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[:pt]Colômbia e FARC assinam Acordo de Paz[:]

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Analistas e observadores internacionais apontam que o dia 26 de setembro de 2016 certamente deverá ficar marcado na história da humanidade, sobretudo nos anais da América Latina e do seu povo. Foram 52 anos de conflitos sangrentos com a perda de muitas vidas e destruição na Colômbia. Após 4 anos de negociações, foi assinado o Acordo de Paz entre o Governo colombiano e as Farc, na cidade de Cartagena, escolhida por ser palco de grandes eventos no país.

O que se espera é que esse Tratado seja efetivado e traduza a realidade que o mundo deseja. Durante a Conferência das Farc, o Acordo foi ratificado pelos membros da guerrilha e, no último dia 26, foi assinado pelo presidente colombiano Juan Manoel Santos e pelo líder das Farc, Rodrigo Londoño Echeverri, conhecido como Timochenko.

Foi realizada uma cerimônia com cerca de 2,5 mil convidados de todas as partes do mundo, além de 120 representantes da grupo guerrilheiro. O Documento que simboliza o Acordo de Paz contém 297 páginas e encerra um ciclo que deixou 220 mil mortos, mais de 25 mil desaparecidos e mais de 5 milhões de deslocados. Observadores acreditam que será um evento grandioso, o qual contará com alguns líderes mundiais, tais como o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon.

Considera-se que, tão importante quanto o reestabelecimento da paz no país, esse ato poderá melhorar os indicadores econômicos da Colômbia, trazendo a possibilidade de equilíbrio social, pois gerará empregos, com a atração de mais turistas e investimentos externos ao país, além de reconstruir ou desenvolver as regiões afetadas pelo conflito.

Vale ressaltar, no entanto, que este passo que foi dado ainda não é um fim do processo, pois, no próximo dia 2 de outubro, o qual coincide com as eleições municipais no Brasil, haverá um Referendo para endossar ou não o Acordo firmado.

As mobilizações para a aprovação estão sendo intensas. Ingrid Betancourt, por exemplo, que foi refém da guerrilha por 7 anos, comentou sobre o assunto em uma entrevista dada ao jornal El País. Para ela, “O que surpreende não é que se assine a paz, mas que haja pessoas que votem não”.

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ImagemCeremonia de firma del acuerdo final de paz el 26 de septiembre de 2016” (Fonte):

https://es.wikipedia.org/wiki/Diálogos_de_paz_entre_el_gobierno_Santos_y_las_FARC

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[:pt]FARC articulam-se para serem Partido Político em 2017[:]

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Mais um desdobramento do Acordo de Paz entre a Colômbia e os guerrilheiros das Farc está ocorrendo na Conferência que está sendo realizada na remota localidade de El Diamante nos Llanos del Yarí, na cidade colombiana de San Vicente Del Caguan, situada a sudeste do país, e reduto da guerrilha.

A Conferência, promovida pelas próprias Farc, foi convocada com o intuito de ratificar e discutir com os membros da Guerrilha o Acordo de Paz que já foi acertado entre as duas partes envolvidas (Governo colombiano e Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), além de firmarem que continuarão com a luta por justiça social, através de Assento no Congresso Nacional, transformando o Grupo Guerrilheiro em um Partido Político com a pretensão de participar das Eleições Legislativas e Presidenciais de 2018.

O Partido Político deve ser lançado oficialmente até o dia 27 de maio de 2017, data em que o Acordo deverá ter sido cumprido com o Governo da Colômbia. Após essa data, as Farc também já devem ter terminado as três fases da entrega das suas armas e já terão dissolvido a Cúpula do movimento como se configura atualmente. Tal data (27 de maio) foi escolhida em virtude do dia “27 de maio de 1964”, momento em que o movimento guerrilheiro foi fundado com esse nome.

O Congresso, que se iniciou em 18 de setembro (domingo passado), tem marcado para terminar no dia 23 de setembro, amanhã, sexta-feira. Estão reunidos os líderes da guerrilha e 200 representantes das mais de 80 frentes espalhadas pelo país.

Este é o décimo Congresso das Farc e, como feito histórico, será aberto à imprensa pela primeira vez. Vale ressaltar que, no passado, essas reuniões eram secretas e usadas para decidir estratégias de batalhas. O Congresso que está acontecendo atualmente tem a finalidade de oferecer à comunidade internacional o novo panorama político das Farc, que será estreado nas próximas eleições.

A programação do encontro reflete a agenda de negociações de paz, incluindo a reforma agrária e questões ambientais. Para essa nova empreitada, o grupo têm como agenda política a luta pelos agricultores pobres e esquerdistas comprometidos. Já no segundo dia de reuniões, o líder do movimento de paz, Iván Márquez, afirmou estar satisfeito. Declarou: “Estamos sentindo um apoio muito forte a todo o trabalho que realizamos em Havana. É um apoio total, o qual alcançamos na mesa de negociações”.

Como resultado do evento, as Farc devem anunciar nos próximos dias os nomes que irão encabeçar esse novo Partido Político e que lhes representarão no Congresso, com voz, mas sem voto, nos debates que acontecerão pela implementação do Acordo, algo que poderá tornar-se efetivo se aprovado pelos colombianos em um plebiscito que ocorrerá no próximo dia 2 de outubro.

Tudo está sendo encaminhado para que o dia 2 de outubro de 2016 seja uma data histórica para a paz na América Latina, sobretudo na Colômbia, que há muito almeja essa harmonia desejada pelos colombianos e por toda a comunidade internacional.

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ImagemForças Armadas Revolucionárias da Colômbia” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/For%C3%A7as_Armadas_Revolucion%C3%A1rias_da_Col%C3%B4mbia

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[:pt]Estados Unidos e Cuba estreitam mais suas relações diplomáticas[:]

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No último dia 31 de agosto, quarta-feira da semana retrasada, partiu o primeiro voo regular dos Estados Unidos com destino à Cuba. Ele foi realizado pela companhia aérea Jetblue e está sendo visto como um evento histórico, comparado à “Queda do Muro de Berlim” e à “Chegada do Homem à Lua”, ou seja, como representativo de um marco histórico para a humanidade. Entretanto, os cidadãos americanos só poderão ingressar em Cuba por motivos de atividades culturais, empresariais, educacionais e jornalísticas, não sendo permitido viajarem como turistas. Vale ressaltar que essa medida teve o intuito de suavizar o embargo econômico imposto por Washington à Havana, o que já é considerado um grande avanço para as relações comerciais entre os dois países.

Apesar das ressalvas, este estreitamento das relações entre EUA e Cuba está sendo muito comemorado por toda a comunidade internacional, sobretudo pelos cidadãos de ambos os países. O voo muito comemorado pelos dois lados será um dos 110 voos diários diretos à Cuba que foram aprovados pelo Departamento de Transporte dos EUA (DOT).

O Governo norte-americano afirmou que tal medida foi tomada com o objetivo de “reunir as famílias cubano-americanas e fomentar a educação e as oportunidades para as empresas americanas de todos os tamanhos”, deixando claro que esse é o primeiro passo para iniciar o caminho para outras ações afirmativas com a finalidade de estabelecer um pacto com Cuba, sobretudo na área econômica.

Apesar de ter sido um acontecimento simples do ponto de vista diplomático, os festejos decorrem do fato de que as relações entre os dois Estados estavam rompidas desde 1961 e, após os mais de 50 anos, foram restabelecidas formalmente em julho de 2015, por meio da reabertura das embaixadas em Washington e Havana.

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Imagem (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Cubana_de_Aviaci%C3%B3n#/media/File:Cubana_TU-204.jpg

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[:pt]Reacomodamientos en el Peronismo[:]

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El diverso espectro de “el peronismo” transita etapas de reacomodamiento interno. Poco a poco la discusión se comienza a centrarse prospectivamente. Esto es, a situarse de cara a las elecciones de medio término que se realizarán el próximo año. Aunque los tiempos parecen generosos, el calendario electoral se inicia en diez meses. Y no solo eso: el peronismo debe transitar un camino donde resuelva -al menos- quiénes están dentro y quiénes fuera.

Definir al peronismo no es una tarea sencilla. Desde los años noventas, el tablero interno quedó organizado en torno a qué tan liberal -o no- es el peronismo. Por un lado, expresiones más “amigas” del mercado, que a veces combinan cierto conservadurismo político. Por otro, sectores más nacionalistas en términos económicos y propensos a garantizar nuevos derechos. Hacia adentro del peronismo como identificación política conviven el Frente Renovador de Sergio Massa (que está en realidad fuera del PJ), el núcleo duro del kirchnerismo y sectores que se alinearon a los gobiernos del matrimonio K, pero que no eran convencidos.

Las disputas internas del peronismo se pueden reflejar claramente en lo territorial. Desde allí surgen distintas propuestas -y prácticas- que dejan atrás al kirchnerismo y se reposicionan en torno a la siempre resbalosa idea del peronismo. El ejemplo más claro es lo actuado por el Senado donde -gracias al peronismo- el macrismo puedo imponer normas sustanciales. Allí se pudo ver el peso de los líderes territoriales provinciales. Más cercano en el tiempo fue el lanzamiento del “Grupo Esmeralda”, conformado por varios gobernadores e intendentes del conurbano. Lejos del kirchnerismo, reclaman -y se autoproclaman- como la renovación partidaria.

Este sector vería con buenos ojos el retorno de Sergio Massa al PJ no solo para controlar el partido, sino también para enfrentar en elecciones al Frente Cambiemos. La tercera vertiente por la que transita el reacomodamiento del peronismo es la próxima presentación del Grupo Fénix, que aspira también a reagrupar al peronismo sin excluir el segmento que aún se identifica como K.

Queda comentar en torno a la situación de Cristina Kirchner que -con un silencio parcial- continúa terciando como reguladora de los alineamientos internos del peronismo. Su imagen positiva continúa por encima del 30%, mientras que la del Presidente parece estancada y comienza a pesar sobre sus hombros el costo de las medidas de Gobierno. Quizá la pregunta más interesante en torno al reacomodamiento del peronismo sea cuál es el impacto más allá del peronismo.

Concretamente, cuánto incide en la gestión del oficialista Cambiemos de Mauricio Macri. Beneficia o complica al Gobierno la presencia de la ex mandataria? Algunos aseguran que mantener a Cristina Kirchner en el escenario político le permite a Macri tener una oposición fragmentada. De allí la insistencia de algunos sectores en torno a causas contra la ex mandataria.

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Imagem (Fonte):

https://es.wikipedia.org/wiki/Kirchnerismo#/media/File:Manifestaci%C3%B3n_por_10_a%C3%B1os_del_Kirchnerismo_-_La_d%C3%A9cada_ganada_-_Ministerio_de_Obras_P%C3%BAblicas.jpg

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[:pt]Importaciones y relación con China complica vínculo gobierno – industriales[:]

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La Unión Industrial Argentina reclamó que China no sea reconocida como una economía de mercado por parte de la administración Macri. El pedido de la gremial empresaria contextualiza el viaje del presidente Argentino a Hangzhou, donde se realiza la cumbre del G-20. Desde allí el Gobierno espera darle volumen a la reciente designación del país como sede de la Cumbre para el año 2018. El viaje presidencial tuvo una parada en Qatar e importantes bilaterales, en búsqueda de las ansiadas inversiones que siguen sin llegar al país.

El contexto económico, donde la actividad industrial cayó interanualmente un 7,9%, la inflación se mantiene sostenida y el gobierno muestra lineamientos de una política comercial más abierta, empujan a que industriales y Pymes -e incluso gremios- reclamen no solo por revertir el escenario recesivo, sino también por contener las importaciones. Al respecto se multiplican los informes donde se da cuenta del ingreso no solo de mercancías, sino incluso también de alimentos. La combinación de una retracción del consumo y el aumento de importaciones complica a distintas economías regionales, efectos que son indisimulados.

Existe un evidente punto de tensión entre las gremial industrial y el gobierno. El pedido de los industriales fue hecho público en un seminario que la UIA organizó junto con el Atlantic Council que tenía como objetivo analizar el rol de China en la industria latinoamericana. Dos días después el propio titular de la UIA volvió a insistir con el tema en un acto que compartió con los dos principales interlocutores que tienen los industriales en la administración Macri: el ministro de producción Francisco Cabrera y el jefe de gabinete Marcos Peña. Aunque los funcionarios gubernamentales no han hecho mayores comentarios en torno al ingreso de China a la OMC, el embajador argentino en Beijing asegura que el país asiático es una economía de mercado y que debe ser reconocida como tal. En este contexto, se conocieron cambios de funcionarios en el área de comercio externo que hablan de la puja dentro del Gobierno entre quienes apuestan a una apertura comercial indiscriminada y quienes apuestan a integrar en el debate los intereses de sectores empresariales. La subsecretaria de comercio exterior Leila Nazer -ex economista de la UIA y obvio vínculo de la entidad en el corazón del Gobierno- fue desplazada y el reemplazante responde ahora su jefe directo, el secretario de comercio Miguel Braun, uno de los principales promotores de la integración argentina a la Alianza del Pacífico.

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ImagemLa plana mayor. Francisco Cabrera, Juan Carlos Sacco, Adrián Kaufmann y Marcos Peña y Luis Betnaza. Atrás, Cristiano Rattazi y Miguel Acevedo. Ayer en la sede de la UIA” (Fonte):

http://www.clarin.com/politica/Cruce-Gobierno-UIA-recesion_0_1643235675.html

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[:pt]Michel Temer viaja para a China para fortalecer relações bilaterais[:]

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O presidente Michel Temer chega em Shanghai nesta semana para participar da cúpula do G20, um importante evento que reúne os vinte países mais ricos do mundo e os mais influentes Chefes de Estado. A viagem não será apenas para participar da cúpula do G20, mas também para fortalecer laços com os chineses.

No dia 2 de setembro, Temer irá se encontrar com o presidente chinês Xi Jinping e com outras autoridades do país. Nesses encontros, espera-se que mais 11 novos contratos comerciais sejam assinados, bem como fortalecidos os atuais Acordos de Cooperação. Ele levou em sua viagem importantes nomes da economia brasileira e ministros, a fim de voltar com notícias positivas para a economia do Brasil.

Os negócios da equipe de Temer serão bilionários, envolvendo produtos da Embraer e da Petrobrás e pode ser que uma participação da Camargo Correa na CPFL Energia também seja vendida. Além de uma série de Acordos, a ideia de responder às acusações de que houve um Golpe de Estado também foi pensada e a equipe está apta a apresentar detalhes aos chineses, deixando claro que a política brasileira está estabilizada.

A China é um dos mais importantes, senão o principal parceiro do Brasil. Desde 2010, os dois países aqueceram muito suas relações comerciais, diplomáticas, cooperação social, intercâmbio educacional, tecnologia e vários outros setores, mas o que causa dúvida em diversos estudiosos das relações Brasil-China é a manutenção desses laços com a troca de Governo que ocorreu.

As dúvidas não são por menos, pois, a partir do primeiro mandado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Beijing se tornou muito importante para tornar o Brasil uma potência emergente naquela época. Com o crescimento da economia chinesa, o país também viveu frutos positivos em sua economia, da mesma forma que, com o esfriamento da economia do país asiático, os brasileiros viveram uma queda econômica. “O Brasil tornou-se a potência emergente na época do Governo Lula, parcialmente por causa da China e também por causa da desaceleração do país asiático é que o Brasil deixou de ser essa potência. Temer está certo ao levar as pessoas chaves e ministros a essa viagem”, afirmou o professor de Relações Internacionais da FGV, Oliver Stuenkel, para o jornal El País, em respeito a grande equipe preparada por Michel Temer e seus assessores.

A China está constantemente atualizando e pensando em melhorias em seu modelo de desenvolvimento econômico e isso pode se tornar em uma nova oportunidade para atualizar as relações entre Brasília e Beijing. Explorar mais os pontos fortes das indústrias de ambos é essencial para reverter o estado econômico em que brasileiros e chineses vivem. O que se espera de Temer é que abra novas portas e alcance novas oportunidades ainda não pensadas ou mal trabalhadas no que se diz respeito às relações Brasil-China.

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ImagemMichel Temer recebe cumprimentos durante a posse no Congresso Nacional” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Governo_Michel_Temer

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