”, disse ele, acrescentando que é importante ter laços comerciais “fortes, justos e recíprocos”.

O plano de Lopez Obrador inclui pressionar os Estados Unidos para reduzir o fluxo de migração para o norte, porém ajudando a criar melhores padrões de vida no México e na América Central, declararam membros de sua equipe. Complementarmente, o Ministro das Relações Exteriores, Videgaray, afirmou que os governos de saída e de entrada apresentariam uma “frente comum” em relação aos Estados Unidos.

Depois que Peña Nieto se encontrou com a Delegação, ele emitiu um comunicado pedindo a rápida reunificação de crianças imigrantes separadas de seus pais sob a política de fronteira “tolerância zero” de Trump.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1López Obrador (no meio) com o expresidente Vicente Fox (esquerda) e o Secretario de Estado do México, Arturo Montiel (direita) em janeiro de 2003” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Andr%C3%A9s_Manuel_L%C3%B3pez_Obrador

Imagem 2López Obrador em 2012” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Andr%C3%A9s_Manuel_L%C3%B3pez_Obrador

Imagem 3Presidente Donald Trump” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Presid%C3%AAncia_de_Donald_Trump

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Cúpula de Helsinque reunirá Rússia e EUA

Em meio à um momento crítico nas relações entre Rússia e Estados Unidos, que não se vê desde a Guerra Fria*, foi confirmado, tanto pela Casa Branca, quanto pelo Kremlin, a cúpula bilateral entre estas nações, que ocorrerá em Helsinque, capital da Finlândia, no próximo dia 16 de julho.

Ataque de mísseis em Damasco

A chamada Cúpula de Helsinque colocará frente à frente Donald Trump e Vladimir Putin para discutirem questões inerentes aos diversos acontecimentos que minaram as relações diplomáticas entre seus países nos últimos anos, no intuito de direcionar conversações para a garantia da estabilidade estratégica entre ambos.

Segundo especialistas em política internacional, a lista de eventos que culminaram neste mal-estar entre as partes já se faz longa. Nas últimas duas décadas, tiveram início com as intervenções da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) no Kosovo, em 1999; posteriormente recebe destaque a adesão de ex-repúblicas soviéticas** à Aliança Atlântica, em 2004; vindo depois a ofensiva militar russa contra a Geórgia, em 2008; e, em seguida, a anexação da Crimeia ao território da Federação Russa, em 2014.

Ataque de mísseis em Damasco

Dos vários assuntos que poderão ser abordados nesta reunião, analistas internacionais colocam como mais importantes: 1) a questão da corrida armamentista a ser evitada devido ao fato da modernização dos arsenais russos e hipótese de possível confronto nuclear, já que os antigos instrumentos de controle de conflitos utilizados na época da Guerra Fria não funcionam nos dias atuais; 2) a minimização dos impactos negativos sobre ações diplomáticas, em que, num exemplo recente, o recrudescimento político entre as duas nações foi potencializado pelo evento do bombardeio de Damasco, na Síria, em abril de 2018, pela coalizão formada por EUA, França e Reino Unido, em retaliação ao suposto ataque químico realizado em Duma, região de Ghouta Oriental, por forças militares sírias, alegadamente apoiadas pela Rússia; 3) a questão do futuro das sanções internacionais impostas contra a Federação Russa, por conta das ações militares na Ucrânia e pela anexação da Crimeia, segundo as quais, num primeiro momento, vários  agentes de alto escalão do governo russo foram vítimas de intervenções políticas e, secundariamente, o próprio país se viu isolado economicamente diante de tal processo.

O mais provável, segundo esses observadores, é que existirão críticos a esse encontro, principalmente países aliados aos Estados Unidos que querem isolar Putin, como é o caso do Reino Unido, e aqueles que questionam o comprometimento de Trump com a OTAN e se preocupam com uma possível retomada de laços diplomáticos entre Washington e Moscou. Segundo Yuri Ushakov, assessor de política externa do Kremlin, a reunião terá enorme importância não só para os dois países, mas também para toda a situação internacional pela qual o mundo passa.

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Notas:

Guerra Fria é a designação de um período histórico de disputas entre os Estados Unidos e a União Soviética, compreendendo o período entre o final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, e a extinção da União Soviética em 1991. A guerra é chamada de fria porque não houve uma guerra ou conflitos diretos entre as duas superpotências, dada a inviabilidade da vitória em uma batalha nuclear.

** A partir de 29 de março de 2004, ex-países comunistas ampliaram o quadro da OTAN sendo, Eslovênia, Eslováquia, Romênia, Bulgária e as ex-repúblicas soviéticas bálticas Estônia, Letônia e Lituânia

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Donald Trump e Vladimir Putin” (Fonte):

https://ukranews.com/upload/publication/2018/06/09/5a0544c70e16e———————-_1200.jpg

Imagem 1 Ataque de mísseis em Damasco” (Fonte):

https://s.hdnux.com/photos/72/56/12/15393432/627/core_breaking_now.jpg

Imagem 3 Trump e Putin no encontro de líderes da Ásia e do Pacífico (Fonte):

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Missão do Equador visita instituições financeiras nos Estados Unidos

Uma comitiva equatoriana esteve em visita oficial a algumas instituições financeiras em Washington e Nova Iorque nos dias 11 e 12 de junho de 2018. A delegação estava formada por Richard Martinez e Santiago Caviedes, respectivamente Ministro e Vice-Ministro de Economia e Finanças; Carlos Pérez, Ministro de Petróleo, Minas e Energia; e Verónica Artola, Gerente do Banco Central do Equador; acompanhados do Embaixador do Equador nos EUA, Francisco Carrión.

Sede do FMI em Washington

Em Washington, capital norte-americana, o  grupo manteve contatos com autoridades do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Banco Mundial (BIRD) e do Tesouro dos EUA. Foi negociado que o FMI prestará assistência técnica na formulação da política macroeconômica e fiscal. O BID dará apoio para o fortalecimento de programas sociais, do programa de habitação e de projetos de infraestrutura. O Vice-Presidente para América Latina e Caribe e o Diretor para Países Andinos do Banco Mundial elogiaram a abertura política do atual governo equatoriano e sinalizaram com linhas de crédito para projetos de interesse do país, bem como ofereceram suporte técnico para gestão de gastos e de negócios.

O economista Richard Martinez foi Presidente da Federação Nacional de Câmaras de Indústria do Equador e presidia o Comitê Empresarial Equatoriano até tomar  posse em 15 de maio (2018) como o primeiro Ministro nomeado pelo presidente Lenín Moreno, depois que todo o corpo ministerial  renunciou a pedido do mandatário. Seu antecessor era Carlos de la Torre, que assumiu o cargo na posse de Moreno (24/5/2017) e renunciou em 6 de março de 2018 por divergências com a equipe econômica e com o Presidente quanto à política do setor. Com a súbita saída de La Torre, foi nomeada María Elsa Viteri que só ficou no cargo pouco mais de 2 meses (6/3/2018 a 14/5/2018). Ambos fizeram parte do gabinete de Rafael Correa que apoiou a candidatura de Moreno e foram aliados até que se tornaram desafetos.

Depois da visita em Washington, o Secretário de Estado e seu grupo seguiu para Nova Iorque para encontrar representantes de Bancos e fundos que investem no Equador. Dois dias antes de viajar, Martinez esclareceu que o objetivo do Governo equatoriano era “fortalecer a credibilidade do país com a comunidade financeira internacional e avançar na aplicação das melhores práticas de gestão econômica”. Ainda segundo o Ministro, a “falta de conexão com organismos multilaterais em governos anteriores afetou os indicadores econômicos”. Sabe-se que nos dez anos de gestão de Rafael Correa essa relação era de baixo contato e o sucessor, Lenín Moreno, foi aos poucos dando um novo direcionamento na política, a ponto de ter trocado 20 ministros ao iniciar o segundo ano do seu mandato em maio de 2018. 

A visita dos equatorianos foi vista com bons olhos pelos anfitriões e o FMI emitiu uma declaração expressando sua satisfação com o diálogo e com a perspectiva de manter estreita relação de cooperação. O próximo passo é a visita do Fundo ao Equador para a consulta do Artigo IV, um processo no qual a equipe técnica revisa a informação sobre a política econômica, monetária, fiscal e financeira do país e emite um parecer. Os trabalhos serão desenvolvidos de 20 de junho a 4 de julho de 2018 e a delegação visitante se reunirá com membros do governo e representantes dos segmentos de finanças e empresarial.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Comitiva do Equador em Washington” (Fonte):

https://scontent.fssa17-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/35196915_1746278982093027_7651729613600587776_n.jpg?_nc_cat=0&oh=2a064ada831b73febfe56f87b7a51fb2&oe=5BA2387B

Imagem 2 Sede do FMI em Washington” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Fundo_Monet%C3%A1rio_Internacional#/media/File:Headquarters_of_the_International_Monetary_Fund_(Washington,_DC).jpg

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Putin e Trump poderão se reunir oficialmente em julho

Em julho deste ano (2018), é possível que ocorra uma reunião oficial entre os presidentes Vladimir Putin, da Federação Russa, e Donald Trump, dos Estados Unidos (EUA). Ambos já se encontraram no ano passado (2017), em julho e em novembro, e, desde então, Trump vinha discutindo com sua equipe a possibilidade de um encontro bilateral em Washington, na Casa Branca.

Embora haja essa vontade do Presidente norte-americano, é provável que a reunião entre esses líderes ocorra em algum lugar na Europa que seja considerado neutro. Acredita-se que se desenrolará dessa maneira, pois Trump estará no continente europeu em julho, por conta de uma visita marcada ao Reino Unido e devido à reunião de cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que ocorrerá em Bruxelas, na Bélgica.

Sabe-se que as relações entre EUA e Rússia estão bastante minadas, visto que foi aprovado um novo pacote de sanções norte-americanas ao Governo Russo. Tal ação comprometeu bastante a diplomacia entre os dois países, e a Federação Russa, por sua vez, respondeu às acusações defendendo-se e repudiando a postura dos norte-americanos, além de aplicar também um pacote de contra-sanções.

Vladimir Putin, Presidente da Federação Russa

Apesar desse cenário, o sentimento é de otimismo pelo encontro entre os líderes. De acordo com Putin, “Ele (Trump) é uma pessoa séria que sabe ouvir as pessoas e responder aos seus argumentos. Isso me leva a acreditar que o diálogo pode ser construtivo”. Além do mais, o Presidente russo destacou que está pronto para encorajar, aprofundar e melhorar as relações com os EUA, o único problema é que talvez a política interna norte-americana seja um entrave a essa possibilidade.

De fato, há aqueles na administração Trump que não veem a reunião com bons olhos, pois acreditam que ela é prematura diante da suposta intromissão russa nas eleições de 2016. Entretanto, apesar dessa visão, muitos outros oficiais encaram com positividade o encontro, pois acreditam que, assim, os dois líderes podem discutir questões de interesse comum, como a questão da Ucrânia, da Síria e o problema da cibersegurança.

Dessa forma, não se sabe oficialmente se Trump e Putin se encontrarão, no entanto, ambos os líderes já se pronunciaram demonstrando interesse para tanto. No âmbito da política externa, o diálogo é a forma mais importante para que essas nações resolvam suas diferenças e aprimorem as relações, algo que acabará por beneficiar toda a comunidade internacional, visto que EUA e Rússia são atores globais determinantes para o equilíbrio mundial.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Donald Trump, Presidente dos EUA, e Vladimir Putin, Presidente da Federação Russa, na Cúpula da Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico, no Vietnã, em novembro de 2017” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/eb/Vladimir_Putin_%26_Donald_Trump_at_APEC_Summit_in_Da_Nang%2C_Vietnam%2C_10_November_2017_%2802%29.jpg/800px-Vladimir_Putin_%26_Donald_Trump_at_APEC_Summit_in_Da_Nang%2C_Vietnam%2C_10_November_2017_%2802%29.jpg

Imagem 2 Vladimir Putin, Presidente da Federação Russa” (Fonte):

http://en.kremlin.ru/events/president/news/57692/photos/54010

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Tensões navais entre EUA e China aumentam

Os movimentos militares dos Estados nos oceanos são indicativos das relações de poder no ambiente internacional. O aumento da presença naval de um país em determinada área pode gerar suspeitas de busca de dominação e motivar respostas de outras nações. Nesse sentido, a forte presença chinesa no Mar do Sul da China provoca receios de nações asiáticas e dos Estados Unidos, tanto que o país americano aumentou sua assertividade na área, o que causou maiores tensões com os chineses.

Após haver participado de duas edições do exercício naval RIMPAC*, a marinha da China foi desconvidada pelo governo dos Estados Unidos para o exercício de 2018. A retirada do convite ocorreu em maio de 2018, em resposta ao crescimento do poderio chinês do Mar da China Meridional. O porta-voz do Departamento de Defesa estadunidense afirmou que “Como resposta inicial à contínua militarização do Mar do Sul da China, nós desconvidamos a Marinha da República Popular da China para o Exercício 2018 da Borda do Pacífico (RIMPAC). O comportamento chinês é inconsistente com os princípios e propósitos do exercício RIMPAC”.

O convite tinha sido feito em 29 de maio de 2017. Na ocasião, todas as nações que participaram do exercício de 2016 foram chamadas novamente. Apesar de estar em expansão, a presença chinesa no mar meridional ainda não era percebida como uma ameaça imediata pelo governo estadunidense. Cumpre notar, entretanto, que o Ato de Autorização de Defesa Nacional dos Estados Unidos para o Ano Fiscal 2000 já proibia contatos entre a China e os Estados Unidos que pudessem criar riscos à segurança nacional devido a uma exposição inapropriada.

Mapa das Ilhas Spratly

Em 2018, a percepção dos riscos aumentou. Os chineses construíram sete bases militares nas ilhas artificiais** no arquipélago Spratly***. O movimento é interpretado por altos funcionários norte-americanos como ameaça à resolução da disputa territorial na região pela via diplomática. O comandante da Marinha dos Estados Unidos para o Pacífico, Harry Harris, disse, em fevereiro de 2018, aos congressistas estadunidenses, que “a China está tentando garantir soberania de fato sobre áreas marítimas disputadas, por meio do aumento da militarização de suas bases construídas”. Imagens de satélite fornecidas pela DigitalGlobe mostram que há forte construção militar, com um porto de águas profundas, aeródromos completos, hangares, tendas militares e infraestrutura de comunicações nas ilhas Subi e Mischief.

A tensão entre as duas nações decorrente da decisão de retirar o convite aos chineses para participarem do RIMPAC pode agravar-se nos próximos meses. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos descreveu a medida como “uma resposta inicial”, indicando que podem existir outras iniciativas para conter o poderio naval chinês no futuro. A reação da China ainda não é previsível, mas pode-se esperar agravamento da situação securitária no Mar da China Meridional em um futuro imediato.

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Notas:

* Exercício militar entre os EUA e parceiros asiáticos que ocorre bienalmente. A sigla em inglês faz referência às bordas do oceano Pacífico. É considerado o maior exercício naval multinacional do mundo. A China foi convidada para os exercícios de 2014 e de 2016, pelo presidente Barack Obama, para ampliar a cooperação bilateral entre as marinhas dos dois países.

** A China construiu ilhas artificiais na região, de modo a aumentar a legitimidade de seu pleito sobre todo o território incluído na chamada linha de nove traços. Os chineses acreditam que têm direito histórico à soberania dessa área.

*** Conjunto de ilhas que é disputado por várias nações asiáticas, incluindo a China.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Marinheiros chineses em Qingdao, desfilando em uma visita da delegação naval dos Estados Unidos” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/People%27s_Liberation_Army_Navy

Imagem 2 Mapa das Ilhas Spratly” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Spratly_Islands

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Demais Fontes Consultadas

[1] Ver:

https://thediplomat.com/2018/05/what-the-trump-administrations-decision-to-disinvite-the-chinese-navy-from-rimpac-2018-means/

[2] Ver:

https://thediplomat.com/2017/05/rimpac-2018-china-to-participate-in-major-us-naval-exercise/

[3] Ver:

http://news.abs-cbn.com/focus/02/16/18/china-has-7-new-military-bases-in-s-china-sea-us

[4] Ver:

https://www.spatialsource.com.au/gis-data/satellite-images-reveal-completed-military-bases-spratly-islands

AMÉRICA DO NORTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Trump chama alguns imigrantes de “animais” e causa protestos no México

De acordo com o Jornal Reuters, na última quarta-feira, dia 16 de maio, durante uma reunião com líderes municipais da Califórnia, Trump discursou sobre o trabalho que está sendo realizado pelo seu governo para tornar a fronteira dos EUA com o México impenetrável. “Temos pessoas entrando no país, ou tentando entrar, e estamos parando muitas delas. Você não acreditaria em como essas pessoas são ruins. Estas não são pessoas. Estes são animais”, disse Trump.

Logo após seu discurso, o Governo do México apresentou uma nota diplomática de reclamação ao Departamento de Estado dos EUA, dizendo que os comentários não eram admissíveis. “O presidente Trump se referiu a alguns imigrantes, talvez ele tivesse as gangues em mente, eu não sei, como animais, não como pessoas”, afirmou o Ministro das Relações Exteriores, Luis Videgaray, à emissora de TV Televisa, na quinta-feira, (dia 17 de maio). “Na opinião do governo mexicano, isso é absolutamente inaceitável”, complementou.

Trump ao telefone e com secretários e assessores, em janeiro de 2017

Perguntado sobre os comentários, Trump declarou, também na quinta-feira, que eles foram retirados do contexto. “Estava me referindo às gangues do MS-13 que estão chegando. E se você olhar um pouco mais adiante na gravação, verá isso”, disse Trump a repórteres. “MS-13, estes são animais. Precisamos de fortes leis de imigração. Nós temos leis que são ridicularizadas pela imigração. Então, quando o MS-13 chega, quando os outros membros da gangue entram em nosso país, eu me refiro a eles como animais e adivinhe, eu sempre farei”, acrescentou Trump.

O MS-13, também conhecidos como “Maras Salvatruchas” é uma gangue que foi criada em Los Angeles na década de 1980 e se tornou uma organização criminosa transfronteiriça com liderança em El Salvador. Atualmente, o grupo conta com 30.000 membros em todo o mundo e 10.000 nos Estados Unidos, segundo o Departamento de Justiça americano.

Na reunião de quarta-feira, Trump também expressou hostilidade ao México, que, além de ainda ser seu parceiro comercial, será seu sócio, junto com o Canadá, em uma oferta sem precedentes para sediar a Copa do Mundo de futebol em 2026. “O México não faz nada por nós”, disse Trump na reunião. “O México fala, mas eles não fazem nada por nós, especialmente na fronteira. Eles certamente não nos ajudam muito no comércio”, declarou.

Apesar dos comentários de Trump, o México tem trabalhado arduamente para ganhar favores com o governo Trump em áreas como diplomacia e migração, na esperança de conseguir um acordo de renegociação do NAFTA.

Desde 2014, quando o presidente democrata Barack Obama estava na Casa Branca, os mexicanos têm sido mais rigorosos com a aplicação da lei em sua fronteira sul, detendo e auxiliando na deportação de dezenas de milhares de imigrantes, muitos dos quais vêm de países pobres da América Central que vivenciam muita violência interna, como Honduras, Guatemala e El Salvador.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Trump discursando durante conferência anual da Conservative Political Action Conference em 2010” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Donald_Trump

 

Imagem 2Trump ao telefone e com secretários e assessores, em janeiro de 2017” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Donald_Trump